18 Dez, 2017

Arquivo de FPN - Fair Play

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João BastosDezembro 2, 201712min0

A cidade da Guarda acolheu no feriado de 1 de Dezembro a edição desta época dos Campeonatos Nacionais de Clubes da 3ª divisão, Fique com o resumo completo do Fair Play


Aí está a nova versão da terceira divisão dos campeonatos nacionais de clubes. Este ano, passou a ser o escalão mais baixo, depois da eliminação da 4ª divisão, e viu o número de clubes aumentado de 24 para 32. Aumento esse que permite que mais clubes se destaquem com vitórias e classificações cimeiras em provas e permite que em cada prova haja uma maior competitividade (na classificação global dos clubes nem tanto). Tem como desvantagem o facto de muitos clubes partirem sem grandes objectivos já que a grande maioria não tem aspirações de subida e a grande maioria não corre o risco da descida.

Neste cenário, a 3ª divisão (e todas as outras) jogava-se num contexto de grandes indefinições quanto à classificação final, com raras excepções, como identificaremos ao longo deste resumo.

Vitória com salero

Em dia da restauração da independência, foram os nadadores espanhóis que conquistaram a terceira divisão!

A competição masculina foi vencida pela Fundação Beatriz Santos, uma equipa que apostou em reforços tendo em vista, precisamente, a conquista deste troféu e a consequente subida de divisão.

Concretamente, a equipa conimbricense alinhou com 5 nadadores espanhóis, mais 3 nadadores “da casa” e esteve sempre com o primeiro lugar controlado (mas não folgado).

A Fundação venceu com 363 pontos e para o ano militará na 2ª divisão, onde está também a sua equipa feminina, a lutar este fim-de-semana pelo acesso à primeira.

Individualmente, destaque para Miguel Rodriguez que venceu os 400 e 800 metros livres, as únicas duas provas que a equipa de Coimbra venceu.

A vitória final foi assente na regularidade dos resultados, com a pior classificação a ser o 12º lugar nos 100 metros bruços.

Para além de Rodriguez Cayetano – também foi 7º nos 200 estilos -, constituíram a equipa os nadadores Juan Diaz (4º aos 100 e 200 costas), Ricardo Zamora (4º aos 50 livres, 6º aos 100 livres), João Pereira (nadou os 4×100 livres), Paulo Frota (11º nos 200 bruços), Salvador Postigo (12º aos 100 bruços), Juan Penato (7º aos 100 mariposa) e Rodrigo Travassos (5º nos 200 mariposa).

Em ambas as estafetas a FBSC foi terceira classificada.

Foto: Luís Filipe Nunes

Ainda mais regular que a Fundação Beatriz Santos, foi o Clube de Natação da Maia. Chegou ao segundo lugar final com 349 pontos, mesmo sem ganhar nenhuma prova.

Descontando o 14º lugar dos 200 bruços, em todas as provas chegou no top-10 e isso foi decisivo para a sua classificação final.

Com uma equipa mais curta que a equipa vencedora, os maiatos alinharam com Luís Oliveira – 2º nos 100 bruços, 4º nos 200 mariposa e 5º nos 200 estilos -, Bernardo Graça – 3º nos 50 livres, 5º nos 100 livres e 9º nos 100 mariposa -, Paulo Silva – 5º nos 400 livres, 7º nos 800 livres e 14º nos 200 bruços – e Francisco Zenza – 7º nos 200 costas e 10º nos 100 costas.

Nas estafetas o Clube da Maia chegou no 4º lugar nos 4×100 livres e no 5º nos 4×100 estilos.

Foto: Luís Filipe Nunes

Depois de no ano passado o Ginásio Clube de Vila Real ter vencido a 4ª divisão sob a batuta dos maestros Alexandre Ribas e Koen Weustink, este ano sobe à segunda divisão, com os suspeitos do costume em destaque.

A equipa vilarealense somou 336 pontos e foi a equipa que mais provas venceu. Ao todo foram 5, com Alex Ribas a levar os 100 livres e os 200 estilos. Com os 50.30 dos 100 livres marcou a melhor performance masculina da competição. Koen Weustink venceu os 100 costas e o GCVR venceu as duas estafetas.

