16 Dez, 2017

Michael Phelps: o Zeus do Olimpo

João BastosAgosto 10, 20166min0

Michael Phelps: o Zeus do Olimpo

João BastosAgosto 10, 20166min0

Foi sem dúvida uma das jornadas mais excitantes e históricas de sempre de uns Jogos Olímpicos. Phelps nadava pela primeira vez na posição de “underdog” e tentava contrariar a História maldita dos regressos fracassados dos grandes campeões. Para além disso, Ledecky enfrentava Sjöström, ambas já com um record do mundo batido no Rio cada uma e Katinka Hosszu continuava a sua saga de coleccionar títulos.

Phelps vezes 20

Michael Phelps chegou à sua 20ª medalha de ouro nos 200 mariposa do Rio | Fonte: The Adviser
Michael Phelps chegou à sua 20ª medalha de ouro nos 200 mariposa do Rio (Foto: The Adviser)

O fenómeno Phelps é impossível de adjectivar, impossível de comparar e estamos em crer que impossível de algum dia igualar.

Phelps estreou-se em JO em Sydney com 15 anos nos 200 metros mariposa, onde ficou em 5º lugar. 16 anos depois, o americano chegou ao Rio na condição de atleta mais medalhado de sempre em Jogos Olímpicos. Ainda assim, havia um nadador no activo que se podia gabar de ser o único que lhe tinha ganho uma prova individual: Chad le Clos, o actual campeão olímpico dos 200 mariposa.

Para acondimentar ainda mais a prova de 200 mariposa juntava-se o campeão do mundo Laszlo Cseh.

Por tudo isto, este seria talvez o desafio mais difícil de superar para Michael Phelps, mas o americano é um fenómeno, um autêntico semi-Deus e liderou a prova de ponta a ponta, chegando ao 20º ouro olímpico!

Uma medalha com contornos épicos – à boa maneira americana – pois em Londres só perdeu duas provas: na estafeta dos EUA de 4x100m livres para a França e nos 200 metros mariposa para Chad le Clos. Pois, no Rio de Janeiro as duas primeiras provas que veio nadar foram os 4x100m livres, onde levou o ouro deixando a França no 2º lugar e os 200 mariposa que ganhou com le Clos fora do pódio.

No segundo lugar ficou o japonês Masato Sakai, que por apenas 4 centésimos não estragou a festa a Phelps. No terceiro lugar, aquele que seria o segundo húngaro: Tamas Kenderesi de 19 anos.

Chad le Clos terminou em 4º lugar e Laszlo Cseh em 7º.

Ledecky bi-campeã olímpica

Katie Ledecky já soma 3 medalhas à sua conta pessoal: 2 ouros e uma prata | Fonte: Mike Lewis
Katie Ledecky já soma 3 medalhas à sua conta pessoal: 2 ouros e uma prata (Foto: Mike Lewis)

A primeira final da noite foram os 200 metros livres que opunha a campeã do mundo Katie Ledecky (EUA) à lider mundial do ano Sarah Sjöström (Suécia). As duas irão certamente discutir com a húngara Katinka Hosszu quem será a MVP do Rio2016 (provavelmente considerando todas os desportos…). Por isso este frente-a-frente entre americana e sueca era um autêntico “tira-teimas”.

E a balança pendeu para a Katie Ledecky que nadou em 1:53.73. Sarah Sjöström apesar do forte ataque nos últimos 50 metros acabou na posição de prata a 35 centésimos da americana. Emma McKeon, da Austrália, liderou a prova até meio, mas acabou no terceiro lugar.

A recordista mundial Federica Pellegrini acabou no 4º lugar mas o seu record do mundo permanece intacto.

Tripleta para Hosszu

E vão 3 para a Dama de Ferro | Fonte: Getty Images
E vão 3 para a Dama de Ferro (Foto: Getty Images)

Para que os holofotes não fossem só para Ledecky e Sjöström, Katinka Hosszu nadou os 200 metros estilos, prova onde já é recordista mundial. E depois de ver a performance da britânica O’Connor nas meias finais, decidiu não nadar os 200 metros mariposa (que eram nadados minutos antes de estilos) para se concentrar nesta final.

E aposta foi ganha. Katinka Hosszu chegou ao seu terceiro ouro com direito a record olímpico de 2:06.58. Siobhan-Marie O’Connor confirmou as boas indicações de ontem e ficou com a prata a apenas 3 décimos da húngara. O bronze ficou para a nadadora que já tinha levado a prata nos 400 estilos, Maya Dirado, dos EUA.

Quatro seguidas para os Estados Unidos

Equipa vencedora dos 4x200 livres | Fonte: USA Swimming
Equipa vencedora dos 4×200 livres (Foto: USA Swimming)

O dia de Phelps ainda não estava acabado. Apesar de não ter nadado os 200 livres na classificativa americana – e por isso não ser elegível para a estafeta 4×200 metros livres – os seleccionadores americanos Bob Bowman (treinador de Phelps) e David Marsh (treinador de Lochte) ofereceram uma “prenda” a Phelps e incluíram-no nessa estafeta, uma prova que os americanos não perdem desde Sydney. Atenas, Pequim, Londres e agora Rio de Janeiro, em todas essas equipas estiveram Michael Phelps e Ryan Lochte.

E voltaram a comprovar o favoritismo, chegando ao ouro pelos quartos JO consecutivos. Uma equipa de luxo composta por Conor Dwyer (1:45.23), Francis Haas (1:44.14), Ryan Lochte (1:46.03) e Michael Phelps (1:45.26) que completaram os 4×200 metros livres em 7:00.66

No segundo lugar chegou a equipa campeã do mundo, a Grã-Bretanha. Stephen Milne, Duncan Scott, Dan Wallace e James Guy compuseram a estafeta que fez o tempo de 7:03.13.

Ao bronze chegaram os surpreendentes japoneses. Kosuke Hagino, Naito Ehara, Yuki Kobori e Takeshi Matsuda com o tempo de 7:03.50 ultrapassaram equipas mais favoritas como a Austrália (incompreensivelmente sem McEvoy) e a Rússia.

Com este título, Phelps chega às 21 medalhas de ouro, num total de 25 medalhas olímpicas.

Adrian, Groves e Watanabe marcam posição para amanhã

O campeão olímpico dos 100 metros livres em título, Nathan Adrian (EUA) não tinha impressionado nas eliminatória ao classificar-se para as “meias” no último lugar classificável. Nas meias finais não quis facilitar e marcou um excelente tempo de 47.83. Cinco nadadores nadaram abaixo de 48 segundos, o que promete uma final de alto nível.

Katinka Hosszu abdicou de nadar as eliminatórias dos 200 metros mariposa para se concentrar nos 200 metros estilos. Sem a concorrência da húngara, foi a australiana Madeline Groves que aproveitou para se classificar em primeiro para a final.

Os 200 metros bruços masculinos foram uma prova com um nível elevadíssimo. Logo nas eliminatórias o nível foi alto de mais para o tri-campeão do mundo e campeão olímpico Daniel Gyurta, que foi 17º classificado. Nas meias finais, Ippei Watanabe, do Japão, bateu o record olímpico com 2:07.22, ficando “em cima” do record do mundo. A final fechou em 2:08.20, o que seria suficiente para ir ao pódio há 4 anos.


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