21 Nov, 2017

Bodyboarders e a sua atitude no mar: os Portugueses – Parte II

Palex FerreiraMarço 19, 20177min0

Bodyboarders e a sua atitude no mar: os Portugueses – Parte II

Palex FerreiraMarço 19, 20177min0

O bodyboard e as conquistas dos atletas portugueses desde a década 80 até hoje, um caso de sucesso contínuo. É sempre um privilégio partilhar ondas com estes senhores do oceano, sem nunca esquecer das meninas (mulheres). Com vocês uma visão do bodyboard português – um caso de muitos sucessos e muitos troféus.

O bodyboard aparece em Portugal nos finais dos anos 70/80, onde já existiam alguns grupos de surfistas nas zonas balneares mais conhecidas como Linha de Cascais, Caparica, Peniche e Ericeira.

Nomes como Rodrigo Bessone, Miguel Simões, Paulinho Costa, Nuno Neto, Ricardo Horta, Hans Peter, Edmundo Veiga, Sérgio Machado e Gonçalo Faria entre centenas de outros que marcaram a modalidade até hoje, com performances acima da média, quem elevaram o bodyboard português a um nível excelente, o qual ainda hoje se mantém. Recheado de títulos internacionais, individuais e coletivos, como por exemplo, Portugal campeão europeu na Irlanda, pela seleção de Surf – Federação Portuguesa de Surf.

Campeões Nacionais do Bodyboard Open e Dropknee – Manuel Centeno e Nuno “Batata” Leitão [Foto: CMPeniche]
 

Para além dos já citados, temos no bodyboard lusitano, Hugo Pinheiro, filho da Costa de Caparica, que tem-se aproveitado das ondas grandes do Mar da Calha (Foz do rio Tejo) e de outras mutantes, em suas viagens pelas melhores ondas mundiais. Hugo já detém vários títulos nacionais e europeus.

Já o atual campeão Nacional do Bodyboard Open Masculino, Manuel Centeno, que também se sagrou Campeão Europeu de Brazilian Jiu Jitsu, em Odivelas 2016, é uma demonstração da evolução do bodyboard português e de atletas que praticam mais de uma modalidade desportiva, no mais alto nível.

Campeão Europeu na água e no Tatame – Manuel Centeno – [Foto: Arq. Pessoal]
 

Nota-se que nos dias de hoje, os principais artistas do Bodyboard português, são atletas consagrados noutras modalidades, e isso veio tornar o bodyboard um desporto de elevada destreza física. Quando as ondas estão grandes, eles estão sempre em condições para as “atacar” e destruir com manobras arrojadas.

Temos também, o Local da Nazaré, António Cardoso, em destaque dentre  vários nomes sonantes do bodyboard nacional. Cardoso tem provado que o bodyboard português está de saúde de ferro e continuará a trazer para o nosso país títulos internacionais.

Não nos podemos esquecer, do lado feminino da modalidade, onde figuram nomes como Dora Gomes, Rita Pires, Catarina Sousa, Marta Leitão e a atual campeã nacional e campeão europeia, Joana Schenker – a viver em Sagres – , que vieram mostrar que no mar não há gênero, elas dominam ondas pesadas também e são exímias competidoras.

Campeão Nacional e Europeia – de Sagres a rainha do Bodyboard português – Joana Schenker [Foto: perfil Facebook]
 

Portugueses com atitude

A descoberta de novos spots difíceis pela longa e extensa costa portuguesa, que produz ondas de qualidade mundial, permitiu que os atletas tenham evoluído bastante, quer em termos de performances, quer em campeonatos.

Saiba mais: Bodyboarders e a sua atitude no mar – parte I.

Junto com as prestações no arquipélago havaiano, que já vem de há muito tempo, desde a década de 80/90 o caparicano Rodrigo Bessone chegou, viu e desceu com a atitude go for it, contra tudo e todos.

Rodrigo Bessone a descer uma Rainha em Pipeline – Havaí [Fhoto: Chank/Surfing]
 

Depois foram uns atrás dos outros, como Hugo Pinheiro, Manuel Centeno, Rita Pires e todos os guerreiros portugueses sempre a puxarem por grandes performances aos olhos do mundo, no principal palco de surf, na Onda Rainha, Pipeline – Havaí. Informando ao mundo, que os portugueses estavam de novo a dominar os oceanos. Deve ser genético do nosso povo, dominar os oceanos tal como os nossos antepassados que conquistaram este planeta por mares nunca dantes navegados.

Desenvolvimento e competições

O Bodyboard português está bem lançado, mas segundo alguns, em termos de competição ainda falta determinado caminho a percorrer, queixam-se de não terem ainda um circuito nacional digno, mas decerto que o futuro será melhor para todas as modalidades em Portugal e não só para o surf.

Lembramos que o Surf tem um circuito nacional patrocinado por grandes marcas e tem produzido melhores condições para os surfistas. Devem os bodyboarders seguir o mesmo caminho, criarem condições melhores para circuitos e para eles próprios, aumentando dessa forma a competição na modalidade.

Joana Schenker a desfilar estilo. [Foto: João Nuno Gonçalves]
 

A modalidade, atualmente, acaba por ter um circuito com poucas etapas e premiações ainda abaixo do talento que estes atletas demonstram quando o mar sobe. É necessário que se unam e criem as infraestruturas para terem um grande circuito nacional.

Portugal tem um leque vasto de campeões de bodyboard (Nacionais, Europeus, pela Seleção Portuguesa de Surf), como já comentamos, bodyboarders como Rodrigo Bessone, Gonçalo Faria, Paulo Costa, Hugo Pinheiro, Manuel Centeno, António “Tó” Cardoso, Joana Schenker, Rita Pires, Hugo Carvalho “Jamaica”, Sérgio Machado e muitos outros são e sempre foram verdadeiros campeões dentro e fora de água, uns verdadeiros embaixadores do bodyboard português.

O bodyboard português atingiu um elevado grau de competitividade, mas ainda falta terem um circuito forte para que se exponham perante potenciais patrocinadores. A etapa do Circuito do Mundial que decorre há vários anos na Praia Grande (Sintra), costuma ter atletas portugueses nas fases finais mais avançadas, e demonstra o potencial que Portugal e o bodyboard nacional precisam explorar.

Edmundo “Peixeiro” Veiga e Hugo Pinheiro na Lente de MTN – Mar da Calha- Uma dupla de sucesso. [Foto: MTN-Photography]

A ligação entre os melhores surfistas e os bodyboarders

Os nomes, que já referimos anteriormente, costumam estar junto de alguns dos melhores surfistas portugueses atuais. Quando as ondas estão tubulares e grandes, nos locais mais arriscados, é regular acompanhar as performances desses bodyboarders com surfistas como Frederico Morais – atualmente o único surfista português na elite da World Surf League – WSL – , Vasco Ribeiro, Tiago Pires (primeiro atleta português que entrou no circuito mundial WSL), Francisco Alves, Nicolau Von Rupp, entre outros talentos que Portugal produziu nas últimas décadas e prevê-se que esses números aumentem, existem bons juniores no bodyboard e no surf  como por exemplo, Afonso Antunes e Joaquim Chaves.

Bodyboarders Playground. [Foto: MTN – Photography]

Entre todos estes atletas são divididas sessões intensas de surf, onde os tubos imperam, e manobras aéreas são cada vez melhores, podendo afirmar com isso que estas modalidades estão no bom caminho da excelência, e irão a curto e médio prazo lançar mais atletas para os principais circuitos mundiais.

Perdeu a parte I? Chegou a hora de ler…Bodyboarders e a sua atitude no mar.


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