21 Ago, 2017

Figueira Beach Rugby Stories Vol. 7 – Caparica Sharks

Francisco IsaacJunho 15, 201715min0

Figueira Beach Rugby Stories Vol. 7 – Caparica Sharks

Francisco IsaacJunho 15, 201715min0

Cuidado! Retorno da ameaça dos Caparica Sharks à Figueira! As melodias rítmicas das Caraíbas foram substituídas pelo crescendo do hipotético ataque dos Sharks na sua luta pela reconquista do Circuito Nacional. O Volume 7 do Figueira Beach Rugby Stories

Shark Attack! Fins Up! É a hora dos Caparica Sharks tomarem controlo do Volume 7 da rubrica sobre o Figueira Beach Rugby com um estrondoso violoncelo e uma batida “assustadora” mas altamente atractiva.

Os Caparica Sharks têm apaixonado os torneios de Beach Rugby nos últimos anos, com uma série de jogadores de diversos clubes que decidiram se juntar para dar sequência a um projecto diferente e que merece todo o destaque pela dimensão que tem.

Uma série de jovens internacionais já passaram pelas fileiras daquela que é a formação detentora do título de Campeões Nacionais de Beach Rugby, algo que deverá dar alguma “comichão” aos habitués do rugby de praia… será que têm capacidade de pô-los no chão?

Os Sharks estudam bem todos os momentos do jogo, calculam o segundo em que devem atacar a bola tentando retirá-la do corpo do adversário para voltar a jogar o mais rápido possível.

São uma das equipas que melhor aproveitam o espaço entre os placadores, impondo uma boa velocidade de jogo, uma excelente aceleração e um braço sempre pronto para o offload carismático. São vertentes do Beach Rugby que repetimos todas as semanas, para dar a entender que sem isso é difícil ganhar jogos.

The unstoppable Fin Up Move! (Foto: Luís Cabelo Fotografia)

Os Sharks estudam bem tudo… como um bom tubarão branco… aguardam o momento perfeito para “descerem” às profundezas e do nada, pimba! “Mordedela”, bola solta, centímetros para linha de ensaio, jumping fin trademark move e ensaio marcado!

Como parar os Sharks? E há forma sequer de os parar? O Shark-a-Rolhas (Diogo Stilwell) e o Shark Father (Francisco Cary, no qual agradecemos o tempo numa fase difícil… um shark hug do Fair Play para ele) saíram dos oceanos e dialogaram (à distância de uns bons braços) sobre o que se trata os Caparica Sharks.

fpOs campeões do Circuito de Beach Rugby português em 2016… mas estão as vossas barbatanas prontas para 2017? O que esperam da Figueira desta vez?

CP. De Julho a Setembro somos peixes de esqueleto cartilaginoso vivíparos. Ou seja nascemos vivos e a funcionar perfeitamente. Isto tudo para dizer que as nossas barbatanas estão sempre prontas! Desde o momento em que abrimos os nossos bonitos olhos pretos.

Esta época temos como ambição a renovação do título de campeões do Circuito de Beach Rugby português. Da Figueira esperamos mais uma vez uma migração bem regada. A Figueira é tipicamente um torneio com grandes equipas. Nós, como bons tubarões que somos, queremos sair de lá com a barriga cheia de troféus, diversão e pequenos mamíferos.

fpConsideram o Figueira Beach Rugby o maior torneio Beach Rugby do Mundo e dos Oceanos, incluído? E se sim, porquê?

CP. Para terem uma ideia, o nosso cardume alterou a sua rota de migração que passava nas praias indonésias, para termos tempo de vir a Portugal antes das caçadas de Verão. É este o nosso nível de adoração pelo Torneio.

O “Figueira Beach Rugby” é um grande torneio, pelo qual temos bastante respeito, tendo em conta que foi o primeiro torneio onde os Caparica Sharks participaram, na época balnear de 2011. Anualmente dá-nos a oportunidade de desafiar e vencer grandes equipas europeias, como os franceses dos Ovalle Marseilhe ou os italianos do Maccarese. São estes os jogos que nos entusiasmam mais, e nos quais nos dá mais gozo exibir o espírito Shark.

Go Big or go home! (Foto: Arquivo Caparica Sharks)

fpQual é o espírito dos Caparica Sharks? Há alguma mensagem ou princípio inabalável que um novo Shark tem de seguir?

CP. Temos dois príncipios inabaláveis.

-“Only stop swimming when you are proud.”

-“If you cannot be a Shark, be the best Shark Fan.”

