23 Out, 2017

Arquivo de Inglaterra - Fair Play

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Francisco IsaacOutubro 9, 20171min1

Nos últimos 27 anos muito aconteceu no Mundo do Futebol… o Brasil ganhou um Mundial à conta de um Baggio, a França arrumou com Ronaldo Nazário, a Coreia do Sul chegou às meias-finais de um Mundial e outros eventos e surpresas aconteceram mas… e que dizer daquelas selecções que ficaram de fora da maior prova de todas do Desporto Rei? 

Quem é que ficou de fora nas últimas 7 edições? E será que a Holanda e/ou a Argentina vão entrar nesta lista no futuro? Descobre os 10 fracassos de apuramento dos últimos 27 anos.

 

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Rodrigo FigueiredoSetembro 28, 20177min0

O Rugby desafia os seus intervenientes a constantes tomadas de decisões. Terá sempre vantagem aquele que melhor avaliar os riscos das suas acções e as recompensas que delas advêm. O binómio risco-recompensa tenta explicar o porquê de parecer que uns arrisquem sempre mais e eventualmente, melhor que outros.

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João NegreiraJulho 29, 20176min0

O mercado de transferências em Inglaterra continua bastante agitado e, consecutivamente, os clubes ingleses continuam a comprar jogadores por quantias exorbitantes, e algumas até injustificáveis. Desta feita, analisamos os negócios de Bakayoko para o Chelsea e de Mendy e de Danilo para o Manchester City.

Tiémoué Bakayoko

Começando pelo campeão em título, o Chelsea, que comprou ao Monaco, Tiémoué Bakayoko. O médio defensivo francês com dupla nacionalidade atuou 51 vezes na época passada pelo clube monegasca e fez uma temporada que encheu os olhos aos responsáveis do Chelsea que acabaram por dar 40 milhões de euros pelo jogador.

Que a qualidade que o jogador tem é inegável, não se questiona, mas o que mais poderá oferecer ao seu novo clube tendo em conta que já lá estão jogadores para a sua posição que fizeram uma excelente época 2016/2017? A verdade é que Kanté e Matic (apesar deste último poder estar na porta de saída) partem em melhores posições para o onze inicial do Chelsea para a nova temporada, até porque é um clube e país novos para Bakayoko, tendo ainda que assimilar as ideias do seu novo treinador. E mesmo estando Matic na porta de saída, ou não, terá sido prudente comprar um jogador por 40 milhões de euros e talvez ter que deixá-lo no banco durante grande parte da temporada? Estes 3 médios mais centrais do Chelsea, terão, à partida, um papel mais defensivo no sistema de Conte, a não ser que um destes possa fazer o papel de Fabregas. Resta esperar para ver o que Conte quererá fazer e que papéis poderão desempenhar esses jogadores.

Quanto ao Monaco, que já vendeu 4 dos seus habituais titulares da época passada, Bernardo Silva, Germain, Bakayoko e Mendy, (falaremos deste último mais à frente) podemos afirmar que será nitidamente difícil suprir as saídas de todos estes jogadores. Mas a saída do médio defensivo francês parece já ter sido colmatada, com a compra de Tielemans, que poderá fazer recuar Fabinho no terreno de jogo, mas também com a compra de Soualiho Meïté, com características semelhantes às de Bakayoko.

Tiémoué Bakayoko, com a camisola do seu novo clube, o Chelsea (Foto: Site – Chelsea)

 

Benjamin Mendy

O lateral esquerdo francês de 23 anos, também ele com dupla nacionalidade, acaba de se tornar o defesa mais caro da história, tendo custado aos cofres dos citizens cerca de 57 milhões de euros.

Após as saídas de Kolarov e de Clichy, era necessário comprar um lateral esquerdo que rendesse a nível desportivo no presente. Posto isto, os responsáveis do clube de Manchester voltaram ao Monaco (depois de já terem comprado Bernardo Silva por 50 milhões de euros) e adquiriram o jogador. Este lateral esquerdo de origem, também pode jogar como médio esquerdo, sendo que após o jogo de preparação com o Real Madrid, conseguimos verificar que Guardiola poderá estar a preparar um novo sistema tático, em que o jogador encaixa nessa outra posição; não obstante o jogador ainda não somou quaisquer minutos com a camisola do City nesta pré-temporada. Apesar disso, o jogador parece ser o mais preparado para jogar no lado esquerdo mais defensivo, seja com 3 ou com 2 centrais atrás de si. A verdade é que na época que passou, Mendy foi peça importante na formação de Leonardo Jardim, sendo ele um defesa lateral bastante atacante, influenciando imenso o jogo ofensivo da equipa.

