25 Set, 2017

Figueira Beach Rugby Stories Vol. 5 – Curaçao Rugby w/ Gabriel Breuer

Francisco IsaacJunho 1, 201712min0

Figueira Beach Rugby Stories Vol. 5 – Curaçao Rugby w/ Gabriel Breuer

Francisco IsaacJunho 1, 201712min0

Já ouviram falar das Ilhas Curaçao? Entre o ritmo retumbante da América Central com um toque do “classicismo” europeu, a selecção das Caraíbas vem ao Figueira Beach Rugby apaixonar as suas hostes. O Volume V da colecção do Maior Torneio de Beach Rugby do Mundo

Pela primeira vez o Figueira Beach Rugby vai receber uma equipa das Caraíbas, aquele espaço geográfico altamente misterioso mas atractivo, onde a beleza da natureza se encontra com uma forma de estar e viver a vida completamente mais melódica.

O rugby ou, melhor, o Beach Rugby, conquistou o recém-nascido país (em 2013 deixaram de fazer parte das Antilhas holandesas) e a sua prática tem-se generalizado por toda a ilha.

Um pormenor bem “curioso”, é o facto da Ilha Curaçao ter só 150 mil habitantes, o que pode ser uma vantagem para tentar tornar a modalidade quase como um desporto-rei na ilha.

A selecção Nacional de Curaçau é a campeã em título do Campeonato das Caraíbas, o que pode atestar a favor da equipa liderada por Gabriel Breur, o head-coach da formação que visitará a Figueira da Foz a 1 e 2 de Julho.

Será na velocidade e momentos de brilhantismo que a selecção de Curaçao tentará retirar o máximo proveito desse aspecto, algo transversal a várias formações que participarão no torneio.

Não é obrigatório ser um atleta puro e nato para se ser um elemento importante na equipa. Há sim a necessidade de terem uma capacidade física que vos permita aguentar os 10 minutos (não de forma constante, uma vez que poderão sair do campo nas substituições livres que a equipa possui), aguentando placagens, participando no ataque, aparecer na linha soltos, conseguir fazer um offload, o que seja.

Se não o conseguirem… equipas como a Academia Pedro Leal ou a Curação vão ter uma missão mais fácil.

Gabriel Breuer explica todo o projecto das Curaçao, qual o objectivo da ida até à Figueira e o crescimento do rugby nas Ilhas.

fp. Gabriel, a tua equipa vem de longe para jogar no Figueira Beach Rugby 2017. Porquê escolheram vir para aqui ?

GB. Como campeões de Beach Rugby das Caraíbas, fomos ao torneio de Scheveningen, acabámos em terceiro lugar e adorámos a experiência. Por isso decidimos voltar este ano. Em Fevereiro conheci o presidente da câmara da Figueira da Foz em Scheveningen e ele convidou-me para participar neste torneio e nós prontamente aceitámos.

fp. Fala-nos sobre o rugby nas ilhas do Curacao. Têm uma equipa nacional de  XV, quais são os vossos objectivos e o que representa para ti o desporto?

GB. Só começámos a jogar rugby no Curacao em Maio de 2010. Dois ex jogadores holandeses que estavam a trabalhar em Curacao e que tinham saudades de jogar começaram a treinar e a organizar um torneio de beach rugby. Isto foi de um tal sucesso que logo se formou uma federação, clubes e mais jogos de beach rugby. A partir de 1 de Janeiro de 2013 a ilha de Curacao passou a ser um “status apartes”, por isso já não fazia parte das Antilhas Holandesas. Por causa disto pudemos fazer parte do Rugby America Nortes (RAN). Temos uma equipa oficial de XV, que detém a posição 14 no RAN (de 21 membros), temos também uma equipa nacional de sevens, que ganhou o Shield no RAN Sevens 2016, terminando em nono. Por último temos também uma equipa nacional de beach rugby, que são campeões das Caraíbas e irão defender esse título a 10 de Junho de 2017. Por isso estamos a jogar beach rugby há quase 7 anos.

fp. A tua equipa já tinha jogado neach rugby? Se sim, onde? E o que esperas da Figueira?

