25 Nov, 2017

Bem-vindos à Bulldog Rugby Cup 2017

Francisco IsaacMarço 30, 201710min0

Bem-vindos à Bulldog Rugby Cup 2017

Francisco IsaacMarço 30, 201710min0

Portugal tem sido “atacado” pela “febre” dos Torneios de Formação por todo o país. Desde o Torneio Internacional do Direito ao Torneio Kiko Rosa ou à Tapada Rugby Festival, escolhemos por falar na Bulldog Rugby Cup, competição organizada pelo CR São Miguel. Fiquem a conhecer o seu programa, participantes e perspectivas no Fair Play

Qual é a receita para fazer crescer o rugby em Portugal? Há várias soluções ou propostas para esse objectivo, mas há uma que é clara que tem de existir: Torneios Nacionais/Internacionais de Formação.

Tanto o Grupo Desportivo do Direito (com o seu Torneio Internacional do Direito que decorre no dia 1 de Abril), como a Agronomia (Tapada Cup) já se juntaram a esta “festa” do rugby português que foi “iniciado” (é preciso ter sempre cuidado com este tipo de afirmações) pelo Torneio Kiko Rosa (do CF “Os Belenenses” como forma de homenagem a Kiko Rosa) e onde o CDUL (CDUL Sponsors), Cascais (Torneio Franco Leal) ou a Académica (JP Rugby) também têm um “dedo” na História deste tipo de torneio.

Mas desta feita vamos falar da Bulldog Rugby Cup, evento organizado pelo Clube de Rugby de São Miguel (zona de Alvalade) que vai contar com 1200 atletas durante os dias 1 e 2 de Abril nas instalações do 1º de Maio.

Em 2017, a BRC (sigla para o evento) terá a presença de várias equipas como o CDUL, SL Benfica, Sporting CP, GD Direito, CF “Os Belenenses”, Caldas Rugby, GD Cascais, entre outros tantos.

As várias equipas se farão representar por escalões desde os sub-8 aos sub-14, o que significa que será um cenário colorido e carregado… 1200 atletas envolvidos, somando ainda famílias, amigos e outros interessados… é uma autêntica festa do rugby!

A ideia do CR São Miguel passa por dar outro “coração” ao rugby em Lisboa, dando cada vez mais vida à modalidade na cidade.

Não só isso, mas também demonstrar do que realmente se trata o rugby juvenil, fazendo valer não só os valores, mas provar que o rugby tem um “corpo” activo e dinâmico.

BULLDOG RUGBY CUP – O QUE ESPERAR

A 6ª edição deste evento acarreta ainda um valor muito interessante: está no lançamento do Rugby Youth Festival que decorrerá nos dias 8/9 de Abril no Estádio Universitário de Lisboa.

A importância que tem em que decorram este tipo de eventos durante 3/4 meses é essencial para pulsar “sangue”, electrizar os clubes e pais e motivar os jogadores (por mais pequenos que sejam) a quererem fazer parte da “festa”.

Já tínhamos falado num artigo anterior (INSERIR LINK) da importância dos encontros organizados pela ARS, ARN ou CRRC, que permitem dar outro “músculo” e expressão ao rugby.

Por isso mesmo (e a convite do CR São Miguel) fomos explorar as preparações do evento dos dia 1 e 2 de Abril, onde o “cardápio” é, acima de tudo, apetecível.

Seja pelos encontros dos sub-8, 10, 12 e 14 ou o jogo entre sub-16 ainda vamos ter direito a uma etapa do Campeonato Nacional de 7’s femininos e um torneio de Touch Rugby de Veteranos.

Os séniores “fecham” a Bulldog Rugby Cup com um encontro frente ao SL Benfica, o que significa bancada cheia (ou perto disso) no Estádio 1º de Maio.

Porquê misturar seniores, veteranos, femininos e escalões juvenis? Para dar outros contornos, criar laços entre o que foi, é e será, potenciando todo um clube, modalidade e forma de estar.

Conversámos com Miguel Teixeira do CR São Miguel, um dos membros mais entusiastas por detrás desta organização, para perceber no que consiste a preparação e realização de toda esta operação.

fp.A Bulldog Rugby Cup é um torneio de referência ou caminha para lá? Qual é o vosso balanço de 2016 e objectivo já para este dias 1 e 2 de Abril?

MT. Eu creio que é justo afirmarmos que é uma prova de referência. Penso que esse salto que qualidade foi conquistado na edição de 2016. As referências a esta prova por parte de todos os clubes, FPR, ARS, público, entidades e patrocinadores foram excepcionais, o que nos levou a elevar a fasquia para a edição deste ano.

Não existe um objetivo, mas vários. O primeiro de todos passa por ultrapassar a última edição que foi tão referenciada. Temos que ter a coragem de ser ambiciosos.

E neste caso a ambição não passa por replicar a edição anterior, mas por reinventar novas fórmulas. Conseguimos estender esta CUP a dois dias, envolvendo todos os escalões. Em paralelo, decorrerá um programa social pleno de surpresas, que propositadamente não vem anunciado.

Mas a música, os concertos e as tasquinhas, serão uma garantia durante os dois dias, a par de uma área Fun e de restauração que surge muito ampliada relativamente ao ano passado.

Reservamos ainda a surpresa de um Mercado Biológico que decorrerá no sábado e um Mercado de Saúde e Bem-estar, numa área total superior a 6000m2. Assumo que o nosso desafio é o de atingirmos 8000 presenças.

