20 Ago, 2017

Suaram, os All Blacks – 6 pontos de discussão da 5ª jornada

Francisco IsaacOutubro 3, 201618min0

Suaram, os All Blacks – 6 pontos de discussão da 5ª jornada

Francisco IsaacOutubro 3, 201618min0

Naquela que foi a 5ª jornada, a penúltima, do Rugby Championship, os All Blacks entraram a “matar” na Argentina, mas terminaram em sufoco perante a reacção dos Pumas. Em casa dos Springboks, a Austrália não soube contornar o jogo inteligente, embora, fraco dos sul-africanos. A 5ª Jornada em 6 pontos.

A Equipa: PUES SÍ, EL TANGO DE LOS PUMAS

Era impossível destacar quer a Austrália ou a África do Sul, ambas candidatas ao jogo mais “aterrorizante” do ano, em que a palidez, erros básicos e quebra de jogo rápido imperou ao longo de uns bem extensos 80 minutos. Por outro lado, a primeira parte da Nova Zelândia na Argentina foi um hino ao rugby, que encontrou uma defesa muito permeável e sem reacção explosiva do lados dos Pumas. Porém, a 2ª parte da equipa de Daniel Hourcade foi um show de ritmos e dinâmicas que trocaram as voltas – por algum tempo – à equipa de Steve Hansen. Os 25/30 minutos finais foram de um equilíbrio táctico entre os Kiwis e os Pumas, em que os argentinos conseguiram ter um ascendente a nível de capacidade de explosão e de perfuração, para além de de saberem viver no Mundo do Caos. O que é este universo diferente? É um local onde o rugby de excelência táctico cai perante uma defesa altamente agressiva e que pára os seus alvos da forma que mais lhe convier (podíamos discutir as placagens fora do tempo ou altas, um “episódio” que foi recorrente dos dois lados, quase sempre bem ajuizado por Jaco Peyper) e que tenta “irritar” os seus oponentes ao ponto de cometerem erros e falhas na estratégia traçada pelos All Blacks. Veja-se a situação de ensaio iminente de Julian Savea, que invés de completar um passe para Dane Coles (que vinha bem lançado) precipitou-se e foi alvo de uma placagem que gerou um avant. Este tipo de situações foram recorrentes com Israel Dagg, Ryan Crotty ou Elliot Dixon, frutrando, em larga medida, a formação neozelandesa. Todavia, a estrela desses 25 minutos finais não foi, sobretudo, a defesa, que esteve amplamente bem na 2ª parte (5 turnovers e 6 erros forçados aos All Blacks), mas sim um ataque alucinante e que cavou metros nesses minutos finais. Veja-se que até aos 53′, os argentinos só tinham conquistado 170 metros, para terminarem com 395, mais 225 em 18 minutos de jogo útil (as habituais paragens para a formação ordenada, pontapés para fora/postes, ensaios e outros tomaram os restantes 9 minutos), algo espectacular para a formação da América do Sul. Para isto bastou que Hourcade permitisse aos seus jogadores entrarem no universo de um rugby mais caótico que ao mesmo tempo era elegante e efusivo, com pormenores do rugby champagne misturado com o ritmo latino.

