25 Set, 2017

Das surpresas às certezas: 4 pontos chave da Conferência Este

João FerreiraMarço 25, 20176min0

Das surpresas às certezas: 4 pontos chave da Conferência Este

João FerreiraMarço 25, 20176min0

Igualdade e disputa, são dois elementos que cada vez mais se vê na Conferência Este da NBA. Dos Cavaliers de King James até Goran Dragic dos Miami Heat, sem esquecer o “pequeno” Isaiah Thomas, a Conferência está melhor. Agora resta-nos esperar ansiosamente pelos playoff’s que vão trazer jogos emocionantes, bem ao estilo da NBA com confrontos físicos e táticos acima da média.

Serão os campeões capazes de revalidar o título?

Após uma fase regular sem grandes percalços os campeões da Conferência Este e da NBA de 2016, Cleveland Cavaliers, vão para os playoff’s com a confiança em alta e com uma equipa recheada de grandes jogadores.

LeBron James, o King James, com 32 anos, continua a surpreender e a fazer coisas que só estão ao alcance dos melhores de todos os tempos. Com uma média de 26 pontos por jogo e um máximo de carreira de 8.8 assistências por jogo, LeBron marca, dá a marcar e faz jogar.

Os Cavaliers contam, também, com Kyrie Irving, um dos melhores bases da liga, em grande forma, capaz de lançar de curta/longa distância e de meter a bola nos locais corretos à hora correta.

Ainda com jogadores como J.R. Smith, retornado de uma lesão que o afetou ao longo da maior parte da época, com Kevin Love a 100% fisicamente e com Tristan Thompson exímio a defender.

Reparamos também que os Cavaliers foram das equipas que melhor se reforçaram nos períodos de trades com contratações de jogadores como Derron Williams, Derrick Williams, Kyle Korver, fazendo com que a inconsistência de alguns dos seus principais jogadores não se reflita tanto na forma como jogam.

A dupla imparável (Foto:Getty Images)

O pequeno “grande” Isaiah

Os Boston Celtics são, claramente, a principal concorrência dos Cleveland Cavaliers na luta pela final da NBA. A equipa, treinada pelo “jovem” Brad Stevens, tem em Isaiah Thomas o principal desequilibrador de jogo.

O pequeno base de 1,75m continua a impressionar pela sua agilidade e esperteza acima da média, sendo capaz de enfrentar jogadores com mais 30cm sem que reflita na sua forma de jogar. A sua capacidade de lançamento de longa distância e a forma bastante agressiva como ataca o cesto são as suas principais características.

O base tem ao seu lado o experiente poste Al Horford, que contribui com muitos pontos (média de 14.3 pontos por jogo) e com uma atitude defensiva notória com 1.4 blocos e 5.4 ressaltos defensivos por jogo.

Porém, a equipa do trevo tem em Marcus Smart o seu melhor defensor. O jogador, que normalmente salta do banco, apresenta uma consistência defensiva pouco vista na liga. Os 1.6 roubos de bola por jogo fazem dele um jogador muito difícil por quem passar.

Com estes jogadores e com jogadores consistentes como Jae Crowder, Kelly Ollynyk, Avery Bradley ou Amir Johnson, os Boston Celtics podem causar uma grande supresa, sendo que acredito que serão capazes de chegar à final da Conferência Este.

Será Isaiah capaz de guiar Boston à glória? (Foto: Getty Images)

“Procura-se banco!”

Um dos bons exemplos de que uma boa profundidade de plantel ajuda nas aspirações de toda uma equipa são os Washington Wizards. A equipa que tem em John Wall o seu melhor jogador necessita urgentemente de um banco com mais qualidade.

John Wall, leva uma média de 22.9 pontos por jogo, tem-se revelado com um jogador bastante evoluído, não só no capítulo do passe onde é exímio, mas também no lançamento de longa distância saído de um drible. A sua velocidade a percorrer todo o court faz com que a equipa se apresse para o apoiar.

A equipa dos Wizards tem nas suas fileiras Bradley Beal, que é sem dúvida alguma uma das maiores surpresas desta época. O jogador tem vindo a crescer ao longo das últimas épocas em Washington e tem neste momento uma média de máximo de carreira de 23.1 pontos por jogo, o que leva a crer que sem ele os Wizards não estariam onde estão.

É inevitável falar desta sem referir outros dois jogadores: o gigante poste polaco Marcin Gortat, que tem revelado grande sintonia com Wall, Otto Porter Jr. que possui uma percentagem de lançamentos de 3 pontos de 44%.

No entanto, os Wizards não irão muito longe neste playoff´s pois o seu banco não acrescenta muito ou quase nada ao seu jogo sendo que é mesmo a segunda equipa onde os jogadores suplentes contribuem com menos pontos.

De olhos postos na surpresa (Foto: Getty Images)

A recuperação do ano

Se, no início de janeiro, alguém dissesse que os Miami Heat era a equipa que pior jogava na Conferência Este e em toda a NBA não estaria a dizer nenhuma asneira. A equipa de Miami, a par dos Brooklyn Nets, era de facto o conjunto que menos mostravam dentro do court.

Tudo mudou no dia 17 de Janeiro, numa vitória frente aos Houston Rockets. Os Heat embarcaram desde aí para um recorde quase impressionante de 24 vitórias (contra Cleveland, Golden State, entre outras equipas) consentindo apenas 7 derrotas. Este recorde espectacular fez com que passassem de último lugar para o 8º posto, o que já dá acesso ao playoff.

Esta recuperação é consequência notória da subida de rendimento do base esloveno Goran Dragic e do poste americano Hassan Whiteside. O base que leva uma média de 20.2 pontos por jogo e o poste que tem na vertente defensiva o seu ponto forte, sem deixar de ser um grande atacante, têm levado a equipa às costas e fazem agora com que as hostes de Miami acreditem naquilo que parecia impossível no início do ano civil.

De realçar a importância que tem tido nalguns jogos, em que os tem decidido com lançamentos no último segundo.

Os obreiros da recuperação do ano (Foto: Getty Images)

Uma Conferência mais física

Apesar de serem, à partida, jogos menos competitivos, a Conferência Este tem apresentado uma dinâmica bastante boa com surpresas e com uma vertente física mais acentuada nos confrontos entre as várias equipas. Ficamos, assim, com a certeza de que vão ser playoff’s emocionantes e de que a incerteza vai reinar no Este.


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