24 Nov, 2017

Borda D’Água #8: Quem está dentro e quem está fora

João BastosJulho 2, 20175min0

Borda D’Água #8: Quem está dentro e quem está fora

João BastosJulho 2, 20175min0

Junho foi o mês da definição das diversas selecções nacionais para as competições mais importantes da época. A convocatória para os campeonatos do mundo de Budapeste trouxe surpresas e desilusões

Ainda antes de serem constituídas as selecções que vão representar Portugal nas diferentes disciplinas da natação nos campeonatos do mundo, já a convocatória para os Campeonatos da Europa de Juniores causava alguma polémica.

Não pela convocação dos nadadores que integraram a equipa portuguesa, mas pela ausência do treinador do Algés, Miguel Frischknecht, uma chamada que faria todo o sentido tendo em conta que Raquel Pereira partia com as melhores posições na start list, entre os portugueses, que Roberto Gomes chegou a Portugal há um ano e é, por isso, o nadador menos integrado na equipa e no país e que Rafaela Azevedo era a nadadora mais jovem presente em Netanya. Apesar de não ser ainda treinada por Frischknecht, a presença do treinador principal do seu clube aportar-lhe-ia uma dose extra de confiança.

Pelo facto de Raquel Pereira ser a única nadadora com mínimo para o Mundial de Juniores, a ausência de Miguel Frischknecht do Europeu de Juniores pode-se perceber numa lógica da maior rotação possível de treinadores convocados para acompanhar a selecção nacional. Pode-se perceber, mas não se deixa de discutir…

Foto: Algés – natação

Já em relação à convocatória para o Mundiais absolutos, a controvérsia prendeu-se com a renúncia de Diogo Carvalho à competição. O capitão da selecção iria participar nos seus 5ºs mundiais de piscina longa mas pediu à Federação Portuguesa de Natação que fosse dispensado, num mês em que pôs termo à sua ligação de apenas 6 meses com o técnico Vítor Ferreira, voltando a ser treinado por Élio Terrível.

Foto: FPN

Na convocatória para as provas de águas abertas, a nota dominante é a ausência do tri-campeão nacional dos 10 km, Rafael Gil. É verdade que não cumpriu o critério de obtenção de classificações no 1º terço da tabela em etapas da Taça do Mundo, mas o Plano de Alto Rendimento das Águas Abertas dá ao Director Técnico Nacional o ingrato ónus de ter a última palavra sobre os critérios definidos.

Daí que o nadador do Benfica acalentasse legítimas esperanças de chegar ao Mundial. Este revés não deve desmotivar Rafa que terá muitas oportunidades, ao mais alto nível, para mostrar o seu valor, mas deixará, certamente, os seus adversários em Portugal a pensar na distância que os separa de um Mundial se o que ele fez este ano não foi suficiente para lá ir.

Foto: Luís Filipe Nunes

Portugal estará representado no feminino, com as suspeitas do costume: Angélica AndréVânia Neves.

Sobre as nadadores do Fluvial Portuense, duas questões se levantam: se Angélica conseguirá replicar a boa forma que exibiu quer nos nacionais, quer na etapa da Taça do Mundo de Setúbal e se Vânia vai já cumprir a sua ambição de tentar a prova dos 25 km como confidenciou na entrevista que deu ao Fair Play.

Outra dupla feminina que estará a defender as cores da natação portuguesa na Hungria é a composta pelas nadadoras de natação sincronizada Cheila Vieira e Maria Beatriz Gonçalves, que competirão nas provas de dueto livre e dueto técnico. Ainda as acompanharão a colega de equipa na Gesloures, Bárbara Costa como suplente.

Foto: FPN

Esta é apenas a terceira vez que Portugal está representado nuns campeonatos do Mundo na disciplina de natação sincronizada, mas o facto mais relevante é que é a segunda participação consecutiva, depois de em Kazan2015, Portugal ter participado nas mesmas duas provas, com dois duetos diferentes. Este facto mostra que a variante está a sofrer uma evolução consistente, como também já o tinha evidenciado Maria Beatriz Gonçalves quando, há uma semana nos Europeus de Juniores, fez história ao ser a primeira nadadora portuguesa a ultrapassar os 70 pontos numa prova internacional. Marcou 75,5 no solo de figuras e foi 14ª classificada.

Por aqui, já sabe que para não perder um lance (ou uma braçada), siga-nos no facebook ou twitter e subscreva a nossa newsletter.


Entre na discussão


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS




Newsletter


Categorias


newsletter