A ideia original dos Sharks foi permitir que um grupo de amigos de vários clubes se juntasse numa mesma equipa para jogar Beach Rugby, situação que é impossível de ocorrer durante os respetivos campeonatos de pré-época – usualmente conhecidos por Divisão de Honra, Campeonato Europeu U20, HSBC Sevens World Series, entre outros. Hoje em dia, somos mais do que uma equipa de amigos, somos um clube exclusivamente dedicado ao melhor desporto do mundo: Beach Rugby. Todos os nossos jogadores conhecem o nosso famoso FINS UP! que deve ser exibido na altura do ensaio. Relativamente a este festejo, temos um princípio claro: entre marcar um ensaio seguro, ou marcar com a barbatana no ar, arriscando o próprio ensaio, a única opção possível é a segunda até porque marcar um ensaio sem FINS UP! não entra para as nossas contas.

fpPara além do Beach Rugby, os Caparica Sharks já incidem em outras áreas ou aspectos?

CP. Sim, temos trabalhado muito e estamos a expandir principalmente para outras idades o espírito Shark. Desde 2013 que temos aparecido no torneio da Ericeira com formação Shark. Este ano apresentamo-nos com uma equipa sub-12, duas equipas sub-14, uma equipa sub-16, duas equipas sub-18, e claro uma equipa Sénior. São cerca de 80 atletas envolvidos num único torneio. Tentamos cultivar o espírito Shark, em todos os escalões, dando a oportunidade aos jogadores de experimentarem jogar com outros Sharks, que são usualmente rivais durante os campeonatos de pré-época. Queremos continuar a crescer e a desenvolver o Beach Rugby em Portugal. Isto passa por participar em todos os torneios com escalões de formação com o número máximo de equipas, e por dar o exemplo com a equipa Sénior, reconquistando o título de campeões do Circuito de Beach Rugby português. No fundo, tudo o que tenha espaço para as nossas barbatanas é uma área que queremos explorar.

fpVão ganhar o Figueira Beach Rugby? Será a mordidela dos Caparica Sharks o aspecto dominante do torneio em 2017?

CP. Experimentem correr na areia de barbatanas nos pés e depois digam-nos se não acham que que já somos vencedores desde o primeiro dia. Mas sim, sem dúvida que a marca Shark se vai fazer sentir pela praia da Figueira, e este ano é para ganhar.

fpQuerem deixar uma mensagem para as pessoas que nunca experienciam beach rugby, os que vão jogar pela primeira vez e aqueles que vão lutar pelo título?

CP. Beach Rugby é um desporto que adoramos e recomendamos. Não vale morder, mas podem mordiscar. Caso não possas ser Shark, torna-te um Shark Fan.

DICA DA SEMANA: Já todos sabemos a regra dos dois segundos no contacto… ou conseguem ir ao chão ou conseguem passar… ou perdem a bola. Mas e se conseguirem ir ao chão que fazer? Bem, têm três segundos para pôr a oval a andar. Se ao fim desse tempo não a tirarem do pseudo-ruck (não há disputa) então a bola fica “livre” e pode ser jogada pelos vossos adversários. Por isso, se forem ao chão têm de rapidamente ter opções para jogar… isto obriga a quem não foi ao contacto a disponibilizar-se e a ler a defesa. Não só isso, mas também escolher entre entrar a abrir e explorar o espaço ou garantir simplesmente uma vaga de ataque curta, para depois dar hipótese de entrarem a “matar” logo a seguir. Não há rucks, mas há tempo… e tempo no Beach Rugby é um bem tão mais precioso que quando comparado com outras variantes. Usem-no!

The Kings of the Beach and Oceans (Foto: Arquivo Caparica Sharks)

VERSÃO INGLESA | ENGLISH VERSION

Shark Attack! Fins Up! The Caparica Sharks are stealing this week show with that famous tune that made Jaws an iconic movie! It’s time for Figueira to run not away but towards the Caparica Sharks.

Since 2014 the Sharks have taken the Portuguese Beach Rugby scene by force with a special twist that makes them unique: players from all-Portuguese clubs. There’s no Direito, Agronomia or Cascais here, just Sharks, hungry Caparica Sharks. Every other shirt is ripped off and substituted by a thick skin of Shark-Toughness!

Let’s just leave the “laid back and funny” tone and talk seriously for one moment. The Caparica Sharks is a project born by the interest of some youth Portuguese players who wanted to play together. So a new Beach Rugby team was born (they’re the only Official Beach Rugby team in Portugal) and in 2016 they conquered the Portuguese Series for the first time ever!

How did they manage to win the title? The Caparica Sharks are one of the best teams in terms of attacking the advantage line. They mix good speed with top acceleration and a complete mindset on what to do in the contact area… the offload is always the best way to “break” the defense or just brush aside the opposition for a jumping fin trademark move in the try area!

The unstoppable Fin Up Move! (Foto: Arquivo Caparica Sharks)

They are like a Big White Shark… they study the pray, they go deep and in a burst of energy they “bite”, get the ball and go for that try-line prize.

