23 Nov, 2017

Arquivo de Giannis Antetokounmpo - Fair Play

USATSI_9841075-e1486182686863.jpg?fit=1024%2C614
João PortugalAbril 1, 20178min0

Parece que há muito pouco entendimento no que toca à votação para MVP da fase regular. Harden, Westbrook, Leonard, Lebron são os 4 nomes que ainda aparentam ter chances de vencer o prémio individual mais desejado na NBA. Parece, também, que há demasiado entendimento para atribuir o Most Improved Player of the Year (MIP) a Giannis Antetokounmpo. No FairPlay, vamos analisar o caso do outsider Nikola Jokic, que quase levou os Denver Nuggets aos playoffs, quando nada o fazia prever.

Esta semana foi a mais penosa da época para o poste sérvio que actua nos Nuggets. A sua equipa perdeu dois jogos consecutivos, incluindo contra o rival directo na luta pelo 8º e último posto de acesso aos playoffs na Conferência Oeste. Depois de derrotarem Denver, os Portland Trail Blazers ganharam ainda aos 3ºs classificados Houston Rockets, cimentando a sua posição à frente dos Nuggets, estando agora numa série de 5 triunfos consecutivos. Para piorar as coisas, Jusuf Nurkic teve a sua melhor performance da carreira (33 pontos em 12-15 de lançamentos, 15 ressaltos) precisamente contra Jokic, pouco mais de 1 mês depois dos Nuggets o terem trocado para Portland para dar mais espaço para Jokic se transformar numa estrela.

Os dois franchises foram de uma situação de empate na tabela para uma enorme vantagem dos Trail Blazers, o que coloca a equipa do Oregon, segundo os modelos dos sites de apostas, com 90% de hipóteses se apurar, contra apenas 10% dos Nuggets. O principal argumento que Jokic tinha para igualar Giannis Antetokounmpo, de que ambos foram o jogador mais importante da sua equipa na caminhada para os playoffs, está muito perto de ir por água abaixo. Se os Milwaukee Bucks também falharem, então a corrida fica muito mais aberta, com Otto Porter Jr. com argumentos por ser o candidato de uma das melhores formações da NBA.

Gary Harris e Nikola Jokic são dos Nuggets [Foto: Isaiah J. Downing-USA TODAY Sports]
 

Ainda assim, os Denver Nuggets são uma das equipas mais agradáveis de ver na liga, principalmente, porque têm um poste com uma visão de jogo e uma criatividade tremendas, com dotes ofensivos como poucos Bigs na NBA. O franchise do Colorado tem o 5º melhor ataque da temporada (109.9 OffRtg), o 2º melhor desde o All-Star break (113.3 OffRtg), e o melhor nos últimos 15 jogos com 114,5 pontos marcados por 100 posses de bola.

As duas grandes virtudes de Jokic, lançar e passar a bola, são as duas coisas que têm feito os Nuggets tão bons no ataque neste período. Desde o All-Star break, são 2ºs em Effective FG% (55,2%), um valor ajustado para a percentagem de lançamentos de campo de por um triplo valer 1,5 vezes mais que um duplo; 1ºs em True Shooting % (59,1%), fórmula que tenta medir a capacidade de um jogador ou equipa a lançar a bola, medindo tanto os lançamentos de campo como os livres; 5ºs em Assist% (62,8%), a percentagem de lançamentos marcados que foram assistidos; 2ºs em Assist Ratio (19,3%), a percentagem de posses de bola da equipa que terminam com uma assistência e lançamento marcado. (valores retirados de NBA.com/stats)

Top10 do modelo TPA [Fonte: NBAMath.com]
 

Nesta tabela do site NBA Math. podemos ver que Jokic já figura no top10, logo no seu segundo ano de competição. TPA, a abreviatura de Total Points Added, é uma fórmula matemática que representa quão superior é o impacto de um jogador em relação ao jogador médio da NBA, cujo score é sempre 0. Está divido em ataque (OPA – Offensive Points Added) e defesa (DPS – Defensive Points Saved).

