23 Out, 2017

A WSL está de regresso e promete muito

Eduardo MenezesMarço 12, 20178min0

A WSL está de regresso e promete muito

Eduardo MenezesMarço 12, 20178min0

A bela onda de Snapper’s Rocks – Queensland, Austrália, já está pronta para receber os melhores surfistas do mundo, pela primeira etapa da World Surf League 2017. E tudo indica que será o melhor e mais disputado tour de muitos anos. Muita expectativa pela volta de Owen Wright (AUS) e Mick Fanning (AUS), e quem sabe, pela última época de Kelly Slater (USA).

A dificuldade em apostar quem será o campeão após os 11 eventos do WCT 2017 da World Surf League (WSL), é diretamente proporcional a elevada expectativa de disputas épicas heat a heat, na briga pelo título até a etapa final de Pipeline.

No tour haverá 6 campeões – Slater, Fanning, Parkinson, Medina, Adriano e Florence – , além de muitos potenciais surfistas, que quer por sua evolução quer por seu talento, são indicados aspirantes ao título inédito como Wilkinson, Julian Wilson, Bourez, Andino, Filipinho e Smith, este último vice-campeão em 2016.

Saiba quando e onde serão as 11 etapas do WCT 2017: Os 11 palcos do WCT 2017.

E não podemos descartar, que algum rookie ou atletas com menos mediatismo, com mais ou menos experiência, não possa fazer bonito e dar muito trabalho aos principais favoritos, surfistas como Caio Ibelli, Ítalo Ferreira, Nat Young, Josh Kerr, Adrian Buchan, Conner Coffin e Sebastian Zietz, por exemplo.

Tudo indica para um dos melhores e mais disputados tour da WSL nos últimos tempos. Ser regular e somar pontos em todas a etapas será necessário para chegar ao topo no final ano. 2017 promete e muito!

Alguns dos campeões

No ano em que se promete muita ação, o expoente do surf havaiano John John Florence buscará manter o troféu da liga em sua residência, tentando tornar-se bi-campeão, feito que muitos acreditam ser possível após um ano 2016 muito consistente e cheio de vitórias marcantes. John John superou-se e retirou o peso de levar o título para sua terra natal. Tudo indica, que sem esta pressão seu surf será ainda melhor e competitivo.

 

Talvez em sua última temporada no tour, Kelly Slater fará de tudo para conquistar seu 12º título, e nunca duvide do mito Slater. O qual não necessita de nenhuma explicação, para ser considerado como indicado ao título do WCT. O experiente norte americano vem forte para o tour deste ano e que seus concorrentes se preparem, pois um rei nunca perde sua coroa.

O regresso de Mick Fanning, após um ano meio sabático, já que disputou algumas etapas do WCT 2016, que o garantiram para a elite de 2017. Irá trazer de volta todo seu surf de borda, com manobras explosivas, além de toda sua estratégia e resistência de ser batido. Fanning voltará com suas energias renovadas e com muita vontade de vencer, com ele na elite, uma vaga de candidato ao título, sempre está preenchida.

Os que buscam seu sonho

Ótimas atuações e um final de época 2016 espetacular, credenciam ainda mais o gigante sul-africano Jordy Smith ao título de 2017. O vice-campeonato deixou um sabor amargo a ele, mas com certeza dará mais forças e vontade de experimentar o sabor da título mundial da WSL. Seu surf está cada vez melhor em diferentes tipos de ondas e um melhor arranque no início da época poderá ser determinante para levar o título ao continente africano.

Kolohe Andino (USA), Michel Bourez (PYF) e Julian Wilson (AUS) tentarão provar as expectativas que sempre tiveram neles, buscar o título de 2017 provará todo o talento deles. Andino se credencia pelo 4ª posição em 2016, Bourez por dominar tubos e vencer Pipeline na época passada, já Wilson um dos queridos e talentosos surfistas da Austrália precisa provar todo seu valor e ganhar a coroa da WSL.

Menção especial a Owen Wright (AUS), que volta as disputas após um ano, devido a recuperação de uma lesão ocorrida no aquecimento da etapa de Pipeline 2015, quando ainda brigava pelo título mundial. A concussão cerebral que teve, acarretou problemas em seus movimentos, tendo necessidade de reaprender a surfar. Esperamos que o título e a homenagem feita por sua irmã Tyler Wright, inspire um dos mais talentosos aussies, em sua volta as competições.

