21 Nov, 2017

A invasão surpresa dos Warriors para os Playoff

Francisco IsaacJaneiro 24, 20178min0

A invasão surpresa dos Warriors para os Playoff

Francisco IsaacJaneiro 24, 20178min0

Ponto final na fase de grupos da European Rugby Champions Cup, com a surpresa dos Glasgow Warriors a “desembrulhar-se” em Leicester; os Saracens acabam invictos; Clermont passa o “rolo compressor” ao sonho dos Chiefs; Quartos-de-final decididos, com um Leinster-Wasps a abrir. A 6ª jornada em 5 pontos

Uma formidável exibição escocesa em terras inglesas premiou a PRO12 com mais uma equipa na fase a eliminar. Os Saracens continuam invictos na Europa (a última derrota na Europa foi em 2015, ou seja, 14 vitórias e 1 empate em 15 jogos possíveis), o Clermont está pronto para voltar ao “domínio” (com ou sem títulos este ano) e o Munster “assusta” meia-Europa.

Para os que não leram a 1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 5ª jornada deixamos o link de acesso à mesma: goo.gl/mmuq8kgoo.gl/7yO3Qdgoo.gl/yQqzopgoo.gl/28HYX6 e goo.gl/tI0Hes

A Equipa: IT IS DONE, SCOTLAND REACHED THE FINALS!

Finalmente! Ao fim de tantos anos a Escócia volta a ter um representante na fase a eliminar da European Champions Cup, com os Glasgow Warriors de Gregor Townsend a confirmarem o excelente momento de forma.

A equipa de Glasgow precisava de uma vitória para chegar à fase seguinte… porém, o jogo era em casa dos Leicester Tigers, uma equipa “agressiva” dentro de portas e que, raramente, deixa os adversários fazer a festa no seu terreno. Ora, o mais improvável aconteceu para surpresa dos 20,000 adeptos que estiveram em Welford Road pois os escoceses “varreram” os adversários ingleses por 43-00.

Uma “orquestra” de Glasgow em sintonia e harmonia, começou a desenhar o seu “bilhete” para os playoffs logo a partir dos 5 minutos, com Tommy Seymour (grande exibição do ponta da Escócia) a “rasgar” os tigres, impondo os primeiros 5 pontos do jogo. A partir daqui foi, como dissemos, uma “orquestra” que não parou de acreditar no apuramento com ensaio atrás de ensaio.

As boas movimentações no meio-campo que resultavam em incursões até à área de validação da equipa da casa ou penalidades cometidas pela mesma equipa (os Tigers cometeram 16 penalidades, algo que não lhes acontecia desde 2014) que permitiam a Finn Russell ou Stuart Hogg colocar a bola nos últimos metros de jogo.

O trabalho de excelência dos avançados (dos seis ensaios, quatro foram da autoria dos 8 da frente e os outros dois de movimentações das linhas atrasadas), a eficácia dos 3/4’s (Price e Russell têm formado uma parelha de médios de grande qualidade) resultou num resultado “pesado” e que carimba, assim, o seu bilhete para os quartos-de-final. Agora é ganhar ao campeão em título: Saracens!

A Confirmação: FIBRA DE CAMPEÃO, UMA LIÇÃO DOS SARACENS

Por falar no diabo, os Saracens voltaram a ganhar e desde 2015 que não sabem o que é perder um jogo para a Champions Cup. São 1200 minutos sem derrotas, o que prova o domínio total da equipa de Mark McCall e que parece estar longe de acabar.

Num jogo muito duro contra o Toulon, em que o resultado final de 10-03 serve de prova máxima para essa ideia, a equipa londrina soube sofrer e garantir a vitória já na segunda parte com novo ensaio de Chris Ashton (está imparável o ponta inglês, que não conta para Eddie Jones). Para além disso, foi um jogo “fechado” e, por vezes, algo parado já que as equipas tentaram tirar o máximo das suas avançadas, que raramente conseguiram avançar com eficácia após os alinhamentos.

O Toulon “carregado” com as suas estrelas de todo o planeta pouco conseguiu para quebrar a “fortaleza” do wolfpack de Londres, que terminou com 140 placagens (20 falhadas, sendo que 14 foram no meio-campo do adversário) forçando alguns erros da equipa de Ma’a Nonu, Matt Giteau ou Bryan Habana.

