19 Fev, 2018

Seis Nações 2018 – 6 Jogadores que não vão jogar

Francisco IsaacJaneiro 31, 20189min0

Seis Nações 2018 – 6 Jogadores que não vão jogar

Francisco IsaacJaneiro 31, 20189min0
A maior prova de rugby europeia está aí a chegar e o Fair Play foi em busca de 6 jogadores que não vão jogar seja por lesão ou opção! Sabias disto?

As Seis Nações 2018 estão mesmo a chegar e os adeptos esperam ansiosamente pelo início da competição. Seja para ver os seus favoritos jogadores a jogar ou o que cada seleccionador vai tirar da “cartola” ou mesmo o que cada selecção vai fazer, esta é uma competição que enche as medidas dos maiores fãs da oval!

Mas como todas as grandes competições há jogadores que ficam de fora das convocatórias, incitando a ira, desilusão, tristeza ou surpresa de quem acompanha a Irlanda, Inglaterra, Escócia, País de Gales, França e Itália.

O Fair Play deixa aqui 6 jogadores (um por selecção) de jogadores que vão falhar toda (ou a maior parte) do torneio. Dos campeões ingleses até aos favoritos italianos à Wooden Spoon, estes são as escolhas.

NOTA: Colocamos a seguir ao jogador em destaque uma lista de jogadores que falham parte ou toda a competição seja por suspensões (Haskell, Basteraud entre outros), lesões e outros.

ELLIOT DALY (INGLATERRA)

Lesão: Rotura no tornozelo;
Tempo de paragem: Cinco meses – não joga toda a competição;
Posição: Ponta/Defesa

O vibrante ponta dos Wasps RFC, que também pode actuar a nº15 ou a segundo centro, vai falhar toda a competição e acaba por ser “menos” uma dor de cabeça para Eddie Jones, já que assim pode optar por Watson, Nowell ou Solomona. Contudo, Daly traz outro tipo de “arsenal” ofensivo ao jogo, apresentando-se como um dos melhores pontas a nível de kick and chase, para além de ser um dos atletas mais velozes do Mundo do rugby.

Forte na placagem, eficaz no contacto em situações de 1×1, Daly é ainda genial nos pontapés aos postes, ficando na retina aqueles tiros que envia antes do meio-campo, fazendo-o um dos jogadores mais completos da actualidade.

Eddie Jones perde um jogador que pode mudar por completo a intensidade de jogo, para além de garantir um trabalho criterioso e sensacional durante todo o jogo.

Será que Nowell vai voltar à forma de outrora? Tem Solomona capacidade para encaixar no jogo tipicamente inglês nas Seis Nações? O que é certo é que Daly vai fazer muita falta e acaba por tirar profundidade e cinismo à camisola 11.

Outros jogadores que falham parte ou toda a competição: Nathan Hughes, Semesa Rokoduguni, Billy Vunipola, Kyle Sinckler, Tom Curry, James Haskell, Ellis Genge e Henry Slade

WP NEL (ESCÓCIA)

Lesão: Braço partido;
Tempo de paragem: Três meses – probabilidade muito reduzida para regressar no último encontro;
Posição: Pilar

O jogo escocês está cada vez mais aprimorado e perfumado, com Stuart Hogg a debitar autênticas “óperas” a atacar, enquanto que Huw Jones, Tommy Seymour e Finn Russell a lançarem o pânico no ataque.

Porém, para isso acontecer é fundamental que os escoceses conquistem terreno, dominem os rucks, garantem as formações ordenas e avancem nos alinhamentos.

Só que houve e há um problema para essa estratégia correr bem: os três titulares da primeira-linha vão estar lesionados na maior parte da competição. WP Nel, Ross Ford e Zander Fagerson. Isto é um cataclisma para uma equipa que está no seu melhor momento e precisa de capitalizar os esforços para continuar a “assustar” o Mundo do Rugby.

Mas porque é que destacamos WP Nel? Fácil. O sul-africano, naturalizado escocês, é uma força da natureza, com uma tremenda entrega, raça e intensidade que “magoa” o adversário na placagem.

Mais importante é a forma inteligente e “manhosa” com que domina a formação ordenada ou os rucks assumindo-se como um especialista nessa área.

Nel é um dos segredos deste “acordar” da Escócia e Gregor Townsend suspira pela lesão de um dos seus homens-fortes… será que a Escócia vai produzir a mesma qualidade de jogo sem aquela soberba primeira-linha?

Outros jogadores que falham parte ou toda a competição: Ross Ford, Fraser Brown, Al Dickinson, George Turner e Zander Fagerson

JARED PAYNE (IRLANDA)

Lesão: Contusões;
Tempo de paragem: Não há data para o retorno, uma vez que as dores de cabeça persistem;
Posição: Centro/Defesa

Desde 2014 que Payne tem sido um dos nomes mais fortes do setup irlandês, com Joe Schmidt a promover um seu conterrâneo à selecção do Trevo.

A ideia do seleccionador não foi nada má, já que o centro do Ulster é uma força da natureza, com uma potência total no contacto, munido de um placagem agressiva e articulada que permite bons turnovers antes de sequer o jogador cair no chão.

