20 Out, 2017

Baralhar e voltar a dar, o “Ás” está de volta!

Xavier OliveiraMarço 13, 20177min0

Baralhar e voltar a dar, o “Ás” está de volta!

Xavier OliveiraMarço 13, 20177min0

Foi a primeira vez que Fu e Trump se encontraram numa final, num Players Championship que foi jogado de forma diferente este ano. Na tão esperada final e depois de uma primeira sessão equilibrada, o “Ás” Judd Trump sacou dos seus trunfos na segunda sessão para vencer o seu segundo título da época.

Duelos titânicos a abrir

Este ano, e ao contrário do passado, o Players Championship reuniu apenas os 16 jogadores com mais pontos amealhados esta época até ao Gibraltar Open, inclusive. Esteve presente em Llandudno, País de Gales, a “nata” do circuito profissional, pelo menos no que a esta época diz respeito.

Os encontros da primeira ronda eram todos eles bastante aliciantes, mas ainda assim haviam dois que saltavam à vista, o jogo entre Ding Junhui e John Higgins e o de Neil Robertson contra Barry Hawkins. No primeiro destes, e depois de se ver com uma desvantagem ao intervalo de 4-0, o chinês acabou por “renascer das cinzas” e bater o veterano escocês por 5-4.

Encontro entre Selby e Ryan Day na primeira ronda (Foto: Facebook World Snooker)

Já o australiano Neil Robertson teve uma tarefa bem mais fácil, “atropelando” Barry Hawkins por 5-0. Com mais ou menos dificuldades, dependendo dos casos, Mark Selby, Marco Fu, Anthony Hamilton, Ali Carter, Ronnie O’Sullivan e Judd Trump venceram os seus respetivos encontros.

O mestre e o aprendiz

Nos quatros-de-final, o grande destaque recaía sobre o encontro entre o “mestre” e o “aprendiz”, que é como quem diz, entre Ronnie O’Sullivan e Judd Trump. Em 18 encontros, havia 9 vitórias para cada lado, sendo que este serviria para desempatar o frente a frente. E acabou por ser Judd Trump a sair por cima, deixando o que é considerado por muitos o melhor jogador de todos os tempos, com uma vitória por 5-3.

O duelo de titãs (Foto: Getty Images)

Mas como é evidente houve mais três encontros nesta fase do torneio, onde Ding Junhui confirmou o seu favoritismo frente a Anthony Hamilton e bateu este por 5-2. Já Ali Carter mostrou uma vez mais toda a sua força de vontade e venceu Neil Robertson por 5-3, agonizando ainda mais aquela que tem sido uma época muito fraca do australiano. Mark Selby, nº1 do ranking mundial, ficou pelo caminho aos pés de Marco Fu, com o resultado a ficar fixado em 5-2 para o atleta de Hong Kong.

Uma garantia: Dois continentes na final

As meias-finais tiveram o seguinte alinhamento: Marco Fu vs Ding Junhui e Ali Carter-Judd Trump. O histórico entre os últimos dois jogadores ditava 9 vitórias para cada lado até então, e com uma divisão de frames praticamente idêntica. Na primeira parte do duelo, os frames ficaram divididos de igual forma entre os dois, com o resultado a fixar-se em 2-2. Na segunda parte, e com vários erros de parte a parte, Trump adiantou-se para 4-2, tendo ainda visto Carter empatar a 4 frames, mas acabou por arrecadar a vitória por 6-4. Trump garantiu assim a sua quarta final da época, tendo vencido apenas uma delas até então.

No duelo entre os dois asiáticos, o passado era favorável a Ding Junhui, já que tinha 9 vitórias no historial contra 5 do seu adversário, num total de 14 confrontos. O encontro começou bastante equilibrado, com o intervalo a chegar com o parcial em 2-2. Na segunda parte, Ding entrou forte e colocou-se na liderança por 5-3. E quando toda a gente pensava que Ding ia acabar por ganhar o encontro, eis que Fu ressurge de novo e acaba por vencer por 6-5, deixando o chinês quase em estado de choque pela oportunidade perdida.

O aperto de mãos entre Marco Fu e Ding Junhui (Foto: Getty Images)

Há uma primeira vez para tudo

Foi a primeira final entre Judd Trump e Marco Fu. Não foi com grande surpresa que ambos chegaram a ela, já que ambos tinham vencido torneios esta época e têm vindo a fazer uma excelente época. O historial de embates, ditava até aqui uma vantagem para o inglês com 12 vitórias contra 7 do asiático. Sendo que a última vez que ambos se defrontaram data de janeiro deste ano, no Masters em Londres, onde Fu venceu na altura por 6-5.

A primeira sessão desta final, ficou marcada pelo equilíbrio, mas vamos por partes. Até ao intervalo dessa sessão, registava-se um 2-2. Com o reatar da sessão, Fu isolou-se no marcador por 5-2, deixando Trump em maus lençóis. Mas o inglês mostrou tudo o que sabe e com duas entradas centenárias, reduziu a desvantagem para 5-4, resultado com que terminou a primeira sessão.

Uma entrada avassaladora de Trump na segunda sessão do encontro ao vencer quatro frames em tantos outros disputados, permitiu ao britânico colocar-se na frente do marcador por 8-5. Numa final disputada à melhor de 19 frames, ou seja ganhava quem chegasse primeiro aos 10, foi com naturalidade que o inglês geriu a vantagem do marcador e selou o resultado final em 10-8.

A foto da praxe antes do início da final (Foto: Twitter World Snooker)

Até ao início do campeonato do mundo haverá apenas mais um torneio, ou seja há jogadores como Joe Perry e Mark Williams que terão de obter um bom resultado na China para garantir um lugar no top-16, e consequentemente um lugar no campeonato do mundo. Caso isto não aconteça poderemos ter nomes fortes, como os já referidos acima a jogar as qualificações, com todo o tormento e pressão associado a elas.

Um “português” no circuito profissional

Destaque para Alexander Ursenbacher, luso-descendente suíço que é filho de uma madeirense e que garantiu o lugar no circuito profissional para as próximas duas épocas ao vencer o Europeu Sub-21 que decorre em Nicósia, no Chipre. Bateu na final por 6-4 o galês de 15 anos, Jackson Page, que já tinha mostrado o que valia no Welsh Open deste ano, onde só acabou afastado por Judd Trump. Mas a representação lusa está assegurada por Diogo Badalo, jovem português de 16 anos que vai disputar o Europeu de snooker em seniores no mesmo local. Diogo que garantiu essa vaga ao ter-se sagrado campeão nacional a época passada.

CALENDÁRIO DOS PRÓXIMOS TORNEIOS:

27/03 – 02/04: China Open (PR*)

15/04 – 01/05: Campeonato do Mundo (PR*)

*PR – Prova pontuável para o ranking

RANKING

Ranking após Gibraltar Open (Foto: World Snooker)


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