17 Ago, 2017

Wallabies saltam para o 2º – 7 pontos da 6ª Jornada

Francisco IsaacOutubro 10, 201618min0

Wallabies saltam para o 2º – 7 pontos da 6ª Jornada

Francisco IsaacOutubro 10, 201618min0

Ponto final na maior competição de selecções do Hemisfério Sul com a Nova Zelândia a “atropelar” a África do Sul nos últimos 20 minutos e os Wallabies a pôr fim à irrequieta Argentina. 7 pontos da última jornada do Rugby Championship

A Equipa: BETWEEN JUMPS AND SCARES, THE WALLABIES GET THE 2ND PLACE

Começaram muito mal, com uma derrota pesada frente à Nova Zelândia, em casa, para acabarem numa nota média-alta com uma vitória final frente aos Pumas, que garantiu o 2º lugar na competição. Nem tudo são/foram “flores” para a equipa de Michael Cheika, já que o nível exibicional em alguns jogos foram abaixo do aceitável. No jogo frente aos Pumas de Hourcade, a selecção australiana entre a sorte (ou podemos chamar azar dos argentinos), a estratégia bem planeada e a insistência dos Pumas em cismarem em fazerem as mesmas faltas (ao longo de 6 jornadas, caíram sempre nas mesmas penalidades e erros) abrindo caminho para a vitória confortável de 33-21 num clash que nem sempre foi bem jogado. Valeram 3 jogadores: Lopeti Timani, Dane Haylett-Petty e Samu Kerevi. Timani foi o Senhor Placagem da noite, com 17, somando ainda 3 turnovers. Não foi um carrier de serviço (carregou a oval por seis vezes, conquistando 5 metros apenas), mas notabilizou-se nas formações ordenadas, alinhamentos e resistência defensiva dos Wallabies. Timani tem três placagens fundamentais, travando o início do que podiam ter sido lances de maior perigo para a sua formação, com uma qualidade quer na forma como mete o ombro até à rapidez de voltar em disponibilizar-se, outra vez, na linha de defesa. Impressionou e conquistou o público aussie, dando uma nova solução a Cheika para camisola nº8 que pertencia a David Pocock. Dane Haylett-Petty definitivamente chegou para ficar… é um ponta de elevada categoria e os anos que carregou os Force (a pior equipa australiana de sempre do Super Rugby) provam tudo aquilo que a Austrália precisa: leal, sacríficio, raça, velocidade e genialidade.

Responsável por 90 metros conquistados, o 1º ensaio dos Wallabies teve cunho seu, quando recebe um pontapé profundo e longo de Iglésias, para sair a correr e arriscar numa perfuração… 1,2,3 defesas batidos, placado por Landajo de forma acrobática… para Adam Coleman, apanhar a bola e sair disparado para a área de validação. 368 (a meros 25 metros do 1º lugar, ocupado por Beauden Barrett) metros em 6 jogos, muita luta e vontade de dar tudo o que tinha pela Austrália… começou atrás de Adam Ashley-Cooper e James O’Connor, todavia agora terá conquistado a camisola 14, com muito mérito e coragem. E Samu Kerevi… tínhamos avisado que seria o jogador a seguir nesta Austrália… empurrou Tevita Kuridrani para o banco, algo que só por si é fantástico, uma vez que Kuridrani era dos jogadores em grande foco em 2015 (grande mundial por exemplo). Foley e Kerevi completaram uma dupla muito interessante (só a partir da 3ª jornada) de centros, onde as combinações atacantes ganhavam metros e as defensivas geravam um bloco defensivo forte (a Austrália sofre pontos e ensaios, muito devido às contínuas faltas que faz no pack avançado). Foley é um pontapeador exímio, um dedicado estratega com uma visão de jogo de elevada qualidade (mérito para Cheika por arriscar em colocá-lo a 12), enquanto que Kerevi é um batalhador, um excelente portador de bola (360 metros), um perfurador de excelência (13 quebras de linha) e um problema sério para as defesas que não apliquem uma placagem efectiva. Kerevi é o futuro da Austrália e o jogo contra a Argentina prova isso mesmo… rapidez, força bruta, inteligência para explorar a defesa adversária e qualidade de handling, outro jogador produzido nos Reds. A somar a estes talentos, a Austrália conseguiu aproveitar as várias falhas na defesa da Argentina, para explorar as suas combinações e movimentações e chegar a um resultado bem confortável… 2º lugar garantido, Cheika pode respirar, para já, de alívio.