Uma das grandes limitações de Jokic para ganhar o prémio de MIP será a sua menor utilização em relação aos outros candidatos. Na tabela acima fica bem, com apenas 1778 minutos, o menor entre os 10 melhores, conseguir ter um valor tão alto. Por outro lado, há muitos analistas que ao votarem no MIP, preocupam-se menos com os minutos jogados dos jogadores, porque quanto mais utilização, mais fácil é melhorar os números de um ano para o outro, acabando por muitas vezes os jogadores fazerem mais porque têm muito mais minutos em vez de fazerem mais, mantendo a utilização.

Os melhores 5’s dos Nuggets [Fonte: NBA.com/stats]
 

Dos line ups com pelo menos 60 minutos de utilização, apenas 4 têm Net Rating, ou seja, nesses 5’s os Nuggets são melhores que o adversário, qualquer que ele seja, em 15, 7.1, 4.3 e 3.5 pontos por 100 posses de bola. Em todos eles é sempre o ataque que faz a diferença, com uma percentagem muito alta de cestos marcados após assistência, sendo que a combinação Gary Harris-Nikola Jokic figura sempre. São os dois jovens com mais potencial no plantel e aqueles que o front office devia claramente construir em torno de. Fundamentalmente, são dois jogadores que precisam de ter, pelo menos, mais dois bons defensores consigo em campo – um Big e um extremo. Parece redundante, porque são duas condições quase sine qua non no basquetebol actual.

Jokic está em 5º na lista de melhores atiradores ao cesto, com 58% de FG, enquanto que Gary Harris está a assumir-se entre a elite dos melhores lançadores de longa distância com 42,7% 3pt (5º). Produção ofensiva é algo que não vai faltar em Denver nos próximos anos.

A evolução de rookie para sophomore [Fonte: NBA.com/stats]
 

Para terminar, porque uma das componentes mais importantes da atribuição do prémio de Most Improved Player é a evolução das estatísticas individuais de um ano para o outro, aqui está a transição de Jokic do primeiro para o segundo ano de carreira. Mais 5.7 minutos por jogo, mais 6.3 pontos marcados, está a pulverizar as FG%, eFG% e TS% (já explicadas mais acima). Duplicou o número de assistências sendo que 26,4% dos cestos dos colegas de equipa, quando Jokic está em court, são assistidos por si. Nos ressaltos está a caminhar na direcção certa, apesar de ainda não ser um grande ressaltador. Um Net Rating de 5,1 pontos por 100 posses de bola é extremamente encorajador. Tudo isto com somente mais 3,4% de usage rate (% do tempo que um jogador tem a bola em seu poder).

Mais uma vez, reitero que o seu ponto fraco é a defesa. É problemático o suficiente que o impeça de ser uma estrela? Nem por isso. Caminhamos para uma liga cada vez mais dominada pelo ataque, com os Off Rtg a rebentar escalas, os recordes de triplos a cairem a duas semanas de terminar a fase regular. Claro que quando duas equipas com ataques fenomenais se defrontam, aquela que conseguir defender melhor tirará sempre vantagem, mas a tendência é para que seja cada vez mais difícil defender cada posse de bola. Talento ofensivo como o que Jokic tem é raro. Para as posições 4 e 5, os jovens europeus estão a rechear a NBA, sempre com skill sets variados. O velho continente é, talvez, a melhor plataforma de desenvolvimento de jovens que queiram ingressar na NBA, mesmo não existindo o talento que encontramos pelas universidades americanas.

Concluindo, será que os jornalistas e analistas que podem votar nos prémios da fase regular já consideram o impacto de Nikola Jokic forte o suficiente para votarem nele acima do Greak Freak ou de Otto Porter Jr? Se eu votasse teria o meu voto, como teve na minha antevisão da temporada aqui no FairPlay. Depois de falhar redondamente em muitas previsões, também está na altura de acertar nesta. Numa fase em que a carreira de Novak Djokovic está a ser afectada por várias lesões, a porta para herói desportivo nacional está escancarada e Nikola Jokic tem tudo para ser o desportista sérvio do futuro. Não se esqueçam que ele foi Campeão do Mundo de sub19, em 2013 e medalhado de prata nos últimos Jogos Olímpicos. E para a despedida, deliciem-se com as melhores assistências do Joker!

