14 Dez, 2017

Giro de Itália: da ambição colombiana ao ‘Tri’ do Tubarão

Davide NevesMaio 3, 20176min0

Giro de Itália: da ambição colombiana ao ‘Tri’ do Tubarão

Davide NevesMaio 3, 20176min0

Começa, esta sexta-feira, a centésima edição da Volta a Itália, uma das maiores competições que o calendário do ciclismo oferece. Maiores, não só pela sua duração, mas também pela sua qualidade, fazendo parte do lote restrito de grandes voltas (juntamente com a Vuelta a España e o Tour de France).

Findada a temporada de clássicas, todos os fãs de ciclismo viram as suas atenções para Itália, para o Giro. É aquela altura da época em que os melhores lutam para envergar a camisola rosa (que é entregue ao vencedor da classificação geral) na chegada à grandiosa cidade de Milão. Este ano, na 100ª Edição, a organização procurou tentar levar o Giro a todos os pontos do país. Assim, as primeiras etapas serão nas duas ilhas que rodeiam Itália: a Sardenha e a Sicília (com passagem pelo famoso vulcão Etna). Outra novidade é o contrarrelógio final, de 29,3 km, em Milão. Pelo meio, sete etapas de alta montanha, com o ponto mais alto da edição deste ano a acontecer no Passo dello Stelvio, situado a 2758 metros de altitude. Será na 16ª etapa.

Com mais de 3500 quilómetros, divididos em 21 etapas, e com três dias de descanso pelo meio, esta edição é esperada, por parte dos seus fiéis fãs, com grande entusiasmo.

A edição passada viu Vincenzo Nibali (agora na Bahrain-Merida) levar, pela segunda vez, la maglia rosa para casa, ao bater o colombiano Johan Esteban Chavez (Orica-Scott) e Alejandro Valverde (Movistar).

Nibali, Chavez e Valverde fizeram o pódio no ano passado.
(Foto: Radio Corsa)

No que diz respeito à representação portuguesa, Rui Costa (Team UAE Emirates), José Mendes (Bora-Hansgrohe) e José Gonçalves (Team Katusha-Alpecin) levam a bandeira portuguesa até Itália.

Etapas que não pode perder

Sendo uma grande volta, muitas etapas não atraem a atenção como outras. Assim, o Fair Play preparou um breve resumo das etapas que poderão mexer nas classificações finais, bem como as mais entusiásticas.

As duas primeiras etapas são traiçoeiras. Apesar de terminarem em terreno plano, têm pelo meio algumas subidas que poderão partir o pelotão e estragar os planos aos sprinters de serviço. Depois dessas, as etapas 4 e 9 serão definidoras da classificação geral. Depois, na etapa 10, um contrarrelógio de 39,8 km irá testar os candidatos, com os especialistas a agradecerem (Dumoulin que o diga!).

A última semana é toda para ser vista. Serão cinco dias de montanha, seguidos do contrarrelógio final, no dia 28 de maio. Muita montanha, muito espetáculo, muitos ataques.

Nairo Quintana: a ambição da vitória ou a fuga a Froome?

Quintana procura a segunda vitória. E não tem Froome para lutar pelo primeiro lugar.
(Foto: Tim de Waele | TDWsport.com)

O principal candidato nesta edição centenária do Giro é, sem dúvida, Nairo Quintana (Movistar). O colombiano anunciou a sua presença nesta edição e, desde logo, um sem número de teorias começaram a circular: estaria Quintana no Giro para vencer, afastando desde logo a hipótese de vencer o Tour? Ou Quintana procura algo cada vez mais difícil, ao vencer Giro e Tour? São perguntas com argumentos bastantes razoáveis, mas a maioria aponta para a razão nuclear: Quintana, tal como Pinot, por exemplo, estão no Giro para ganhar, e para ‘fugir’ a Chris Froome (Sky), que parece, a cada ano, cada vez mais imbatível quando chega a França.

Assim sendo, Nairo Quintana parte para Itália com a ambição de vencer o Giro pela segunda vez na sua jovem carreira, depois da vitória em 2014.

Os candidatos

Para além do colombiano, Vincenzo Nibali (Bahrain-Merida) e o estreante Thibaut Pinot (FDJ) fecham o pódio dos principais favoritos. Não há duelo entre Nibali e Fabio Aru (o segundo falha por lesão, no ano onde o Giro começa na região dele), e podemos ver o primeiro vencedor francês da Volta a Itália desde Laurent Fignon, em 1989. Allez!

A Sky leva, como sempre, plano A, B e C. É como diz o provérbio popular: mais vale prevenir do que remediar! Geraint Thomas será o líder, e vai tentar provar que tem estatuto de líder nas Grandes Voltas, sendo acompanhado por Mikel Landa (terceiro classificado em 2015) e pelo jovem italiano Diego Rosa.

A BMC, em grande forma esta época, leva dois ‘rivais’: Tejay van Garderen e Rohan Dennis. O primeiro já mostrou o que vale em grandes voltas; já o australiano está cada vez melhor, a aprender na sombra do americano e do seu compatriota Richie Porte.

Para além destes, um sem número de ciclistas tentarão fechar top-10 na geral e/ou levar para casa o máximo de etapas possível. Dado a lista ser ainda extensa, serão enunciados em baixo, ordenados por equipa:

Orica-Scott: Adam Yates;

Team Sunweb: Tom Dumoulin e Wilco Kelderman;

LottoNL-Jumbo: Steven Kruijswijk;

Trek-Segafredo: Bauke Mollema;

Quick-Step Floors: Bob Jungels;

Team Katusha-Alpecin: Ilnur Zakarin;

AG2R- La Mondiale: Domenico Pozzovivo;

Movistar: Andrey Amador;

Team UAE Emirates: RUI COSTA;

Cannondale-Drapac: Davide Formolo, Joe Dombrowski e Pierre Rolland.

É um pelotão bem grande, e recheado de estrelas.
(Foto: Yuzuru Sunada)

Para as etapas de sprint, Caleb Ewan (Orica-Scott), Fernando Gaviria (Quick-Step Floors), André Greipel (Lotto Soudal), Giacomo Nizzolo (Trek-Segafredo) ou Sacha Modolo (Team UAE Emirates) serão os principais nomes.

O Giro de Itália terá cobertura diária na nossa página do Facebook, bem como análises, que ocorrerão nos três dias de descanso da prova. Uma análise extensiva, no fim da prova, será também feita, no Fair Play.


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