Falamos outra vez de uma saída do Monaco, e há que referir que neste defeso os citizens pagaram cerca de 110 milhões de euros (pasme-se) por 2 jogadores monegascas. Contrastando com a situação de Bakayoko, o caso de Mendy parece-me ainda um pouco atrasado, pois o substituto natural será Jorge que fez apenas 5 jogos com a camisola do Monaco na época passada, não me parecendo também capaz de desempenhar e de render o mesmo que Mendy. A outra hipótese será Terrence Kongolo, defesa central que pode também jogar a lateral esquerdo, comprado ao Feyenoord por 15 milhões de euros, sendo que um defesa central de raiz a jogar a lateral esquerdo, nunca poderá ter o mesmo impacto ofensivamente como um lateral esquerdo de origem.

Mendy, já com as cores do seu novo clube, o Manchester City (Foto – Site – Manchester City)

 

Danilo

O lateral direito brasileiro de 26 anos, ex- Porto e Real Madrid foi transferido para o Manchester City que pagou por ele cerca de 30 milhões de euros. Após a sua saída para os madrilenos nunca chegou a jogar tanto tempo como nos azuis e brancos, e tem, aqui uma nova oportunidade para se mostrar ao mesmo nível do que se mostrou quando estava em Portugal.

Do lado direito da defesa saiu Pablo Zabaleta, o titular indiscutível, obrigando assim os citizens a contratar, mais uma vez, para o presente. Kyle Walker foi contratado por 51 milhões de euros e parece ser o escolhido para ocupar o lugar da lateral direita, tendo ainda a concorrência de Danilo que também pode jogar como lateral esquerdo. No jogo amigável, há pouco referido com o campeão espanhol, jogou Danilo como médio esquerdo, pois estando Guardiola a preparar um sistema diferente, o brasileiro pode ser uma mais valia, sendo que pode jogar nos dois lados do campo, tendo até afirmado que não estava preocupado em que posição iria jogar, mas sim se iria jogar. O jogador já jogou a alto nível numa das melhores equipas do mundo, tendo já uma vasta experiência de Champions, o que pode jogar a seu favor. No entanto, o jogador não aparenta poder ser o titular de qualquer uma das alas da equipa inglesa, sendo, apesar disso, uma opção muito viável a Mendy e a Walker.

O Real Madrid, perdeu o seu segundo lateral, sendo que tem Carvajal para a lateral direita e Marcelo para a esquerda. Assim, o clube espanhol vendeu o jogador pela mesma quantia que o comprou e o jogador não era indiscutível na equipa; um negócio razoável, tendo em conta os dois anos de salário do jogador. Pois na verdade, o campeão espanhol não terá urgência em contratar alguém para substituir Danilo, recebendo uma boa quantia por ele.

Danilo, a assinar contrato, vestido à Manchester City (Foto: Site – Manchester City)

 

A Premier League é a melhor liga do mundo e, por conseguinte, a mais competitiva. E é sempre difícil para um jogador vir para Inglaterra e afirmar-se na sua primeira época, mas, pelos valores monetários apresentados e pelo valor desportivo que estes 3 jogadores já nos habituaram, a expectativa é grande. Resta aos jogadores compreenderem o que os seus treinadores querem deles e dar em campo o seu melhor.

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João DuarteMaio 26, 20176min0

Realizou-se, dias 20 e 21 de maio, a décima e última etapa do circuito mundial de Sevens da World Rugby 2016/2017 em Londres. Com o vencedor do circuito já decidido, esta etapa servia apenas para ter a certeza de quem seria a equipa despromovida para a próxima época, para determinar as classificações finais e entregar o troféu de campeão à África do Sul.

Como “Wild Card” participou novamente a Espanha, à semelhança do já tinha acontecido em Paris.

Dia 1

A grande surpresa do primeiro dia foi a não qualificação das Fiji para a disputa da Cup, tendo perdido dois jogos e vencido apenas um. A primeira derrota foi com o Canadá por 19-22, com os canadianos a estarem a perder por 12-7 ao intervalo e a marcarem um ensaio na bola de jogo por intermédio de John Moonlight que esteve em destaque ao marcar dois ensaios na partida.

