21 Ago, 2017

Amstel Gold Race 2017: tudo pode acontecer!

Davide NevesAbril 15, 20174min0

Amstel Gold Race 2017: tudo pode acontecer!

Davide NevesAbril 15, 20174min0

Este domingo marca o início da semana em que todos os olhos estão virados para a região das Ardenas. Acontece apenas uma semana depois do tão emocionante Paris-Roubaix – onde um Deus subiu ao Olimpo (Greg van Avermaet, campeão olímpico, venceu de forma categórica) e outro pendurou o capacete (Tom Boonen despediu-se no domingo do ciclismo profissional).

Enquanto nos aproximamos de forma veloz da primeira ‘grande volta’ do ano – o Giro de Itália -, esta semana abre o apetite para todas aquelas etapas com subidas constantes e descidas vertiginosas. A Amstel Gold Race tem, no dia de amanhã, a sua 52º edição e, nos últimos anos, tem assumido alguma importância na preparação para o monumento que irá ter lugar precisamente uma semana depois: a Liège-Bastogne-Liège. No entanto, e apenas como curiosidade, é notável dizer que, apesar de fazer parte da tão famosa Semana das Ardenas, esta clássica, com 261 quilómetros de extensão, não faz realmente uma incursão pela região. Curioso, não é? Com as suas 35 subidas existem algumas que deixam sempre mais expectativa, como as três subidas ao Cauberg. As subidas, curtas mas extremamente difíceis, chegam a atingir os dois dígitos, em percentagem de inclinação.

Os ex-vencedores procuram nova glória

Gilbert procura vencer novamente. (Foto: veloclassic.com)

Todos os anteriores vencedores, desde 2010, estão presentes. Phillipe Gilbert tem alguma importância no pelotão: venceu em 2010, 2011 e 2014, o que aliado ao excelente início de época, faz dele um crónico candidato à vitória. Outro nome que causa expetativa é o de Enrico Gasparotto. O italiano, agora a defender as cores da equipa Bahrain-Merida (colega de Vincenzo Nibali), procura a terceira vitória na prova, depois das vitórias em 2012 e na anterior edição, em 2016. Este ano, Gasparotto tem a ajuda de Sonny Colbrelli, que fechou o pódio no ano passado. Também o ex-campeão do mundo Michal Kwiatkowski procura nova vitória (venceu em 2015), e lidera a Team Sky para esse efeito, bem como Roman Kreuziger (venceu em 2013), que assume o lugar de chefe de fila da ORICA-Scott.

Estes também têm uma palavra a dizer…

Alejandro Valverde (Movistar) procura a primeira vitória na prova. (Foto: skysports.com)

Para além dos anteriores vencedores, outros assumem-se como candidatos a vencer amanhã. Começamos com Alejandro Valverde (Movistar). O espanhol não tem na Amstel a sua corrida de eleição (prefere as outras duas – La Flèche Wallonne e a Liège-Bastogne-Liège, já que as venceu por quatro e três vezes, respetivamente), mas o seu momento e a forma que apresenta (Alberto Contador que o diga!) coloca-o no topo dos favoritos. As suas vitórias na Volta à Andaluzia, à Catalunha e ao País Basco mostram que Valverde, com os seus 36 anos, vem bem preparado para levar, finalmente, a Amstel no seu palmarés.

Michael Matthews (Team Sunweb) vai tentar aproveitar uma chegada com o pelotão mais compacto e sem grandes fugas, de forma a tentar a chegada ao sprint, assim como Bryan Couquard (Direct Énergie).

Outros como Tim Wellens e Tiesj Benooit (Lotto Soudal), Greg van Avermaet (BMC), Jakob Fulgsang e o segundo classificado do ano passado Michael Valgren (Astana), apresentam-se como favoritos a fechar, pelo menos no top 10.

Para o fim, fica a equipa de Rui Costa, a UAE Team Emirates. O português, ex-campeão do mundo, leva uma equipa que está preparada para qualquer desfecho possível: seja através de Rui Costa junto dos melhores trepadores, de Diego Ulissi em ataques calculados e de longe, ou de Ben Swift, para a chegada rápida e em pelotão compacto.

Espera-nos a emoção de sempre, com os melhores especialistas da modalidade presentes. Já para o vencedor, a previsão, por aqui, recai em Alejandro Valverde, para finalmente vencer esta prova.


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