23 Nov, 2017

Vuelta a España 2017: o adeus de uma lenda

Davide NevesAgosto 18, 20174min0

Vuelta a España 2017: o adeus de uma lenda

Davide NevesAgosto 18, 20174min0

A última das grandes voltas do ano, no adeus de Alberto Contador, e com uma lista de nomes recheada, todos eles prontos para dar tudo pela camisola vermelha de líder. A Vuelta (19/08 a 10/09) está ao virar da esquina, cheia de montanha… e de emoção.

3 Vueltas, 2 Giro d’ Italia, 2 Tour de France. É esta a história de Alberto Contador, que pendura o capacete no final desta Vuelta. Uma lenda do ciclismo, que procura fechar com chave de ouro a carreira bem recheada de sucesso (entre outras coisas). Não há melhor sítio que em casa, mas o favoritismo não está (de todo) com “El Pistolero”. De Froome a Nibali, são muitos os que lutam pela geral deste ano. Mas já lá vamos. Com um percurso marcado pelas montanhas, os dois contrarrelógios irão ser também marcantes: o primeiro, de equipas, a abrir a Vuelta, e o contrarrelógio individual, com mais de 40 quilómetros. A etapa 3 será logo um bom prenúncio do que será esta edição, que terá nove chegadas em alto.

O Favorito

Froome procura a vermelha da geral – a sua primeira, se o conseguir. (Foto: Tim de Waele/TDWSport.com)

Só pode ser um: Chris Froome. O ciclista da Sky procura a primeira vitória na Vuelta, e já afirmou que está “em missão”, depois de nova vitória no Tour de France. O britânico tem um percurso que lhe agrada, nomeadamente com o contrarrelógio individual, na etapa 16. A equipa que a Sky leva ajuda e bastante (o que já costuma ser normal): ciclistas que andam muito bem em terreno plano (Stannard, Knees, Puccio), e outros que estarão sempre com o líder (Rosa, Nieve e Poels).

Quem pode bater Froome?

A luta será feroz, nas nove chegadas em alto que a Vuelta nos proporciona. (Foto: as.com)

A lista é intensa. Para além de Contador, muitas equipas apostam tudo, ou dão grande importância à Vuelta. Começamos pela AG2R. Romain Bardet, depois de ter terminado o Tour algo exposto, procura mostrar-se na Vuelta e o top-3 será sempre o objetivo. A Bora-Hansgrohe leva Rafal Majka como líder, depois de ter abandonado, por lesão, no Tour. Fabio Aru é o líder da Astana, com um “backup” interessante, com Miguel Angel López ou Pello Bilbao no apoio. A BMC leva Tejay Van Garderen, suportado por Damiano Caruso e Rohan Dennis, que pode finalmente confirmar um novo estatuto. A Movistar confia na juventude, com Marc Soler e Rúben Fernandéz a liderar uma equipa com um misto de juventude e experiência. A Bahrain-Merida tem Nibali no poder, e a Quick-Step confia nos líderes Bob Jungels e Julian Alaphillipe. A Katusha leva o seu líder, Zakarin, depois do top-5 no Giro d’ Italia. A Sunweb, numa grande época, coloca um tridente que pode baralhar as contas, com Warren Barguil, Wilco Kelderman e Sam Oomen. A Lotto NL-Jumbo tem como líder George Bennett, mas Steven Kruijswijk também estará presente. A Orica aposta tudo na Vuelta, com Cháves e os dois irmãos Yates. A UAE Emirates é encabeçada por Rui Costa e Louis Meintjes.

Muitos candidatos ao top-10, muitos prováveis vencedores de etapas, muitos objetivos em jogo. A Vuelta está bem “caliente” e ainda nem sequer começou.

Os portugueses

Rui Costa corre pela primeira vez na Vuelta. (Foto: thenational.ae)

Serão 5 os portugueses presentes na Vuelta. Rui Costa, pela UAE-Team Emirates irá procurar vitórias em etapas, com a geral reservada para o seu colega Meintjes. José Gonçalves está presente na equipa da Katusha, e deverá ajudar o seu líder, bem como Nélson Oliveira (Movistar). Por fim, Rafael Reis também estará presente na prova, na equipa da Caja-Rural, bem como Ricardo Vilela, pela Manzana-Postobón.

 

 


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