13 Dez, 2017

Figueira Beach Rugby Stories Vol. 2 – Putain de Nanas c/ Maria Heitor

Francisco IsaacMaio 11, 201711min0

Figueira Beach Rugby Stories Vol. 2 – Putain de Nanas c/ Maria Heitor

Francisco IsaacMaio 11, 201711min0

Mais uma semana, mais um volume pronto a “tocar” sobre o Figueira Beach Rugby Stories desta vez com uma das líderes do LMRCV, campeãs femininas em 2016 do FBR, Maria Heitor. O que esperar das Putain de Nanas nas areais da Figueira?

Nova entry passando directamente para as Rainhas de 2016, as Putain de Nanas, ou seja, a equipa feminina do LMRCV (vice-campeão do TOP8 em 2017), formação francesa da cidade de Lille.

Em 2016 as francesas marcaram os areais da Figueira com um rugby muito de apoio, rápido e físico, onde se via alguma diferença das nossas atletas nacionais para a preparação que as jogadores francesas possuem.

O Beach Rugby, para os que não sabem ou não estão por dentro, é uma variante que se joga de 5 para 5, com um tempo de jogo muito inferior ao de XV, quase equiparando-se aos 7’s. Extremamente físico, extremamente desgaste e extremamente emotivo. Uma falha de placagem abre caminho directo para o ensaio, o que força aos jogadores estarem no seu melhor em todos os momentos do jogo.

Nisso as Putain de Nanas (alcunha dada às jogadoras do LMRCV pelos técnicos da equipa francesa) são imparáveis, com uma capacidade de encaixe forte e acima da média, com uma boa qualidade de disputa de bola no ar.

O Fair Play foi falar com a sua máxima representante, Maria Heitor, atleta que representou o Lille durante as duas últimas temporadas tendo conquistado um “espaço” muito especial na memória e “coração” das gentes da cidade do norte de França.

fp. Maria, as Putain de Nanas estão de volta à Figueira… vão conquistar o título mais uma vez? O que é que as tuas colegas do LMRCV acharam do Melhor Torneio de Beach Rugby do Mundo?

MH. As putains de nanas estão de volta este ano mas com algumas caras novas. A primeira experiência foi excelente. E a equipa não podia não deixar de repetir. Acho que ficaram fãs. Não falaram de outra coisa a época toda. Fiquei contente de ser a embaixadora desta vinda no primeiro ano e de fazer a ponte entre o grupo e o melhor torneio de beach do mundo.

fp. O que há de tão especial com o LMRCV e as Putain de Nanas?

MH. Lmrcv e as Putains de nanas são mais que uma equipa. São uma verdadeira família que partilha em comum a paixão pelo rugby. Num desporto ainda amador e no norte de França onde o rugby não é conhecido, as Putain de Nanas encaram o rugby de forma profissional.

fp. Há alguma jogadora internacional na equipa que vem à Figueira? Ou só tu é que és internacional nas que vêm jogar nas “areias” da Figueira?

MH. Infelizmente, este ano vamos estar privadas das nossas jogadoras internacionais. As do XV estarão a preparar o campeonato do mundo e as dos VII terão estágio na semana seguinte ao torneio. Mas temos no grupo tres ex internacionais francesas.

fp. Qual é a opinião dos franceses sobre o Beach Rugby? É algo que eles gostam e praticam ou só agora estão a descobri-lo?

MH. O beach rugby em franca e jogado sem placagem, só touch. Logo a experiência da placagem na areia foi uma novidade para o grupo o ano passado. Além disso as diferenças brutais de temperaturas entre o norte de França e Portugal são mais uma das marcas deste torneio

fp. E conta-nos um pouco sobre a tua história na Figueira… já ganhaste várias vezes o torneio feminino correcto? É especial participares neste evento? E achas que é um dos grandes momentos do rugby Nacional?

MH. Sem dúvida que ter a sorte de subir ao palco para receber o 1º lugar é um enorme prazer. Já tive a sorte de o fazer duas vezes. E esperemos que este ano possamos revalidar o titulo. É sem dúvida que é um dos momentos altos do ano para mim e para as PDN. Tenho a certeza que serão presença assídua a partir de agora .

fp. Queres deixar uma mensagem especial para todos aqueles que estão a ler este artigo e que precisem de uma dose extra de motivação?

MH. Se tiverem a oportunidade de passar no fim de semana 2 e 3 de Julho na Figueira da Foz não se vão arrepender de ver o estilo duro do jogo francês contra as nossas equipas portuguesas. Se não tiverem essa oportunidade, esperemos chegar a final para que possam ver o jogo em directo no site do torneio.

Por isso, poderão ver a Maria Heitor e as suas Putain de Nanas a espalharem “terror” pela Figueira, no seu caminho para conquistar uma prova que significa-lhes muito. É uma das melhores formas de “vender” o rugby feminino já que mostra toda a qualidade técnica, velocidade de jogo, impacto na placagem e, sobretudo, a paixão pelo rugby.