PS: Enquanto escrevi este texto, Jokic fez isto contra os Hornets.

barbas-manapulas.jpg?fit=1024%2C730
João PortugalJaneiro 27, 201712min0

A fase regular da temporada alcançou o meio há pouco tempo e, mais do que avaliar as equipas (as classificações servem para alguma coisa), vamos tentar eleger o MVP (Most Valuable Player) até ao momento. Antes de analisarmos os jogadores, importa definir quantos candidatos temos. A maioria acredita que é uma luta apenas entre Russell Westbrook e James Harden. Para tornar o texto mais interessante, temos que pelo menos adicionar aqui dois eternos candidatos, e dois candidatos mais underrated, se bem que ser MVP da Final e duplo vencedor do prémio de Defensor do Ano não tem nada de underrated.

Vamos então concluir a pool de candidatos, e para tal, é fundamental responder à pergunta: Quem é o MVP da melhor equipa da temporada, a que tem um record combinado de 179-31 na regular season desde que Steve Kerr assumiu o comando e que não perde duas partidas consecutivas há dois anos? (lembrem-se, estamos na fase regular) Kevin Durant ou Steph Curry? Quem é o candidato a MVP dos Warriors? Será Curry, que venceu no último par de anos, 2016 unanimemente, ou Durant, ganhou o prémio em 2014, e que é o jogador “mais odiado” fora dos arredores de São Francisco, Califórnia? O engraçado é que os actuais números de Steph Curry são ligeiramente melhores dos que ele fez quando recebeu o MVP de 2015, contudo esta temporada está incrível.

A corrida ao prémio de melhor jogador é a mais fantástica e absurda deste século. Russell Westbrook e James Harden têm 36 (!) triplos-duplos acumulados, Kevin Durant está, sem supresas, a ter o seu ano mais eficiente da carreira, Lebron James está sempre presente e a lançar melhor de longe, Kawhi Leonard é um alien e agora temos um grego que vou já fazer copiar/colar no nome dele porque vou escrevê-lo bastantes vezes ao longo deste texto, Giannis Antetokounmpo.

Então, por que é que Durant está melhor que Curry este ano? KD está a ser excelente na defesa e extremamente eficiente no ataque. A sua eFG% (effective field goal % – quando calculamos a percentagem normal de lançamento mas com uma média ponderada para duplos e triplos de acordo com o seu valor) está nuns abismais 60,1%, 7% (!) acima da sua média de carreira. Tem 9,4 WinShares (cálculo do valor que o jogador tem para o total de vitórias da equipa ao longo da temporada) contra as 6,9 de Curry, segundo o site bballreference e 13,7 contra 9,5 se utilizarmos o modelo das Estimated Wins Added da ESPN. Mais importante ainda, Steph Curry tem tido um desempenho defensivo negativo até ao momento como demonstra a imagem abaixo, enquanto que KD é o segundo melhor defensor dos Warriors. Ah, e antes que me esqueça, quando Durant está em campo, Golden State marca mais 24 pontos por 100 posses de bola que o adversário.

Durant fantástico nos dois lados do court [NBAMath.com]
 

Continuando, vamos agora dar atenção aos campeões e ao Finals MVP em Junho, Lebron James. Há muita gente que acha que ele não tem chance alguma de ser eleito MVP pela quinta vez, que ele tem passado as últimas temporadas em cruise control, que só joga a sério na post season, só que a verdade é que ele está com números ligeiramente inferiores aos de MVP em 2013. Os Cleveland Cavaliers perderam 7 dos últimos 11 jogos, uma aberração, então estas derrotas contra os Pelicans sem Anthony Davis e em casa contra os Kings foram inacreditáveis. O banco é praticamente inexistente, a recente adição de Kyle Korver quase de graça não resolve os problemas defensivos da equipa e o que o último mês nos quer ensinar é que é possível uma equipa sentir falta de JR Smith.

Falando um pouco mais a sério, a tendência para que James fosse tendo uma utilização mais reduzida visto que, tal como todos nós, está a envelhecer, tem 32 anos e 1 mês, eclipsou-se com a má forma dos Cavs desde que derrotaram os Warriors no dia de Natal. Está a ter a segunda melhor marca da carreira em assistências (8,4) e ressaltos (7,9), é o ano em que tem de carregar mais Cleveland às costas desde que regressou à cidade que o criou, o que vai contra as expectativas de que Kyrie Irving, Kevin Love e Tristan Thompson fossem progressivamente ganhando preponderância por si próprios. O gráfico em baixo não mostra nada disso.