GB. Como disse anteriormente, começámos com o beach rugby porque vivemos numa ilha vulcânica e só temos campos de futebol sintético, o que não é adequado para jogar rugby de XV. Hoje focamo-nos no beach rugby e temos o nosso próprio campo de beach rugby com um estádio insuflável. Nós apostámos na vinda à Figueira porque significa jogar contra equipas novas numa atmosfera diferente. Vi o vídeo do ano passado e pareceu-me um óptimo torneio.                        

fp. O vosso estilo de rugby é mais de velocidade, físico ou técnico? Ou um pouco de todos?

 GB. Não, definitivamente de velocidade, porque nós temos vários ex-atletas de topo. Isto é verdade para todas as equipas nas Caraíbas, de XV, sevens e beach.

fp.  O que significa para ti jogar beach rugby? E achas que pode destacar-se como uma das bandeiras do rugby mundial?

GB. O Beach Rugby terá um grande futuro porque é rápido, fácil de ver, não tem demasiadas regras, tem uma contagem dita “normal” (um ponto por ensaio), por isso é atractivo e é a variante que mais cresce no rugby mundial. Será muito popular no futuro próximo. Convidaram-me para fazer parte de uma task force para organizar uma série mundial de beach rugby nos próximos anos e isso será um sucesso.

fp. Como descobriste a Figueira? Estás ansioso por jogar no maior torneio de beach rugby?

GB. Como disse, conheci o vosso presidente de câmara e ele convidou-nos e nós estamos muito ansiosos por ir lá jogar nas grandes praias da Figueira. Também ouvi dizer que a “terceira parte” é fantástica.

fp. Deixa uma mensagem especial para os nossos leitores que não conhecem o Curacao.

GB. Curacao é a típica ilha das Caraíbas, “preguiçosa ao sol”.

Temos as mais bonitas praias com todos os tons de azul do oceano.

Sol e vento o ano inteiro, óptimas temperaturas, óptima atmosfera e um sítio fantástico para se estar.

E gostamos das nossas festas.

 

DICA DA SEMANA: Treinar deveria ser uma “regra” para quem quer participar nos torneios de Verão de rugby na praia. Chegar a uma competição como o Figueira Beach Rugby sem qualquer preparação física será extremamente nocivo e letal na hora de aguentar os vários jogos. Treinar a condição física com drills básicos, fazer linhas de jogadores a passarem a bola, treinar a aproximação do 2×1, 3×2 e não só até realizar jogos de 10-20 minutos a fim de preparar a equipa para o desgaste que vão enfrentar. Será importante, também, contarem com a participação de um árbitro que ajude a explicar as regras e a sua aplicação, de modo a chegarem aos torneios preparados para a realidade do Beach Rugby.

VERSÃO INGLESA | ENGLISH VERSION

For the first time Figueira Beach Rugby will have a team from the Caribbean, the Curaçao Beach Rugby team. From the mysteries and passionate Islands of  the Caribbeans, Curaçao will put a different tune in Figueira.

Rugby and Beach Rugby have conquered Curaçao and since it’s departure from the dutch Antilles, they became an official National team. With just 150,000 persons leaving on the island, rugby can quickly become one of the prime sports in the small but beautiful Caribbean island.

The National Beach Rugby Curaçao team have the pleasure to be the Caribbean Islands Beach Rugby champions, which gives some idea of what they are capable of. Versatile, quick and athletic, Curaçao will try to get their hand on the finals in Figueira.

You don’t have to be a super athlete to play beach rugby or to have an important role in your team. But, you have to endure those harsh ten minutes of intense tackling, quick-play and run with the ball. It’s important that you train and keep training until the tournament, as you will need to be in shape to “survive” the two days of rugby playing and a little (or more) of partying.