Ribas ainda foi 4º nos 400 livres e Koen foi 3º nos 200 costas e 5º nos 100 mariposa. Luís Carvalho foi 9º classificado nos 50 livres e 22º nos 200 bruços. Rodrigo Salcedas foi 10º nos 800 livres, Sebastião Machado foi 18º nos 200 mariposa e Pedro Silva foi 19º classificado nos 100 bruços. (As equipas do pódio não se deram bem com as provas de bruços).

Foto: Luís Filipe Nunes

Para além das três equipas que alcançaram o pódio, também o Clube de Natação de Rio Maior logrou subir para a 2ª divisão, onde competirá na próxima temporada, tendo também a companhia da equipa feminina, que também subiu. Uma dupla subida importante para o sistema de pontuação que começará a vigorar a partir da próxima época

O clube riomairense foi 4º classificado totalizando 325 pontos.

À semelhança do GCVR, também o CNRM sustentou a sua posição final no ranking de equipas, na prestação de dois valiosos nadadores. Carlos Pedrosa, ex-CNPD, foi o vencedor dos 100 mariposa e ainda foi terceiro nos 100 livres e quinto nos 50 livres. Tiago Campos fez dois segundos lugares – 200 costas e 200 mariposa – e um terceiro (nos 100 costas).

Gonçalo Bárbara também esteve em grande actividade nadando três provas: 6º nos 200 bruços, 11º nos 400 livres e 13º nos 800 livres. Gonçalo Dias foi o 24º classificado nos 200 metros estilos e 26º nos 100 bruços.

Nas estafetas os ribatejanos foram 6ª classificados (em ambas).

Foto: Luís Filipe Nunes

A luta pelos lugares de subida esteve ao rubro. O Palmela Desporto marcou 323 e o Vitória de Guimarães terminou com 322 pontos, ou seja, a apenas 2 e 3 pontos do 4º lugar do CNRM, respectivamente.

No extremo oposto da tabela, as posições de descida foram sendo definidas relativamente cedo, já que a primeira equipa a descer ficou a 21 pontos da última equipa a manter-se.

A má sorte calhou ao Clube de Natação do Litoral Alentejano (29º – 94 pontos), ao Ginásio de Santo Tirso (30º – 69 pontos), ao Naval de Ponta Delgada (31º – 53 pontos) e ao Lousada SXXI (32º – 32 pontos).

Cumprir calendário

O Estrelas de São João de Brito veio a esta terceira divisão com uma equipa de primeira. Não em profundidade do plantel, mas na qualidade da equipa.

No ano passado a equipa lisboeta tinha subido da 4ª divisão, tendo sido de forma surpreendente (uma vez que era a principal favorita à vitória) 2ª classificada nesse escalão. Este ano não facilitou e venceu o 3ª escalão com uma diferença de 100 pontos exactos para a equipa 2ª classificada.

A equipa do professor Júlio Borja marcou 415 pontos e, com naturalidade, subiu de divisão, mesmo com as suas atletas algo longe do seu melhor. A 2ª divisão já irá representar um teste mais desafiante para as galácticas, mas, mantendo a equipa, a ascenção ao escalão primodivisionário deverá continuar a ser uma mera formalidade.

O domínio do Estrelas foi absoluto e incontestável, de tal forma que nas 13 provas em compita, o Estrelas venceu 7.

A olímpica Victoria Kaminskaya venceu todas as que nadou – 100 e 200 mariposa e 200 costas.

Catarina Ferreira conseguiu um primeiro e dois segundos lugares. O primeiro foi nos 100 livres e os segundos nos 50 livres e 100 costas.

Catarina Sequeira venceu os 100 bruços e ficou em segundo nos 200 bruços.

Soraia Ribeiro foi segunda classificada nos 200 estilos e terceira nos 400 e 800 livres.

As nadadores do Estrelas venceram ambas as estafetas (com Carolina Gomes a fechar a última do programa, os 4×100 livres).

Resumindo: em todas as provas as nadadoras do ESJB ficaram nos três primeiros lugares.

Foto: Luís Filipe Nunes

Se para o primeiro lugar não houve discussão, o segundo ficou separado do terceiro por apenas um ponto. A equipa leiriense do Bairro dos Anjos registou um total de 315 pontos e assegurou o lugar de prata.

Com uma equipa muito jovem, a turma leiriense tem uma enorme margem de progressão. E já nesta 3ª divisão deu boa conta de si, sobretudo a juvenil-B Maria Amado que se classificou no terceiro posto nos 100 costas, foi 5ª aos 200 costas e 9ª nos 800 livres.

