25 Set, 2017

Borda D’Água #5: Paolo Barelli rumo à FINA

João BastosMaio 24, 20173min0

Borda D’Água #5: Paolo Barelli rumo à FINA

João BastosMaio 24, 20173min0

O último Congresso da Liga Europeia de Natação (LEN) teve lugar em Marselha e para além das rotineiras aprovações dos Relatórios e Contas, contou com o prato forte do anúncio da candidatura do actual Presidente da LEN à Presidência da Federação Internacional de Natação (FINA).

A reunião que teve lugar no dia 13 de Maio e juntou as 75 federações nacionais que compõem a Liga Europeia que aclamaram por unanimidade a candidatura do italiano Paolo Barelli à Presidência da FINA.

A eleição do órgão máximo que tutela a natação mundial ocorrerá a 15 de Julho e Barelli surge na corrida a desafiar o actual Presidente, o uruguaio Julio Maglione.

Maglione dirige os destinos da natação mundial desde 2009 (há dois mandatos) e a relação com o italiano, nos últimos tempos, tem sido tudo menos pacífica. Numa carta que escreveu às Federações, em jeito de manifesto eleitoral, Barelli levantava graves suspeitas sobre a idoneidade dos membros do Bureau da FINA, nomeadamente o 1º Vice-Presidente, Husain Al Musallam que viu o seu nome ser associado aos escândalos de suborno que levaram à deposição de Blatter na FIFA.

Barelli questiona ainda os procedimentos que a FINA tem tomado nos últimos Congressos, tornando a recandidatura de Maglione elegível, quando em 2013 tinha sido determinado que o Presidente não podia cumprir mais de 2 mandatos, nem ter mais de 80 anos (Maglione tem 82).

Apesar de correr conta o actual Presidente, o italiano tem boas hipóteses de vencer a corrida. O apoio unânime das Federações Europeias assim o indicia.

Acresce o facto de nunca a FINA ter estado tantos anos sem um Presidente Europeu, o que não acontece desde 1984, quando o jugoslavo Ante Lambasa presidiu à Federação.

As linhas estratégicas de Paolo Barelli para a FINA passam por:

  1. Desenvolver um plano de suporte financeiro para as Federações com menores recursos;
  2. Desenvolver um plano de suporte financeiro que favoreça as Federações que apresentem melhores resultados desportivos;
  3. Desenvolver um plano de suporte financeiro às Organizações Continentais;
  4. Reforçar as regras de transparência da FINA;
  5. Dotar a FINA de mecanismos que permitam a sua defesa em casos de conflitos de interesse e interferência política (em clara menção ao 1º Vice-Presidente, Al Musallam);
  6. Separação do poder político do poder judicial, dentro da FINA;
  7. Desenvolver um plano que reforce os mecanismos à disposição da FINA na luta contra o doping;
  8. Limitar o número de mandatos e o limiar da legibilidade etária para todos candidatos ao Bureau;

Pode ler o manifesto completo aqui.

Os dados estão lançados e, em plenos mundiais de desportos aquáticos, ficaremos a conhecer o novo Presidente de uma das mais influentes federações desportivas a nível mundial.

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