21 Fev, 2018

The Force ends with the doubts? – 5 pontos da 16ª ronda do Super Rugby

Francisco IsaacJulho 10, 20178min0

The Force ends with the doubts? – 5 pontos da 16ª ronda do Super Rugby

Francisco IsaacJulho 10, 20178min0

Western Force fez KO aos Rebels, mas será suficiente para ficarem no Super Rugby? Waratahs afundam-se na tabela, enquanto que Kings continuam intratáveis na África do Sul. Isto e mais alguns pontos da 16ª ronda do Super Rugby

O MAL MENOR: FOLEY FOR… A LESSER RESCUE

Os Waratahs caíram perante a franquia dos Jaguares da Argentina em casa, o que continua a significar uma época terrível para a equipa dos Tahs‘, assumindo uma “triste” 15ª posição, a pior de sempre na história da equipa de Sidney.

Mas nem tudo foi mau apesar da pesada derrota por 40-27, como por exemplo a grande exibição de Bernard Foley, o abertura dos Waratahs e dos Wallabies. Com dois ensaios marcados, uma assistência e mais doze pontos ao pontapé, o nº10 procura assumir um papel preponderante na franquia, mesmo que no final os resultados desportivos sejam fracos.

Foley é um nº10 que possui uma mescla do clássico abertura (excelente jogo ao pé, grande manobrador e com os tais toques de génio) com alguns pormenores da revolução de posições dos últimos anos, como apresenta a sua característica para disputar o jogo no chão, de se lançar ao ataque (parecendo um nº15 invés de um puro dez) e de afirmar com “força” a sua presença no jogo.

Foley ainda tentou “sacudir” com o jogo, sendo que os Waratahs estavam a perder por 03-25 quando o abertura “acordou”… a assistência para Folau (um pontapé delicioso em que o defesa consegue captar mesmo com uma boa oposição de Moroni) e os dois ensaios… de repente, os australianos estavam só a 1 ponto de empatar a contenda.

A capacidade de Foley de virar o jogo é de se louvar… merecia uma equipa mais expedita, mais capaz e mais valorosa. Os Waratahs terminam a temporada ocupando a tal 15ª posição, mas Foley finda a época de franquias em alta. O Rugby Championship o espera.

O “NÃO”: THE FORCE IS STRONG…

Cheetahs e Kings aceitaram serem “expulsos” do Super Rugby, fechando acordos com a SANZAR a força que detém os direitos da maior competição de rugby do Hemisfério Sul… mas nem os Rebels, nem a Force estão dispostos a aceitar tal destino.

Naquilo que foi visto como o jogo decisivo para o futuro das duas franquias, Force e Rebels mediram forças… e realmente nada tirou o foco aos jogadores da Western Force.

Num encontro muito “quente”, os Force chegaram a estar a perder por um ponto na primeira parte, fruto de um grande jogo de Koroibete (uma época em cheio do ponta fijiano que entretanto se naturalizou australiano e já alinhou pelos Wallabies) e Amanaki Mafi.

Todavia, aquele espírito de luta e paixão inabalável dos Force surgiu na 2ª parte. Com uma avançada bem móvel e “corajosa” (vejam o primeiro ensaio dos Force, num movimento simples no alinhamento e uma jogada bem construída com o 1º centro, Bill Meaks), os Cisnes Negros foram ocupando o terreno, pondo fim as acções de Mafi ou Inman.

Os últimos minutos, com um resultado de 31-22, foram estupendamente intensos onde os Force não desistiam de atacar, provando que são eles a merecer o spot para 2018, enquanto que os Rebels entraram num desespero total para conseguir reverter a situação… nada mais aconteceu.

Umas escaramuças, algumas caras a olhar para o chão enquanto outros festejavam, muito levemente, pois nenhuma das franquias tem o seu lugar assegurado para a próxima edição do Super Rugby.

O JOGO: A STANDING OVATION BULLS AND KINGS

Como já temos vindo a destacar, as franquias sul-africanas estão em tip top shape, com um rugby rápido, animado e de bons recortes (pese os mais variados erros em diversos pontos do jogo) que vão atraindo o público aos estádios.

Os Bulls receberam os Kings no Loftus Versfeld e foi um show total de duas equipas com diferente approach ao jogo. Os Bulls conseguiram “mapear” 750 metros, mas, e por incrível que pareça, só conseguiram três ensaios, os mesmos que os Kings que só precisaram de 460 para atingir tal número.

O resultado de 31-30, a favor dos visitantes, prova que foi por um detalhe que se decidiu o encontro… houve vários, mas há um deles que salta logo à vista: a “fome” de vitórias dos Kings.