A segunda derrota das Fiji surgiu contra a Nova Zelândia, onde os fijianos estiveram novamente a vencer ao intervalo, mas acabaram por perder o confronto, com os All Blacks a marcarem dois ensaios e uma conversão nos últimos 2 minutos de jogo. Destaque para Joe Webber que bisou na partida.

Feito o primeiro dia de jogos, era tempo de verificar as partidas do segundo dia.

Consulte as tabelas em: https://goo.gl/YbtLv9

Scotland heroes! (Foto: World Rugby)

Quartos-de-final da Cup:

Estados Unidos vs. Austrália

Nova Zelândia vs. Escócia

Inglaterra vs. África do Sul

Argentina vs. Canadá

Quartos-de-final da Challenge:

Quénia vs. Espanha

Ilhas Fiji vs. Rússia

Samoa vs. Páis de Gales

França vs. Japão

Dia 2

O segundo começou com o Quénia a vencer facilmente a Espanha por 33-7, as Fiji a vencerem a Rússia por 31-5, que não era mais do que a sua obrigação ou não fossem os campeões olímpicos e mundiais.

A Samoa iria perder com o País de Gales por 21-29 e a França vencer facilmente o Japão que já não tinha hipóteses de se salvar da despromoção do circuito (para isso tinha de se qualificar para a Cup de maneira a fazer mais de 9 pontos relativamente à Rússia).

Nos quartos-de-final da Cup os jogos eram mais intensos. Os Estados Unidos venceram facilmente a Austrália por 31-14, com Perry Baker a fazer o hat-trick.

Com alguma surpresa a Escócia iria manter-se na luta pela Cup depois de vencer a Nova Zelândia por 21-24, com dois ensaios marcados no último minuto e na bola de jogo por Jamie Farndale.

A Inglaterra impediu a África do Sul de tentar vencer mais uma Cup esta época ao vencer os africanos por 17-12, num jogo que foi a prolongamento e foi decidido com um ensaio de Dan Norton.

No último jogo dos quartos-de-final o Canadá venceu facilmente a Argentina e ocupou o último lugar nas meias-finais da Cup.

Nas meias-finais do 13º lugar a Rússia e a Samoa acabaram com a particição da Espanha e do Japão, respetivamente, no World Series 2016/2017.

Nas meias-finais da Challenge as Fiji mostraram que as equipas Challenge não estão ao seu nível e venceram o Quénia por 5-45. A Outra meia-final foi ganha pelo País de Gales num confronto bem disputado com a França.

Para a disputa do 5º lugar iríamos ter um Austrália-África do Sul, depois destas terem vencido com relativa facilidade a Nova Zelândia e a Argentina.

Na final da Cup iríamos ter uma final Bretã para presentear o público londrino, depois da Escócia vencer os Estados Unidos e Inglaterra o Canadá.

Seguíamos assim para os últimos jogos do World Series 2016/2017.

A Samoa mostrou ser mais forte que a Rússia e conquistou o 13º lugar no torneio e no circuito.

As Fiji venceram o País de Gales, levando a Challenge para casa e garantindo o 3º lugar do World Series.

O 5º lugar foi conquistado pela África do Sul que se consagrou também campeã mundial do World Series, com Cecil Afrika, uma das estrelas da equipa africana, a fazer o brilharete no último jogo da época ao marcar 16 pontos.

No 3º lugar iria ficar o Canadá depois de vencer os Estados Unidos por uns escassos 3 pontos depois de ter estado a perder por 14-5 ao intervalo.

Quem venceu a final bretã e a última final do World Series da época, foi a Escócia que soube ter a frieza de na segunda parte aproveitar as oportunidades concedidas e marcar os 12 pontos que lhe iriam dar a vitória final, depois de ter estado a perder 0-7 com o conjunto que se iria consagrar vice-campeão mundial de Sevens, a Inglaterra.

London Winners! (Foto: World Rugby)

Os campeões – África do Sul

Os grandes campeões do World Series foram a África do Sul que apesar de ter terminado esta última etapa em 5º lugar, só não disputou uma outra final, em Singapura. Foi assim a justa vencedora deste World Series ao vencer cinco das oito finais em que participou e o deixar a segunda classificada, a Inglaterra, a 28 pontos do título.