Mas as melhores classificações da equipa vieram nas estafetas. Foram segundas classificadas nos 4×100 estilos e terceiras nos 4×100 livres, onde se conseguiram defender do derradeiro ataque do CNRM (equipa terceira classificada).

Luana Domingues conseguiu dois sextos lugares (100 bruços e 200 estilos) e um décimo nos 200 bruços. Sofia Junqueiro foi a 9ª classificada nos 100 livres e a 10ª nos 100 mariposa. Maria Carvalho foi 12ª nos 400 livres e 17ª nos 200 mariposa. Finalmente, Inês Jacinto foi 20ª classificada nos 50 metros livres.

Foto: Luís Filipe Nunes

Mais uma equipa muito jovem (todas as nadadoras com 15 ou menos anos) em destaque. O Clube de Natação de Rio Maior tinha sido a equipa 4ª classificada da 4ª divisão na época passada e este ano sobe uma posição num escalão acima, acompanhando a equipa masculina na subida de divisão.

As nadadoras do CNRM terminaram a competição com 314 pontos e ainda venceram duas provas pelo caminho, ambas pela mão de Mafalda Rosa, uma das melhores nadadoras juvenis nacionais. Venceu os 400 e 800 metros livres.

Cátia Agostinho chegou no 6º lugar nas provas de 200 bruços e 200 estilos e no 7º nos 100 bruços. Carina Alves foi 6ª nos 50 livres e 10ª nos 100 livres. Ana Rodrigues foi 11ª nos 200 costas e 16ª nos 100 costas e Ana Pereira foi 19ª classificada nos 100 mariposa e 25ª nos 200 da mesma técnica.

Nas estafetas, a ribatejanas chegaram em 2ª nos 4×100 livres e em 7º nos 4×100 estilos.

Foto: Luís Filipe Nunes

O Clube Desportivo da Cova da Piedade também não ficou longe da luta pelo segundo lugar, mas terminou no quarto posto com 307 pontos.

A brucista Carolina Matos amealhou muitos pontos para a sua equipa ao classificar-se no 2º posto nos 100 metros bruços, no 3º lugar nos 200 metros estilos e no 5º lugar nos 200 metros bruços. Tatiana Pombo contribuiu com o 4º lugar nos 100 livres, o 9º nos 100 mariposa e o 14º nos 200 mariposa. Beatriz Pereira foi 6ª nos 100 costas, 9ª nos 200 da mesma técnica e ainda 18ª nos 50 livres. Raquel Lopes foi 18ª nos 800 livres e 25ª nos 400.

Nas estafetas as nadadora da Cova da Piedade fizeram 4ª e 5º. O 4º lugar foi obtido na estafeta de estilos e o 5º posto na de livres. Para além das nadadoras atrás referidas, também participou nas estafetas a nadadora Matilde Lopes.

Foto: Luís Filipe Nunes

O Clube de Natação de Torres Novas esteve na luta pelo acesso à segunda divisão até à última prova, mas mesmo terminando com um segundo e um quarto lugares, não foi suficiente para subir do 5º posto.

Na zona de descida, a luta foi mais intensa do que no sector masculino. A Associação de Natação Albicastrense ficou no 29º lugar com 143 pontos, apenas a 7 de distância do último lugar que garantia a presença na 3ª divisão na próxima época. O 30º lugar foi para o Naval Praia da Vitória que marcou 135 pontos, seguido do Náutico de Abrantes no 31º lugar com 92 pontos e a fechar, no 32º lugar, ficou o Naval Setubalense com 87 pontos.

Os melhores tempos da terceira

O Fair Play fez o levantamento dos melhores tempos de sempre, em cada prova disputada na 3ª divisão.

Este ano, com a reformulação de todos os escalões, participaram na 3ª divisão os clubes da metade de baixo da 3ª divisão do ano passado e os da metade de cima da 4ª divisão. Por essa razão, pode-se considerar que o nível competitivo diminuiu.

No entanto, com a presença de alguns dos melhores nadadores nacionais – sobretudo no sector feminino onde competiram duas nadadoras olímpicas – o ano de 2017 não ficou em claro na lista de recordes.