How can you stop such menace? And there’s even a possibility to “block” the Sharks? Shark-O-Cork (Diogo Stilwell) and Shark-Father (Francisco Cary) have come out of the big Atlantic ocean and talked with Fair Play about 2017 and what’s all about the Caparica Sharks!

fp. The Champions of the Portuguese beach rugby circuit… but are your fins ready for 2017? What are you expecting from Figueira?

CS. From July to September we are viviparous cartilaginous skeleton fish. We are born alive and ready to function perfectly. Our fins are always ready, from the moment we open our lovely black eyes!

This season we want to renew the title of champions. In Figueira we expect a great migration. Figueira is typically a tournament with great teams. As good sharks we want to leave with a belly full of trophies, fun and little mammals.

fp. News from the Sharks? Can you tell us some of the names of the new sharks? And how has  your evolution been?

CS. The Caparica Sharks want to establish themselves as a club dedicated exclusively to beach rugby and are, as of this moment, the only one on Portugal. We have evolved quite well, we only pick the most loyal, ambitious and integrous sharks. We always have  great teams, be it in the seniors or at the formation level. We don’t like to spoil any surprises, but we can guarantee that we have some strong candidates that are fighting for a place in the team, showcasing our famous FINS UP! regularly. For example, Jack Nowell.

fp. Do you consider the Figueira Beach Rugby tournament the greatest beach rugby tournament in the world, oceans included? If yes, why?

CS. So you can understand, our pod altered our migration route that went through the Indonesian beaches to come to Portugal before the summer hunting. That’s how much we love it.

The Figueira Beach Rugby is a great tournament, for which we have a great deal of respect, especially considering that it was the first tournament the Caparica Sharks participated in, back in 2011.

It gives us the opportunity to challenge and beat great European teams, like the Frenchmen from the   Ovalle Marseilhe or the Italians from  Maccarese. These are the games that excite us the most, on which we can exhibit the Shark spirit.

Go Big or go home! (Foto: Arquivo Caparica Sharks)

fp. What is the Caparica Sharks spirit? Is there a message or some founding principle that any Shark must follow?  

CS. We have two founding principles:

-“Only stop swimming when you are proud.”

-“If you cannot be a Shark, be the best Shark Fan.”

The original idea was to allow a group of friends from several clubs to play together beach rugby  in the same team, something that just couldn’t happen during the pre-season championships (the Honor Division, European Championship U20, HSBC Sevens World Series, etc).  Today we’re more than just a team of friends, we’re a club dedicated to the best sport in the world: beach rugby. All our players know the famous FINS UP! that should be exhibited on try. On this celebration we have a clear principle: between scoring a safe try or scoring it with the fin up, risking the try itself, the only option is the second one because to score a try without FINS UP! doesn’t count on our book.

fp. Besides Beach Rugby, Caparica Sharks are trying to expand to other areas or aspects?

CS. Yes, we have been working on expanding to other ages the spirit of the Shark. Since 2013 we have been going to Ericeira with formation level Sharks. This year we took a under-12 team, two under-14, one under-16, two under-18 and, of course, one senior team. About 80 athletes involved on a single tournament. We try to cultivate the Shark spirit at every level, giving them the opportunity to play with other Sharks, that are usually rivals during the pre-season championships.  We want to continue to grow beach rugby in Portugal. This is achieved by participating in every tournament with all formation levels and as many teams as we can and giving the example with the senior team by becoming once again the Champions of the Portuguese beach rugby circuit. Everything that has space for our fins we want to explore.

fp. Are you going to win Figueira Beach Rugby? Is the bite of the Caparica Sharks the dominant aspect of the tournament in 2017?

CS. Try running on the beach with fins on your feet and then tell us if we’re not already winners. But yes, without a doubt the Sharks are going to leave their mark on the Figueira beach and this year is to win.

fp. Do you want to leave a message for the people that never experienced  beach rugby, those who are going to play for the first time and those fighting for the title?

CS. Beach Rugby is a sport that we love and recommend. No biting, but you can nibble. If you can’t be a shark, become a shark fan.

TIP OF THE WEEK: Let’s go through a delicate subject : the “no ruck”. In Beach Rugby there is no ruck, so the tackler must let go the tackled player. After that, the attacking team have three seconds to take out the ball. If that doesn’t happen the referee will say “live ball” and every player can go for it. So if you are the first attacking player to get to the ball, be quick to organize your team and take it out. If you are in the line of attack show yourself available to get the ball! But before that, look to the defence and see where can you deal damage and help your team get to the try. Three seconds… in Beach Rugby time is of the essence! You have to learn to use it without panicking!

The Kings of the Beach and Oceans (Foto: Arquivo Caparica Sharks)


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