Demonstraram assim ao longo dos últimos meses de competição que tinham a melhor equipa, uma super equipa, que soube dar a volta aos resultados desfavoráveis e controlar os jogos decisivos.

World Series 2016/2017 Champions! (Foto: World Rugby)

 

The final

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Tomás da CunhaMaio 20, 20177min0

O Fair Play elegeu alguns destaques do Euro Sub-17 que teve como vencedor a selecção nacional espanhola.

Denia e a identidade espanhola – Nos últimos anos, todas as selecções espanholas têm mantido uma identidade que privilegia o controlo do jogo através da posse de bola. Contrariando o que seria de esperar, a equipa orientada por Santi Denia nem sempre procurou dominar dessa forma, abdicando muitas vezes da iniciativa. Essa postura mais expectante colocou os espanhóis perante maiores dificuldades, dependendo daquilo que os adversários eram capazes de fazer. Se no perfil dos jogadores continuam a sobressair as boas decisões, é certo que foram as opções do seleccionador que diminuíram as probabilidades de sucesso e obrigaram a dois desempates por grandes penalidades.

O talento explosivo de Sancho – Há 2 anos, quando cativou a atenção do Manchester City enquanto jogador do Watford, Jadon Sancho motivou desde logo as maiores expectativas quanto ao seu futuro. A relação com a bola denunciava um jogador com um talento distinto, num patamar de desenvolvimento bem acima do que a sua idade poderia fazer prever. O nível que apresentou nesta competição confirma todo o potencial e prova que o jovem inglês é uma das maiores promessas da sua geração. Sancho estabeleceu as diferenças em todos os encontros, criando desequilíbrios atrás de desequilíbrios com uma enorme facilidade. Partindo do corredor esquerdo, embora tenha tido liberdade de movimentos, impressionou pela qualidade técnica e pelo repentismo na mudança de velocidade. Procura muitas vezes as situações de 1×1, em que é praticamente impossível de travar, mas não é um jogador exageradamente individualista, apesar de ter forçado demasiado no jogo contra Espanha. Na fase a eliminar (exceptuando a final) surgiu mais vezes em zonas interiores, recebendo em espaços potencialmente mais perigosos para o adversário. Foi um dos jogadores em destaque na prova, com 5 golos e 5 assistências.

Um lateral para o futuro – Tendo em conta a posição que ocupa, Mateu Morey, do Barcelona, é uma das figuras deste torneio com maiores probabilidades de vir a ser uma referência a nível mundial. Foi um dos jogadores mais influentes da sua selecção, destacando-se pelo que conseguiu oferecer a nível atacante. O seleccionador Santi Denia aproveitou o trabalho feito em La Masia e colocou muitas vezes o lateral em terrenos interiores nos momentos de organização ofensiva, posicionamento que lhe valeu uma preponderância tremenda na manobra espanhola. Criativo e muito inteligente na tomada de decisão, Morey assumiu-se como um dos principais desequilibradores da equipa, sobretudo pela capacidade de progredir em condução. A facilidade de jogar com os dois pés permite que tenha mais soluções quando flecte para o espaço central, como se viu nos 3 golos que marcou no torneio.

Morey em disputa com Sancho
[Foto: UEFA]
 

Dois ‘9’ para seguir – Depois de ter dado nas vistas no Europeu do ano passado e também na UEFA Youth League ao serviço do Barcelona, Abel Ruiz fez disparar a sua cotação com as exibições de luxo que realizou na Croácia. Não estivéssemos numa competição de sub-17 e provavelmente ninguém diria que o espanhol ainda é juvenil, tal a maturidade e a inteligência nos movimentos que exibe. O jovem que vai evoluindo em La Masia apresenta um leque de soluções assinalável – soberbo na forma como oferece apoios frontais constantes – e é claramente um projecto com potencial para vingar em Camp Nou. Só Amine Gouiri, avançado francês, conseguiu ter um peso semelhante na equipa, deixando a sua marca em todos os encontros. Não se sente tão confortável como referência, beneficiando quando tem espaço para encarar o adversário e desequilibrar no 1×1. Nesta altura é uma das principais promessas das escolas do Olympique Lyonnais e possui excelentes características (mobilidade, agressividade e qualidade técnica) para fazer um percurso interessante.  