O ensaio de Joaquín Tuculet foi um pormenor de primor, com um croskick alto de Jeronimo de la Fuente, bem captado pelo defesa dos Pumas. Perante a frustração ofensiva dos All Blacks, entrou, também, a incapacidade para “lerem” a forma como os argentinos se movimentavam no ataque que assumiram o risco de jogar ao largo, pondo fim ao jogo curto e pouco veloz que pautou na maior parte do jogo. Santiago Cordero conseguiu descobrir brechas (2 quebras de linha), com o gigante Facundo Isa a ser um motor fenomenal de ataque para a parte final do jogo (130 metros conquistados e 3 quebras de linha), deixando Damian McKenzie desesperado em duas situações (estreia nada feliz do defesa dos Chiefs… atenção que foi a 1ª internacionalização do serial kicker de Hamilton). Por vezes, é preciso deixar cair as “amarras” de tentar realizar um jogo algo estático, pouco “elástico” e muito de contacto, para optar por um estilo de risco, baseado na genialidade e explosão das suas unidades para permitir o aquele estilo felino pelo qual conhecemos a Argentina… neste fim-de-semana, naqueles 25 minutos finais foram um revival dos Pumas do Mundial, que tiram o sossego às grandes potências (sendo eles próprios uma delas) para tentarem sair com a vitória. Era praticamente impossível virar o jogo frente aos All Blacks, não haja dúvidas disso, que estão mesmo longe da restante competição, porém é sempre bom provar que há vida naquele que foi um Rugby Championship de um domínio assolador dos neozelandeses, que ainda assim fica com o 2º lugar aberto para a última jornada da competição. Notem que foi o 1º encontro em que o banco da Argentina fez a diferença ao entrar com De la Fuente, Senatore, Leguizámon, Orlando e Cubelli a marcarem o ritmo mal entraram. Num jogo em que o seu capitão esteve mal, no geral (um ensaio “dado” aos neozelandeses, alguma arrogância na troca de palavras com a equipa de arbitragem e uma má leitura defensiva), foram os restantes Pumas a ser aperceberem da necessidade de animarem o seu público, numa noite em que o José Amalfitani esteve totalmente lotado (50,000).

A Estrela: LIENERT-BROWN… SENTEM SAUDADES DE CONRAD SMITH?

Num fim-de-semana em que Morné Steyn foi o “bombeiro” dos Springboks, com 18 pontos a sair da sua “cartola” (ou seja, todos os pontos feitos pelos sul-africanos no 2º jogo frente aos australianos no Rugby Championship) e que Facundo Isa deslumbrou com uma exibição elegante e diabólica, lembrando um Louis Picamoles com um toque técnico de classe mundial, foi o 2º centro dos All Blacks a “conquistar” o MVP da jornada. Se forem ver os números finais de Lienert-Brown, notam, desde logo, que só correu 60 metros com bola em 80 minutos… 60 metros, divididos em 10 carries, o que perfaz uma média de 6 metros por cada bola que recebeu… no final, 1 ensaio e 3 assistências. Como? Brown apareceu no sítio certo, à hora certa e com a explosão certa, para quebrar os seus opositores. Ao estilo de Ardie Savea (esteve intratável o asa dos Hurricanes), Brown mexeu com todo o jogo All Black sempre que explorava a linha de vantagem, conseguindo não só “ludibriar” a defesa dos Pumas como atirava os placadores para trás, atingindo a linha de vantagem para chegar ao ensaio ou, principalmente, conseguir esboçar o passe necessário para confirmar os 5 pontos a Coles, Crotty e Smith. Não foi um jogo em que houve uma necessidade de defender, já que só houve “vida” do outro lado a partir dos 55 minutos de jogo. Com 2 turnovers e 6 placagens, Lienert-Brown soube estar na linha de defesa e até foi um “socorrista” quando Tuculet conseguiu descobrir um espaço entre Crotty e Barrett para fugir, apanhando o nº15 dos Pumas num momento providencial para garantir o “fim” de um jogada que levava o cunho de ensaio. Tínhamos dito que seria difícil a pós-era Nonu-Smith, só que tanto Moala, Crotty, Fekitoa, Lienert-Brown têm passado a mensagem contrária… algo que torna a vida de Steve Hansen difícil, sendo obrigado a escolher apenas dois para compor as posições de centro dos All Blacks. Muitas vezes há jogadores que realizam metros com a oval nas mãos, conseguindo gerar quebras de linha ou algumas roturas defensivas, que acabam por dar em nada, seja pelo facto dos seus colegas não conseguirem dar continuidade ou pela má execução do próprio portador da bola. No caso de Lienert-Brown foi o contrário, já que sempre que tocou na oval descobriu forma de meter os seus colegas a “brilharem” ou algo mesmo “roubar” o lugar de estrela da Nova Zelândia num jogo que valeu pela espectacular 1ª parte da equipa campeão do Rugby Championship 2016.