Brazilian Storm

Brazilian Storm [Foto: WSL – Kelly Cestari]
 

Na turma dos campeões, Gabriel Medina sabe que precisa iniciar o ano com mais força e melhores resultados, pois seus inícios de época demonstram-se irregulares como 2015 e 2016, apesar do último ano ter sido melhor, o mau arranque tem lhe custado estar mais próximo da briga pelo bi-campeonato, em 2014 Gabriel começou com o título em Snapper e o final já conhecemos. Adriano de Souza, por incrível que pareça sofreu do mesmo mal que Medina, após ser campeão em 2015, teve um 2016 irregular e não fez nenhuma final de etapa, porém tudo indica que o capitão virá para 2017 com toda força e foco, suas características marcantes.

Já Filipe Toledo, um dos brasileiros mais talentosos, principalmente na “arte” de mandar aéreos, apesar de ainda  não ter conquistado nenhum título da WSL,  é sempre muito bem cotado para ser um novo campeão. Na etapa de Gold Coast, onde se sagrou campeão em 2015, pode iniciar a frente na briga pela coroa de melhor surfista do ano.

Podemos assim dizer, que estes são os “zucas” favoritos a iniciar o ano com uma vitória na perna Australiana e concorrerem ao título de 2017. Mas não se esquecer dos “outros” Brasileiros na elite, Caio Ibelli, o rookie de 2016 que poderá consolidar seu surf em sua segunda época,  Ítalo Ferreira um dos brasileiros que já deu muito trabalho a grandes surfistas e do guerreiro Jadson Andre. Mesmo não sendo candidatos ao título, poderão ser uma pedra no caminhos de muitos favoritos ou mais renomados surfistas.

A Europa e o retorno de um Português a elite da WSL

Bom, Frederico Morais, dispensa apresentações ao público português. O cascalense, que detonou tudo e todos nas etapas da Tríplice Coroa Havaiana, chega ao seu ano de estréia com boas perspectivas de sucesso, dado seu ótimo final de época e por já ter disputado heats e finais contra alguns dos “monstros” como Kelly Slater e John John Florence, por exemplo. Por mais jovem que seja, Frederico apresenta certa experiência e vivência em etapas do tour principal da WSL.

Um português de volta a elite. [Foto: WSL – Poullenot]
 

Mas Kikas deve ter a consciência que o tour de elite é muito mais disputado, com ondas diferentes a cada etapa e terá que demonstrar desde a primeira etapa do ano, todo seu surf. Avançar rounds e somar pontos logo em Queensland o dará confiança e tranquilidade para os próximos desafios. As previsões para o jovem lusitano são boas, pois seu power e rail surf se encaixam com as direitas de Snapper. É torcer e esperar que suas performances do final de 2016 continuem e a sorte esteja ao seu lado.

Conheça os outros europeus e os todos os rostos que disputarão o título de melhor surfista do mundo, na nossa galeria: Os 34 candidatos ao título da WSL 2017.

A Europa conta com mais 5 surfistas, tendo maior destaque o Italiano Leonardo Fioravantti, que em 2016 ficou em 3º lugar em Margaret River – AUS e em 13º em mais 2 outras etapas, todas elas participou com wildcard. Essas boas atuações o credenciam a ser uma ótima aposta a rookie do ano de 2017.

Quiksilver Pro Gold Coast

A primeira etapa do ano. [Imagem: WSL]
 

O evento inicial em ondas Australianas, num  banco de direitas que continua mágico e com ondas bastante compridas, propícia para regular surfers, em manobras velozes e fortes. Segue na mesma linha de imprevisibilidade, sem um favorito disparado. Se Matt Wilkinson (AUS) surpreendeu ao vencer a etapa de Gold Coast em 2016, por que não teremos surpresas nessa época?

A aposta de Palex Ferreira, surfista da Costa da Caparica e autor no Fairplay, “Esta etapa inaugural do circuito, em 2016 foi vencida pelo Matt Wilkinson, que teve um início de temporada genial. Torna-se difícil de prever o que vai acontecer, porque o nível está cada vez mais alto, e os surfistas melhores preparados, logo não se consegue afirmar quem será o favorito a vencer o primeiro evento do ano. Atreveria a meter um Mick Fanning que teve um ano sabático, ou o regresso do Owen, depois de uma longa recuperação… Não é fácil prever como vai ser, apenas enquanto portugueses, queremos que o Frederico “Kikas” Morais se dê bem, por Snapper”.

O Quiksilver Pro Gold Coast tem janela de competições entre 14 e 25 de Março.

Esperemos que as previsões de ondulação sejam perfeitas, com altas disputas e muito surf a todos.

Artigo com co-autoria de Palex Ferreira.


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