O poder dos criativos – Pé esquerdo temível, agilidade, criatividade e facilidade de remate. A descrição encaixa na perfeição em Sergio Gómez e Phil Foden, dois jogadores que tiveram um contributo decisivo nas respectivas selecções. O espanhol, apesar de ter sido prejudicado pela estratégia conservadora de Santi Denia, que o fez desaparecer do jogo em muitos momentos, foi um dos elementos em evidência nos campeões. Descaído sobre a esquerda, ganhou influência quando apareceu no espaço central e se associou com Abel Ruiz, seu colega em Barcelona. Outro dos motivos de interesse deste torneio foi o baixinho inglês, que espalhou classe pelos relvados croatas. Foi uma ameaça constante para os adversários, mostrando muita imaginação e uma habilidade fantástica. Fazendo lembrar Patrick Roberts, criou inúmeros desequilíbrios através de diagonais em condução acelerada.

Foden tenta ultrapassar Moha [Foto: UEFA]
 

Os mais talentosos da máquina alemã – Não chegou à final, mas a selecção germânica foi indiscutivelmente uma das mais fortes da competição. Mesmo não tendo uma geração brilhante do ponto de vista individual, a turma de Christian Wück impôs-se e passou grande parte dos jogos em ataque posicional. Mas, se na fase de grupos se assistiu a um autêntico passeio dos alemães, na fase a eliminar surgiram outras dificuldades, que permitiram que se separasse aqueles que de facto têm um talento acima da média. Elias Abouchabaka, médio ofensivo esquerdino, foi um dos que suscitou mais curiosidade para o futuro. Sem ser especialmente criativo, o jogador do RB Leipzig (clube cada vez mais presente nas selecções jovens) tem uma boa visão de jogo e muito critério nas decisões. Com características bem diferentes, John Yeboah, talentoso médio/extremo do Wolfsburgo, foi o responsável por oferecer algum rasgo à máquina alemã. Um jogador difícil de travar, pela velocidade e imprevisibilidade que tem no seu futebol.

Babacan e uma interessante geração turca – Entre o lote de melhores jogadores da competição tem de estar obrigatoriamente Atalay Babacan, a figura mais entusiasmante da Turquia. O jovem talento do Galatasaray apresentou-se como um médio ofensivo de elevado requinte técnico – bola sempre colada ao pé esquerdo – e bastante criativo na procura de soluções. Quando está enquadrado com a última linha do adversário é letal e preciso no passe à procura do colega. Babacan não esteve desacompanhado no meio campo turco, contando com o bom nível de jogadores como Kerem Kesgin, muito racional, ou Hasan Adigüzel, criterioso e resistente à pressão. Estranhamente, tendo em conta a sua qualidade, Umut Günes, médio canhoto com uma facilidade incrível de romper com passes verticais, não foi das primeiras opções mas saltou do banco para deixar sensações muito positivas.

Destaques de outras selecções: Moses Kean (Itália/Juventus, avançado), Dominik Kotarski (Croácia/Dinamo Zagreb, guarda-redes), Ivan Ilic (Sérvia/Estrela Vermelha, médio), Dominik Szoboszlai (Hungria/RB Salzburgo, médio), Kris Szereto (Hungria/Stoke City, médio ofensivo), Zakaria Aboukhlal (Holanda/Willem II, avançado), Glenn Middleton (Escócia/Norwich, extremo) e Aaron Bolger (Irlanda/Shamrock Rovers, médio)

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João DuarteMaio 19, 20177min0

Disputou-se, dias 13 e 14 de maio, a nona e penúltima etapa do circuito mundial de Sevens da World Rugby 2016/2017 em Paris. Etapa decisiva para a atribuição do título do circuito e para se perceber quem iria ser a equipa despromovida na próxima época.

Apesar do deslize da África do Sul em Singapura, as Fiji e a Inglaterra não conseguiram tirar proveito do mesmo, sendo que as Fiji acabaram mesmo por perder pontos e a Inglaterra não foi além do 3º lugar no torneio, tendo ficado aquém das expectativas.

Em Paris assistimos à consagração da África do Sul como campeã do World Series, mesmo com uma etapa por disputar. Para além da muito provável despromoção do Japão, que necessita de fazer mais 8 pontos que a Rússia na etapa de Londres para garantir um lugar como equipa residente na próxima época.

Como “Wild Card” participou a Espanha, que venceu a qualificação para ocupar um lugar como equipa residente no circuito, por troca com a equipa despromovida.

