20 Fev, 2018

Wozniacki, a líder que legitimou a sua condição

André Dias PereiraFevereiro 4, 20182min0

Wozniacki, a líder que legitimou a sua condição

André Dias PereiraFevereiro 4, 20182min0

“Agora não podem dizer mais que eu sou uma número um sem nunca ter vencido um Grand Slam”. Foi assim que Caroline Wozniacki sintetizou o que lhe ia na alma após vencer o Australian Open, o seu primeiro Major. Durante anos, a dinamarquesa conviveu com o fantasma de ter sido número 1 do mundo, sem vitórias em Grand Slam. Um fantasma que assombra tenistas como Dinara Safina, Jelena Jankovic, Karolina Pliskova, Amelié Mauresmo ou…Simona Halep.

A vitória sobre a Halep – 7-6 (7-2), 3-6 e 6-4 – aumentou ainda mais o desespero da romena, derrotada em Roland Garros (2014 e 2017) e no ATP Finals (2014). Com esta vitória, Wozniacki regressa à liderança mundial, que ocupou entre 2010 e 2012.

“É um sonho que se tornou realidade. A minha voz está a tremer, acrescentou a dinamarquesa,  finalista do US Open (2009 e 2014). A dinamarquesa tornou-se a jogadora que mais tempo esperou para regressar ao topo da classificação mundial e a quarta entre as que disputaram mais torneios do Grand Slam antes de conquistarem um título.

Aos 27 anos soma agora 28 títulos. E bem se pode dizer que o desporto corre na veias de Wozniacki. Filha de um ex-jogador de futebol,  Piotr Wozniacki é também um dos seus treinadores. A sua mãe jogou na selecção polaca de voleibol. O seu irmão, Patrik, joga futebol no BK Frem, da Dinamarca.

Enquanto junior, venceu o torneio de Wimbledon em 2006 e o Orange Bowl, em 2005. Mais tarde, em 2010, e depois de vencer Petra Kvitova para chegar aos quartos de final do ATP da China, tornou-se na primeira dinamarquesa a chegar a número 1 do mundo. Agora, retoma esse título numa altura muito peculiar da história do circuito.

Pode Wozniacki deixar um legado?

Com a paragem de Serena Williams para ser mãe – deve regressar em Fevereiro – a liderança mundial ficou orfã de um nome consensual. No último ano nomes como Garbine Muguruza, Angelique Kerber, Karolina Pliskova e Simona Halep, para além agora de Wozniacki têm alternado a lugar mais alto do ranking.

Mas pode a dinamarquesa tornar esse estatuto duradouro? A resposta não é fácil, até porque importa saber em que condições regressará Serena Williams. Wozniacki tem um estilo de jogo elegante e eficaz, sendo que esta vitória poderá elevar a sua confiança e carreira para outro patamar. Mas é importante não esquecer Simona Halep. A romena é, talvez, mais completa mas continua com o síndroma da ausência de Major, que deverá, inevitavelmente, chegar mais torneio menos torneio. Será em 2018? O tempo o dirá.

 


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