Lebron e o resto [NBAMath.com]
 

Não é à toa que Russell Westbrook e James Harden são os favoritos do público e da imprensa para a conquista deste prémio. São casos muito semelhantes, ambos são donos e senhores de equipas que estão a ter uma performance acima das expectativas iniciais de todos. Os Houston Rockets de Harden e os Oklahoma City Thunder de Westbrook estão em 3º e 6º respectivamente na Conferência Oeste. Houve alguém num site português de análise desportiva que na sua antevisão da temporada as colocou um pouco mais abaixo na classficação final…

Ok, em relação aos Thunder acertei, estão ali entre o 6º e o 8º lugar, mas em relação a Houston e ao seu trabalho do seu novo treinador, Mike D’Antoni, fui completamente enganado. Do ponto de vista estatístico, são muito parecidos, Harden tem mais assistências, menos ressaltos, um pouco menos pontos, mas é mais poupado a ter a bola na mão. A principal diferença entre eles é que Westbrook tem a bola 42% do tempo que está em court, e um turnover%, ou seja, a percentagem de bolas que perde por 100 posses de bola, em 16,4%. Por outro lado, Harden tem “apenas” 34% de usage rate (o mesmo, mas em inglês), mas perde mais bolas por 100 posses, 20,3%. Onde o Barbas leva vantagem é nos lançamentos, 52% de eFG% contra os 46% de Bestbrook.

É mesmo Bestbrook [NBAMath.com]
 

Podemos ver nos gráficos abaixo e acima que, apesar de Harden ter melhores colegas de equipa, o impacto deles é mesmo absurdo. Importa alertar que o elevado número de ressaltos defensivos, muitos deles com menor importância, influencia para que tenham tão boa prestação na defesa.

Efeito D’Antoni, tudo ao ataque [NBAMath.com]
 

Kawhi Leonard tem como grande vantagem o facto de que ser o melhor defensor da NBA. E é o melhor defensor que neste momento está a 0.9% de lançamentos de campo acertados de entrar no clube 50-40-90, 50% de FG% (lançamentos de campo, que ele tem 49,1%), 40% de 3pt FG% (triplos marcados, que Leonard tem 41,5%) e 90% de FT%, ou seja, os lances livres acertados, que o extremo dos Spurs tem 91,2%. Para quem não está familiarizado com este clube, é extremamente restrito. Até hoje, só 7 jogadores da NBA conseguiram fazer pelo menos uma época inteira a este nível: Larry Bird, Mark Price, Reggie Miller, Steve Nash, Dirk Nowitzki, Kevin Durant e Steph Curry. Ah, e já vos disse que os San Antonio Spurs estão apenas com mais duas derrotas que os todos poderosos Warriors? (36-9 vs 39-7)

Leonard está a ter um impacto “Duncanesco” [NBAMath.com]
 

Confesso que fiquei bastante desapontado com a última semana e meia dos Milwaukee Bucks. Há 7 jogos atrás, eles estavam com um parcial de 20-17, a lutar taco a taco com Celtics e Hawks pelo top4 na Conferência Este. 12 dias depois, 6 derrotas em 7 jogos depois, incluindo desaires contra Philadelphia (x2) e Miami, Giannis Antetokounmpo perdeu alguns argumentos para construir o seu caso como outsider para MVP. Vamos acreditar que os Bucks ainda podem recuperar na classificação. Khris Middleton está quase de regresso da sua lesão grave que o afasta dos courts desde a temporada passada.

The Greak Freak, como é conhecido Giannis, está neste momento em 6º lugar na tabela de PER (Player Efficency Rating) elaborada pela ESPN, à frente de nomes como Chris Paul, Lebron James, Kyle Lowry ou Steph Curry, com um PER de 27,7. Todas as suas stats individuais aumentaram imenso de uma época para a outra, sendo que na pior das hipóteses é o grande candidato (a par de Nikola Jokic) a MIP (Most Improved Player).  Ainda assim é visivel como Giannis Antetokounmpo faz tudo em Milwaukee.