A DesilusãoWALLABIES AND SPRINGBOKS SHOULD GO AGAIN

Fraco, demasiado fraco para ser um jogo entre duas das maiores potências do rugby Mundial… sul-africanos e australianos entregaram-se a uma exibição de standards muito baixos para aquilo que os adeptos da modalidade esperavam. A África do Sul saiu com a vitória do Loftus Versfeld sem ensaios, com os pontapés de Morné Steyn a provarem-se fundamentais para os desígnios de Coetzee. Porém, num jogo onde dominaram no aspecto dos pontos estáticos (12 alinhamentos em 12 e 9 formações ordenadas em 9), não houve um lance de “categoria” por parte dos Springboks, que mal conseguiam produzir combinações significativas entre as linhas de ataque. Steyn bem tentou “mexer” com os seus jogadores, queria mais do que um jogo de bater e bater, de procurar o jogo fácil e do erro/falta dos Wallabies para pedir ao médio-de-abertura que atirasse aos postes. Sim, é verdade que a melhor era da África do Sul no rugby, foram aqueles anos 2004-2007 em que o rugby frio, pouco elegante mas altamente eficaz e o jogo de físico sob a técnica, garantiu títulos e metas únicas aos Springboks (para além do seu 2º Mundial)… por isso, porque não voltar ao mesmo tipo de rugby de então agora? Bem, o facto é que a África do Sul não sabe que tipo de jogo quer jogar e acaba por viver numa instabilidade visível, com um tipo de rugby sem elegâncias e ao mesmo tempo sem a frieza que requer para dominar os 80 minutos seguidos. Três factores ditaram a vitória dos sul-africanos no jogo frente aos Wallabies: qualidade técnica de Steyn; a exigente defesa que realizaram durante todo o encontro: 120 placagens (mais 10 falhadas, em que Mohojé com 12 e Whiteley com 13 foram os melhores da noite nesse capítulo) e 10 turnovers (destaque para os três “roubos” de Louw); e, principalmente, pela falta de eficácia e lucidez ofensiva dos Wallabies. Ora, os australianos dominaram largos “trechos” do jogo, só que nunca conseguiram chegar à linha de ensaio, para além do ensaio de Scott Sio. Tiveram várias oportunidades para mudar o resultado, como duas incursões de Israel Folau que acabaram “perdidas”, uma como um avant e outra com um turnover a beneficiar os Springboks. Foley e Hodge falharam pontapés de penalidade que somados dariam mais 9 pontos aos australianos, ou seja, um hipotético 19-18 final a seu favor.

Num jogo em que por coincidência David Pocock não jogou (cirurgia a uma fractura na mão significa 3 meses de ausência), a Austrália “quebrou” nos momentos X, seja a 20 ou 5 metros da área de validação, tornando tudo mais complicado. Quade Cooper voltou a assumir a criação de jogo com pompa e circunstância (Michael Cheika conseguiu “resgatar” mentalmente o abertura que teve uma época para esquecer ao serviço quer do Toulon ou dos 7’s Wallabies), Bernard Foley apareceu a “matar” a 12 e Haylett-Petty está a ser a revelação à ponta dos Wallabies (mais 150 metros conquistados e com 2 quebras de linhas). Foi um jogo de “azar” e de um “turbilhão” de más decisões que custaram muito caro à equipa de Cheika… bastava terem tido mais paciência em certos momentos, trabalhar melhor em outros e pedir um apoio mais próximo na generalidade, tudo tinha corrido melhor, isto fazendo fé que os Springboks não tinham sentido a “picada” de mais um ensaio para reagirem de uma forma que beneficiasse o jogo e desse algum tipo de espectáculo a quem gosta de ver e sentir rugby. A África do Sul segue para o último jogo do Rugby Championship frente aos All Blacks, em casa, o que será uma missão dura, intensa e altamente perigosa… se conquistarem uma vitória, não há dúvida que Coetzee terá de aproveitá-la para definitivamente ter a sua “base” para o futuro motivada para tentar ir atrás do título em 2017. Em caso de derrota, as críticas à gestão da SARU (Federação de rugby da África do Sul) continuaram e Adrian Strauss sairá pela porta pequena, deixando Coetzee no risco de ter que aguentar as críticas, sozinho. Já a Austrália a jogar desta forma, cometendo os mesmos erros, frente a uma Argentina de classe (ao jeito dos últimos 25 minutos do jogo frente aos All Blacks) bem pode ter uma desagradável surpresa e terminar em 4º no Rugby Championship.