Dia 1

Logo a abrir a etapa, a Samoa surpreendeu ao vencer as Fiji. Os fijianos pareciam ter o jogo controlado ao estar a vencer 12-7 ao intervalo, mas na segunda parte os samoanos foram melhores e arrancaram uma difícil vitória por 17-19 com um ensaio convertido na bola de jogo.

No quinto jogo era a Escócia a vencer a África do Sul por 12-19 e a dar esperanças à Inglaterra e às Fiji de uma possível não qualificação para a disputa da Cup dos africanos.

Quem mostrou estar mesmo num fim-de-semana sim foi a Samoa que venceu a Austrália por 14-21, num jogo que os australianos acabaram a jogar com seis jogadores depois de um cartão vermelho mostrado na primeira parte.

Os samoanos que iriam garantir a qualificação para a Cup com um empate por 19-19 frente à Rússia, naquele que era supostamente a partida fácil e que acabou por ser a mais complicada.

No último jogo da fase de grupos o Quénia conseguiu assustar a Inglaterra, na tentativa de se qualificar para a Cup, mas não foi além do empate por 12-12 conseguido no último minuto de jogo.

Consulte as tabelas em: https://goo.gl/cIJQDI

Scotland rocks in day 1! (Foto: World Rugby)

Quartos-de-final da Cup:

Escócia vs. Fiji

Inglaterra vs. Estados Unidos

Samoa vs. África do Sul

Nova Zelândia vs. França

Quartos-de-final da Challenge:

Canadá vs. Rússia

Quénia vs. Argentina

Austrália vs. Japão

País de Gales vs. Espanha

Dia 2 – A marcha do campeão

O segundo dia começou com os favoritos a ganhar os respetivos jogos dos quartos-de-final da Challenge e a passarem às meias-finais.

O Canadá venceu a Rússia por 33-0. A Argentina com algumas dificuldades ganhou ao Quénia por 7-12 com um ensaio marcado nos últimos minutos de jogo. Já a Austrália e o País de Gales venceram de forma mais fácil o Japão e a Espanha, respetivamente.

Nos quartos-de-final da Cup seria diferente e começava logo com a Escócia a vencer as Fiji por 24-0 e a deixar os fijianos em maus lençóis na disputa pela liderança do circuito.

Nos outros três jogos não haveriam surpresas. A Inglaterra manteve-se de pé na luta pela vitória da etapa ao vencer os Estados Unidos por 26-12.

A África do Sul arrancou uma vitória suada frente à Samoa e a Nova Zelândia ultrapassou a França, em jogos que não tiveram qualquer ponto na segunda parte dos mesmos.

Nas meias-finais do 13º lugar a Rússia e o Japão venceram o Quénia e a Espanha respetivamente e marcaram presença na final, onde teríamos o Japão a tentar encurtar os pontos em relação à Rússia para evitar a despromoção do circuito.

Nas meias-finais da Challenge iríamos assistir a dois jogos bastante disputados.

Primeiro o jogo que opôs o Canadá à Argentina e que os canadianos estiveram a vencer desde o início até à bola de jogo, altura em que os argentinos conseguiram marcar o seu terceiro ensaio da partida e vencer por apenas um ponto.

Depois foi a vez da Austrália vencer o País de Gales, com os galeses ainda a marcarem um ensaio convertido na bola de jogo, mas a ficarem a dois pontos de empatar a partida e levá-la para prolongamento.

Nas meias-finais do 5º lugar as Fiji defrontaram os Estados Unidos. Os fijianos começaram melhor, mas ao intervalo perdiam por 7-14. Na segunda parte ainda empataram a partida, mas os americanos não queriam deixar fugir a vitória e marcaram mais dois ensaios, terminando assim as aspirações dos fijianos na defesa pelo título do World Series.

Na outra meia-final eram os samoanos a demonstrarem estar num bom fim-de-semana e a passar à final do 5º lugar depois de vencer a França por apenas dois pontos.

Na luta pela vitória da etapa a Escócia venceu a Inglaterra, num jogo em que Dan Norton marcou três ensaios, que foram insuficientes devido às duas conversões falhadas por Tom Mitchell.

Na outra meia-final a África do Sul despachou a Nova Zelândia por 26-5 e garantiu desde logo um lugar na final da Cup e a vitória do circuito.