Assim, Victoria Kaminskaya entrou na lista com as três provas que nadou. Nos 200 costas superou um tempo de 2:20.09 de Tatiana Santos (Ginásio Figueirense), que perdurava desde 2013, nos 100 mariposa fez melhor que os 1:03.05 de Filipa Tiago (Nacional de Natação, 2016) e nos 200 mariposa bateu a marca que Inês Henriques (Pimpões) tinha feito em 2016 de 2:17.18. A olímpica do Estrelas tem agora na sua posse 5 dos 11 recordes individuais.

Catarina Mestre, do Clube de Natação de Lisboa, também entrou na tabela ao nadar os 100 costas melhor do que Beatriz Cunha (FOCA), que na edição de 2015 tinha feito 1:05.72. O tempo de 1:03.84 é agora o melhor que se fez na 3ª divisão.

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João BastosNovembro 10, 20178min0

Durante a presente época, o Fair Play irá ao encontro das Associações Regionais, procurando falar com os respectivos representantes. Com o IV Meeting do Algarve a decorrer no próximo fim-de-semana, em Vila Real de Santo António, começamos a ronda com o Presidente da Associação de Natação do Algarve, o ex-nadador Alexandre Agostinho


Alexandre, a tua última prova de absolutos foi em Maio de 2016 e seis meses depois foste eleito Presidente da ANALGARVE. Qual foi a tua principal motivação para abraçar este desafio?

AA: Depois de ter terminado a minha carreira como nadador desliguei-me um pouco da modalidade. Contudo foi o desporto que fez parte da minha vida durante quase 30 anos e tenho uma grande paixão, portanto não fazia sentido estar afastado de algo que me é tão importante. Nunca me tinha imaginado neste tipo de papel, mas quando me fizeram a proposta aceitei quase sem pensar. É uma maneira de continuar ligado à modalidade, colocar em prática todas as experiências e ideias que adquiri ao longo da minha carreira para melhorar a natação em Portugal e no Algarve

Quase a atingir um ano de mandato, que balanço intercalar se pode fazer até ao momento?

AA: Penso que seja um balanço positivo. Quando eu e a nova direcção tomamos posse deparámo-nos com uma enorme desorganização na associação. Os primeiros meses serviram para arrumar a casa e aos poucos estamos a estabilizar. Apesar disso, ainda há muita coisa a fazer e a melhorar, mas penso que ao fim de 4 anos estaremos todos satisfeitos com o resultado final.

Há 8 anos que ninguém consegue superar os teus recordes nacionais dos 50 e 100 livres em piscina curta e longa, mas na época passada o Miguel Nascimento ficou muito próximo. Para ti era especial passar o testemunho a um nadador que, para além de algarvio, foi teu companheiro de equipa?

AA: Sim. Mais que companheiro de equipa, considero o Miguel um amigo e protegido. De qualquer das formas há alguns anos que digo que será ele a bater os meus recordes e, infelizmente, o único com a capacidade para tal. Confesso que quando acontecer irei ficar triste, mas é um processo natural e será mais que merecido para ele.

Foto: Facebook Miguel Nascimento – Atleta

Para além de ti e do Miguel, a recordista nacional júnior dos 50 livres (Beatriz Viegas) também é algarvia. O que tem o Algarve de especial para produzir tão bons sprinters?

AA: Não creio que o Algarve tenha algo especial no que toca à formação de sprinters. É apenas uma questão de termos tido gerações que tenham motivado e dado o exemplo às gerações mais novas. É como uma bola de neve… o Miguel teve-me a mim como exemplo, possivelmente a Beatriz teve o Miguel como exemplo e por aí fora. Posso vos dar o exemplo dos 200 Estilos em Portugal. O Diogo Carvalho, Alexis Santos e agora o Gabriel Lopes. O mesmo se aplica aos treinadores, a interacção entre eles no seio da natação algarvia faz com que evoluam e consequentemente os resultados aparecem.

Nesta década já por três vezes o Algarve esteve representado na 1ª Divisão do Nacional de Clubes. É um indicador da evolução dos clubes algarvios?

AA: Penso que sim. O Algarve, não só na natação, sempre teve atletas de excelente nível. Mas por diversos factores nunca foi possível dar o próximo salto em termos qualitativos  e quantitativos para sermos uma potência como Lisboa ou Porto.

O reverso da medalha é que essas três participações não foram repetidas no ano seguinte. O que falta ao Algarve para que os clubes possam ser mais consistentes?