Jump and Jump Kerevi (Foto: Rugbyrama)
Jump and Jump Kerevi (Foto: Rugbyrama)

O Jogador: RETALLICK THE NEW TERMINATOR MODEL

99% dos adeptos e viewers do jogo da 6ª jornada, entre a África do Sul e a Nova Zelândia, dariam o MVP a Beauden Barrett, que fez mais um jogo tremendo… mas nós vamos para outra direcção, outros caminhos e uma escolha curiosa: Brodie Retallick. O 2ª linha (já ganhou o título de Melhor Jogador do Mundo em 2014) foi essencial durante 60 minutos, destruindo toda a oposição que lhe surgiu no caminho, com várias saídas, placagens, “gritos” de comando, apoios ao ataque, alinhamentos conquistados, uma autêntica “máquina de guerra”, ou se quisermos fazer jus ao aspecto de Retallick, um Terminator All Black. Quem vê a primeira parte denota a importância do 2ª linha em garantir várias “pontes” de bola, com algumas saídas de rucks que estavam à beira de serem conquistados pelos Springboks, ou de ter encontrado espaço suficiente para conquistar um par de metros, para depois a bola sair mais rápida e limpa abrindo possibilidade de ataque aos neozelandeses.

Conseguiu “pilhar” uma bola no alinhamento dos sul-africanos e outra na sequência de uma confusão dentro do mesmo tipo de fase de jogo, o que acaba por dar aquilo que os All Blacks mais gostam… controlo e domínio. Retallick sempre que entrava com a oval parecia imparável, causando casualities aos seus adversários (Louw teve que sair após ter parado o 2ª linha) e reforçando o estatuto de um dos melhores na sua posição. Sim, Barrett montou o seu espectáculo de atrocidades, Ben Smith voltou a ser o Cavaleiro Galante, Naholo uma autêntica Besta a entrar na linha, Read um treinador dentro do campo, etc… mas quando o jogo estava a taco-e-taco, apareceu Retallick a dar tudo o que tinha para garantir que os neozelandeses não cedessem perante a boa defesa sul-africana nos primeiros 40′. Depois? Depois foi a África do Sul a cair fisicamente e os campeões do Mundo a subirem o ritmo para elevar a parada de um 12-09 para um 57-15, um resultado histórico para uma prestação recorde dos All Blacks. E Retallick só tem 26 anos… imaginem que este Terminator All Black continua a melhorar e a “sofrer” novos inputs.

A Jogada: A TRY 101 BY THE LAST 20 MINUTES ALL BLACKS

Pela 2ª semana consecutiva, é a equipa da Nova Zelândia a aparecer com o melhor ensaio da jornada, pela mão de Perenara. Tudo começa num pontapé de Morné Steyn para as alas, mais precisamente para Naholo. O ponta, que regressou ao XV titular neste último jogo, capta a oval e entrega a Barrett, que com aquele jeito inconfundível arma um up and under, que se provaria mortal… Pat Lambie vai num 1×1 contra Ben Smith, com o defesa bok a não entrar bem no ar, permitindo recuperação da bola pelo defesa dos Highlanders… após três fases de rucks curtos, apareceu a entrar Barrett, que voltou a marcar bem os defesas sul-africanos, escolheu o espaço e deu a bola a um Kieran Read que entrou a 100 km’s à hora (pese o exagero), que após quebrar a linha teve tempo para escolher a quem dar a bola… que foi Israel Dagg, que correu meia-dúzia de metros passou a Dane Coles e este com um brilhante offload encontrou TJ Perenara para o 27-15 aos 60′. Formidável como todos os processos foram bem executados, desde o salto de Smith, à forma como Retallick conserva a bola no contacto, à execução de estratégia de Barrett e a sequência de furar a linha, passe e offload de três jogadores da equipa comandada por Steve Hansen.

