17 Out, 2017

A penúltima batalha e a grande campeã

Eduardo MenezesOutubro 18, 20166min0

A penúltima batalha e a grande campeã

Eduardo MenezesOutubro 18, 20166min0

Ondas tubulares, aéreos incríveis e disputa pela liderança. O melhor do surf masculino volta a Portugal. E a Praia de Supertubos, Peniche, é o penúltimo palco da disputa rumo ao título de melhor surfista do ano.

O Meo Rip Curl Pro Portugal 2016, tem início dia 18 de outubro, com 11 dias de janela para o término da competição. As ondas lusitanas podem definir um novo t-shirt amarela e ser um passo importante na disputa do título da World Surf League.

A briga pelo título mundial da WSL segue muito acirrada, agora apenas 2.700 pontos separam o líder John John Florence (HAW) do Brasileiro Gabriel Medina, 2º colocado e vice-campeão da última etapa, em Hossegor – FRA. A prova Francesa foi vencida pelo  Keanu Asing, 21º colocado do ranking, marcando assim a primeira conquista do jovem surfista Hawaiano.

John John (48.150 pontos), que caiu na meia-final para seu compatriota Keanu, na etapa Francesa, viu a distância para Medina diminuir. Terminar atrás do Brasileiro pode significar a perda da liderança e mais pressão para última etapa em sua casa, para além da desvantagem. Assim não pode repetir a performance de 2015, quando caiu no round 3.

A corrida pelo título da WSL 2016. [Imagem:WSL]
A corrida pelo título da WSL 2016. [Imagem:WSL]
 

O atual segundo colocado, Gabriel Medina (45.450), dessa vez, não chega a Portugal podendo sagrar-se campeão do tour, como aconteceu em 2014. Mas pode assumir a corrida pelo título e desbancar o seu concorrente Havaiano, para isso terá de abrir seu repertório de manobras, encontrar tubos e aéreos, uma de suas especialidades.

Em caso de vitória Florence na etapa Portuguesa, Medina tem que chegar, novamente, aos quartos-de-final como em 2015, para se manter vivo na briga do tour de 2016.

A grande sensação do ano, o aussie Matt Wilkinson, terá que voltar ao seu melhor surf, aquele demonstrado na perna Australiana, para assim chegar a Pipeline vivo na disputa do título da WSL. Wilko (38.250) está a, praticamente, 10.000 do líder e uma vitória significaria o retorno a briga.

Para além dos grandes candidatos a rei do surf 2016, Peniche receberá o 11x campeão: Kelly Slater (USA); o campeão do tour de 2012: Joel Parkinson (AUS); o vencedor da última etapa: Keanu Asing (HAW); o atual 4º colocado e vencedor em Trestles: Jordy Smith (ZAF); o campeão de Margaret River: Sebastian Zietz (HAW). E os renomados Kai Otton (AUS), Julian Wilson (AUS), Michel Bourez (PYF), Adrian Buchan (AUS) e Natt Young (USA), entre outros surfistas que completam a elite de 2016.

A baixa será a ausência de Mick Fanning (AUS), que optou por correr apenas algumas etapas este ano. E, infelizmente, Portugal não entrou em sua rota para 2016.

Brazilian Storm

Se em 2015, os Brasileiros dominaram a etapa de Peniche, com a vitória de Filipe Toledo, sobre o também brasileiro Ítalo Ferreira, numa final cheia de aéreos e notas altas. Em 2016, muito pode-se esperar dos surfistas tupiniquins.

Filipinho com uma bela prestação em Hossegor, chega para defender seu título, e demonstrar que está totalmente recuperado da lesão ocorrida no início dessa época. Já Adriano de Sousa, campeão do tour 2015, surfa sem pressão e nunca pode-se duvidar de um campeão mundial. Ítalo Ferreira, eleito o rookie do ano em 2015, tenta voltar a demonstrar o surf do início de 2016 e detonar novamente com incríveis aéreos. Por fim, o campeão do WQS 2015, Caio Ibeli chega credenciado a ir longe, após seu 13º em Peniche 2015.

Os outros Brasileiros vêm com “sangue nos olhos” e sabem que a praia Portuguesa se encaixa muito bem no surf progressivo e cheio de aéreos, para além dos tubos é claro, que esses atletas sabem muito bem fazer. Miguel Pupo, Jadson Andre, Alejo Muniz, Alex Ribeiro e Wigolly Dantas buscam um ótimo resultado para se manterem na elite em 2016, pois não podem deixar todas as apostas para a derradeira e mágica etapa de Pipeline – HAW.

Os Portugueses

Alta expectativa em relação aos wildcards locais, após a prestação de 2015, quando Vasco Ribeiro chegou a meia-final, alcançando o melhor resultado de um Português na etapa lusitana do WCT, além da 5ª colocação de Frederico Morais. Em 2016, Kiko será novamente um dos surfistas Portugueses, juntamente com Miguel Blanco, os representantes locais.

Frederico Morais - Supertubos 2015 [Imagem: WSL / Kirstin Scholtz]
Frederico Morais – Supertubos 2015 [Imagem: WSL / Kirstin Scholtz]
 

Frederico entra na água para a disputa da bateria 5, contra Gabriel Medina e Conner Coffin (USA). Enquanto, Miguel Blanco surfará logo em seguida, no heat 6, e enfrenta John John Florence e Jadson Andre.

Escolha seu surfista preferido e fique na torcida! Sem deixar de apoiar os surfistas locais!

Acompanhe em direto no site da World Surf League, com narração em Português e Inglês. Com janela entre 18 a 29 de Outubro e chamadas diárias às 8:00, horário local.

A grande campeã.

O WCT Feminino já está definido, com o título inédito de Tyler Wright (AUS). A jovem surfista aussie, 22 anos,  que coleciona feitos e já havia assombrado o mundo do surf. Em 2008, na Austrália, quando ganhou  sua primeira etapa do WCT com apenas 14 anos e estreou no tour principal ocorreu em 2011, tornando-se também a mais jovem atleta, 16 anos.

Tyler voltou a fazer história em 2016, derrubando o reinado de Stephanie Gilmore e Carissa Moore, vencedoras dos 9 últimos anos. Tornou-se campeã com números incríveis, 67.700 pontos,  6 finais e 4 vitórias, sendo a grande campeã de 2016, restando ainda um evento a ser disputado.

Após a conquista do coroa do surf,  Tyler pôde finalmente homenagear seu irmão, Owen Wright, afastado do tour desse ano devido a lesão, utilizando, na final da etapa de Hossegor-FRA, a t-shirt amarela com o número 3, aquele que Owen ostenta em sua lycra.


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