Curaçao have set a high standard and will go try to dominate with the athletic side of the game. Fair Play talked with Gabriel Breuer, the head-coach of the team, to understand a bit more what is all about rugby in Curaçao.

fp. Gabriel, your team will come from a great distance to play in Figueira Beach Rugby 2017. Why did you choose to come here?

GB. As Caribbean Champions Beach Rugby, we came last to the tournament in Scheveningen, ended there third and really loved it. So I put it in our playing schedule to come and play again this year. In February I met the mayor of Figueira in Scheveningen and he invited us to come and also participate in his tournament, which we more than gladly accepted.

fp. Tell us a little about rugby in Curacao Islands. Do you have XV national team, what are your goals for now and what it represents to you the sport?

GB. We only started playing rugby in Curacao in May 2010. 2 ex-rugby players from the Netherlands, who worked at Curacao and missed playing this wonderful game, started training and organizing a Beach Rugby Tournament. This was such a success, that they formed a Federation, different clubs and more Beach Rugby games. As of January 1, 2013 the Island of Curacao became  a “status apartes”, so no longer be a part of The Dutch Antilles. Because of this, we were able to play official international games and could become a member of Rugby America Nortes (RAN). We have an official National 15-a-side team, which is ranged 14 with RAN (out of the now 21 playing members), also a National Rugby Sevens team, which won the Shield during last year RAN Sevens 2016, ended up 9. And last but not least we have a National Beach Rugby team, who are the reigning Caribbean Champions and will defend their title June 10 and 11, 2017. So we are already playing Beach Rugby for almost seven years. Next to that we have a growing youth group and both boys and girls.

fp. Did your team ever play Beach Rugby? If yes where? And what do you expect from Figueira.

GB. As I said before, we started with Beach Rugby, because we live on a volcanic Island and we only have artificial soccer pitches, which are not suited to play normal, 15-a-side, rugby on. Today we focus on playing Beach Rugby and have our own Beach Rugby Pitch and inflatable stadium.We like to come to Figueira, because for us that means playing against completely new teams in a different atmosphere and I saw the video of last year and it is a great tournament.

fp. Your rugby style is speed-run, physical or technical? Or just a bit of all those ingredients?

GB. No, definitely speed run, because we have several ex top athletic players. By the way, this counts for all the teams in the Caribbean 15-a-side, Seven and Beach.

fp. What it means for you to play Beach Rugby? And do you think it could stand out as one of the banners of World Rugby?

GB. Beach Rugby will have a big future, because it is fast, nice to watch, not to much rules, “normal” count (one point per try), so very attractive and the fastest growing division of World Rugby . It will be very big in the near future. I have been ask to join a task force group to set up a World Series Beach Rugby competition in the next couple of years and that will be a huge success.

fp. How did you find out about Figueira? Are you anxious to play in the biggest beach rugby tournament of them all?

GB. As I also said before, I met your mayor and he invited us and we are very anxious to come over and play in these hudge beaches of Figueira and also heard that the “third half” is outstanding.

fp. Leave a special message for our readers who never heard or don’t know really much about Curacao.

GB. Curacao is a typical Caribbean Island, “lazy in the sun”.

We have the most beautufull beaches with all the colors of blue in the ocean.

Whole year round sun and wind because of that a nice temparature, so a nice atmosphere and a wonderfull place to be.

And we do like our parties.

TIP OF THE WEEK: Practice and more practice… if you go to Figueira Beach Rugby with no training whatsoever, no physical condition, no idea of the rules of Beach Rugby and how to play it, your team will have a bad time. Doing some drills, like pass and support, 2 versus 1, skills training and games between yourselves will put you on a higher place and well prepared for the harsh and hard rugby weekend. Invite a ref to come and explain what are the different rules, how do they apply and what you can or not do in the game. Training more than one time a week will help the team to improve and build up for the upcoming tournaments.


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