25 Set, 2017

Figueira Beach Rugby 2017 – O que esperar

Francisco IsaacJunho 29, 20178min0

Figueira Beach Rugby 2017 – O que esperar

Francisco IsaacJunho 29, 20178min0

A menos de 48 horas de começar a maior etapa de Beach Rugby do mundo, o Fair Play faz a sua antevisão e diz-lhe tudo o que precisa de saber sobre o Figueira Beach Rugby 2017

1 e 2 de Julho… marca, talvez, um dos maiores fim-de-semanas para o rugby Nacional. É uma afirmação demasiado “forte” ou “arrogante”, mas não deixa de ser verdade o que se vai passar na Figueira da Foz.

São 60 equipas de Beach Rugby (masc. e fem.) divididas em mais de 100 jogos, por quatro arenas da variante, rodeadas de um público frenético, apaixonado e altamente motivado em apoiar quer os Tubarões dos Caparica Sharks, os donos da fisicalidade do GD Direito, o estilo magnifico e inconfundível dos Ovale ou a loucura demente dos Magnets da Bélgica.

Do lado feminino estão só super-equipas… o SL Benfica que continua a criar História no rugby Nacional e Internacional, as Mo Sistas com uma mensagem de apoio e de alerta dentro e fora do campo, os caprichos e devaneios entusiastas do Sport Club do Porto e a agressividade cativante do LMRCV (mais conhecidas pelas Putain de Nanas).

Rui Loureiro e a sua equipa montaram, nos últimos oito anos, um torneio inesquecível, supra-profissional, harmonioso e altamente acolhedor, que deviam encher de orgulho não só a comunidade de rugby Nacional mas também todos aqueles que gostam de desporto, inovação e promoção da marca portuguesa.

A Figueira é durante dois dias a “casa” do Beach Rugby Mundial e como prova disso é o facto de equipas de todo o Mundo terem vindo ou virem (em 2017) à etapa portuguesa internacional.

Se há uns anos tivemos os Pacifc Islanders (que na altura gratificaram-nos com uma Dança de Guerra muito ao estilo do Haka), agora vamos ter o prazer de receber as Cayman Islands Beach Rugby Team assim como Curação Official Beach Rugby. Não só isso, mas também a vinda de uma equipa dos EUA (os Caveman), prova que há algo de tão apetecível na Figueira que as equipas não conseguem dizer que não.

Se desejarem reviver as histórias da Figueira Beach Rugby recomendamos que cliquem neste link: Figueira Beach Rugby Stories

Mas façamos uma pequena análise aos participantes mais “conhecidos” para percebermos os potenciais candidatos ao título.

Derby em francês: Les Minots versus Ovale

Nem a organização da etapa poderia esperar por esta situação… os Ovale e Les Minots vão estar no mesmo fim-de-semana na Figueira. A maioria dos leitores vai “franzir” a sobrancelha e lançar a seguinte questão mordaz: “Mas o que é que tem de tão especial essas duas equipas?”.

De forma sucinta – até porque as Stories já foram arrumadas -, os Les Minots foram criados em 2016 depois de uma rotura entre alguns jogadores e dirigentes do Ovale. Algtuns ex-Ovale optaram pela saída e embarcaram numa nova viagem, criando os Les Minots como forma de “revolta”.

A cisão francesa agora atinge o seu epicentro com ambas as equipas a bailarem no mesmo espaço, o Figueira Beach Rugby. A possibilidade dos Ovale e os Minots defrontarem-se dentro do mesmo espaço é alta… nenhuma das equipas vai falhar a fase final, ambas estão cheias de “ganas” para ir à final, custe o que custar. Para a variante ter esta possibilidade é gratificante e essencial.

No entanto, há ainda outras equipas com grandes hipóteses de atingirem não só as finais como conquistarem o Prize Money máximo. Quem são elas?

Os Magnets da Bélgica com os equipamentos cor-de-rosa e brancos, que fazem lembrar a Pantera Cor-de-Rosa, até pelo estilo que empregam em campo, recheado de uma certeza que são os melhores, com um rugby rápido e, até, bem poético de se ver jogar.

O GD Direito vem com dois títulos na carteira… o facto de terem conquistado o Figueira Beach Rugby 2016 (onde derrotaram os Les Minots) e de já terem somado o primeiro título da variante em 2017, com a vitória no Ericeira Beach Rugby. É uma equipa possante, “agressiva”, que impõe não só um estilo muito físico como vai sempre em busca dos melhores detalhes, dando alguns dos melhores ensaios da competição… sem Pedro Leal mas com Adérito Esteves.