Não é que os Bulls não tenham essa “fome”, mas os Kings têm mais… uma penalidade já aos 81′ ditou o resultado final. Coube a Lionel Cronjé (talvez dos grandes protagonistas do Super Rugby 2017) converter a penalidade da vitória.

Malcolm Jaer, dos visitantes, e Duncan Matthews, dos da casa, somaram 320 metros em conjunto, com um ensaio cada, para além de 6 quebras de linha e 10 defesas batidos. Isto significa que o defesa e o ponta, respectivamente, lançaram o “pânico” na linha de ataque, colocando as defesas sempre em alvoroço.

Os Bulls ainda estiveram a ganhar por 2 pontos com 2 minutos para jogar, pedindo-se um controlo total do terreno jogo, não abrir brechas e impedir aos Kings sequer ter “sonhos” em chegar ao outro lado do campo.

Porém, a vontade ganhar de Cronjé, Mapimpi, Cloete, Jaer ou Ntsila foi bem mais forte que a defesa dos Bulls e lá conseguiram mais uma vitória garantindo, para já, a 11ª posição na tabela podendo ainda ascender a uma posição mais alta, naquela que foi a sua última época no Super Rugby.

A PERGUNTA: OS HURRICANES VÃO FALHAR?

O jogo entre Hurricanes e Chiefs foi, na maior parte do tempo, uma desilusão. Ambas as formações auscultaram-se durante algum tempo, com um jogo muito “cerrado”, físico e táctico. É verdade que nem sempre pode ser um espectáculo de explosões e colisões, pois depende de como as equipas se vão adaptar ao jogo, à sua forma de jogar e às condições atmosféricas.

Os Hurricanes entraram bem com um ensaio de Fifita, após um belo passe de Barrett para uma entrada em rompante de Callum Gibbins. Os primeiros 15 minutos de jogo foram de alguma asfixia para os Chiefs, que estavam demasiado “sonolentos” para sequer discutir o jogo com os Hurricanes… defendiam bem, sim, mas eram os próprios campeões do Super Rugby que perdiam, constantemente, boas oportunidades para ir ao ensaio.

Depois os Chiefs com o seu jogo muito característico, conseguiram empatar e “congelar” os Hurricanes na defesa… a resiliência e “maldade” de Rettalick, a capacidade de James Lowe em fechar espaços ao largo e a bela intensidade de Lienert-Brown iam tirando espaço aos Hurricanes.

O empate registou-se até 65′, altura em que os visitantes, a jogar com menos um (entrada no ruck de forma perigosa de Dominic Bird) conseguiram explorar um erro de saída defensiva dos Hurricanes.

Beauden Barrett, que até tinha completado 7 placagens e um turnover a defender, sobe imeditamente, auxiliado no lado interior por TJ Perenara. Ambos acabaram por ser apanhados na “ratoeira” de Shaun Stevenson, que explorou bem o “buraco” e o facto de TJ Perenara vir em desequilibro… foi partir os Hurricanes e esperar pelo approach de Jordie Barrett (discutível se podia ter ido ao jogador com o bola ou ficado do lado de fora a controlar Lowe, ou até não ter subido sequer) e transmitir a oval para Lowe.

Nunca mais os Chiefs saíram da frente do resultado, nem com um ensaio aos 77′ de Goosen após mais uma bela jogada dos irmãos Barrett (talvez, dos melhores jogadores a dosear o timing para o passe) os Hurricanes conseguiram empatar…

Tem sido uma época aos “soluços” dos ‘Canes, sentindo-se a falta de Victor Vito (um autêntico “monstrinho” no breakdown  e na leitura defensiva após a formação ordenada), somando nova derrota, apesar disto ainda permanecem na 2ª posição na conferência neozelandesa. O jogo com os Crusaders será… decisivo, no mínimo, para o seu futuro no Super Rugby.

O FIM: RONDA 17 O QUE HÁ AINDA PARA VER?

Com todo os finalistas decididos, só resta à ronda 17 vermos a capacidade dos Hurricanes em conseguir ganhar ou não os invictos Crusaders; se os Kings conseguem uma classificação honrável e que vai levantar perguntas ao merecimento dos Bulls ficarem; qual o impacto dos Sharks naquilo que deverá ser um photo finish complicado, já que os Lions não estão para “brincadeiras”; e se os Force terminam como a 2ª melhor equipa da Austrália, algo impensável na “largada” para o Super Rugby 2017.

Para os quartos-de-final já está tudo escalonado, com seguinte sequência:

Em termos de melhor marcador de ensaios, estamos assim:


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