23 Out, 2017

Lobos sub-18 defendem “Bronze” em Quimper

Francisco IsaacAbril 6, 20178min0

Lobos sub-18 defendem “Bronze” em Quimper

Francisco IsaacAbril 6, 20178min0

Findado o Campeonato da Europa sub-20, Portugal segue para o Campeonato da Europa de sub-18 onde vai defender o “Bronze” conquistado em 2016. A selecção de Rui Carvoeira, Francisco Branco e João Mirra segue para Quimper com vontade de jogar no “risco” e de mostrar os irrequietos Lobos sub-18

Primavera na Europa significa altura de conclusões dos campeonatos da Europa de rugby, desde os séniores aos sub-18. Na categoria máxima, a Roménia levou o título para “casa”, com Portugal a garantir o Grand Slam na divisão secundária (e que poderá dar acesso à máxima divisão, dependendo do playoff com a Bélgica em Maio).

Os sub-20… já sabemos a história, com os nossos Lobos da especialidade a agarrarem o ceptro e a terem sido coroados campeões da Europa em Bucareste.

E os sub-18? Bem, é agora o momento deles, já que partem esta quinta-feira, 6 de Abril, em direcção a Quimper, cerca de Nantes em França.

Lá irão defrontar algumas selecções europeias assim como de outras partes do Globo, naquilo que ficou como U18 Rugby Europe Championship Open Invitation, o que significa que os “convites” estenderam-se a outras selecções fora da Europa.

E, coincidentemente, Portugal irá logo “apanhar” com uma dessas nações: os Estados Unidos da América! Um encontro bem interessante que acontecerá logo no dia 7 de Abril às 18h30 (17h30 em Portugal) em Quimper.

Não será um Campeonato da Europa “fácil”, aliás nunca o é mas Portugal não gosta de “voltar costas” a um bom desafio e os Estados Unidos serão um com toda a certeza.

Em caso de vitória, Portugal segue para as meias-finais onde irá jogar contra a França ou Espanha. Os franceses são campeões em título (vitória em Lisboa frente à Geórgia), o que seria uma prova de fogo para os jovens Lobos se lá chegarem.

Voltando aos “básicos” quem são os jovens que nos vão representar em França?

Os 26 Lobos (Foto: FPR)

Rui Carvoeira, Francisco Branco e João Mirra (a equipa técnica dos sub-18)  – para além de Paulo Vital (fisio), Pedro Rodrigues (Director de equipa) e escolheram 26 jogadores de vários clubes com destaque para a Agrária que conseguiu ter um dos seus jogadores (José Borralho) na convocatória.

Outro destaque é que o CR Évora, campeão da 2ª divisão e que garantiu a subida para o Grupo A dos sub-18 na próxima época, também tem um convocado: Manuel Giões.

GD Direito com seis, CF “Os Belenenses” com cinco são as equipas mais representadas, sendo que a AIS Agronomia (2), CDUL (3), Técnico (2), Montemor (3), Cascais (3), Académica AC (1) e CDUP (1) são os restantes clubes a fornecer jogadores à selecção Nacional.

Diogo Cabral e Manuel Nunes (jogadores que acompanhamos desde Novembro pelo nosso Diário do Atleta) são os capitães de equipa e que prestaram mais algumas palavras ao Fair Play.

fp. É agora o momento do “tudo ou nada”, como acham que foi a vossa preparação para o C. Europa?

DC. Prefiro não chamar o momento de “tudo ou nada”, como falámos entre nós esta é uma etapa para o nosso crescimento como eventuais jogadores de seleção . Acho que a equipa está bem preparada,, temos de nos superar e por à frente os nossos objetivos e valores, e jogar por aqueles que nos acompanharam, mas que não ficaram ma convocatória final. Tivemos treinos intensos, jogos de treino, nos quais fomos bem postos à prova, como no caso dos sub20 e Escolinhas da Irlanda. Além de resultados, é importante pôr em prática o trabalhado.