A Confirmação: KEREVI’S REIGN STARTS

Voltamos a ir a Samu Kerevi, por tudo aquilo que demonstrou e provou ao Mundo do rugby. Jogador dos Reds, Kerevi chegou à selecção em 2016 após uma excelente temporada pela sua formação do Super Rugby. Com 23 anos, Kerevi tinha de lutar contra Tevita Kuridrani, uma bisarma australiana que tem dado dores de cabeça à maioria das equipas que joga contra (curiosamente, as formações neozelandeses são as que conseguem defender melhor frente a Kuridrani) e dono do lugar desde 2012. Só que Kerevi aproveitou a sua melhor forma e vontade de fazer algo mais, para “roubar” a camisola 13 durante a maior parte dos jogos dos Wallabies no Rugby Championship. Já nos amigáveis de Junho, tinha sido um perigo para os ingleses (3-0 para a equipa da Sua Majestade) focando toda a sua versatilidade em abrir espaços, criando situações de ataque e ensaio iminente.

Na maior prova de selecções do Hemisfério Sul, Samu Kerevi voltou a pautar as suas exibições com categoria e qualidade: 3 ensaios, 12 quebras de linha (não precisou mais que 50 carries para realizar este número “redondo”, só um atrás de Ben Smith), 360 metros (média de 60 por jogo), 15 frentes ganha (ou seja, conseguiu driblar, fintar ou tirar da frente um placador), 30 placagens (só falhou por duas vezes o “alvo”) isto tudo em 5 jogos (Kuridrani alinhou no 1º jogo). Há críticas ou issues a resolver, como o facto de ser um dos centros que menos faz girar o jogo (15 passes e 4 offloads em toda a competição), apostando mais em receber a bola e tentar penetrar o espaço interior (em caso que ataque mais perto dos flancos) ou exterior (bate o pé para dentro para depois apanhar as costas do defesa do lado esquerdo) para conquistar, metros e, se for caso disso, chegar ao ensaio. Todavia, esta crítica está dependente da estratégia que Cheika implementou no jogo dos Wallabies, que nos parece passar mesmo por esse papel do nº13… mais de um jogador de conquista, ruptura e posicionamento do que um “moinho” ou um assistente de jogo para as pontas. Samu Kerevi pode ser o princípio de uma nova geração de grande qualidade dos australianos, com 7 jogos em 2016, provando toda a sua qualidade, maturidade e excitamento por cada bola que carrega e por cada vez que calça as botas em honra da Austrália.

O Detalhe: TO WIN AN ALL BLACK YOU MUST PLAY 80 MINUTES

Por largos momentos, os adeptos sul-africanos “sonharam” com a possibilidade desferir um golpe no recorde dos All Blacks, já que até aos 25 minutos finais, estavam a perder por meros 5 pontos (12-17) e a pressionar com qualidade o ataque/defesa dos neozelandeses. Porém, a estratégia de Coetzee funcionou até aos 55′ minutos, altura em que Beauden Barrett aproveitou um erro “infantil” de Pat Lambie, que tinha demorado mais 2 segundos a chutar a bola que o suposto, permitindo Lienert-Brown bloquear e “assistir” Barrett para o ensaio. É óbvio que o resultado final foi triste e avassalador, com os neozelandeses a infligirem a derrota mais pesada nos Springboks em casa, de sempre… mas qual é a culpa do seleccionador sul-africano no meio disto tudo? Nas escolhas do XV? Sim, Mohoje é um jogador questionável, já que só sabe placar no sítio, não sendo um asa surpreendentemente móvel e Jantjies acabou por desiludir tudo e todos, perdendo o lugar para Morné Steyn nos últimos jogos (irónico, que vários adeptos da África do Sul gostam de dizer que se os Lions tivessem jogado no lugar dos Springboks, tinham feito muito melhor…esquecem-se que a dupla de médios foi, na maioria, composta por dois Lions que deixaram muito a desejar). Mas veja-se a estratégia para este jogo: durante 55′ minutos, a Nova Zelândia teve momentos de grande aperto posicional e táctico, com dificuldades em criar espaços ou de seguir a jogar a seu belo prazer, já que a defesa sul-africana apresentou-se com uma pressão alta e com placagens que obrigavam aos neozelandeses a perder muito tempo na limpeza do ruck. Sim, só houve um lado a procurar o ensaio, mas numa modalidade que ganha a equipa que faz pontos, e não obrigatoriamente aquela que faz mais ensaios, os Springboks de Coetzee aproveitaram para chutar aos postes sempre que possível, terminando a primeira parte com só 55 metros conquistados, já que dois dos pontapés de Steyn foram da linha de meio-campo. O problema adveio de dois factores: queda física total e erros individuais. Foi notória a falta de “pulmão” para acompanhar os All Blacks nos últimos vinte minutos, principalmente no que toca a conseguir reocupar espaços na defesa… Barrett, Dagg, Smith, Perenara conseguiram explorar de forma fácil esse factor, abrindo caminho para os vários ensaios da 2ª parte.