A fibra de campeão foi notória em campo, valendo a pena reverem os dez minutos finais deste encontro para perceberem do que são feitos os campeões: saber sofrer e dar a volta em situações difíceis. Daqui a 1 ano talvez ninguém se lembre da placagem gigantesca de Michael Rhodes a Giteau a escassos 3 metros da linha de ensaio ou de Will Skelton a Samu Manoa num choque de titãs.

O Regresso: HERE COMES THE MEAN MACHINE: JAMES HASKELL

Porventura um dos melhores asas a nível mundial, James Haskell marcou o seu regresso na Champions Cup no jogo frente ao Zebre. Após 7 meses de fora por lesão, o super asa voltou a pisar os campos de rugby (da Champions Cup, já que tinha feito o regresso na Premiership) com uma exibição q.b., onde a “arte” de defender foi um must

Haskell somou 12 placagens (o segundo jogador com mais placagens em campo) e 2 turnovers, num jogo que esteve sempre controlado pelos Wasps, com um 27-41 final. Haskell pouco atacou, já que a aposta de Dai Young foi criar o máximo de jogadas rápidas de forma a infligir ensaios e dano suficiente na defesa italiana.

Notou-se que o 7 ainda não está na forma perfeita, com alguma lentidão em acompanhar as movimentações de Kurtley Beale (novo jogo de classe e magia do defesa Wallaby) ou de Chris Wade (segue com 10 ensaios em toda a temporada), mas aos poucos voltaremos a ter o asa na sua melhor forma.

Para já ficamos com um regresso de força a defender e a prometer algo mais a atacar de um jogador que é um dos líderes da nova Inglaterra de Eddie Jones.

Haskell de regresso (Foto: BBC)

O Resultado: LA RESISTANCE À LA JAUNARDS DU CLERMONT

Se o Clermont não está a preparar-se para fazer um assalto ao título de Campeão Europeu, então está a fazer um péssimo esforço por disfarçá-lo. A equipa francesa tem estado numa forma incrível nesta temporada, tendo somado só 5 derrotas em 22 jogos, ocupando o 1º lugar do Top14 e da sua Pool na Champions Cup.

No último jogo da fase de grupos, os Jaunards receberam a equipa dos Exeter Chiefs que sonhava conquistar um lugar na fase seguinte da competição. Contudo, a capacidade ofensiva e a organização consistente francesa levaram a melhor num jogo com quase 80 pontos no total.

Um equipa perfumada com a velocidade e garra de Fofana, a aceleração e inteligência de Camille Lopez ou a capacidade de choque e vontade de superação de Benjamin Kayser, só tem um objectivo a cada jogo: ganhar. O ASM Clermont tem tudo para ser um dos grandes campeões desta temporada e a formo como “despachou” os Exeter Chiefs, é um argumento para essa “tese”.

Um 34-00 na primeira parte, para depois “relaxar” suavemente e terminar num 48-26, pode ser considerado um dos encontros da ronda 6 e mesmo de toda a fase de grupos, com os Chiefs a ficarem à porta da fase seguinte.

A “Besta”: NADOLO SINÓNIMO DE ATROPELAMENTO E ENSAIO 

Nemani Nadolo deixou um caminho polvilhado de “destruição e caos” no adeus do Montpellier às competições europeias. O ponta fijiano marcou mais dois ensaios nesta prova, somando aos três que já tinha conseguido fazer nos jogos anteriores. Um dos melhores estreantes de sempre na prova, Nadolo despediu-se à sua maneira: atropelando adversários pelo caminho até à área de validação.

Aos 50′, Nadolo recebe a bola à ponta e com ainda mais de 40 metros pela frente até que conseguisse atingir a linha de ensaio, o fijiano foi correndo e atirando adversários para o lado… Tuala, Mallinder, Estelles ou North, bem tentaram parar o TGV das Fiji mas ninguém conseguiu-o.

O ponta já tinha sido o responsável pela criação do primeiro ensaio da sua equipa, com uma boa quebra de linha e um offload inexplicável para as mãos de Gelletier, que só teve de correr em direcção dos postes.

Nadolo em 6 jogos, marcou 5 ensaios e assistiu por 4 vezes, impondo todo o seu peso, impacto e agilidade sempre que tinha a oportunidade de o fazer. Um jogador de extrema qualidade que veio para “dominar” as alas em França.

 


Entre na discussão


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS




Newsletter


Categorias


newsletter