21 Fev, 2018

Profecia do Borda D’Água #1: Portugal estará representado em Glasgow com a sua segunda maior delegação de sempre

João BastosJaneiro 1, 20184min0

Profecia do Borda D’Água #1: Portugal estará representado em Glasgow com a sua segunda maior delegação de sempre

João BastosJaneiro 1, 20184min0
Os primeiros dias do ano 2018 trazem o oráculo do Fair Play. O almanaque Borda D'Água adaptado à natação traz doze profecias para o ano em curso

12 dias, 12 profecias para o ano 2018. O Fair Play consulta o seu oráculo e faz 12 palpites sobre o que vai acontecer no mundo da natação no ano que agora dá início


A primeira profecia é sobre a prova principal do ano 2018, os Campeonatos da Europa de Piscina Longa, que decorrem em Glasgow de 3 a 9 de Agosto (a natação pura).

Os últimos Europeus decorreram em Londres, em 2016, e foram de boa memória para a natação portuguesa, onde pela segunda vez na História dos campeonatos um português subiu ao pódio. Foi Alexis Santos na prova dos 200 metros estilos que obteve a medalha de bronze. O primeiro fora Alexandre Yokochi, em Sófia 1985, quando se sagrou vice-campeão da Europa nos 200 metros bruços.

Portugal já esteve representado em 24 das 33 edições dos Campeonatos da Europa de Natação, que se disputam desde 1926.

A edição que contou com a presença de mais portugueses foi a de 2002, em Berlim. Representaram a nossa selecção um total de 15 nadadores. Eram eles:

  1. Bárbara Ferreira
  2. Egas Bastos
  3. Filipa Silva
  4. Hélder Lopes
  5. Henrique Neiva
  6. Ivo Carneiro
  7. José Couto
  8. Luís Monteiro
  9. Marta Ferreira
  10. Nuno Laurentino
  11. Pedro Silva
  12. Raquel Felgueiras
  13. Ricardo Coxo
  14. Sara Oliveira
  15. Simão Morgado

As segundas edições com mais portugueses foram logo dois anos depois (Madrid 2004) e em 2008 (Eindhoven). Nessas edições Portugal levou 13 nadadores.

Na última (Londres 2016), Portugal ficou próximo das edições de 2004 e 2008 levando 12 nadadores.

O nosso prognóstico é que ainda não vai ser este ano que a edição de 2002 será ultrapassada, mas em 2018 a nossa selecção poderá igualar as segundas edições com mais nadadores portugueses, ou seja 13, ou mesmo ter mais um nadador que nessas edições.

Vamos a contas:

No final de 2017 já tivemos um campeonato da Europa, mas em piscina curta, aí Portugal levou 8 nadadores – Alexis Santos, Diana Durães, Diogo Carvalho, Gabriel Lopes, João Vital, Miguel Nascimento, Tamila Holub e Victoria Kaminskaya – esses 8 estão, obviamente, na linha da frente para se apurarem para Glasgow.

A estes 8 há que acrescentar um nadador que esteve nos Mundiais de Budapeste em 2017 – Guilherme Pina.

Ainda há que considerar uma nadadora que já nadou abaixo do mínimo exigido, durante o ano de 2017 e, considerando o que fez recentemente em piscina curta, não deverá ter dificuldade em melhorar esse tempo que já dava mínimo. Falamos de Raquel Pereira.

Tendo em conta a forma que exibiram em piscina curta e tendo em conta o objectivo de tempo a marcar para estar no Europeu, juntamos mais quatro nadadores aos 10 acima mencionados:

  • Tomás Veloso nos 400 estilos – terá de fazer recorde pessoal, por 1,23 segundos, para chegar aos 4:23.04, mas em piscina curta tirou 4 segundos ao seu anterior RP;
  • Ana Monteiro nos 200 mariposa – já ficou a apenas 12 centésimos do mínimo, em 2017. Neste início de temporada já melhorou todas as suas melhores marcas pessoais a mariposa em piscina curta. perspectivando-se que esses 12 centésimos vão deixar de ser obstáculo brevemente;
  • Ana Rodrigues nos 50 livres ou 100 bruços – se fosse possível fazer mínimos nos 50 bruços, a velocista não teria problemas em apurar-se, não sendo torna-se mais complicado porque exige que melhore substancialmente os seus recordes pessoais, coisa que já fez em piscina curta recentemente;
  • Rita Frischknecht nos 200 costas – são mais de 2 segundos de distância entre o seu RP e o mínimo exigido, mas nos últimos dois anos a costista já tirou 3 segundos ao seu tempo em piscina curta e ainda não conseguiu melhorar em piscina longa. Pode ser que seja este ano que repercuta os resultados da piscina curta na piscina longa e assim garantirá os 2:13.29 necessários.

No final das contas, se todos os nadadores que mencionámos conseguirem fazer o mínimo (e todos eles têm boas probabilidades neste momento de o fazer), a selecção portuguesa contará com 14 representantes.

Cumprindo-se a profecia, há um outro dado a reter: é que em 2016, pela primeira vez, as mulheres estiveram em igualdade numérica com os homens – 6 homens e 6 mulheres – e agora voltariam a estar – 7 para 7 – o que revelaria uma tendência clara do equilíbrio entre os dois géneros no panorama actual da natação portuguesa.

Este é o nosso prognóstico que até poderá ser bastante conservador (esperamos que sim). Veremos se 2018 será um ano de confirmações, mas também de revelações e se a estes 14 nomes aqui apontados, não se junta(m) outro(s).


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