Just some Bumps and Bruises (Foto: Planet Rugby)
Just some Bumps and Bruises (Foto: Planet Rugby)

O Ensaio: GONE IN 15 SECONDS A MOVIE BY TJ PERENARA

Houve, sem dúvida alguma, grandes ensaios no Argentina-Nova Zelândia, já que no outro encontra do Rugby Championship só houve direito a uma ida à área de validação e sem grande emoção. Num jogo que os Pumas mostraram as suas “garras” a partir dos 55′, os All Blacks deram o seu espectáculo itinerante, desta feita em Buenos Aires, durante toda a primeira parte. Podíamos mencionar as construções dos ensaios de Ben Smith (grande passe final de Lienert-Brown para o defesa dos Highlanders) ou de Ryan Crotty, ou da “manha” de Kieran Read a apanhar uma bola perdida no alinhamento dos Pumas, só que é o ensaio de TJ Perenara que nos rouba todas as atenções. Já mesmo encima do apito para o intervalo, Sánchez reinicia o jogo (em virtude de um ensaio dos All Blacks momentos antes) e atira um drop bem para trás, indo parar às mãos de Perenara. Do formação segue uma sequência de 3 passes, com Ben Smith e Beauden Barrett a receberem e a jogarem em apenas em 10 metros, para depois Crotty receber, quebrar a linha, percorrendo 25 metros solto. Depois foi só a oval regressar a Smith, após um passe de deleite de Ryan Crotty,  o que permitiu a Smith finalizar um passe fácil, sem oposição para TJ Perenara com o 9 a cruzar a área de validação para o 31-03. Desde o momento em que o formação recebeu a bola até ao momento em que mete a bola no chão, foram 15 segundos, 5 passes, 4 jogadores e 100 metros. O segredo? Perfeição em todos os detalhes: recepção de bola com o timing certo, passes com a pressão correcta, ataque ao espaço e não ao jogador, quebra de linha bem aproveitada, offload no momento X e explosão/sprint com a bola nas duas mãos (em todos os 100 metros, só os últimos 5 é que Perenara correu só com um braço na bola). É um must, um guia de como trabalhar a oval e de assumir a postura de risco, sabendo que no final o ensaio terá de chegar, dê por onde der. Há, também, o ensaio de Joaquín Tuculet que deverá ser entendido como um rasgo de risco e génio por parte de De la Fuente, com Tuculet a marcar o tempo certo, captando a bola do chão (Israel Dagg vacilou quando ela vinha do ar, permitindo que a mesma batesse no chão e desatasse aos pinchos) e a sair de forma rápida para o ensaio. Num momento em que perdiam por 36-10, talvez teria sido mais fácil manter a oval no alinhamento e jogar em maul, para apostar o peso dos seus avançados… mas o estilo dos Pumas é este, e é este estilo que o rugby mundial precisa.

