23 Out, 2017

The Lions Roar: os 41 escolhidos dos British & Irish Lions

Francisco IsaacAbril 19, 201718min0

The Lions Roar: os 41 escolhidos dos British & Irish Lions

Francisco IsaacAbril 19, 201718min0

Aí estão os 41 nomes que representarão as Ilhas Britânicas em terras de Kiwis, onde mora a temível e mítica selecção da Nova Zelândia, mais conhecida por os All Blacks. Polémica, certezas e dúvidas na convocatória analisada pelo Fair Play

Está feito, nem mais uma linha com um nome dá para acrescentar… os British&Irish Lions escolheram os seus 37 homens que defenderão a honra da camisola escarlate na Nova Zelândia.

A equipa técnica liderada por Warrent Gatland (seleccionador galês desde 2007 e o seu 3º tour como seleccionador dos Lions) optou por criar alguma controvérsia com a escolha não só do capitão, mas também de laguns dos outros nomes que surgem na convocatória.

O Fair Play realiza uma abordagem a alguns dos “duelos” internos (Vunipola, Moriarty ou Faletau?), as escolhas proibidas (Ben Te’o por exemplo), dos capitães, entre outros.

QUEM SÃO OS 41?

Gatland admitiu que a convocatória foi fechada “ontem (18 de Abril) à tarde após algumas conversas finais…”, continuando “vai ser um tour especial, mais físico e com mais escolhas.”.

E em relação à convocatória? Bem estes foram os nomes todos convocados:

3/4’s
Formações: Conor Murray,  Rhys Webb e Ben Youngs
Médios de Abertura: Dan Biggar e Jonathan Sexton
Centros: Jonathan Davies, Owen Farrell, Robbie Henshaw, Jonathan Joseph, Jared Payne e Ben T’eo
Três de trás: Elliot Daly, Lee Halfpenny, Stuart Hogg, George North, Jack Nowell, Tommy Seymour, Anthony Watson e Liam Williams

Avançados
Pilares: Dan Cole, Tadhg Furlong, Joe Marler, Jack McGrath, Kyle Sinckler e Mako Vunipola
Talonadores: Rory Best, Jamie George e Ken Owens
2ª Linha: Iain Henderson, Maro Itoje, Alun Wyn Jones, George Kruis, Courtney Lawes
Asas: Sean O’Brien, Peter O’Mahony, CJ Stander, Justin Tipuric e Sam Warburton
Nº8: Taulupe Faletau, Ross Moriarty e  Billy Vunipola

Contas finais: Inglaterra com 16 jogadores, Irlanda com 11, País de Gales com 12 e Escócia com 2. 41 jogadores escolhidos, nem todos passíveis de algumas dúvidas, questões e críticas.

The Captain and his man (Foto: Twitter)

OS LÍDERES DA COMPANHIA

Sam Warburton / Asa / País de Gales / Cardiff Blues / 2º Tour / Capitão

valiant enforcer dos Cardiff Blues volta a merecer a capitania dos British and Irish Lions. Já em 2013 tinha sido, sob as ordens de Warren Gatland e, agora, volta a repetir-se na viagem à Nova Zelândia. Muito se questionou a presença do asa no XV titular do País de Gales nas Seis Nações em 2017, com vários a dizer que já não tinha estofo para aguentar… porém, Warburton “silenciou os críticos” com 5 jogos de elevado nível, tendo terminado com 78 placagens, 7 turnovers, 76 metros (em 37 carries).

Os números só por si podem provar pouco, mas a verdade é que Warburton foi um dos jogadores mais em forma dos Dragons e que despontou um excelente trio com Tipuric e Moriarty (ambos na convocatória). É o grande capitão, é homem que se sacrifica pela equipa, considerado, também, o jogador que mais trabalha fora de campo.

Rory Best / Talonador / Irlanda / Ulster / 2º Tour

O que há para não gostar em Rory Best? Um lutador nato, um dos líderes mais antigos da Irlanda (assumiu a capitania em 2016) e um rochedo de confiança fulcral para o 5 da frente. Best gosta de trabalhar no contacto, é um jogador que embora pesado gosta de surpreender a linha defensiva, onde as suas arrancadas pelo ruck (seja pelo meio ou lado) já fizeram sérios danos em alguns jogos contra a Nova Zelândia. Naquela linha da frente, onde enfrentará jogadores como Crockett, Coles, Moody ou Franks, Best terá de ser o líder e quem impõe as regras… e só ele consegue manter essa intensidade no tour.