A qualidade exibicional de Payne possibilitou-lhe um “bilhete dourado” até à Nova Zelândia com o manto dos British and Irish Lions, tendo o centro aproveitado para deixar a sua marca com um ensaio contra os Chiefs. E nesse jogo tudo começa… as dores de cabeça e as enxaquecas surgem no caminho do irlandês.

Payne tem estado de fora desde então, com recuperações mínimas para depois ter uma recaída que o atira para o plantel dos lesionados, abrindo um buraco tanto no Ulster como Irlanda. Sem Ringrose (também lesionado, mas poderá regressar na 3ª ronda) será Farrell a assumir a posição nº13.

slogan “Here Comes the Payne” não vai ter lugar nesta edição da prova… e será que voltará alguma vez a aparecer de novo?

Outros jogadores que falham parte ou toda a competição: Jamie Heaslip, Rhys Ruddock, Tommy O’Donnell, Tommy Bowe, Sean O’Brien e Garry Ringrose

SAM WARBURTON (PAÍS DE GALES)

Lesão: Rotura no joelho;
Tempo de paragem: Seis meses – não joga em toda a competição;
Posição: Asa

O capitão lendário do País de Gales vai falhar toda a competição de 2018 e só estará de regresso lá para o Verão deste ano, infelizmente. Sam Warburton é um autêntico “Cristo” no que toca ao espírito de sacrífico e de pôr o corpo em risco em prol da equipa, com lesões e mais lesões, sem nunca desistir.

Desde o Verão de 2017 (após os jogos dos Lions) que Warburton entrou numa alta-roda de operações e fisioterapia, a começar ao pescoço e, agora, ao joelho.

A ausência de Warburton é só mais uma numa longa lista que começa a tirar o sono a Warren Gatland contando-se também outros nomes fortes.

Warburton é dos melhores placadores do jogo, com um incrível timing de defesa que é só ultrapassado pela sua resiliência e espírito de nunca desistir mesmo quando o cenário não está bom.

Para além disso é uma voz formidável na equipa, com uma capacidade de elevar o nível da equipa com poucas palavras, assumindo-se como a extensão do pensamento do treinador em campo.

Navidi, Shingler e Tipuric terão que fazer das “tripas coração” para dar o mesmo nível de compromisso, dedicação e paixão que Warburton.

Outros jogadores que falham parte ou toda a competição: Jonathan Davies, Jake Ball, Rhys Priestland, Dan Biggar, Dan Lydiate, Liam William, Rhys Webb e Taulupe Faletau

WESLEY FOFANA (FRANÇA)

Lesão: Ruptura no tendão de aquiles;
Tempo de paragem: Seis meses – não joga toda a competição;
Posição: Centro

Não está nada fácil para Fofana regressar aos Les Bleus para desagrado de Jacques Brunel.

O seleccionador francês já “esfregava” as mãos por contar com um jogador imenso, que tem uma capacidade quase única de aceleração e de meter a bola no jogador certo e à hora certa, munindo-se de uma supra-agressividade no momento que vai ao contacto.

Fofana é um jogador único dentro do Universo do rugby “gaulês”, demonstrando-se como um dos melhores centros dos últimos anos. Infelizmente, as lesões têm surgido de forma sucessiva e o “eclipsar” do jogador do Clermont pode ser uma razão para o qual de ter desaparecido a consistência no par de centros da França, assim como na harmonia com o três-de-trás.

Veremos como Brunel cria uma boa dupla com Danty e Lamerat (há ainda Chavancy e Doumaryou), mas não vai existir a magia de Fofana a partir do meio do terreno, infelizmente para todos.

Outros jogadores que falham parte ou toda a competição: Gabriel Lacroix, Camille Lopez, Charles Ollivon, Damian Penaud e Morgan Parra

MICHELE CAMPAGNARO (ITÁLIA)

Lesão: Rotura total do joelho;
Tempo de paragem: Nove meses – não joga toda a competição;
Posição: Centro

Michele Campagnaro é um nome relativamente conhecido para os mais atentos, já que é um centro de alta qualidade, impetuoso, defensivamente enriquecido e que sabe “morder” os adversários que tentam ir ao contacto junto de si.

O italiano que joga nos campeões ingleses do Exeter Chiefs, é tipo um pára-choques quando tem a bola nas mãos, atirando os seus placadores para o lado como senão fossem nada.

Na temporada passada foi autor de um dos melhores ensaios da competição, exibindo-se em grande nível em vários dos encontros das Seis Nações, colocando os adeptos transalpinos em êxtase.

Todavia, a época de Campagnaro em 2018 terminou tão rápido como começou, “destruindo” o joelho num dos primeiros encontros da temporada frente aos Cardiff Blues, pondo fim à sua prestação ao serviço da Itália tanto para os Internacionais de Inverno como os jogos das Seis Nações de 2018.

Outros jogadores que falham parte ou toda a competição: Angelo Esposito, Ornel Gega e Leonardo Sarto


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