Ainda falta ajuda ao Greak Freak [NBAMath.com]
 

Apresentados os candidatos, temos que definir alguns critérios para fazermos a nossa escolha final. A meio da temporada, quão importante é o parcial da equipa? E a defesa? As stats absolutas são mais importantes que as percentagens? Ter colegas de equipa mais competentes faz a diferença? O Podcast que mais gostei de ouvir sobre o tema do MVP foi gravado este mês, por Chris Vernon do The Ringer, cujo convidado é um dos meus analistas e jornalistas preferidos, Tim Bontemps, do Washington Post. Bontemps é da opinião que Harden é o MVP até ao momento, que Kevin Durant é o principal opositor ao duo, e que é incrível que os 3 grandes candidatos foram colegas de equipa antes da troca de Harden para Houston que não passou de um terrível erro de cálculo, já analisado aqui anteriormente. O debate pelo MVP no podcast começa a partir do minuto 19:45.

Para revelar a minha escolha, deixo-vos com uma análise produzida pelo Coach Nick, do site BBallBreakdown, que eu sigo há muitos anos, e sempre aconselhei a todos os adeptos da modalidade que querem aprender sobre as jogadas e os movimentos dentro do court, mais do que saberem o que significam determinadas estatísticas. Por falar em estatísticas, no vídeo que aparece por baixo deste parágrafo, não devem prestar muita atenção aos records das equipas na altura, não são o mesmo de agora, nem às stats apresentadas para cada jogador. As estatísticas que eu considerei importantes já as divulguei ao longo deste texto. O vídeo serve para mostrar como Russell Westbrook e James Harden controlam e constroem o ataque das suas respectivas equipas. Como se portam na defesa, como aparecem tantas assistências no final de cada partida nas suas box scores.

Em suma, para dar o meu veredicto, sou da opinião de que James Harden foi o MVP até aqui da fase regular da NBA. Foi mais eficiente, tem um record surpreendente e melhor que Russell Westbrook. Tem a seu favor também o facto de nos anos anteriores ter sido tão ridículo na defesa que, ao ser decente este ano, parece logo que teve melhorias incríveis. Russell Westbrook tem mantido um semelhante nível de competência com algumas falhas de concentração aqui e ali. Aos olhos, não causa impacto. Os seus 23 triplos-duplos, contra os 13 de Harden, acabarão por ter algum peso na votação final em Abril.

Apesar de dar o prémio a meio da temporada a James Harden, sou da opinião de que o MVP no fim sorrirá ou a Kevin Durant, ou a Kawhi Leonard. Já sabemos que o único MVP nos últimos 30 anos que não veio de uma equipa nas duas primeiras posições de uma das conferências foi Michael Jordan. Também é importante pensar que no final das épocas, normalmente, quem vence mais é recompensado.

Seria impensável que, se as coisas terminassem como estão, com os Warriors novamente a terem o melhor record da NBA, ficando tanto com o melhor ataque como com a melhor defesa, e os San Antonio Spurs a finalizarem mesmo por perto, com Leonard a juntar-se ao clube dos 50-40-90, o MVP não caia nas mãos de Durant ou Leonard. São duas equipas fenomenais, que dominam a liga a um nível muito superior às restantes, não podem, de maneira alguma, ficar sem qualquer dos principais prémios. Ou Durant recebe o MVP com Kawhi Leonard a ser DPOY (Defensive Player of the Year) pelo terceiro ano seguido, ou se invertem os papéis e Leonard recebe mesmo o galardão principal e Draymond Green estreia-se com um há muito merecido prémio de defensor do ano.

E para os leitores do FairPlay? Quem é o vosso MVP? Acham que a classificação final das equipas terá muito peso na escolha? Acreditam que os media poderão votar mais em Westbrook em jeito de vingança pela saída de Kevin Durant de Oklahoma?

Terminando, em jeito de curiosidade, e porque há muitos adeptos dos Boston Celtics em Portugal, deixo mais um gráfico que mostra o porquê do nome Isaiah Thomas não ter surgido em lado nenhum em cima. O rapaz tem pulverizado defesas e dominado jogos intensos, liderando a liga em pontos no último período. Tem uma respeitável eFG% de 53,8% e um PER de 27,1 só que o problema é que IT é bem capaz de ser o pior base titular da NBA a defender.

Thomas no quadrante errado [NBAMath.com]


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS




Newsletter


Categorias