AA: Como foi mencionado na resposta anterior, há diversos factores. Um dos mais importantes é o número baixo de universidades. 90% dos nadadores algarvios quando acaba a escola secundária sai da região para os grandes centros urbanos, o que nos deixa com um número muito reduzido de nadadores seniores. Outro fator é a falta de piscinas de 50m cobertas. No inverno só temos 5 pistas de 50m, no Algarve todo, para treinar.

Apesar de ser das associações que abrange menor área geográfica, a ANALGARVE é a quarta maior em número de filiados nos escalões competitivos. O recrutamento está a ser bem feito pelos clubes?

AA: Sim, mas podia ser otimizado pelas autarquias no que toca à divulgação e prática da natação nas escolas. É difícil os clubes fazerem um bom recrutamento se não tiverem uma grande amostra nas escolas de natação.

Foto: FPN

E de um modo geral, as autarquias algarvias apoiam o desenvolvimento dos clubes e, por inerência, da Associação?

AA: Depende das autarquias, temos autarquias que são um excelente exemplo a seguir no que toca ao apoio desportivo, como por exemplo Loulé, Lagoa ou Tavira (peço desculpa se me estou a esquecer de alguma) e temos outras que poderiam fazer muito mais. Mas todos estes factores que foram falados anteriormente estão na agenda da ANALGARVE para serem melhorados.

O Meeting Internacional do Algarve vai para a sua quarta edição, este ano com a novidade de integrar o I Circuito Luso-Andaluz. Pode ser esperado um aumento da competitividade do Meeting?

AA: Tenho a certeza que este ano o Meeting será muito mais competitivo. O facto de estar inserido no I Circuito Luso-Andaluz vai fazer com que mais atletas espanhóis venham e consequentemente melhorar a qualidade. Neste momento temos mais de 150 atletas espanhóis inscritos. No futuro o objectivo será alargar a participação a outros países do mundo.

Fonte: Analgarve

Nas três anteriores edições do Meeting foram batidos 13 recordes nacionais, 5 dos quais absolutos. O que tem esta competição de especial para produzir tempos tão rápidos numa fase tão prematura da época?

AA: As condições da piscina de Vila Real de Santo António são ótimas. Depois o facto de ser uma das primeiras competições da época aliado a uma competição de nível internacional eleva sempre a motivação e rendimento dos nadadores.

E para este ano também há perspectivas de mais recordes nacionais?

AA: Espero que sim. É sempre difícil prever recordes nacionais em competições em que não estão programados picos de forma, mas espero que os nadadores continuem a transcenderem-se como nos anos anteriores.

Outra competição de referência no panorama nacional é o circuito de Mar do Algarve. A estratégia para o circuito passa por incluir mais provas também no regressado Circuito Nacional de Águas Abertas?

AA: A longo prazo sim. Mas visto que no ano passado tivemos a nossa primeira prova inserida no circuito nacional (Praia Grande em Ferragudo), não queremos expandir demasiadamente rápido sem consolidar primeiro as que já temos. Recentemente fizemos um protocolo com a Federação Andaluza de Natação no âmbito do qual realizamos algumas competições de natação pura em conjunto. Ficou acordado que num futuro próximo também iremos incluir algumas provas de águas abertas em Espanha no Circuito de Mar do Algarve.

Apesar da (óbvia) tradição que existe no Algarve nas águas abertas, de momento não encontramos nenhum algarvio na elite nacional das AA. O que pode mais fazer a ANALGARVE para incentivar a que mais nadadores pratiquem esta variante da natação?

AA: Infelizmente tem razão. Apesar de recentemente termos tido três atletas medalhados no circuito nacional, continuamos um pouco longe do nível que temos na natação pura, por exemplo. Ainda para mais sendo o Algarve uma região ligada ao mar. Possivelmente o trabalho dos clubes também não se foca tanto nessa vertente, mas temos que conseguir motivar e apoiar os clubes que se sentem motivados para a prática de Águas Abertas (AA). Por exemplo criar uma selecção regional de AA e participar em algumas provas fora da região ou país.

Para terminar, a nossa pergunta da praxe: Achas que há Fair Play na natação e, sobretudo, na natação algarvia?

AA: Pergunta sensível… A nível do Algarve e Portugal sim, há fair play. Apesar de ser um desporto individual a natação promove amizade e respeito entre os atletas. A nível mundial, com os escândalos de doping que têm surgido, cada vez mais há menos fair play.

Muito obrigado em nome do Fair Play e que enquanto dirigente tenhas tanto sucesso como enquanto atleta!

Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


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