24 Nov, 2017

2017: Ano de Mundial

Mariana SarmentoAbril 3, 20174min0

2017: Ano de Mundial

Mariana SarmentoAbril 3, 20174min0

O Pólo Aquático é uma modalidade coletiva que teve a sua origem na Escócia no final do século XIX. A modalidade integrou pela 1ª vez o programa olímpico em 1900, sendo que apenas em 2000 a vertente feminina passou a fazer também parte do calendário olímpico.

A Hungria é sem dúvida alguma a grande embaixadora da modalidade. A sua seleção masculina subiu por 15 vezes ao pódio nos 26 eventos olímpicos já realizados. Contudo, depois das 3 medalhas de ouro consecutivas, em Sidney (2000), Atenas (2004) e Pequim (2008), a seleção húngara foi afastada dos 3 primeiros lugares pela Sérvia (3ª em Londres 2012 e 1ª no Rio 2016), a Croácia (1ª em Londres e 2ª no Rio) e a Itália (2ª em Londres e 3ª no Rio).

Estes são de facto os países que mais se têm destacado no panorama mundial. Basta contar o número total de medalhas (soma das seleções masculinas e femininas) que conquistaram em campeonatos do mundo deste 1973: Hungria, 14 medalhas; Sérvia, 11 medalhas; Itália, 11 medalhas. É importante recordar que a Croácia surge apenas em 1992 com o fim da Jugoslávia, e que depois disso em 2006 surge também uma nova potência, Montenegro, fruto de nova separação da Sérvia.

Há vários motivos que justificam o afastamento da seleção húngara dos lugares do pódio olímpico. No final do torneio de Londres 2012, os jogadores Gergely Kiss, Tamas Kasas, Peter Biros e Zoltan Szecsi, icónicas figuras da equipa, presentes nas anteriores três edições, tricampeões olímpicos, retiravam-se após conquistarem o 5º lugar. A geração de ouro que brilhou no início do século XXI afastava-se definitivamente depois dum campeonato em que, em alguns instantes, foi possível vislumbrar a classe, a habilidade e a velocidade que sempre caracterizam o jogo húngaro. Mas a verdade é que foram apenas fugazes vislumbres.

O estilo fisicamente intenso e agressivo das equipas da ex-Jugolásvia prevaleceu em Londres e mais do que uma tendência que, desde 2009, no mundial de Roma, se destaca, tornou-se numa caraterística do jogo, enraizada pelas alterações regulamentares que vão sendo efetuadas (como a criação da linha dos 5 metros ou a redução do tempo de ataque).

Andrija Prlainovic foi o melhor marcador da final de Kazan 2015 | Foto: Vaterpolo Vesti

Em ano de Mundial, e logo como país organizador, será a Hungria capaz de lutar pelo título masculino? Recordamos que em Kazan 2015, a equipa não foi além do 6º Lugar, atrás das seleções de Montenegro, Itália, Grécia, Croácia e Sérvia, e que mais recentemente nos Jogos Olímpicos do Rio terminou o torneio em 5º lugar (ultrapassando a Grécia).

Se no plano masculino, apesar do domínio da Sérvia, atual campeã do Mundo, da Europa e Olímpica e a proximidade entre as 6 seleções europeias que têm dominado o Pólo Aquático Mundial, deixa antever um campeonato do mundo extremamente competitivo, no plano feminino, a invencibilidade dos Estados Unidos parece estar longe de ser quebrada.

Foto: Swimming World Magazine

Presença em todos os pódios olímpicos, bicampeã olímpica e campeã do Mundo em título, a equipa feminina americana parte como super-favorita à vitória em Budapeste. Serão as seleções europeias capazes de surpreender? Hungria, atual campeã da Europa, e Itália, medalha de prata nos Jogos Olímpicos, têm sido as equipas mais consistentes. Veremos se o apoio do público europeu servirá de alavanca ao regresso do título feminino ao velho continente.

A menos de 4 meses do início do evento do ano para a modalidade, e em início de ciclo olímpico, iremos seguir nos próximos meses a preparação das equipas para o Mundial do próximo Verão.


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