14 Dez, 2017

6ª etapa do World Series – Vancouver

João DuarteMarço 16, 201711min0

6ª etapa do World Series – Vancouver

João DuarteMarço 16, 201711min0

Realizou-se no fim de semana, 11 e 12 de março, a sexta etapa do World Series, o circuito mundial de Sevens da World Rugby que teve lugar em Vancouver, no Canadá. O frio era muito, mas a animação e o entusiasmo do público e dos jogadores eram maiores à medida que os jogos iam decorrendo, num jogo em que a velocidade, a força, a capacidade de pensar o jogo e os detalhes técnicos imperam, culminando em ensaios e vitórias.

Em Vancoucera África do Sul manteve a liderança do ranking geral, tendo sido finalista do torneio. Liderança essa que mesmo se os africanos tivessem ficado em último lugar do torneio iriam mantê-la devido aos 24 pontos de vantagem que tinham relativamente à segunda classificada e que terminou em terceiro lugar este fim-de-semana, as Fiji. A vencedora da etapa foi a Inglaterra que assim passou para segundo lugar do ranking, por troca direta com as Fiji, e se aproximou da África do Sul.

Como “Wild Card” participou novamente o Chile, à semelhança daquilo que aconteceu na etapa anterior.

Dia 1

Os primeiros jogos decorreram sem surpresas, com todos os favoritos a ganhar, o que iria mudar ao sétimo jogo que opôs o Canadá e a Escócia.

Num jogo que se esperava muito disputado e com desfecho incerto até ao fim, o Canadá desde cedo garantiu a vitória distanciando-se no marcador da Escócia. Ao intervalo e diante do seu público, os canadianos venciam por 21-5 e iriam acabar o jogo a vencer por 28-15.

A Escócia ficava assim em maus lençóis, obrigada a vencer à Rússia e à Nova Zelândia para se apurar para a Cup, o que não se iria suceder.

No décimo primeiro jogo era a vez do País de Gales vencer um jogo em que não era favorito, frente à Argentina. Os argentinos estavam inclusive a vencer por 14-0 a 4 minutos do final da partida, mas a indisciplina de Nicolas Menendez e o consequente cartão vermelho acabou por prejudicar a equipa e determinar a derrota dos argentinos por 14-21.

Ao vigésimo a Argentina redimiu-se e apesar de ter estado a perder por 19-7 com as Fiji ao intervalo conseguiu dar a volta ao marcador e venceu por 24-26, aproveitando o amarelo dado aos fijianos e selando a vitória com um ensaio na bola de jogo, o que garantiu a passagem à disputa da Cup.

No vigésimo segundo jogo e na disputa pela liderança do grupo C, a África do Sul defrontou e empatou com a Inglaterra (12-12) que teve em destaque Dan Norton, que com dois ensaios abriu e fechou o marcador da partida.

A última surpresa do dia foi a vitória da Rússia por 10-12 diante da Escócia, confirmando o último lugar do grupo D para os escoceses e a previsão de mais um mau torneio para uma equipa que nas primeiras três etapas do circuito tinha conseguido um 3º, um 4º e um 6º lugares e que era uma das surpresas do circuito.

Após a realização dos jogo da fase de grupo era altura de verificar quem seguia para a disputa da Cup e da Challenge.

A África do Sul e a Inglaterra garantiram as vagas do grupo A para a disputa da Cup em igualdade pontual, depois de terem empatado no confronto direto. O Quénia e o Chile seguiam para a Challenge.

No grupo B haviam três equipas em igualdade pontual, mas pela diferença de pontos marcados e sofridos quem passava à disputa da Cup eram as Fiji e por apenas um ponto a Argentina, que deixava assim o País de Gales de fora e a quem se ia juntar a Samoa na Challenge.

Os Estados Unidos imbatíveis no primeiro dia ocupavam a primeira vaga da Cup no grupo C e a Austrália em segundo lugar do grupo ocupava a segunda. Para a Challenge eram relegados a França e o Japão.

As últimas duas vagas para a disputa da Cup eram entregues à Nova Zelândia e ao Canadá, primeiros classificados do grupo D. Nos dois últimos lugares tinham ficado a Rússia e a desilusão do primeiro dia, a Escócia, seguindo assim para a Challenge.

Consulte as tabelas em: https://goo.gl/UF7Bk2

Perry Baker flying and scoring once again! (Foto: World Rugby)

Para fechar o primeiro dia faltavam saber os jogos que iríamos ter nos quartos-de-final no segundo dia.

Quartos-de-final da Cup:

África do Sul vs. Canadá

Estados Unidos vs. Argentina

Nova Zelândia vs. Inglaterra

Fiji vs. Austrália

Quartos-de-final da Challenge:

Quénia vs. Escócia

França vs. Samoa

Rússia vs. Chile

País de Gales vs. Japão

Dia2

Começávamos o segundo dia com os quartos-de-final da Challenge e logo a abrir um jogo bastante equilibrado entre o Quénia e a Escócia, com os quenianos a vencer com dois ensaios nos últimos dois minutos de jogo que ditaram o 19-17 final, isto depois de terem estado a perder por 7-17, mostrando as fragilidades defensivas da Escócia.

O segundo jogo foi também equilibrado e começou a entusiasmar o público que ficou com expectativas de um segundo dia de torneio cheio de jogos eletrizantes.

A Samoa começou a ganhar o confronto com a França, mas os gauleses conseguiram empatar a partida antes do intervalo. Na segunda parte iria acontecer o mesmo, com os franceses a empatarem a partida mesmo na bola de jogo e a presentearem o público com mais uns minutos de jogo, que iria acabar por ser ganho pela Samoa com um ensaio marcado por Joe Perez que tinha acabado de entrar e que acabaria por ser decisivo para o triunfo.