Alun Wyn Jones / 2ª Linha / País de Gales / Ospreys / 3º Tour

Big Man do País de Gales volta para um 3º tour e, quem sabe, poderá ir a um 4º (já é a “sonhar” alto). Alun Wyn Jones conquistou a capitania dos Red Dragons nestas Seis Nações e demonstrou uma alma enorme, lembrando Paul O’Connell. Wyn Jones é tudo aquilo que uma equipa precisa nos momentos mais difíceis, em que a equipa adversária está por cima e a criar uma pressão enorme sobre os avançados ou nos rucks, conseguindo dar o seu corpo e “mente” (é um jogador que sabe trabalhar bem na movimentação de linhas atrasadas, sendo ele um dos “moinhos” do País de Gales) em prol da equipa.

É um defesa altruísta, um atacantes possante e uma voz respeitada. Com ele, os Lions têm um eixo formidável de líderes entre Best-Jones-Warburton o que será importantíssimo para o Tour que se avizinha. Melhor que tudo, Alun Wyn Jones já teve contacto com os neozelandeses em 2016 e, no primeiro jogo dos três amigáveis, quase que ajudava a sua selecção a fazer uma “graça”.

SURPRESAS DE ÚLTIMA HORA

Kyle Sinckler / Pilar / Inglaterra / Harlequins / 1º Tour

O pilar maciço dos Harlequins (onde joga um dos preteridos de Gatland, Chris Robshaw) mereceu a convocatória pela boa temporada que tem realizado na sua equipa. Não ganhou a titularidade no XV inglês (Mako Vunipola, Dan Cole e Marler estão à frente) nas Seis Nações, mas foi rotulado por Eddie Jones como “um trabalhador nato, um jogador que faz por merecer onde está.

Não gosta de sofrer bullying dentro de campo e se tentarem-lhe fazer isso, ele dá uma excelente resposta. Tem pormenores muito interessantes… um pilar moderno.”. Sinckler não deverá assumir o lugar a titular (até porque esse está reservado para Mako Vunipola), contudo irá dar outro profundidade à equipa mal entre na segunda parte… um perigo para os All Blacks? Sem dúvida.

Jared Payne / Centro ou Defesa / Irlanda / Ulster / 1º Tour

Para o Fair Play, Jared Payne merece estar na convocatória muito pela alma e entrega que tem mostrado na Irlanda. Foi um jogador que mudou muito a forma de estar dos irlandeses pós-Mundial 2015, com uma aceleração de ponta, uma capacidade para absorver o choque e um toque de bola fora do normal. Payne é neozelandês de nascença e “fugiu” há alguns anos para a Irlanda.

De lá para cá dedicou-se de corpo e alma ao Ulster (chegou em 2011) e após seis anos de bom rugby, de intensidade alta e de compromisso merece uma chamada aos British and Irish Lions. Não fiquem surpreendidos se Payne aparecer no XV inicial dos Lions no Verão… é até muito provável que isso venha a acontecer.

Here comes the Payne! (Foto: Getty Images)

Ben Te’o / Centro ou Ponta / Inglaterra / Worcester / 1º Tour

Chamada de Te’o vai gerar alguma controvérsia nas Ilhas Britânicas. Não há dúvidas que é um poderoso jogador no contacto, um placador bruto e um atleta dinâmico, mas existiam outras opções como Huw Jones (Seis Nações impressionantes do centro, naturalizado escocês com uma lesão que só será debelada em Julho) ou Alex Dunbar (capacidade de carregar a oval, aceleração no contacto e um defesa de qualidade) por exemplo.

Te’o vai ter dificuldades em assumir um lugar no XV e a sua melhor oportunidade será quando sair do banco de suplentes. Se for bem utilizado, Te’o poderá infligir dano nas linhas atrasadas dos All Blacks, já que realiza uma boa pressão, possui uma leitura de jogo competente e gosta do contacto.

