25 Set, 2017

Um Super Até já! – 3 pontos da 15ª ronda do Super Rugby parte. I

Francisco IsaacJunho 5, 20175min0

Um Super Até já! – 3 pontos da 15ª ronda do Super Rugby parte. I

Francisco IsaacJunho 5, 20175min0

Waratahs e Chiefs protagonizaram um dos grandes jogos de 2017, Hurricanes entram com “tudo” para a recta final, Crusaders ao sabor de um drop e Reds voltam a claudicar. A parte 1 da 15ª Ronda do Super Rugby

Adenda: Uma vez que a jornada 15 do Super Rugby só será concluída no 1º fim-de-semana de Julho, dividimos os 5 pontos da semana por três nesta parte e mais dois na próxima.

O ENSAIO: THE ROARING THUNDER, SEKOPE KEPU

Quantas vezes é que têm o prazer de ver um pilarão correr 50 metros com a oval na mão, tirar da frente (sem abalroar) pelo menos dois 3/4’s e chegar à linha de ensaio? Sekope Kepu foi o autor desse extraordinário ensaio na derrota da sua equipa frente aos Chiefs.

Os Waratahs ainda mantinham uma esperança muito ténue de chegar aos playoff’s do Super Rugby, precisando para isso de uma vitória (bonificada) contra os Chiefs e ainda esperar que os Brumbies não somassem qualquer pontos nas próximas três jornadas.

Porém, a equipa de Dave Rennie disse “não” e voltou a realizar uma boa exibição, carregada de frieza e cinismo, que os colocou na frente do resultado por 39-17 quando faltavam 10 minutos para jogar.

Valeu uma excelente resposta dos Waratahs com ensaios de Cameron Clark e o tal de Kepu, aos 72′ e 73′ para meter o jogo num “intenso” 39-31.

Mas lá está, mais uma vez, a frieza dos Chiefs valeu uma tremenda defesa dinâmica (bom jogo da 3ª linha composta por Leitch, Cane e Messam) que garantiu que os Tahs’ não voltassem a infligir dano e com Lowe ainda a cruzar a linha por última vez para finalizar o encontro no 46-31.

A forma como Kepu ataca a bola e a linha de vantagem, o trabalho ao largo, a capacidade de decisão (desmérito para os Chiefs, em particular McKenzie, que não quiserem placar o pilar) é demonstrativo que o rugby na 2ª década do século XXI continua a evoluir para algo…diferente.

O REGRESSO: MILNER-SKUDDER IS BACK!

Jogo muito “perro” dos Hurricanes, que sentiram alguns apertos na casa da Western Force. Com Beauden Barrett de regresso, Ardie Savea recuperado (mas no banco) e sem Julian Savea (descanso), a equipa de Wellington só “surgiu” em força nos 20 minutos finais.

Com um 19-07 a seu favor, os Hurricanes tiveram de “aguentar” alguma pressão dos australianos e só depois de muita luta no contacto e de uma boa recuperação no breakdown, é que os campeões em título partem para 15 minutos à “Campeão”.

Primeiro foi num belo lance de Perenara, com o formação a fugir ao contacto e a conseguir esboçar um passe de “mestre” para Aso. Seria novamente Perenara a conseguir novo ensaio, após uma boa pressão ao ponta da Force que “atira” um pontapé sem nexo e que o nº9 neozelandês capta do chão e segue imparável até à linha de ensaio.

Aos 70 minutos surgiu então o “mago” dos All Blacks… Nehe Milner-Skudder. O defesa/ponta recuperado de lesão, surgiu no flanco a distribuir uma série de fintas de passe e dribles, deixando a equipa adversária agarrada ao relvado.

Desta situação “nasceu” o ensaio de Laumape, com o centro a aparecer solto à ponta para mais um ensaio.

Skudder é um mágico, um fantasista, um lunático com a oval nas mãos… deixa tudo e todos pregados no chão, sabe explorar o espaço, é um placador exímio (não muito comum nos pontas) e é um polivalente na linha de ataque.

Os Hurricanes estão bem reforçados para o jogo da próxima semana, um jogo que vale não só o 2º lugar da divisão neozelandesa mas também para lutar pelo 1º lugar da mesma zone.

O MOMENTO: MITCH HUNT DROP IT LIKE IT’S HOT

22-22, 81 minutos… a 45 metros da linha de ensaio, com uma defesa a impor uma alta pressão e sem equipa para jogar ao largo… o que é que qualquer jogador faria? As possibilidades de resposta são várias, mas Mitch Hunt, o abertura/ponta/defesa dos Crusaders optou por fazer uma carterice com um drop de 43 metros… do lado esquerdo do campo.

Foi um pormenor imenso do jovem jogador, que apostou num pontapé muito arriscado mas que diz muito da vontade de uma equipa em ganhar… os Highlanders foram até ao estádio AMI em Christchurch tentar surpreender os grandes contenders ao título do Super Rugby, os Crusaders mas ficaram sem nada ao fim dos 80 minutos.

Num encontro bem intenso, bem “quente” e bem disputado, os Highlanders chegaram a estar na frente do resultado durante uma boa parte da 2ª parte, chegando a sonhar com uma vitória (excelente jogo de Naholo) que poria fim à sequência perfeita de vitórias dos cruzados.

No entanto, uma penalidade aos 76′, convertida por Hunt, e o drop do suplente virou o jogo de um 19-22 para um 25-22 em menos de 5 minutos.

Os Highlanders pecaram nas faltas, que acabou por castigar o seu jogo quase perfeito na defesa, onde Fekitoa (18 placagens), Whitelock (16) e Franklin (bom jogo do 2ª linha, com 16 placagens e muita luta no contacto) deram o tudo por tudo em cada subida a pressionar o ataque ameaçador dos Crusaders.

Agora ficamos à espera de saber se este é mesmo a ano dos Crusaders, qual o impacto do Tour dos Lions na equipa e se vamos ter um campeão sem derrotas.


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