20 Out, 2017

Selby na “pole position” para a vitória no mundial

Xavier OliveiraAbril 2, 20176min0

Selby na “pole position” para a vitória no mundial

Xavier OliveiraAbril 2, 20176min0

O regresso à China para aquele que foi o último torneio da época antes do campeonato do mundo. Mais uma vez Mark Selby arrecadou o título, o quarto da temporada, numa final contra o renascido Mark Williams, que esta temporada esteve muito longe do seu melhor.

Mark Joyce e a queda do “Rocket”

Este ano o China Open, e como tem sido habitual nos últimos anos, teve um quadro muito forte, com praticamente todas as figuras de proa do circuito profissional estiveram presentes em Pequim.

Na primeira ronda todos os grandes favoritos cumpriram e ganharam os seus respetivos encontros. Mas houveram jogadores de segunda linha, como Joe Perry, Anthony McGill e Liang Wenbo que caíram logo no encontro inaugural, frente a Hossein, Pengfei e Rory McLeod, respetivamente.

Mas a maior de todas as surpresas, coube a Mark Joyce que eliminou um dos maiores favoritos à vitória, Ronnie O’Sullivan. O encontro ficou decidido apenas na “negra”, com Joyce a levar a vitória por 5-4. Poucos queriam acreditar no estava a acontecer e este pode ter sido um sinal de que Ronnie não está a 100% para o momento mais alto da época, o campeonato do mundo.

“The Rocket” em acção no China Open (Foto: Facebook World Snooker)

O fantástico 147 de Trump

Antes de falarmos daquele que foi possivelmente o momento mais alto do torneio, importa falar também do verdadeiro duelo de titãs que aconteceu nos oitavos de final. John Higgins e Mark Williams defrontaram-se nesta mesma ronda e o encontro não poderia ter sido mais equilibrado. Foi o galês que acabou por levar a melhor sobre o escocês, arrecadando a vitória por 5-4. O galês sabia que não tinha outra alternativa senão a vitória, já que só o título de campeão no China Open garantia que Williams se apuraria diretamente para o mundial.

Mas o momento alto do torneio coube a Judd Trump, que frente a Tian Pengfei fez a tacada máxima possível no snooker, o 147, numa das tacadas máximas mais fantásticas da história do snooker. Foi a terceira vez que o inglês conseguiu este feito na sua carreira, o que não deixa de ser notória para alguém que ainda não tem uma carreira muito longa.

Judd Trump naquele que foi o momento alto do torneio (Foto: Facebook World Snooker)

O vendaval dos “quartos”

Na ressaca do 147, Judd Trump tinha pela frente o modesto jogador iraniano Hossein. Mas a verdade é que todo o cuidado era pouco e o inglês acabou por ser mesmo surpreendido pelo asiático e perdeu por 5-3. Mas Trump não foi o único a ficar pelo caminho nesta ronda, já que o favorito dos adeptos da casa, Ding Junhui, perdeu frente a Kyren Wilson por uns esclarecedores 5-1.

“Com a corda ao pescoço” e depois de ter deixado John Higgins pelo caminho, Mark Williams eliminou Shaun Murphy, num encontro que foi muito desequilibrado com o galês a levar vitória por 5-1.

Hossein, a grande surpresa do torneio (Foto: Facebook World Snooker)

Os favoritos a não vacilarem

O alinhamento das meias-finais foi o seguinte: Mark Williams vs Hossein Vafaei e Kyren Wilson vs Mark Selby. Foi a primeira vez que Williams e Hossein se defrontaram e por isso este era um encontro algo perigoso para o veterano galês, já que não tinha um encontro de referência do passado. No entanto Mark Williams não se deixou surpreender e levou de vencida o iraniano por uns expressivos 6-1, garantindo assim a sua primeira final da época.

Já Kyren Wilson e Mark Selby já se tinham defrontado cinco vezes até então, com o histórico dos confrontos a ser favorável a Selby, com quatro vitórias contra apenas uma de Selby. Não foi nada fácil a vitória do nº1 do ranking mundial sobre o compatriota, mas Selby garantiu mesmo a vitória sobre Wilson por 6-4, alcançando assim a sua quinta final na época.

A reedição da final de 2011

Não foi no China Open que ambos se defrontaram pela última vez, mas foi também na China, no Shanghai Masters de 2011, onde na altura Selby bateu na final Mark Williams por 10-9. Para além desse encontro estes dois jogadores já jogaram por mais 26 vezes, com Mark Williams a ter garantido apenas mais uma vitória que o inglês, 14 contra 13.

No que a esta final diz respeito, a primeira sessão foi altamente equilibrada, com o parcial a terminal favorável para o lado de Selby, que saiu a vencer para o intervalo por 5-4. A segunda sessão da final não foi menos equilibrada e só ficou decidida ao 18º de 19 frames possíveis, com Selby a superiorizar-se ao galês e a erguer o troféu de vencedor do China Open com o resultado final a fixar-se em 10-8. Com esta derrota, Mark Williams falha o assalto ao top-16 e consequentemente irá ter de jogar as sempre complicadas qualificações para o mundial, o que não deixa de ser um duro revés para o veterano do snooker.

Mark Williams na final frente a Selby (Foto: World Snooker)

Estrelas do passado nas qualificações

Se o ano passado foi Ding Junhui a ter de jogar as qualificações para o mundial por ter terminado fora do top-16 antes do início do mundial, este ano há vários jogadores nessa mesma situação. São tudo jogadores que brilharam e muito no passado e que vêem agora jovens a os ultrapassarem no ranking, obrigando-os a jogar as referidas qualificações. Para além de Mark Williams, vão lá estar Joe Perry, Stephen Maguire, Ricky Walden, Martin Gould, entre outros. De referir que essas mesma qualificações se começam a jogar no dia 5 deste mês, com o mundial a arrancar no dia 15 também deste mês.

CALENDÁRIO DOS PRÓXIMOS TORNEIOS:

15/04 – 01/05: Campeonato do Mundo (PR*)

*PR – Prova pontuável para o ranking

RANKING

Ranking atualizado após China Open (Foto: World Snooker)


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