O evento é mais, muito mais do que rugby, porque queremos estabelecer uma ligação cada vez mais efetivada Alvalade e a Lisboa e desse modo conquistarmos mais público para uma modalidade que ainda vive algo fechada sobre si.

Não podemos continuar a trabalhar para os mesmos. Urge alargar.

fp.A BRC é muito mais que um encontro de rugby, certo? O que vamos ter a acontecer durante os dias?

MT. Acabei por responder a esta questão na pergunta anterior. Mas posso acrescentar sem receios que uma pessoa ou uma família que venha à BULLDOG CUP vai encontrar razões de sobra para ficar e voltar. Quero aqui sublinhar a importância que toda a imprensa tem dado ao São Miguel e muito particularmente a esta CUP. A nossa Madrinha do Torneio, a jornalista e escritora Andreia Vale tem cumprido a 1000% o seu papel.

fp.Com a construção de um novo campo, o crescimento sustentado e a afirmação da Bulldog Rugby Cup, o São Miguel está a encontrar o seu “lugar” no rugby português? Qual é o vosso relacionamento com a Junta de Freguesia de Alvalade e a zona em si?

MT. O complexo desportivo vai-nos permitir sem qualquer sombra de dúvidas crescer com qualidade e sustentabilidade. Passaremos a dispor de um conjunto de respostas únicas e teremos naturalmente a nossa casa, que permitirá potenciar o ADN Miguelista.

Aliaremos a esta imensa estrutura desportiva, a manutenção da nossa presença no estádio 1 de Maio. A nossa parceria com a Fundação Inatel nunca foi tão evidente e estruturante como hoje. Nós acreditamos que estamos a reescrever uma bonita história no rugby.

O ressurgimento do CR São Miguel que é hoje o 4 maior clube nacional na formação e o 5 ou 6 envolvendo todos os escalões demonstram bem a nossa ambição. O que posso dizer é deixem-nos sonhar e sonhem connosco.

Estamos no rugby para trabalhar com todos e claro que temos presente nos nossos pensamentos e ações uma ambição sustentável. A nossa ligação à freguesia de Alvalade e aos seus bairros é um dado efectivo. A relação que hoje existe com a Junta de Freguesia de Alvalade é absolutamente estruturante.

Nós orgulhamo-nos de envergar nas nossas camisolas a imagem de Alvalade. Mas existe ainda um longo caminho a percorrer nesta muito importante parceria e creio que existe entre o clube e a autarquia essa noção.

fp.Achas que há uma comunhão e boa socibilização entre os clubes de Lisboa? E as relações com os clubes do Alentejo, Coimbra ou Porto e outras regiões? O quão importante é estarmos todos na “mesma página”?

MT. Acredito no trabalho de toda uma comunidade em prol de um objetivo. Aliás, só dessa forma podemos crescer.

Penso que existe uma boa relação entre todos clubes, mas acredito que muito mais pode e deve ser feito. Há todo um quadro de grandes oportunidades por agarrar. As relações com clubes de outras regiões têm de merecer um outro olhar e atenção.

O rugby só será efetivamente nacional quando tiver uma verdadeira implantação. Mas a este propósito e de tantos outros assuntos penso que deverá ser promovido um congresso nacional que permita um debate justo e amplo. O rugby merece essa oportunidade.

Repara que existem hoje um conjunto de experiências fantásticas que merecem ser partilhadas.

fp.A BRC é quase uma intro do Rugby Youth Festival ou é muito mais que isso? Estes torneios são fulcrais para o rugby português?

MT. A BRC penso que é mais do que isso. Aliás, a edição de 2018 justificará melhor esta afirmação. Claro que estas provas são fundamentais, desde logo pela sociabilização, mas sobretudo pela afirmação muito positiva que fazem da modalidade. Nos últimos anos temos assistido a um elevar dos padrões de organização.

Por isso o que esperar? Um encontro intenso em que a língua falada será rugbyês  e marcará Lisboa durante dois dias.

A ideia é mesmo esta: tornar Lisboa numa cidade não só de futebol, mas multi-desportiva que ofereça eventos, jogos e uma socialização diferente do que a bola redonda conseguiu/consegue oferecer.

Neste ponto, o Clube de Rugby de São Miguel oferece um todo um evento intenso, apaixonante e bem estruturado que tem não só Rugby, mas também concertos, um mercado alimentar e outros “serviços”.

Foto: CR São Miguel

TORNEIO INTERNACIONAL DIREITO – O “FILHO” RECENTE DOS EVENTOS DE RUGBY

Para existir algum tipo de “equílibrio” destacamos que no dia 1 de Abril decorrerá o Torneio Internacional do Direito, uma prova que vai para a sua 2ª edição.

Decorrerá no Campo de Monsanto (casa do GD Direito) e será um dia exaustivo de rugby, companheirismo e onde futuras (muito futuras) promessas do rugby Nacional também vão desfilar.

Se desconhecem a extensão e a capacidade destes torneios, então o Fair Play convida-vos a marcarem presença e a presenciarem grandes encontros da “comunidade” oval lusa.

É um programa diferente, mas que vos vai agarrar desde o 1º minuto pela entrega dos pequenos, pela organização dos mais velhos e pela paixão que se respirará nos dias 1 e 2 de Abril.

Tanto a Bulldog Rugby Cup e o Torneio Internacional Direito apresentam um “menu” variado de jogos, serviços e outros apontamentos, numa preparação para o Rugby Youth Festival que está aí à “porta” (dias 8 e 9 de Abril).

Foto: Torneio Internacional Direito


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