20 Fev, 2018

A fase de grupos já está, Portugal

Rafael RaimundoFevereiro 6, 20185min0

A fase de grupos já está, Portugal

Rafael RaimundoFevereiro 6, 20185min0
Portugal já está nas fases a eliminar do Europeu de futsal 2018. É altura de fazer um breve balanço do que aconteceu na fase de grupos da prova.

Finda a fase de grupos do campeonato da Europa de futsal é altura de fazer uma análise interna, a nível da prestação da seleção das quinas, bem como daquilo que tem sido, até ao momento a prestação das outras selecções participantes.

De recordar que esta segunda feira já se realizaram dois jogos dos quartos de final da prova. A Rússia bateu a seleção da casa, a Eslovénia, por 2-0, marcaram os golos Robinho e Eder Lima. Já o Cazaquistão venceu a Sérvia por 3-1. A seleção russa fica assim à espera de conhecer o adversário que vai sair do jogo entre Portugal e Azerbaijão, Já o Cazaquistão terá de esperar pelo resultado do Ucrânia-Espanha.

Resumo da fase de grupos

Embora algumas seleções estejam um pouco abaixo do que se esperava, os resultados acabaram por ser quase na totalidade aquilo que era previsto. Logo no grupo A acabou por acontecer a única surpresa da prova, a seleção italiana, umas das candidatas à conquista da prova, não conseguiu passar à fase seguinte. Um empate com a Sérvia e a derrota com a Eslovénia por 2-1 acabou por comprometer a possível conquista do europeu.

No grupo B a única dúvida era de quem passaria em primeiro lugar do grupo, se a Rússia ou o Cazaquistão. Acabou por ser o Cazaquistão com quatro pontos face aos dois conquistados pela seleção russa. Portugal no grupo C é a única equipa em prova que ainda não perdeu pontos.

4-1 à Roménia e 5-3 à Ucrânia deram a liderança do grupo à seleção das quinas. Os ucranianos foram segundos classificados. Apesar do susto frente à estreante França, a seleção campeã da europa acabou por conquistar o grupo D e juntamente com o Azerbaijão seguir para a fase a eliminar da prova.

Fotografia: Stephen McCarthy/UEFA

A desilusão

A Itália de Merlim, de Fortino, Mammarella, De Luca e Honorio foi a grande surpresa da prova pela negativa. A seleção italiana, num grupo em que à partida era candidata a conquistar, acabou por desiludir tendo em conta a qualidade dos jogadores e a tradição do país na modalidade. Esperava-se muito mais da seleção de  Menichelli.

A seleção das quinas

É certo que Portugal conquistou o grupo com o máximo de pontos possíveis conquistados. É também certo que marca muitos golos. Contudo, há falta de qualquer coisa. Receamos usar a palavra intensidade uma vez que Portugal acabou por jogar de acordo com o tipo de jogo dos adversários. Nem Roménia nem Ucrânia, salvo raras exceções, fizeram um pressing alto à seleção portuguesa, obrigando a que houvesse uma maior intensidade por parte do jogadores portugueses. Foi, por norma, permitido que Portugal iniciasse as suas movimentações apenas na zona do meio campo.

Ora, a jogar numa espécie de 4-0 em que não há um pivot posicional e em que todos os jogadores assim que fazem o passe correm para o espaço vazio, mais tarde ou mais cedo a bola iria entrar numa diagonal ou uma paralela. O que aconteceu.

Porém, e ainda que não muitas vezes, quando os adversários subiram as linhas de forma a pressionar os portugueses assim que a bola saía do guarda-redes, Jorge Braz deu a conhecer um jogador que pode ser muito importante para a estratégia da equipa em situações como estas. Não é o Cardinal, e embora numa posição semelhante também não são nitidamente parecidos na fora de jogar, mas sim Tunha.

O professor de educação física que meteu férias para participar na prova, garante uma forte presença junto da baliza contrária. Sempre atento aos movimentos dos colegas  apareceu muitas vezes junto ao segundo poste para finalizar. Outras tantas optou por rematar, no entanto ainda não conseguiu estrear-se a marcar pela seleção na prova.

Provavelmente um dos pontos fundamentais da análise à prestação de Portugal até agora é Ricardinho. Quando no artigo sobre os três jogadores a ter em atenção na competição falámos do caso de Ricardinho não foi por acaso. Só nos esquecemos mesmo de referir que para além de marcar de pontapé de bicicleta, pé esquerdo, calcanhar ou cabrito ainda consegue marcar de letra. Ricardinho não é um maestro, Ricardinho é “O maestro”.

A defender, a atacar, a assistir ou a marcar, o capitão português tem sido a figura da equipa e numa análise algo subjetiva arriscamos dizer que também tem sido a figura da prova. Já  não temos palavras. Um dia o próprio jogador disse que era uma mistura de Messi e Ronaldo, pois bem, as prestações comprovam-no. Estamos na presença de um jogador do outro mundo.

Fotografia: Instagram Ricardinho

O que ainda há a fazer, Portugal

A seleção portuguesa joga esta terça-feira o jogo mais importante da prova, uma vez que pode ser o último. Por essa razão não fazemos análises a possíveis adversários sem ter a certeza de que serão mesmo.Este jogo não vai ser de todo um jogo fácil, a seleção do Azerbaijão tem uma excelente equipa. Contudo, aquilo que Portugal demonstrou faz-nos acreditar que depois deste jogo continuaremos na Eslovénia. E que de lá só vamos sair no sábado e com a taça na bagagem.

Que a história comece já a ser escrita esta terça feira.


Entre na discussão


Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


CONTACTE-NOS




Newsletter


Categorias


newsletter