20 Ago, 2017

Billabong Pro Tahiti

Eduardo MenezesAgosto 19, 20165min0

Billabong Pro Tahiti

Eduardo MenezesAgosto 19, 20165min0

O Surf volta a ser o centro das atenções dos desportos radicais, com a mítica, deslumbrante e temida etapa do Billabong Pro Tahiti, na Polinésia Francesa, terminando assim mais de um longo mês de espera dos fãs do surf.

Fãs e admiradores do surf puderam acompanhar, na última etapa realizada na África do Sul, o retorno triunfal e emocionante do Australiano Mick Fanning a J-Bay. Local em que a cerca de um ano atrás, o Tri-Campeão Mundial foi atacado, surpreendentemente, por um tubarão durante a disputa da final, contra seu compatriota Julian Wilson. Por sorte ou força do destino, nada de grave lhe aconteceu e ele pode voltar ao mesmo mar que quase pôs fim a sua carreira e ainda conquistar a etapa sul-africana.

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Corais no Tahiti (Foto: Kirstin Scholtz)

Com janela de competições aberta entre 19/08 a 30/08, a próxima etapa realizada em Teahupo’o, com suas ondas tubulares e poderosas num local paradisíaco, poderá alterar a liderança do tour, com a troca da t-shirt amarela de Wilkinson para Florence ou Medina.

Altamente focado e competitivo, o antes irreverente Australiano Matt Wilkinson (34.250 pontos) mantém-se na liderança do Samsung Galaxy Championship Tour 2016 desde o início do campeonato. Quando, de forma surpreendente, venceu as 2 primeiras etapas do WCT em ondas australianas. Apesar de manter uma incrível regularidade no ano, sua posição no ranking nunca correu tanto perigo quanto agora e pode ser tomada por um de seus rivais.

Matt Wilkinson e seu troféu de Bells Beach - (Foto: WSL / Ed Sloane)
Matt Wilkinson e seu troféu de Bells Beach
– (Foto: WSL / Ed Sloane)

John John Florence, 2º colocado com 31.900 pontos, conquistou sua primeira etapa na carreira, o Oi Rio Pro, na cidade do Rio de Janeiro. Seguido de um 5º Lugar nas ondas tubulares de Fiji e um vice-campeonato na última etapa na África do Sul, se credenciou definitivamente a disputa do título de melhor surfista no ano de 2016. Com apenas 2.350 pontos atrás do atual líder, o jovem e talentoso Havaiano parece estar agora preparado física e psicologicamente para que o tão sonhado e aguardado título mundial volte a pertencer ao Hawai.

O líder enfrenta, talvez, o mais forte e habilidoso integrante do intitulado Brazillian Storm, com poder em manobras clássicas de borda e com habilidades de um tube rider, sem mencionar seus aéreos inacreditáveis. Gabriel Medina (29.200) já teve a glória de vencer numa final, nesse local em 2014, ninguém menos que Kelly Slater. Além de ser o atual vice-campeão das ondas de Teahupo’o, volta com tudo a corrida da Jeep Leader para tentar sagrar-se Bi-Campeão Mundial da elite do surf, feito alcançado em 2014.

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Gabriel Medina mergulha após uma nota 10 perfeita. (Foto: WSL / Kelly Cestari)

Para além dos 3 líderes, não podemos excluir praticamente ninguém desta insana busca por tubo e notas altas, com atenção ao Brasileiro Adriano de Sousa, último campeão da WSL e cada vez melhor em ondas tubulares; Jeremy Flores, actual detentor do título da etapa; os promissores surfistas do Brazillian Storm como Ítalo Ferreira e Filipinho; Michel Bourez, surfista da casa; os experientes e sempre competitivos Jordy Smith, Kay Otton, Sebastian Zietz, Nat Young, Josh Kerr e Joel Parkinson e por fim o Australiano Julian Wilson que apesar de um ano irregular apresenta talento e disposição para voltar a corrida do título de melhor surfista do ano, como fez ano passado até a derradeira prova de Pipeline.

E claro, nunca podemos de nos esquecer da maior lenda e mais vitorioso surfista do tour: Kelly Slater, o americano detentor de 11 títulos mundiais, número que leva em sua lycra, por todo seu talento e precisão em suas manobras e leitura das ondas, o maior campeão da história do surf profissional é sempre candidato a aumentar sua estatística de vitórias, podendo chegar a incrível marca de 4 títulos na temida bancada de Tehupo’o.

O que se espera é muita adrenalina num mar com ondas fortes, tenebrosas e de arrepiar qualquer um.

Notas rápidas:

1- O Tri-Campeão, Mick Fanning, não disputará a clássica prova do Tahiti. Após um ano de 2015 muito intenso e exaustivo – ataque de tubarão e a perda do irmão na noite anterior ao dia de disputa que poderia dar-lhe 4º título Mundial nas ondas mágicas do Hawai. O Australiano resolveu tirar um ano quase sabático e correr apenas algumas etapas em 2016 como aconteceu na perna Australiana, Fiji e J-Bay. Agora esperar que ele volte para mais algumas etapas…e por que não em Peniche?

2- Todas as etapas do WCT são transmitidas em directo, com narração em Inglês e Português, e podem ser vistas no site da WSL – World Surf League (www.worldsurfleague.com).

3- Atente-se ao horário e as chamadas para as provas: atualmente Portugal Continental e Madeira estão 11 horas  a frente, enquanto Açores está a 10 horas.


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