21 Nov, 2017

Le TOP14 e uma final de grandes medidas – O Rookie Placa!

Fair PlayJunho 23, 20174min0

Le TOP14 e uma final de grandes medidas – O Rookie Placa!

Fair PlayJunho 23, 20174min0

O Rookie Placa é um novo segmento de opinião do Fair Play. Francisco Antão é o rookie do mês, lançando uma placagem à final do TOP14 acabando por conquistar o seu primeiro ensaio na blogoesfera desportiva

O rugby é de todos e para todos… nesse sentido, o Fair Play procura encontrar novos escritores, novos analistas e novos apaixonados por compreender o desporto e todos os seus valores. 

Francisco Antão, jogador sub-18 do CDUP, arriscou, meteu o ombro e placou, conseguindo no processo conquistar a oval “perdida” e correr sozinho para o ensaio, com o Fair Play no apoio directo. Não olhando para idades, Francisco Antão esboça o seu primeiro artigo, tendo escolhido a final do TOP14 como o seu primeiro “hino” ao rugby.

Na procura incessante por novos colaboradores e escritores, esta é a tentativa do Fair Play que não se vê como uma casa de “especialistas” fechados num elitismo (criticando todos os outros que tentam começar este processo) mas sim como uma comunidade de escritores que querem cooperar e desenvolver as suas capacidades.

O Stade de France foi o palco da final do Top14 de 2017, entre o ASM Clermont e o RC Toulon, equipas com muita história, muitos títulos, grandes jogadores, muitas vitórias e também derrotas.

O Clermont ganhou por 22-16, tendo marcado 1 ensaio e 5 pontapés de penalidade, já o Toulon também marcou 1 ensaio e 3 penalidades. No nosso entender, o Clermont foi um justo vencedor, apesar do Toulon ter dado muita luta e uma excelente resposta na segunda parte, mas não foi o suficiente para sair vencedor desta final e ganhar o Campeonato Francês, uma das melhores e mais ricas ligas do mundo de râguebi.

Nesta final, o Clermont entrou melhor, fazendo uma excelente primeira parte. Na segunda parte, os Jaunards abrandaram o seu jogo e o Toulon entrou com tudo, com uma ambição e convicção de que iam ganhar o jogo, colocando muito ritmo e pressão no jogo através dos ¾, fazendo crescer o coração da equipa. Porém acabaria por ser um jogo mal gerido nas fases táticas, faltando a calma muito tanto à falta de calma (principalmente na fase de dar sequência a uma 5ª ou 6ª fase) ou ao cansaço físico.

A equipa vencedora ganhou o jogo devido ao seu jogo tático, conseguiram ler as jogadas dos vice-campeões de 2016 assim como os pontos menos fortes tendo depois atacado com tudo. Especialmente com a entrada do experiente Aurélien Rougerie as suas linhas atrasadas ganharam tranquilidade, calma e profundidade no jogo, subindo bem no terreno, fazendo com que a equipa soubesse defender com corpo e alma.

Em relação aos packs dos avançados, o do Clermont foi superior, ganhando a maioria das formações ordenadas, enquanto que nos alinhamentos foi o Toulon superior, ganhando 23 alinhamentos, podendo assim dizer que ambos o packs de avançados estiveram num excelente nível, com ótimo redimento.

Todavia, temos de destacar o coletivo do Clermont, nos últimos 20 minutos de jogo: a linha defensiva, as placagens duras e fortes, obtendo 208 placagens contra 95 do Toulon, consentidos apenas 33 falhas nas mesmas enquanto que a equipa de Giteau e Ma’a Nonu somou quase tantas falhadas como os Jaunards.

Ambas as equipas “garantiram” bem o “ruck” evitando assim o turnover defendendo, como se diz na gíria, “como cães”, com uma entrega total ao jogo, sem medo de meter ombro, como se cada placagem fosse um ensaio importantíssimo. Com o acumular do cansaço os erros surgiram… não esquecer que foram muitos jogos, muitas vitórias (e algumas derrotas), muitos treinos durante uma época muito cansativa, mas que no final, valeu bem a pena.

Os jogadores que se destacaram mais foram o formação Morgan Parra, o abertura Camille Lopez e o centro Aurélien Rougerie, jogadores chave do Clermont para a conquista do Top14. Do lado do Toulon, destaco o defesa James O`Connor e o centro Mathieu Bastareaud, peças fundamentais que tentaram virar o jogo para seu lado, com uma determinação fantástica de nunca desistir, nunca baixar os braços, mas não conseguiram dar a volta ao resultado.

O jogador que se destacou pela negativa foi o abertura Anthony Belleau, do lado do Toulon, numa noite pouco inspirada, lento a pensar no que devia fazer, muito relaxado, falhando assim vários pontapés de penalidade.

Por último, se tivéssemos que mudar algo, não o faríamos, pois a final do Top14 de 2017 foi um verdadeiro teatro dos sonhos do râguebi, duas grandes equipas, com excelentes jogadores, um grande ambiente, com duas grandes massas adeptas, apoiarem constantemente, desde o primeiro apito até ao último.

Os novos campeões de França: o Clermont! (Foto: L’Equipe)


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