O Caso: IT’S A GAME OF TACKLES NOT A GAME OF CUDDLES

Semana sim, semana não, volta a discussão das placagens, da intensidade das mesmas e de como são realizadas. O rugby está cada vez mais “controlado”, de forma a assegurar a integridade física dos atletas, protegendo, principalmente, a zona da cabeça (Rudy Paige no África do Sul-Austrália teve de ser assistido e saiu mesmo para ser observado). Porém, de resto quase todas as formas de placar são válidas, sejam mais soft ou mais agressivas… o rugby não é feito disto? Se querem ver só ensaios e jogadas de alto recorte, assistam aos torneios internacionais de Touch Rugby, que não tem qualquer tipo ou espécie de placagens. De resto, temos todos de saber avaliar e aceitar uma boa placagem. No jogo entre a Argentina-Nova Zelândia, a certa altura o “aquecimento ligou” e tanto Pumas como All Blacks “divertiram-se” (atenção à forma como estamos a fazer uso da palavra) em atirar todo o seu arsenal de tackles, que magoaram, q.b., a quem se sujeitava a sofrer uma… ou seja, todos! Os rucks tiveram a sua dose de “agressividade” e de luta de “dentes cerrados”, um capítulo onde os Pumas bem gostam de se destacar (não significa que haja uma limpeza de ruck bem feita) e que acabam por enervar os seus adversários. Ardie Savea, Elliot Dixon ou Luke Romana deixaram-se ir nas investidas da Argentina e subiram de tom, com entradas cada vez mais fortes, trabalhando as pernas mal eram agarrados, algo que os Pumas viam como um desafio a ter que ser aceite. Já no África do Sul-Austrália foi a mesma “dose” de placagens, de agressividade e de “guerra” no contacto, com grandes placagens de Mohojé ou Whiteley, assim como de Hooper e de Kerevi, sempre dentro da legalidade. Estão lá os juízes de jogo para ajuizarem se a placagem é alta, se foi ilegal ou não, não é preciso um coro de juízes “não oficiais” a assobiarem nas bancadas e a acharem que a forma como o “seu” jogador foi placado foi ilegal, para depois, momentos a seguir, um atleta da selecção que puxam esboçar o mesmo “acto” e acharem que é legal… no rugby, acima de tudo, há valores, há princípios e há regras. Há ensaios, há passes e, claro, há placagens. No Hemisfério Sul os placadores são mais “duros”, marcam as melhores tackles para os momentos ideias e…, como os do Hemisfério Norte, mal acabam o jogo, cumprimentam-se, tiram fotos, abraçam-se, rezam e bebem a cerveja/água da “praxe”. Em todo o Championship houve casos de más placagens, houve excesso de zelo e houve demasiado burburinho de adeptos, antigos jogadores, treinadores e comentadores, um situação desnecessária para a modalidade.

A small hug (Foto: SA News)
A small hug (Foto: SA News)

Rant da Jornada: HE CAN’T JUDGE BUT YOU CAN’T CHEER

As exibições de Wayne Barnes e Jaco Peyper foram marcadas, neste fim-de-semana, por alguns erros de leitura ou de postura. Verdade, mas foram erros e não situações propositadas para irritar A, B ou C. Porém, ter um estádio inteiro a entrar na “mania” de que ele “está a prejudicar de propósito”,”quer fazer-nos perder” e “porque é que ele não viu aquilo” não é um bom augúrio para o rugby. Barnes tem certos problemas, bem antigos, em termos de leitura de algumas situações, especialmente em casos de avant ou não conseguir tomar, em metade das vezes, a decisão correcta nas formações ordenadas ou no anti-jogo (a África do Sul aproveitou esse facto para conseguir manobrar o jogo a seu favor na 2ª parte), mas é dos juízes que mais sente o jogo, pelo jogo. Jaco Peyper tem os seus casos de arrogância, de erros minimamente estranhos (este ano já disse que não há decisão do TMO e ele próprio tomou a decisão de seguir pela sua leitura, que estaria incorrecta), porém é talvez dos que sabe melhor ler a formação ordenada, que consegue pôr fim ao “bullying” nos rucks, denotando-se como um dos juízes que já contribui para o desporto. Nem todos podem ser Nigel Owens, isso é certo… mas todos nós podemos não ser a “espécie” de adeptos que estava no Loftus Versfeld ou no José Amalfitani neste fim-de-semana, que fizeram usos de “uivos e urros” para demonstrarem o seu descontentamento com as equipas de arbitragem. Há uma linha que separa o ser um adepto fiel à sua equipa do fanatismo, o rugby até hoje conseguiu “sobreviver” na zona segura… mas os tempos modernos da modalidade estão a desafiar alguns a se deixarem influenciar pela parte feia do futebol, uma modalidade castigada pela forma como se vive, de forma errada, o mundo da redonda. Podemos e devemos criticar o juiz de jogo, assim como os restantes “actores” dos jogos, com bons argumentos, sem “gritos” e “conspirações” e de uma forma que deixe os outros (das outras modalidades) com inveja dos adeptos do rugby.

JOGOS COMPLETOS:
ÁFRICA DO SUL – AUSTRÁLIA: goo.gl/DVBjYB
ARGENTINA – NOVA ZELÂNDIA: goo.gl/SDwnJh


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