E os erros individuais, como de Lambie estragaram a estratégia por completo. Coetzee tentou implementar o modelo de sucesso de 2004-2007 (poderíamos dizer até 2011, mas já não era com a mesma execução), em que os Springboks abdicavam do risco do ensaio, para optar pela segurança do pontapé… para isto é fundamental que os jogadores não inventem situações e não se percam em erros… Lambie falhou aos 55′, com um pontapé mal armado e facilmente interceptado e depois deixou-se apanhar por duas vezes nas movimentações ofensivas dos neozelandeses, sem esboçar uma boa placagem. Para além disso, o trio de asas da África do Sul raramente foi credível, com um rugby lento, quase estagnado e que pouco conseguiu mexer-se a partir dos 50’… Kriel, que seria a grande aposta do seleccionar sul-africano, fracassou num jogo que precisava do seu melhor “rugby”; Whiteley não soube comandar os avançados de trás; e Mohojé é “estático”. Em 25 minutos, os All Blacks passaram de um 17-12 para um 57-15, num resultado que pode ficar como um dos últimos “pregos do caixão” da carreira de Coetzee como seleccionador sul-africano… porém, se lhe derem tempo e permitirem que faça o trabalho dele, talvez o rugby sul-africano volto ao cinismo, frieza e jogo pouco “bonito”, algo que lhes traria vitórias e uma equipa mais forte para aguentar a avalanche de criação neozelandesa, o irrequieto rugby Wallaby e a raça dos Pumas.

Pulmão só para alguns (Foto: The Guardian)
Pulmão só para alguns (Foto: The Guardian)

O Recorde: FIM DE EQUILÍBRIO SIGNIFICA DOMÍNIO

O Rugby Championship 2016 marcou o fim do equilíbrio no Hemisfério Sul… a Nova Zelândia somou 6 vitórias, todas bonificadas, algo que nunca tinha acontecido na competição em toda a sua história. 30 pontos, 262 pontos marcados e só apenas 84 sofridos… mais nenhuma outra selecção, nesta competição, conseguiu sair com um point average positivo, o que prova que existe um equilíbrio entre os três restantes e um domínio do 1º classificado. Até a níveis defensivos imperou de forma clara, já que completou 663 placagens tendo falhado mais 74, ou seja, nem 12% do total final… já a Austrália sai com o título de campeã das placagens com 721 mas conseguiu falhar 160 cerca de 23%) e a Argentina com o pior rácio possível com 488 completas e 125 placagens (27%). A Nova Zelândia é bicampeã Mundial, passou por uma recente renovação de “quadros” (McCaw, Smith, Carter, Nonu, Mealamu, Franks, por exemplo) e trouxe ainda mais e melhores opções para o futuro (Fekitoa, Ardie Savea, Barrett, Lienert-Brown, Crotty, Squire, entre outros) provando que o trabalho da NZRU é dos mais fortes que há por aí. Melhor que tudo é ver o nível físico e mental dos All Blacks, que se viram em apertos frente à África do Sul (fora) e Argentina (casa) na primeira parte, para depois ter uns vinte minutos finais de uma categoria vertiginosa sem ímpar… jogar olhos nos olhos com os neozelandeses prova-se uma missão impossível ao quadrado.