Jack Nowell / Ponta / Inglaterra / Exeter Chiefs / 1º Tour

fire-cracker dos Exeter Chiefs continua a “destruir” barreiras. O ponta da selecção inglesa tem 24 anos (um dos mais jovens desta selecção), já conseguiu marcar 11 ensaios pela Inglaterra e tem assumido um papel preponderante no esquema de jogo de Eddie Jones. Warren Gatland deverá optar por George North e Anthony Watson, com Nowell na sombra de ambos para surgir no espaço e fugir para o ensaio.

Para além disso, Jack Nowell tem um ritmo de jogo impressionante, sabe conquistar metros como poucos e tem uma capacidade de pressionar fora do comum, para além da boa recepção ao jogo ao pé. Uma surpresa de Gatland, algo incomum, o que pode significar que Jack Nowell é um futuro para os Lions.

Jamie George / Talonador / Inglaterra / Saracens / 1º Tour

A não escolha de Dylan Hartley (que já iremos analisar) recaiu nas mãos de Jamie George, o talonador que tem os pés de um médio de abertura. É um jogador diferente, da nova escola de avançados do Hemisfério Norte, que tem despontado pela sua velocidade, capacidade de criar espaço no contacto, elegância e fisicalidade na formação ordenada e por gostar de jogar no “risco”.

A grande questão que se coloca ao seleccionador dos Lions é uma: George não é titular na selecção inglesa nem nos Saracens… merece ser convocado? Não há dúvidas que este ponto vai dar uma luta intensa entre comentadores, já que Ross Ford (da Escócia) merecia a chamada para os Lions. George é, sem dúvida, também um dos futuros da selecção que representa as Ilhas Britânicas… mas terá sido a melhor altura para chamá-lo?

AS ESTRANHAS AUSÊNCIAS

Dylan Hartley / Talonador / Inglaterra / Northampton Saints

O ponto da discórdia na primeira-linha dos Lions recaiu, ironicamente, no controverso Dylan Hartley. O talonador (nascido na Nova Zelândia) tem vindo a ganhar vozes de apoio, apesar do seu recorde de má conduta entre os anos 2008-2013, pela fome, raça e capacidade de aguentar a intensidade que apresenta nos jogos.

Tornou-se o homem forte de Eddie Jones, um símbolo da “agressividade” e de aguentar a pressão, uma voz de comando respeitada e um placador nocivo. Hartley conquistou duas Seis Nações (2016 foi Grand Slam), fez parte de 15 das 18 vitórias consecutivas da Inglaterra e é um “animal” na primeira-linha. Gatland não conseguiu descalçar bem a “bota” já que afirmou “qualquer um que ficasse de fora, ficaria desiludido. Escolhemos quem achávamos bem…”… não poderia Jamie George ter ficado de fora, de forma ao talonador provar que consegue ser o nº2 da Inglaterra na ausência do capitão?

Will you be missed? (Foto: The Guardian)

Ross Ford / Talonador / Inglaterra / Edinburgh / Um Tour em 2009

Uma injustiça que se praticou a Ross Ford, ao ficar de fora dos 41 convocados dos Lions. Um talonador trabalhador, um “cão de raça” no contacto, um fustigador nos rucks e uma unidade móvel, Ford merecia a chamada para a equipa. É quase tão inexplicável como Hartley… se o inglês tem o argumento de ser o capitão da Inglaterra, Ford tem o argumento de ser escocês e um dos jogadores que trouxe uma “cara” renovada à sua selecção.

Ninguém se recordará do esforço que Ford realizou em alguns jogos das Seis Nações (começou do banco pelo menos três vezes, trocando com Fraser Brown) e de como se tem mantido leal ao Edinburgh apesar de não conquistarem qualquer título.

Finn Russell / Abertura / Escócia / Glasgow Warriors

Se Dan Biggar merece ir à Nova Zelândia, também Finn Russell devia ter recebido o bilhete de viagem. O espectacular nº10 pode não ser o jogador mais consistente à face do planeta, pode não ter um pontapé magistral e pode não ser carismático como Biggar… todavia, é um jogador com um sentido de ataque fenomenal, com uma excentricidade inquietante e que pode criar problemas aos neozelandeses.

