13 Dez, 2017

Blake Griffin: a desilusão do ano?

João FerreiraAbril 18, 20174min0

Blake Griffin: a desilusão do ano?

João FerreiraAbril 18, 20174min0

A NBA está repleta de jogadores cuja qualidade é indiscutível, como LeBron James, Russell Westbrook, James Harden ou Kawhi Leonard. No entanto, é na altura dos playoffs que se vê os grandes jogadores a decidirem jogos mais dificeis que o habitual. Um jogador que parece desaparecer nas grandes decisões é Blake Griffin.

Blake Griffin… de regular e líder na fase regular a “desaparecimento” nos Playoffs… como se explica?

Por um lado temos de destacar as grandes fases regulares que Blake Griffin tem feito ao longo dos últimos anos. Este jogador, que nunca abandonou a sua equipa de origem (os L.A. Clippers) tem vindo a fazer fases regulares acima da média com um máximo de carreira de 24.1 ppg na época de 2013-2014, o que diz muito sobre a sua qualidade.

Por outro há que afirmar que a sua influência é demasiado grande para que este deixe de produzir de forma tão brusca nos playoffs. Como tal a equipa ressente-se sempre que Blake Griffin se encontra em baixo de forma.

Primeiros anos na NBA

Apesar ter passado um ano no “estaleiro” devido a uma lesão na rótula do joelho esquerdo, durante a Summer League Team dos L.A. Clippers (foi eleito na mesma o MVP dessa competição), Blake Griffin voltou em grande tendo sido mesmo considerado Rookie de Ano em 2010-2011, onde a sua concorrência era bastante forte com jogadores como John Wall, DeMarcus Cousins ou Paul George.

No mesmo ano em que ganhou o título de melhor jogador novato da NBA, Blake Griffin entrou no lote restrito de jogadores que participaram no jogo de todas as estrelas da liga norte-americana de basquetebol, o NBA All-Star Game. Contribuiu com 8 pontos na equipa do Oeste. Ganhou também o concurso de afundanços acabando à frente de jogadores como JaVale McGee, DeMar DeRozan ou Serge Ibaka.

Rookie of the Year 2011 (Foto:Getty Images)

Os Últimos anos

A influência que Blake Griffin assumiu dentro do seio do balneário dos L.A.Clippers é abismal, sendo considerado mesmo um dos capitães de equipa a par de Chris Paul e DeAndre Jordan. Este trio, de jogadores acima da média, tem vindo a alimentar o sonho dos Clippers de conquistarem o prémio máximo da NBA (o anel de campeão). No entanto, e apesar da sua química de jogo ser grande (jogam juntos desde 2010), os Clippers demoram em afirmar-se como uma equipa capaz de fazer frente a grandes conjuntos como L.A. Lakers (nos últimos anos de Kobe), Golden State Warriors ou mesmo San Antonio Spurs.

Uma das principais causas para a falta de competitividade dos Clippers é a inconsistência que Blake Griffin tem mostrado nos últimos tempos. Tanto em termos físicos (tem vindo a sofrer lesões com uma regularidade assustadora) como em termos técnico-táticos (a sua velocidade no ataque ao cesto tem vindo a diminuir), Blake Griffin tem regredido. No jogo 1 dos playoffs deste ano (contra os Utah Jazz) apresentou-se-nos quase como jogador que tenta liderar a sua equipa mas que não consegue efectivamente levá-la para a frente (apesar de ter conseguido 26 pontos, os Clippers perderam o jogo).

O despero de quem perde o jogo 1 contra os Utah Jazz

A dúvida no ar

Blake Griffin é, sem dúvida alguma, um jogador de créditos firmados, sendo mesmo considerado um dos grandes jogadores da liga. No entanto algo se passa para que não apresente o basquetebol a que acostumou o seus fãs. Será que é a inconsistência da sua equipa, os L.A.Clippers, ou são as lesões que tem afectado o seu ritmo de jogo? Uma coisa é certa: os Clippers precisam de Blake Griffin no seu melhor e este precisa de melhorar muito se quer conduzir a sua equipa ao tão desejado título da NBA.


Entre na discussão


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS




Newsletter


Categorias


newsletter