Na luta pelos últimos lugares o Japão venceu a Rússia e aproximou-se desta na luta pela despromoção, ainda que tenha ficado distante de a evitar.

A Argentina levou a melhor sobre a Austrália e ergueu a taça Challenge.

Em 5º lugar ficaram os Estados Unidos que bateram os samoanos, num jogo em que estes ainda deram luta até ao final.

Na luta pelo 3º lugar foram os neo-zelandeses a levar a melhor sobre uma Inglaterra que sabia que já não podia vencer o circuito, restando-lhe ultrapassar as Fiji na classificação geral do World Series para ficar em segundo lugar.

A final da Cup foi ganha pelos campeões do circuito mundial de Sevens 2016/2017, a África do Sul, que arrecadou assim a 5ª vitória da Cup em 9 etapas disputadas, mostrando estar um nível acima de todas as outras seleções.

The Champs! (Foto: World Rugby)

Próxima etapa – Londres

A última etapa do World Series é em Londres nos dias 20 e 21 de Maio.

A África do Sul já é a campeã do World Series 2016/2017, com uma diferença de 34 pontos sobre a segunda classificada, a Inglaterra. Resta-nos saber quem será a equipa despromovida do circuito.

Assim sendo, será que o Japão irá conseguir pontuar mais 8 pontos que a Rússia e fugir à despromoção?

Será que a Inglaterra e as Fiji, mesmo sabendo que já não conseguem chegar ao primeiro lugar da classificação geral, irão tentar levar a vitória da etapa?

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João DuarteAbril 18, 20177min0

Teve lugar, dias 15 e 16 de abril, a oitava e antepenúltima etapa do circuito mundial de Sevens da Wolrd Rugby em Singapura. Esta etapa faz parte do circuito desde o ano passado e este ano foi importante para se perceber se ainda haveria hipóteses de outra equipa se aproximar da África do Sul na disputa do título do circuito.

Singapura foi decisiva para se perceber se ainda haveria hipóteses das Ilhas Fiji ou da Inglaterra se classificarem melhor na etapa que a África do Sul e ter a possibilidade de disputar a liderança do ranking geral do circuito até ao fim. A Inglaterra foi a seleção das três referidas que chegou mais longe, mas não foi suficiente para se aproximar da África do Sul.

Como “Wild Card” participou a Hong Kong, que é presença no circuito como equipa convidada.

Dia 1

No primeiro dia e como já é hábito, houve várias surpresas, a primeira delas a vitória do Quénia por 7-22 sobre a Argentina com Frank Wanyama a bisar e a deixar os argentinos com um pé fora da disputa da Cup.

No terceiro jogo era a vez da França surpreender e a deixar a Inglaterra em apuros no grupo B, com a vitória por 14-24, com um super Jean Pascal Barraque a marcar 17 pontos para os gauleses.

Mais para o final do dia foi o Japão a surpreender a França com uma vitória por 14-21, retirando-lhes a hipótese de se qualificarem para a Cup.

Ainda no grupo B, a Inglaterra não quis ficar de fora da luta pelos primeiros lugares logo na fase de grupos e viu-se obrigada a vencer à África do Sul, que até esteve a vencer ao intervalo por 7-5, mas acabou por perder por 12-17 para os ingleses.

A última surpresa do primeiro dia foi a vitória de Hong Kong sobre a Rússia, o que ainda assim não foi suficiente para aspirarem à qualificação para a disputa da Cup.

Para o segundo, na disputa da Cup, teríamos as Fiji e o Canadá, vencedores do grupo A, Inglaterra e a África do Sul, primeiros lugares do grupo B, Austrália e o Quénia, que conseguiu deixar de fora a Argentina e, do grupo D, a Nova Zelândia e os Estados Unidos.

Consulte as tabelas em: https://goo.gl/ixkVUH

Super Baker with fans! (Foto: World Rugby)

Quartos-de-final da Cup:

Fiji vs. Estados Unidos

Austrália vs. África do Sul

Nova Zelândia vs. Canadá

Inglaterra vs. Quénia

Quartos-de-final da Challenge:

Hong Kong vs. Escócia

Argentina vs. França

País de Gales vs. Rússia

Japão vs. Samoa

Dia 2

O segundo dia teve também algumas surpresas. Nos quartos-de-final o único resultado menos esperado foi a vitória da França frente à Argentina por 24-26. Os outros jogos foram ganhos pela Escócia, País de Gales e Samoa.