Russell é o 10 que se aproxima mais aos aberturas do Hemisfério Sul, com uma vontade de arriscar, de criar jogadas diferentes e de abrir o jogo ao pé de outra forma. Não incluir Russell e dar o lugar a Biggar (que está a atravessar a sua pior temporada como abertura quer dos Ospreys ou do País de Gales, em termos de espectacularidade e frescura de jogo) é complicado de explicar.

Jamie Heaslip / Nº8 / Irlanda / Leinster / Dois Tours em 2009 e 2013

Um dos líderes natos da Irlanda, Jamie Heaslip não vai estar no seu terceiro Tour pelos Lions. Billy Vunipola, Ross Moriarty e Taulupe Faletau foram os escolhidos para a posição de nº8 e, mesmo assim temos várias reticências para a não escolha de Heaslip. Um terceira-linha poderoso, com uma versatilidade de jogo fora do comum, o 8 do Leinster tem sido sempre um dos maiores símbolos da Irlanda nos últimos 10 anos.

Físico impressionante, liderança total, um estratega na formação ordenada e um jogador preponderante na saída de bola, Heaslip fará muita falta aos Lions. Funciona, como argumento de Gatland, o facto de Jamie Heaslip só regressar no último fim-de-semana de Maio à competição, ou seja, poderia nunca estar em forma ideal para ir aos Lions. Mesmo assim, deixamos um mas…

James Haskell / Asa / Inglaterra / Wasps

Aqui podia encaixar, também, Chris Robshaw mas optámos por escolher James Haskell um dos capitães dos Wasps RFC. A opção por O’Brien, Tipuric ou Warburton ditou o “adeus” do inglês às opções de Gatland. Todavia, algumas dúvidas ficam no ar: Haskell durante 2016 foi um jogador “fenomenal”, um verdadeiro polivalente, um asa transformado (passou de ser pesado e com uma incidência mais local, para uma mobilidade e capacidade de recuperação de topo mundial) e que poderia ser muito importante para fazer frente aos potentes centros e médio de abertura dos All Blacks.

Mais, Haskell jogou no Hemisfério Sul, tem noção (e nos jogos frente à Austrália ou África do Sul notou-se isso) de como abordar esses tipos e modelos de jogo, encontrando formas de “bloquear” ou “partir” a estratégia dos seus adversários. Tipuric vai pela lógica de ser um placado infalível, mas Haskell também o é e tem mais capacidade de choque ou de criar situações de jog.

Jonny Gray / 2ª Linha / Escócia / Glasgow Warriors

Talvez o “escândalo” máximo, para além de Launchbury (um dos melhores jogadores das Seis Nações em 2017 e uns dos melhores em 2016) que fica por responder. Gatland optou por Henderson (não está na sua melhor forma), Courtney Lawes (se o argumento de “cabeça quente” assenta em Hartley que dizer de Lawes, um jogador que efectua algumas penalidades durante o jogo) ou George Kruis (talvez a ideia de inclui-lo seja para fazer parelha com Maro Itoje, seu colega de equipa) todos eles escolhas questionáveis quando temos Gray ou Launchbury, dois jogadores de exímia qualidade. Gray é um tanque com a bola nas mãos, um defesa com uma entrega imensa e um extraordinário líder nos alinhamentos.

AS ESCOLHAS DO FAIR PLAY

A equipa está fechada, os 41 escolhidos e os Lions prontos (daqui a 1 mês) para sair em direcção da Nova Zelândia. Porém, o Fair Play faz questão de escolher o seu XV base (seguindo os 41 de Gatland) e aqui deixamos como exemplo o que seria uma equipa de qualidade para se bater contra a Nova Zelândia.

XV: Mako Vunipola, Rory Best e Tadhg Furlong; Alun Wyn Jones e Maro Itoje; CJ Stander, Sam Warburton e Billy Vunipola; Conor Murray e Owen Farrell; Jonathan Davies e Jared Payne; Anthony Watson, George North e Stuart Hogg.
Suplentes: Dan Cole, Mako Vunipola e Jamie George; George Kruis; Sean O’Bien e Taulupe Faletau; Ben Youngs; Jack Nowell e Liam Williams

Warburton invés de Sean O’Brien?