Foto: Facebook de Maria Heitor

DICA DA SEMANA: No Beach Rugby o portador da bola, no contacto, tem cerca de 2/3 segundos para conseguir soltar, passar ou cair no chão para dar sequência de jogo. Se o placador o travar no ar e o “abraçar” com “agressividade” (sempre abaixo dos ombros a placagem) poderão conquistar um turnover importante para a sua equipa. Uma boa placagem às pernas é sempre de valor, não há dúvida, mas se conseguirem suster o vosso adversário e impedir a saída de bola (dentro das regras) então têm uma falta para jogar rápido.

VERSÃO INGLESA | ENGLISH VERSION

New entry and now with the queens of 2016, the Putain de Nanas, officially called LMRCV (2nd place on the TOP8 in 2017). The LMRCV helds from Lille and is known for it’s rugby, artists and beautiful streets.

In 2016 the French team won the women’s division with a strong game-play, where support, agility and physicality draw the line between themselves and the rest of the competition.

For those who don’t know Beach Rugby or never played it, it’s a different type of game from the XV or 7’s. 10 minutes per game, 5 players in each side (with an extra 5 always ready to come that have to enter through the try line) and a skills challenge amongst the two teams. You have to tackle, failing it will surely lead the other team to the try, a setback if you want to win the game (each try counts as one point).

The Putain de Nanas were quite impressive in that area, showing a tremendous skill in defense, tackling with efficiency and going back to their feet quickly. It’s their trademark, so it will once again be present on Figueira… so watch out.

Fair Play interviewed one of the most charismatic players, Maria Heitor. The Portuguese flanker/prop played for two seasons in Lille, achieving the TOP8 crown in 2016 and once again will lead her teammates to another Figueira Beach Rugby Tournament.

fp. Maria the Putain de Nanas are back at Figueira… are you going to go for the 2nd title in a row? What did your teammates from LMRCV thought about the Best Beach World Tournament of the World?

MH. We are back and with some new faces! Last year was incredible and a total great experience. My teammates wouldn’t stop talking about it the following days, weeks and months so we had to come back. I was happy to be the one who brought them here, the Best Beach Rugby Tournament of the World.

fp. What is so special about LMRCV and the Putain de Nanas?

MH. The Putain de Nanas and LMRCV are way more than just a team. We are a family that shares the same passion for rugby. In the north of France, rugby (and specially women’s rugby) is still an amateur sport but we face it with the utmost professionalism possible.

fp. In your team will there be any French internationals (7’s or XV’s) in Figueira? Or are you the only one that played in a National team?

MH. Unfortunately we won’t have the French international players. Some will go to the French training camp (for the Women’s World Cup) and others are going to play for the 7’s squad. But don’t worry, three ex-international players are coming to Figueira… watch out!

fp. How do the French see Beach Rugby? Is something that they like or they are just discovering it?

MH. There’s a big difference between Portugal and France in Beach Rugby… the tackle. In France the women’s division is without tackle, only touch. Last year was a surprise for my team but we adapted quite quickly and lifted the title. Another surprise was the weather with higher temperatures here in Portugal when compared to France.  

fp. And tell us about yourself… you won Figueira Beach Rugby women’s tournament several times. How special it is to play there? It’s one of the biggest moments of the year for Portuguese rugby?

MH. Yeah, to go to the podium once is great but go for two times? That’s awesome. I hope I can complete the hat-trick in 2017. For Portuguese rugby this is one of the most special moments of the year, as for us the Putain de Nanas. 

fp. Leave a special message for our readers who never heard or don’t know really much about the Cayman Islands rugby team.

MH. You have to come to Figueira, it’s one of the most special events of the year for the rugby World. You cannot sit back at home and not come to the awesome show that beach rugby is. Follow us, the Putain de Nanas with our special harsh and strong French style! If you can’t come watch the finals from the stream channel, we will be there! (laughs)

So after this you will able to see Maria Heitor and her fellow Putain de Nanas in Figueira (1 and 2 of July) where they will try to conquer yet again the title. For women’s rugby this is an important event as they can show  their skills, speed and tackle game, but most important of all, their passion for the game.

Foto: Facebook de Maria Heitor

TIP OF THE WEEK: In Beach Rugby the player carrying the ball have to let it go after it gets tackled by all means necessary. You have 2/3 seconds to either pass it, let it go or fall to the ground. Failing it will lead to a quick penalty for the defending team. The tackler have to be “aggressive” in hugging their opponents to conquer a penalty quick. We all want a strong tackle to the knees or legs, but in Beach Rugby try to go for the ball… it will give you advantage in the game.


Entre na discussão


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS




Newsletter


Categorias


newsletter