17 Ago, 2017

8ª etapa do World Series – Singapura

João DuarteAbril 18, 20177min0

8ª etapa do World Series – Singapura

João DuarteAbril 18, 20177min0

Teve lugar, dias 15 e 16 de abril, a oitava e antepenúltima etapa do circuito mundial de Sevens da Wolrd Rugby em Singapura. Esta etapa faz parte do circuito desde o ano passado e este ano foi importante para se perceber se ainda haveria hipóteses de outra equipa se aproximar da África do Sul na disputa do título do circuito.

Singapura foi decisiva para se perceber se ainda haveria hipóteses das Ilhas Fiji ou da Inglaterra se classificarem melhor na etapa que a África do Sul e ter a possibilidade de disputar a liderança do ranking geral do circuito até ao fim. A Inglaterra foi a seleção das três referidas que chegou mais longe, mas não foi suficiente para se aproximar da África do Sul.

Como “Wild Card” participou a Hong Kong, que é presença no circuito como equipa convidada.

Dia 1

No primeiro dia e como já é hábito, houve várias surpresas, a primeira delas a vitória do Quénia por 7-22 sobre a Argentina com Frank Wanyama a bisar e a deixar os argentinos com um pé fora da disputa da Cup.

No terceiro jogo era a vez da França surpreender e a deixar a Inglaterra em apuros no grupo B, com a vitória por 14-24, com um super Jean Pascal Barraque a marcar 17 pontos para os gauleses.

Mais para o final do dia foi o Japão a surpreender a França com uma vitória por 14-21, retirando-lhes a hipótese de se qualificarem para a Cup.

Ainda no grupo B, a Inglaterra não quis ficar de fora da luta pelos primeiros lugares logo na fase de grupos e viu-se obrigada a vencer à África do Sul, que até esteve a vencer ao intervalo por 7-5, mas acabou por perder por 12-17 para os ingleses.

A última surpresa do primeiro dia foi a vitória de Hong Kong sobre a Rússia, o que ainda assim não foi suficiente para aspirarem à qualificação para a disputa da Cup.

Para o segundo, na disputa da Cup, teríamos as Fiji e o Canadá, vencedores do grupo A, Inglaterra e a África do Sul, primeiros lugares do grupo B, Austrália e o Quénia, que conseguiu deixar de fora a Argentina e, do grupo D, a Nova Zelândia e os Estados Unidos.

Consulte as tabelas em: https://goo.gl/ixkVUH

Super Baker with fans! (Foto: World Rugby)

Quartos-de-final da Cup:

Fiji vs. Estados Unidos

Austrália vs. África do Sul

Nova Zelândia vs. Canadá

Inglaterra vs. Quénia

Quartos-de-final da Challenge:

Hong Kong vs. Escócia

Argentina vs. França

País de Gales vs. Rússia

Japão vs. Samoa

Dia 2

O segundo dia teve também algumas surpresas. Nos quartos-de-final o único resultado menos esperado foi a vitória da França frente à Argentina por 24-26. Os outros jogos foram ganhos pela Escócia, País de Gales e Samoa.

Já nos quartos-de-final da Cup a história era diferente e começava com a vitória suada dos Estados Unidos frente às Fiji, que deixava os fijianos com poucas esperanças de se aproximarem da África do Sul.

Logo a seguir seriam os sul africanos a perder diante da Austrália por apenas uma conversão e a deixar a competição em aberto.

O Canadá confirmou estar a realizar uma boa etapa e derrotou a Nova Zelândia por 14-26, com Nathan Hirayama em destaque a marcar 3 ensaios e 3 converões.

No último jogo destes quartos-de-final os ingleses iam ficando pelo caminho contra o Quénia, mas uma penalidade de Dan Bibby na bola de joga deu a vitória à Inglaterra por um ponto e a possibilidade de lucrar com as derrotas das Fiji e da África do Sul.

Para a disputa do 13º lugar seguiu a Argentina, depois de vencer facilmente Hong Kong por 7-33 e a Rússia que venceu o Japão por 24-21. Os nipónicos ficam assim obrigados a fazer bons resultados nas duas últimas etapas do circuito para não serem despromovidos do mesmo.

A disputa da Challenge iria ser jogada pela Escócia e pelo País de Gales que deixaram a França e a Samoa pelo caminho, respetivamente.

Já na disputa pela presença no jogo de atribuição do quinto lugar, tínhamos uma partida que colocava frente a frente as equipas que mais finais da Cup tinham protagonizado este ano e que lutam pela liderança do circuito, as Fiji e a África do Sul.

Desta feita e como aconteceu na generalidade dos confrontos entre as duas, quem levou a melhor foram os africanos que ainda foram perder para o intervalo por 14-7, mas que acabaram por aproveitar a expulsão de um fijiano para na segunda parte vencer por 14-19.

A equipa que iria defrontar a África do Sul era a Nova Zelândia que até esteve a perder por 0-14 frente ao Quénia, mas que acabou por dar a volta ao jogo e vencê-lo por 24-21 com um ensaio de Lewis Ormond na bola de jogo.

Já a final da Cup iria ser jogada pelos Estados Unidos que com Perry Baker e Stephen Tomasin a bisar despacharam a Austrália e pelo Canadá que surpreendentemente afastou a Inglaterra com uma vitória por 17-5 conseguida na segunda parte da partida.

Seguiram-se os últimos e decisivos jogos da etapa. O 13º lugar foi conquistado pela Argentina que facilmente venceu a Rússia.

A taça secundária do torneio foi vencida pelo País de Gales à Escócia com dois ensaios nos últimos dois minutos de jogo, aproximando-se desta na classificação geral.

O 5º lugar foi atribuído à Nova Zelândia depois de vencer a África do Sul que estava já descansada depois de despachar as Fiji nas meias-finais, adiando ainda assim a conquista absoluta do circuito para uma das duas últimas etapas.

O 3º lugar foi conquistado pela Inglaterra já na segunda parte por 12-14, conseguindo assim aproximar-se das Fiji no segundo lugar do ranking geral.

Na final estavam surpreendentemente e pela primeira vez este ano os Estados Unidos e o Canadá, final que nas etapas anteriores tinham sido disputadas sempre pela África do Sul e pelas Fiji ou pela Inglaterra.

O Canadá começou melhor, tendo estado a vencer por 0-19, até à altura em que os americanos “acordaram” e começaram a mexer no jogo. Ao intervalo os canadianos venciam por 12-19.

Na segunda os americanos ainda empataram o marcador, mas os canadianos não quiseram desperdiçar esta oportunidade e marcaram o ensaio da vitória no último minuto da partida.

The Podium of the Singapore World Series (Foto: HSBC)

Próxima etapa – Paris

O Worl Series vai ter as duas últimas etapas na Europa e a próxima é em Paris, dias 13 e 14 de Maio.

Teoricamente a África do Sul vai ser a vencedora do circuito mundial deste ano, apesar de matematicamente ainda ser possível às Fiji e à Inglaterra chegarem à liderança do ranking e para isso terão de ficar bem classificados nas duas etapas que faltam disputar, esperando que os africanos escorreguem em ambas.

Será que a África do Sul vai garantir a vitória do circuito já em Paris ou será que a consagração irá ficar novamente adiada?

Serão as Fiji e a Inglaterra capazes de incomodar a África do Sul?


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