Os outros nomes entrariam mediante os jogos, mas estes seriam os nossos 23 para o 1º jogo contra a Nova Zelândia. Sam Warburton fica a nº7 por ser capitão e um jogador que prima pelo exemplo, para além da liderança. Sean O’Brien é um jogador extremamente intelignente, móvel e com a capacidade de fazer os seus adversários sentirem-se ameaçados no contacto. Warburton joga muito nas “sombras”, sempre com um papel preponderante que só é notado após verem o jogo pela 3ª vez.

Porquê Vunipola?

Billy Vunipola é um ponto discutível, com a opção de Faletau e Moriarty a estarem na “mancha”. Vunipola traz metros, físico, choque, capacidade de fazer recuar os adversários, electricidade e velocidade. Faletau não está a realizar uma temporada “cheia” e até perdeu o seu lugar de 8 no País de Gales, curiosamente para Ross Moriarty. Vunipola não falha, é um jogador imprescindível e alguém que pode fazer dano frente à dupla de centros neozelandesa seja Fekitoa ou Williams, Lienert-Brown ou Crotty, ou uma mistura dos quatro. Para além disso, Vunipola não sabe parar no contacto, repõe-se rapidamente para disponibilizar mais uma saída. É melhor no controlo da formação ordenada atrás.

É possível tirar Alun Wyn Jones?

Sim, é possível. Não sentimos que seja um jogador fundamental na manobra dos Lions, podendo Kruis ou Henderson jogarem no lugar do lendário 2ª linha galês. Jones é um jogador versátil, com uma bela visão de jogo e capaz de manobrar bem os movimentos nas linhas atrasadas. Competente com a oval na mão, rápido no contacto, agressivo no maul (sempre importante contra os All Blacks) e um resistente no jogo curto. Tirá-lo pode (e deve) acontecer, mas será titular no 1º jogo.

Are you not entertained? (Foto: NZ Herald)

Owen Farrell a abertura? Com que argumento?

Pelas palavras de Warren Gatland ficámos a perceber que a luta pela camisola 10 será entre Farrell e Sexton. Dan Biggar não está “eliminado” da luta, todavia, o seleccionador vai escolher um jogador que garanta pontapé, visão de jogo e regularidade com a bola nas mãos (a não escolha de Russell explica a não opção por um jogo de risco). Farrell é o melhor chutador a nível mundial, é estável no contacto e tem uma boa capacidade de aceleração… melhor que tudo, não tem lesões! Sexton está sempre fustigado com algum problema físico, apesar da sua extrema entrega e tem um pontapé de alta qualidade (já não tanto como foi em anos anteriores).

Se isto pode ser uma jogada para “prender” Steve Hansen? Possível, mas não provável… Gatland não é muito fã de mind games e mensagens codificadas. Se Farrell saltar da camisola 10, ficará com a 12 imediatamente, abrindo para um jogo mais aéreo, algo que pode ser interessante frente aos All Blacks (Julian Savea, Waiseke Naholo são jogadores que por vezes falham na luta no ar).

Porquê Furlong e não Dan Cole?

Furlong está numa forma assombrosa, aos 24 anos é um dos pilares que melhor tem jogado no Hemisfério Norte. Uma “besta” (com positividade) na formação ordenada, inteligente nos alinhamentos, trabalhador nas fases curtas e sempre disponível para entrar na linha, Furlong tem tudo para se afirmar como uma das novas lendas do rugby irlandês. Mako Vunipola e Dan Cole serão importantes para entrar numa 2ª parte e filtrarem o jogo, prendendo na formação ordenada os seus homónimos neozelandeses.

E agora a grande pergunta: Quando começa o Tour? Ora para mais informações seguir o site dos British and Irish Lions sigam o site oficial (http://www.lionsrugby.com/), para uma resposta rápida começa a 3 de Junho contra os Barbarians da Nova Zelândia. O primeiro jogo contra os All Blacks está marcado para 24 de Junho.

Gatland… can you make it? (Foto: Twitter)


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