22 Out, 2017

Continua a chuva de récords no Rio

João BastosAgosto 8, 20165min0

Continua a chuva de récords no Rio

João BastosAgosto 8, 20165min0

Tal como ontem, foram 3 os novos récords mundiais batidos no segundo dia de provas de natação no Rio de Janeiro. Sjöström, Peaty, Ledecky e o incontornável Phelps foram os MVP’s do dia.

Sarah Sjöström absoluta nos 100 mariposa

Sarah Sjöström (Suécia) bateu o seu próprio récord mundial | Fonte: Twitter
Sarah Sjöström (Suécia) bateu o seu próprio récord mundial | Fonte: Twitter

Sarah Sjöström (Suécia) confirmou o favoritismo e as boas indicações, sagrando-se campeã olímpica dos 100 metros mariposa, com récord do mundo: 55.48 é o novo máximo mundial.

A sueca liderou de ponta a ponta, terminando com cerca de um segundo sobre a segunda classificada, a canadiana Penny Oleksiak, uma nadadora que merece todo o destaque pelo facto de ter apenas 16 anos.

A fechar o pódio ficou a campeã de Londres e antiga recordista mundial desta prova (primeira mulher a baixar da barreira dos 56 segundos), a americana Dana Vollmer.

Show Peaty must go on

Adam Peaty | Fonte: Getty Images
Adam Peaty | Fonte: Getty Images

Adam Peaty continua a dar espectáculo no Brasil. Depois de ontem ter batido o récord do mundo dos 100 metros bruços nas eliminatórias, hoje volta a baixar o máximo mundial.

O novo tempo é de 57.13, um tempo absolutamente surreal. Basta ter em conta que Peaty está muito próximo de entrar na casa dos 56 segundos quando nenhum outro nadador no mundo ainda nadou na casa dos 57.

Com tamanha diferença para o resto do mundo, a Grã-Bretanha pode fazer uma “gracinha” na estafeta de estilos.

Cameron van der Burgh, da África do Sul como se previa chegou à prata. Não fosse a existência de Peaty e estaríamos aqui a falar do grande dominador desta prova. No terceiro lugar ficou o americano Cody Miller.

Katie Ledecky esmaga o seu próprio récord

Katie Ledecky retirou quase 2 segundos ao anterior récord mundial | Fonte: Getty Images
Katie Ledecky retirou quase 2 segundos ao anterior récord mundial dos 400 metros livres | Fonte: Getty Images

Terceira final, terceiro récord do mundo! Katie Ledecky era a super favorita a vencer os 400 metros livres e previa-se que a sua prova fosse uma luta solitária contra o cronómetro, mas mesmo o cronómetro não teve hipótese contra ela.

O récord mundial já era dela com o tempo de 3:58.37, mas na final olímpica cumpriu as 8 piscinas no tempo de 3:56.46. Katie meteu o récord feminino ao nível do récord mundial masculino de 1974!

Jazmin Carlin, da Grã-Bretanha, chegou no segundo lugar a quase 5 segundos de Ledecky e a segunda americana, Leah Smith, fechou o pódio.

Ter Phelps é meio caminho nadado

Phelps somou a 23ª medalha em JO, 19ª de ouro | Fonte: Patrick B. Kramer
Phelps somou a 23ª medalha em JO, 19ª de ouro | Fonte: Patrick B. Kramer

Na prova que fechou a jornada, os EUA teriam uma tarefa hercúlea para levar para casa o ouro nos 4×100 metros livres.

Para facilitar a tarefa meteram Michael Phelps na equipa e o campeão correspondeu com o seu melhor tempo de sempre em estafeta (47.12).

Caeleb Dressel abriu com 48.10, Ryan Held cumpriu o terceiro percurso em 47.73 e Nathan Adrian fechou com uns fantásticos 46.97 (o mais rápido na piscina).

O crónico rival dos EUA – a França – ficou com a prata. Mehdy Metella, Fabien Gilot, Florent Manaudou e Jeremy Stravius chegaram a liderar no final do primeiro percurso mas não resistiram ao “comeback” dos americanos.

Tal como na prova feminina, nos homens também a Austrália era a favorita e tal como na prova feminina a táctica era fazer uma prova em crescendo, o problema foi que James Magnussen, o nadador com a melhor marca mundial de sempre sem fato de poliuretano, não está na melhor forma.

James Roberts, Kyle Chalmers, James Magnussen e Cameron McEvoy (líder mundial do ano) tiveram de se contentar com o bronze.

Sun, King, Murphy e Baker avançam para as finais

No programa da noite foram nadadas quatro meias finais, os 200 metros livres masculinos com o primeiro lugar a ser assegurado pelo chinês Sun Yang;

Os 100 metros bruços femininos tiveram na americana Lilly King a mais rápida a chegar à final;

O também americano Ryan Murphy foi o dominador nos 100 metros costas masculinos;

E na mesma prova, mas nas senhoras, a primeira qualificada também foi americana: Kathleen Baker.

 


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