20 Ago, 2017

Os magníficos British and Irish Lions – O Rookie Placa

Fair PlayAgosto 13, 20175min0

Os magníficos British and Irish Lions – O Rookie Placa

Fair PlayAgosto 13, 20175min0
Rubrica de Francisco Antão desta feita sobre os British and Irish Lions e a Tour na Nova Zelândia que decorreu em Junho-Julho de 2017

Francisco Antão, o rookie do Fair Play, volta a placar com um recordar da tour dos British and Irish Lions com a sua opinião em relação ao trabalho de Gatland, aos melhores jogadores da Tour, aos resultados finais e do futuro que aí vem! 


Nova Zelândia, o país onde o râguebi é o desporto rei, onde habita uma selecção que é bicampeã mundial em título (2011 e 2015) e que tem dominado a maior competição de clubes no Hemisfério Sul, o Super Rugby, foi “alvo” da armada de uma Supra seleção das Ilhas Britânicas. Quem? Os “British and Irish Lions! Já ouviram falar deste nome?

Os British & Irish Lions, foram fundados em 1888 e são uma seleção unificada das ilhas britânicas, que reúne a cada quatro anos os melhores jogadores das diferentes nações do Reino Unido e Irlanda para irem até ao Hemisfério Sul. Coincidentemente, a tour de 2017 calhou na Nova Zelândia, onde esperavam os All Blacks, considerada a melhor seleção de râguebi do mundo.

Um dos objetivos deste “Tour” é ver, perceber como está o râguebi na Nova Zelândia, se é um modelo de jogo e de treino diferente e, porque não até mais avançados do que o râguebi europeu. Por outro lado, a Tour passa por criar uma espécie de União entre os tais países que perfazem os BIL, construindo aquilo que muitos jogadores dizem “o melhor mês das nossas vidas”.

Warren Galtland, o timoneiro desta super “Seleção”, escolheu 41 jogadores nesta digressão. Inglaterra foi a seleção com mais jogadores com 16, Irlanda com 11, País de Gales com 12 e Escócia com 2. O neozelandês de 53 anos, nascido e criado em Hamilton, tem uma passagem positiva nas seleções, tendo comandado o País de Gales com muito sucesso, permanecendo 7 anos e também a Irlanda, mas com menos sucesso acabando por permanecer só durante 1 ano.

Warren, levou a seleção galesa a praticar um lindíssimo râguebi, tornando-a numa super potencia mundial, recheada de grandes jogadores que transmitem grandes valores sobre o que é o râguebi (na sequência do altíssimo trabalho de Sir Graham Henry). Por isso, após a ida com sucesso à Austrália na tour de 2012, porque é que estavam todos com expectativas baixas? Sim, eram os All Blacks, mas os British and Irish Lions são os British and Irish Lions, com vários dos melhores jogadores do Hemisfério Norte!

Voltando à digressão na Nova Zelândia, e falando mais um pouco nela, os galeses Sam Warburton e Alun Wyn Jones foram os capitães desta seleção. Os British & Irish Lions tiveram 7 jogos de preparação contra equipas do Super Rugby, tendo conseguido 4 vitórias (NZ Barbarians; Crusaders, Maori All Blacks e os Chiefs), 1 empate (Hurricanes) e 2 derrotas (Blues e Highlanders).

No que concerne aos jogos com os All Blacks, a tour terminou num empate, algo imprevisível para a maioria dos adeptos. O Fair Play acompanhou toda a prova e podem rever os textos aqui:

– Jogo 1: goo.gl/d23k6s

– Jogo 2: goo.gl/yAqtH2

– Jogo 3 e Balanço: goo.gl/kbcvCy

Na minha opinião, o melhor 15 desta digressão foi:

1- Kyle Sinckler; 2- Jaime George; 3- Mako Vunipola; 4- Alun Wyn Jones; 5- Maro Itoje; 6- Sean O´Brien; 7- Sam Warburton; 8- Faletau; 9- Rhys Webb; 10- Jonathan Sexton; 11- Anthony Watson; 12- Owen Farrell; 13- Jonathan Davies; 14 Jack Nowell; 15- Liam Williams;

Atribui os seguintes “prémios” para diferentes categorias. São elas então:

O melhor placador: Maro Itoje;

Melhor ensaio: Sean O`Brien, naquela arrancada fenomenal do defesa Liam Williams, que ofereceu de bandeja o ensaio ao asa Sean O`Brien;

Melhor jogador não tenho, pois vários jogadores mereceriam este destaque desde o Liam Williams, Owen Farrell, Sean O’Brien, Tadhg Furlong, etc;

Maior desilusão, não gostando muito deste termo, porque todos estiveram muitíssimo bem, mas o que menos gostei foi do terceira linha Inglês, que atua nos Wasps, James Haskell;

Melhor treinador: Warren Gatland, soube guiar bem os BIL naquela que estava a ser classificada como uma tour de fracasso e humilhação, antes sequer de terem entrado dentro do “avião”… acabando por cima, ganhando aos All Blacks por uma vez!

Por último, não deixando de citar, o apoio ensurdecedor do público, quer dos British & Irish Lions, quer dos All Blacks e dos respetivos clubes do país, que estiveram sempre apoiar, a dar aquele gostinho especial pelo jogo, 5 estrelas.

Gostei muito do râguebi dos British & Irish Lions, muita qualidade de jogo desde o primeiro até ao ultimo minuto de jogo, uma equipa com muita qualidade individual e coletiva, jogadores muito experientes, fortes no contacto e na defesa e notava-se que era uma equipa com muita química, davam-se bem dentro de campo, desempenhavam bem os seus papéis, o que fez com que esta digressão fosse muito positiva.

Sou um grande adepto do estilo de jogo das seleções do Reino Unido e gosto de todos os jogadores.

Acredito que das quatro seleções, uma vai acabar com o poderio dos All Blacks nos mundiais. Para terminar, adorei os British & Irish Lions e também destaco as exibições positivas dos All Blacks, apesar de não ser um adepto “apaixonado” pelos bicampeões mundiais.


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