Logo depois seria o Chile a vencer à Rússia por 0-10 e a mostrar que consegue estar ao nível dos últimos classificados do ranking do circuito e que com uma boa preparação pode até integrá-lo.

No último jogo dos quartos-de-final da Challenge o País de Gales venceu facilmente o Japão por 33-0 com Luke Morgan em destaque a bisar na partida.

Nos quartos-de-final da Cup começávamos com a África do Sul a vencer facilmente por 36-7 o Canadá, ficando por realizar o desejo dos canadianos vencerem a etapa em casa, frente ao seu público.

Seguiu-se o Estados Unidos-Argentina. Os argentinos começaram melhor, tendo chegado ao intervalo a vencer 7-12, mas na segunda parte os americanos garantiram a vitória por 14-12 com um ensaio de Danny Barrett.

Depois era a vez da Nova Zelândia defrontar a Inglaterra num jogo bastante físico. A Inglaterra venceu por 12-14 os neozelandeses que estiveram sempre a correr atrás do prejuízo e que acabaram por perder devido à conversão falhada.

Já as Fiji, no jogo que dava acesso às meias-finais da Cup, venceram a Austrália por 28-10, impondo o jogo a que já nos habituaram e a vontade de chegar à final.

Nas meias-finais para a disputa do décimo terceiro lugar a Escócia ganhou à França por 28-21 com um ensaio na bola de jogo, depois dos gauleses a perderem por 21-14 terem empatado o jogo no último minuto.

A outra meia-final foi ganha pelo Japão que marcou três ensaios convertidos, sem resposta por parte da Rússia.

Na primeira meia-final da Challenge o Quénia defrontou a Samoa e saiu derrotado num jogo em que os africanos não conseguiram pôr em prática o seu rugby.

Quem iria defrontar a Samoa na final da Challenge era o País de Gales que ainda acabou a primeira parte a perder 5-0 para o Chile, mas depois terminou com o desejo dos chilenos em conquistar a taça secundária.

Na meia-final para a disputa do quinto lugar a Argentina terminou com a participação do Canadá em Vancouver ao vencer por 5-12 com dois ensaios na segunda parte, depois de ter estado a perder por 5-0.

A Nova Zelândia garantiu a outra vaga na disputa do quinto lugar ao derrotar a Austrália por 21-0, não dando hipóteses aos australianos de responderem.

Nas meias finais tínhamos um África do Sul-Estados Unidos, onde se punha a questão da possibilidade dos americanos vencerem e deixarem os africanos de fora de uma final pela primeira vez este ano no World Series, sabendo ainda assim que isso seria complicado.

O que acabou por se confirmar com a vitória suada da África do Sul por 14-10, frente a uns Estados Unido inconformados.

A outra meia-final opôs a Inglaterra e as Fiji, os únicos finalistas este ano em conjunto com a África do Sul.

O jogo foi, inesperadamente, vencido com facilidade pela Inglaterra que só parou nos 40 pontos e permitiu às Fiji que marcassem o ensaio de honra. Neste jogo Dan Norton esteve em destaque com dois ensaios que o colocavam a um de igual a marca de Collins Injera como melhor marcador de ensaios do World Series de sempre.

Chegávamos aos jogos decisivos do fim-de-semana e que determinam as classificações finais da etapa.

Na disputa do décimo terceiro lugar o Japão marcou o primeiro ensaio da partida e foi para o intervalo a vencer por 7-14, na segunda parte a Escócia acordou e garantiu a vitória do décimo terceiro lugar, que é o seu segundo pior resultado da temporada.

A Challenge foi ganha pelo País de Gales que estava empatado com a Samoa ao intervalo por 7-7, mas acabou por marcar mais dois ensaios e fixar a vitória final em 12-19.

O quinto lugar foi vencido pela Nova Zelândia que depois de ao intervalo estar a vencer por 0-12, permitiu que a Argentina passasse para a frente do marcador por 2 pontos, acabando depois por marcar o ensaio da vitória na bola de jogo por intermédio do jovem Vilimoni Koroi.

Pelo último lugar do pódio os Estados Unidos jogaram com as Fiji que não queriam perder mais pontos para os rivais diretos na disputa pela vitória do circuito, a Inglaterra e a África do Sul.

As Fiji adiantavam-se no marcador e tinham imediatamente resposta dos americanos, tendo a partida terminado em igualdade de ensaios marcados e onde as conversões foram determinantes para a vitória final dos fijianos.

A final foi protagonizada pela África do Sul e pela Inglaterra, a terceira esta época. A África do Sul era a favorita e até marcou o primeiro ensaio, mas os ingleses repuseram a igualdade antes do intervalo em 7-7. A segunda parte foi dominada pela Inglaterra que não quis desperdiçar esta oportunidade para ganhar aos líderes do circuito e aproximar-se pontualmente no ranking geral. A Inglaterra acabaria assim por vencer com mais dois ensaios no marcador, um deles convertido e com Dan Norton mais uma vez em destaque, igualando Collins Injera como melhor marcador de ensaios de todos os tempos, acabando por ser o melhor jogador da final e o DHL Performance Player.

Dan the man! (Foto: World Rugby)

Próxima etapa – Hong Kong

A próxima paragem do World Series é em Hong Kong, etapa que faz parte do circuito desde a génese do mesmo e irá realizar-se entre 7 e 9 de Abril.

Será que a Inglaterra e as Fiji vão conseguir aproximar-se da África do Sul no ranking geral? Será que teremos um novo finalista e vencedor da etapa, ou será que a final irá ser disputada por duas destas três equipas novamente?


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