O cardume dos Caparica Sharks já está a caminho das praias da Figueira, onde farão uma paragem para tentar ir, no mínimo, até às meias-finais da competição. Recheados de jogadores jovens de vários clubes portugueses (seja o Direito, Agronomia, CDUL, Cascais ou Belenenses), os Caparica trazem toda uma forma de jogar intensa e emotiva, que pode explodir num ensaio de força ou num de alto recorte técnico.

A Académica de Coimbra e o Técnico podem ser outras duas formações com capacidade de deflagrar um “incêndio” na Figueira, já que ambas possuem um estilo bem “fogoso” e recheado de skills que pode virar a competição de pernas para o ar.

Fica a grande dúvida da qualidade das equipas das Caraíbas que apesar de não terem muitos anos de rugby, estão bem mais habituados a jogar beach rugby que 90% das outras formações. São atletas de alto nível, com capacidade de aguentar bem os 10 minutos de jogo.

Divisão Masculina (Foto: Figueira Beach Rugby)

O Regresso da Águia ou o Domínio do Norte Gaulês?

Na competição feminina há algumas equipas que já estão destinadas a chegar às meias-finais… o SL Benfica, o SC Porto, o LMRCV e as Gazzellas.

A equipa de Lisboa falhou a reconquista do título em 2016, tendo perdido nas meias-finais para o SC Porto, naquele que foi um dos jogos mais emotivos de toda a campanha. As “águias” têm uma técnica e estratégia de jogo muito apurada… são anos e anos a jogarem juntas, a conhecerem os melhores mecanismos de como defender ou atacar.

Já o Sport Club do Porto é uma equipa jovem, com “sangue na guelra” e que gosta de estragar a festa aos campeões,. Este ano já conquistaram uma das  etapas do EBRA Series, o North Beach na Holanda. Isto significa que o SC Porto “sonha” não só com mais “prata” mas potencialmente lutar pelo título feminino das Series.

Depois o LMRCV/Putain de Nanas é a equipa que parte em vantagem directa pela revalidação do título. As francesas (que são vice-campeão dos TOP8, o campeonato Nacional feminino em França) são possantes, com uma bela capacidade de resistência e com técnica q.b. para garantir acesso à final da competição.

Ainda há as Gazzellas, uma equipa composta por internacionais de 7’s da Bélgica, ou as Mo Sistas, que têm ex-internacionais de XV e 7’s no seu elenco.

A divisão feminina consegue ter dos melhores jogos de todo o fim-de-semana, já que a busca incessante pelos skills, pelo ensaio de puro brilhantismo e a qualidade técnica são três musts deste “agrupamento”.

Prize Money’s, Regras e Horários

Para a divisão masculina estão reservados 1500€, sendo que 750€ entram logo para o “bolso” do campeão. O vice-campeão e o 3º lugar vão receber cerca de 500€ e 250€, respectivamente. São 36 equipas a lutarem pelos prize money’s, numa completa corrida contra o tempo.

Já no escalão feminino os valores do Prize Money são um pouco inferiores, devido a não se registarem tantas equipas como no escalão masculino. O 1º receberá cerca de 500, o 2º 250 e o 3º 200€.

Os jogos têm início às 10h15 com o Putain Nanas vs Vrouwkes (no campo Figueira Arena), Margieten vs Blue Vipers (Litocar Arena) e o Dolphins Sete vs Mo Sistas (ISCAC Arena). Os jogos só têm o seu final às 19h15 no sábado.

Horários (Foto: Figueira Beach Rugby)

Depois voltamos a reunir-nos no Domingo, onde seguem-se as eliminatórias tanto para os primeiros lugares como para os últimos. Será o dia mais “penoso”, uma vez que entre o Sábado e Domingo há a 3ª parte (ou várias 3ªs partes) do Figueira Beach Rugby, com uma série de festas e jantares.

Em relação às regras, a organização disponibilizou quatro vídeos no qual ficam a compreender um pouco melhor as “mecânicas” do Beach Rugby.

A Figueira está prestes a acontecer, não percam a hipótese de fazer parte num dos maiores eventos de rugby do ano, mesmo que seja só na bancada a aplaudir.

Sábado e Domingo, dia 1 e 2 de Julho respectivamente marquem presença na Etapa de Beach Rugby de Portugal, o Figueira Beach Rugby 2017.


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