Podemos discutir se a NZRU, através do Super Rugby e as políticas duras internas que tem se não está a “minar” as suas parceiras do lado (uma teoria que tem as suas verdades, mas se a Nova Zelândia não tem adversários de nível, acaba por emperrar e cair na sua evolução e crescimento), podemos até discutir se há alguma espécie de protecção dos juízes de jogo aos neozelandeses (curioso, que maioria dos que apoiam essa teoria esquecem-se de ver as faltas no chão ou de placagem dos Pumas ou o jogo “sujo” dos sul-africanos no chão… todas as selecções cometem faltas inteligentes), mas é impossível questionar a qualidade, valor e capacidade técnica/física dos All Blacks, que muito trabalharam para lá chegar. Num ano em que os Hurricanes confirmaram o seu ascendente, com a conquista do Super Rugby, a Nova Zelândia tem o direito de se sentar no Trono de melhor selecção do Hemisfério Sul, agora com títulos como prova dessa hegemonia. O rugby é prático, rápido, forte e consistente, todos os jogadores sabem o seu papel no colectivo, como também sabem do seu papel a nível individual… é um “Universo” diferente, é uma forma de estar diferente e é um rugby diferente… vai ser interessante ver se Eddie Jones, num futuro (que não sabemos quando), frente a Steve Hansen, já que o seleccionador inglês diz saber como parar os campeões do Mundo. Em última nota, é importante pensarmos que existe este domínio, também, porque as outras três equipas parecem ter estado perdidas em vários momentos dos seus jogos, entre aquilo que sonhavam fazer, queriam fazer e o que realmente deviam ter feito… voltará o equilíbrio ao Hemisfério Sul?

5 boks for 1 All Black (Foto: SANZAR)
5 boks for 1 All Black (Foto: SANZAR)

Rant da Jornada: STOP WITH THE POLITICS!

Stop With the Politics, com um hashtag ficaria uma frase fenomenal para a World Rugby e podia começar com o rugby no Hemisfério Sul, especialmente na África do Sul ou Argentina. No caso dos Springboks, a guerra pelas quotas e sistema de financiamento tem lançado confusão total entre adeptos, antigos e actuais jogadores e treinadores, comentadores e analistas, com alguns a dizer que estas pequenas questões têm tirado o foco e atenção dos jogos, da competição e de construir uma base forte para o rugby sul-africano. É preciso dar tempo ao tempo (um princípio que pouca gente acredita) e dar uma oportunidade a quem está no “banco de suplentes” (no caso do rugby de selecções, na bancada) e garantir todas as “ferramentas” para que haja sucesso no espaço de 1 a 2 anos (Coetzee merece uma 2ª oportunidade). Já na Argentina a alguma violência que tem passado no desporto (principalmente no futebol) chegou ao rugby, com alguns agentes governamentais a quase dizerem que o rugby é o grande culpado por incentivar a violência (como se a placagem e o contacto significassem produção de pessoas violentas e agressivas…). Na terra das Pampas estão a tentar fazer do rugby argentino um bode expiatório, de forma a tentar desviar os olhares do futebol, que tem sido um “palco” de guerra nos últimos 10 anos. Os Pumas podem ser algo “agressivos” e expressivos dentro de campo, mas nunca violentos… e até têm lançado grandes campanhas para que os valores do rugby também sejam os valores praticados fora dos campos, especialmente em casa, no trabalho/escola e em todos os outros sectores da vida de uma pessoa. A política quando quer forçar a sua entrada num desporto que não sendo ingénuo é bem puro, estraga sempre aquilo que mais gostamos… na África do Sul, a SARU tem de se entender com os seus pares do governo e pôr fim ao sistema de quotas que querem insistir a pôr nos Springboks (que tal preocuparem-se com investimento nas escolas, em bairros problemáticos… começar no raiz do problema, não na última folhagem) e, também, querer mudar a sua forma de estar (lutar mais por um Super Rugby mais claro, lúcido e bem estruturado e não só preocuparem-se com problemas de calendário). Na Argentina o caso vai ser mais difícil, pois há que mudar uma mentalidade de um país que vive ainda com as manias e feitios do Desporto Rei… mas com Creevy e Cordero tudo é possível!Let the man work! (Foto: SARU)Let the man work! (Foto: SARU)

Jogos completos da 6ª Jornada:

ÁFRICA DO SUL-NOVA ZELÂNDIA: goo.gl/wTbtRC
ARGENTINA-AUSTRÁLIA: goo.gl/UvEH8s


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