Já nos quartos-de-final da Cup a história era diferente e começava com a vitória suada dos Estados Unidos frente às Fiji, que deixava os fijianos com poucas esperanças de se aproximarem da África do Sul.

Logo a seguir seriam os sul africanos a perder diante da Austrália por apenas uma conversão e a deixar a competição em aberto.

O Canadá confirmou estar a realizar uma boa etapa e derrotou a Nova Zelândia por 14-26, com Nathan Hirayama em destaque a marcar 3 ensaios e 3 converões.

No último jogo destes quartos-de-final os ingleses iam ficando pelo caminho contra o Quénia, mas uma penalidade de Dan Bibby na bola de joga deu a vitória à Inglaterra por um ponto e a possibilidade de lucrar com as derrotas das Fiji e da África do Sul.

Para a disputa do 13º lugar seguiu a Argentina, depois de vencer facilmente Hong Kong por 7-33 e a Rússia que venceu o Japão por 24-21. Os nipónicos ficam assim obrigados a fazer bons resultados nas duas últimas etapas do circuito para não serem despromovidos do mesmo.

A disputa da Challenge iria ser jogada pela Escócia e pelo País de Gales que deixaram a França e a Samoa pelo caminho, respetivamente.

Já na disputa pela presença no jogo de atribuição do quinto lugar, tínhamos uma partida que colocava frente a frente as equipas que mais finais da Cup tinham protagonizado este ano e que lutam pela liderança do circuito, as Fiji e a África do Sul.

Desta feita e como aconteceu na generalidade dos confrontos entre as duas, quem levou a melhor foram os africanos que ainda foram perder para o intervalo por 14-7, mas que acabaram por aproveitar a expulsão de um fijiano para na segunda parte vencer por 14-19.

A equipa que iria defrontar a África do Sul era a Nova Zelândia que até esteve a perder por 0-14 frente ao Quénia, mas que acabou por dar a volta ao jogo e vencê-lo por 24-21 com um ensaio de Lewis Ormond na bola de jogo.

Já a final da Cup iria ser jogada pelos Estados Unidos que com Perry Baker e Stephen Tomasin a bisar despacharam a Austrália e pelo Canadá que surpreendentemente afastou a Inglaterra com uma vitória por 17-5 conseguida na segunda parte da partida.

Seguiram-se os últimos e decisivos jogos da etapa. O 13º lugar foi conquistado pela Argentina que facilmente venceu a Rússia.

A taça secundária do torneio foi vencida pelo País de Gales à Escócia com dois ensaios nos últimos dois minutos de jogo, aproximando-se desta na classificação geral.

O 5º lugar foi atribuído à Nova Zelândia depois de vencer a África do Sul que estava já descansada depois de despachar as Fiji nas meias-finais, adiando ainda assim a conquista absoluta do circuito para uma das duas últimas etapas.

O 3º lugar foi conquistado pela Inglaterra já na segunda parte por 12-14, conseguindo assim aproximar-se das Fiji no segundo lugar do ranking geral.

Na final estavam surpreendentemente e pela primeira vez este ano os Estados Unidos e o Canadá, final que nas etapas anteriores tinham sido disputadas sempre pela África do Sul e pelas Fiji ou pela Inglaterra.

O Canadá começou melhor, tendo estado a vencer por 0-19, até à altura em que os americanos “acordaram” e começaram a mexer no jogo. Ao intervalo os canadianos venciam por 12-19.

Na segunda os americanos ainda empataram o marcador, mas os canadianos não quiseram desperdiçar esta oportunidade e marcaram o ensaio da vitória no último minuto da partida.

The Podium of the Singapore World Series (Foto: HSBC)

Próxima etapa – Paris

O Worl Series vai ter as duas últimas etapas na Europa e a próxima é em Paris, dias 13 e 14 de Maio.

Teoricamente a África do Sul vai ser a vencedora do circuito mundial deste ano, apesar de matematicamente ainda ser possível às Fiji e à Inglaterra chegarem à liderança do ranking e para isso terão de ficar bem classificados nas duas etapas que faltam disputar, esperando que os africanos escorreguem em ambas.

Será que a África do Sul vai garantir a vitória do circuito já em Paris ou será que a consagração irá ficar novamente adiada?

Serão as Fiji e a Inglaterra capazes de incomodar a África do Sul?


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