MN. A meu ver, a nossa preparação foi bastante positiva, pois treinámos com regularidade e realizámos diversos jogos com grande intensidade e grau de dificuldade muito semelhante ao que vamos encontrar em França. Toda esta consistência de treinos e jogos fomentou uma grande união e um bom espírito de grupo. Com isto sentimos que estamos preparados para enfrentar e superar todas as dificuldades que nos apareçam neste campeonato da Europa, e certamente, dando sempre o nosso melhor.

fp. A equipa está divertida e animada, mas ao mesmo tempo focada? Quais são as vossas valências como grupo e individuais?

DC. Animados estamos todos, focados ainda mais. Já em vários momentos discutimos que o foco é essencial, por isso acho que a vontade e determinação estarão à vista. Como grupo temos tudo,, embora tenhamos de ser mais consistentes em diversos momentos. Uma “arma” nossa é boa relação que todos temos e a entreajuda que ao longo do caminho demonstrámos. Penso que nos temos de agarrar às nossas capacidades e virtudes para nos chegarmos à frente, o foco deve estar em nós, na equipa, desde a 1ª linha ao três de trás. As qualidades individuais devem ser aproveitada no âmbito de todo um bom resultado coletivo.

MN. Nesta etapa, embora sintamos todos o peso da responsabilidade procuramos conviver e desfrutar dos momentos que estamos juntos conseguindo um ambiente tranquilo e saudável, que proporcionará confiança e garra que nos vai ser preciso em muitos momentos difíceis não só dentro, mas também fora de campo.O espírito positivo e amistoso é sem dúvida uma das nossas grandes valências. Sendo esta uma equipa que se complementa com os tributos e qualidades de cada um.

fp. Se pudessem levar alguma coisa convosco de Portugal o que seria? E sentem que estão a ser apoiados por todos?

DC. Levar de Portugal…. Sinceramente acho que não levaria nada, o meu foco é representar o meu país e modalidade, meter em prática o que temos trabalhado é o mais importante.

MN. O sentimento de apoio e o carinho sentido já por tantos que se cruzaram connosco desejando boa sorte, resulta numa grande motivação e demonstra que não estamos sós neste desafio. Estou a falar da família, de toda a equipa dos nossos clubes, amigos, professores, colegas…  Aquilo que levaria de Portugal, felizmente, tenho a sorte e a honra de poder levar comigo, refiro-me à alma portuguesa, de querer vencer!

Sinto todo o apoio, desde o início de todo o processo.. Da família em 1º lugar e de todos os treinadores que acompanham o meu crescimento na modalidade desde o início.  Temos todas as condições para fazer um bom trabalho, com certeza que a distância afetará minimamente, estaria a mentir se dissesse o contrário, no entanto ultrapassar isso não será um problema devido ao grupo coeso que somos.

Essencialmente é uma selecção menos física que os de 2016, mas talvez mais “rápida”, criativa e que, em igualdade com a anterior equipa, gosta de jogar no risco, um dos complementos mais interessantes destas gerações do rugby português.

Centrámos este artigo nos “miúdos” e apostámos em dois vídeos com os capitães. Um mais a sério, com questões sobre o C.Europa, o ambiente de equipa e como trabalharam e outra numa série de perguntas com algumas armadilhas pelo caminho.

No final, ficámos para a assistir ao captains run aonde marcaram presença vários treinadores que estiveram no processo de crescimento dos jogadores, como Carlos Castro (SL Benfica) Henrique Garcia (Federação Portuguesa de Rugby), Luís Cavaco (AIS Agronomia) ou Martim Aguiar (seleccionador nacional de seniores de Portugal).

Assim ficou encerrada a preparação da equipa de Portugal para o Campeonato da Europa Sub-18, com partida marcada para esta quinta-feira em direcção a Nantes, França.

É a primeira vez que 90% desta selecção irá experienciar um campeonato da Europa, uma prova de fogo no seu desenvolvimento como atletas. Nunca é fácil deixar tudo o que conhecem para trás (mesmo que sejam só 11 dias) e ir em busca de novos objectivos, provando, a si próprios principalmente, que conseguem ir mais além do que pensavam inicialmente.

O jogo contra os EUA está marcado para as 17:30 de sexta-feira dia 7 de Abril com transmissão em directo na Rugby Europe Live TV (clicar aqui).


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