23 Ago, 2017

A World Surf League chega a Portugal!

Eduardo MenezesSetembro 23, 20167min0

A World Surf League chega a Portugal!

Eduardo MenezesSetembro 23, 20167min0

Após muita polémica no Hurley Pro at Trestles 2016, etapa disputada pelo WCT masculino, o surf da World Surf League chega a ondas Europeias. Disputas em Portugal e França, pelo WCT Masculino e Feminino, além de um QS 10,000 acontecem entre setembro e outubro.

A WSL tem sua primeira escala em Portugal, na praia de Carcavelos, Cascais. A praia Portuguesa será palco das etapas Cascais Women’s Pro e do QS Billabong Pro Cascais, com janela de competições entre 24/09 a 02/10. E Portugal pode ser o palco de um título inédito no mundo do surf profissional.

Cascais Women’s Pro

Cascais Women's Pro 2016 [Imagem: WSL]
Cascais Women’s Pro 2016 [Imagem: WSL]
 

A prova feminina pertence ao tour das melhores surfistas do mundo, atualmente liderado pela Australiana Tyler Wright (53.450). Após ser campeã da última etapa em Trestles na Califórnia, o Swatch Women’s Pro, a Aussie, vencedora de 4 etapas em 2016 e a 5º colocada do tour 2015, tentará manter sua liderança e confirmar-se como principal indicada ao título de 2016.

Em sua perseguição está a Americana Courtney Conlongue (46.200), que defende seu título em águas lusas, e pode alcançar o primeiro posto do tour já nesta etapa e assim apimentar ainda mais a disputa.

Carissa Moore (HAW) é outra candidata a ser melhor surfista de 2016. Com 42.500 pontos, a Hawaina 3º colocada no ranking, pode ficar muito próxima da Aussie caso some os 10.000 pontos da etapa em Cascais. Por fora, correm a outra Havaina Tatiana Weston-Webb (38.450), vencedora da etapa Americana, Vans US Open of Surfing 2016 e Stephanie Gilmore (AUS), 5º colocada (37.300) e vice-campeã da última etapa do WCT Feminino.

A Portuguesa Teresa Bonvalot está na bateria 3, do round 1.  A jovem surfista local, campeã Européia Júnior 2016 da WSL, enfrenta a atual líder do campeonato, Tyler Wright, e Bianca Buitendag (ZAF), 12º do ranking, por uma vaga no próximo round. Um heat muito difícil, mas com os adeptos Portugueses ao seu lado, uma ótima surpresa poderá acontecer.

Women's Championship Tour Jeep Leader 2016 [Imagem: WSL]
Women’s Championship Tour Jeep Leader 2016 [Imagem: WSL]
 

Tyler pode já sagrar-se campeã do tour 2016,caso vença a etapa de Cascais e Courtney Conlogue fique em 5º ou abaixo na classificação da etapa Portuguesa. Fique atento e não perca, quem sabe, a conquista do inédito título mundial para a Australiana.

Tanto a etapa feminina quanto o QS masculino, têm janela de competições entre 24/09 e 02/10 e serão realizados na Praia de Carcavelos, com chamadas às 7:30,  horário local. Dependendo das condições do mar, os eventos podem ser realizados na praia do Guincho, Cascais.

A importância do Billabong Pro Cascais by Allianz.

A elite do surf mundial masculina é composta por 34 atletas, sendo que 32 surfistas se classificam pelo ranking do WCT ou pelo Qualifying Series (QS). Os 22 primeiros do WCT garantem sua vaga para todas as etapas do ano seguinte, igualmente aos 10 primeiros da divisão de acesso. Sendo que fica a cargo da comissão da WSL escolher mais 2 surfistas para serem wildcards da época, que correrão todas as etapas do tour principal, mesmo que não tenham conseguido a classificação. Normalmente são surfistas do CT, que por motivo de lesões no ano, foram impedidos de competir e, consequentemente, se garantir no tour. Por fim, para completar cada etapa são escolhidos mais 2 wildcards, podendo ser através de convites, normalmente atletas locais, ou via trials.

Billabong Pro Cascais 2016 [Imagem: WSL]
Billabong Pro Cascais 2016 [Imagem: WSL]
 

Porém diferente de outros desportos, como o glorioso futebol, os atletas da, digamos, da 1º divisão podem participar de eventos da divisão de acesso, e assim, terem possibilidades de conquistar uma vaga pelo QS, caso não estejam entre os 22 do tour principal. Com a época chegando a sua reta final, muitos surfistas da elite precisam se garantir somando pontos pela divisão de acesso.

Para além disso, as etapas do Qualifying Series se diferem a nível de pontuação e premiação. O número a frente da sigla QS identifica o máximo de pontuação em jogo, o Billabong Pro Cascais é um QS 10,000, dando assim ao vencedor 10.000 pontos na corrida para o acesso a elite do surf. Aplica-se a mesma lógica para os QS 1,000, QS1,500, QS3,000 e QS6,000. A etapa Azores Airlines, um QS 6,000, realizada no mês de Setembro na ilha de São Miguel, rendeu 6 mil pontos ao Brasileiro Ian Gouveia.

Saiba como ficou o Azores Airlines 2016.

Logo, é possível ver o nível de importância das etapas Lusas para a definição do próximo ano, sobretudo o QS Cascais, uma vez que haverá somente mais dois QS 10,000, que ocorrem no Hawai, válidos pela Tríplice Coroa Hawaiana, juntamente com a etapa de Pipeline válida pelo WCT.

Um ótimo aquecimento para o tão esperado Ripcurl Pro Portugal,  de 18/10 a 29/10, na praia de Supertubos em Peniche.

Com tudo isso, pode-se esperar grandes disputas e atletas da elite em Cascais. Com 16 surfistas do WCT, além de muitos Portugueses, não faltará emoção na disputa para uma vaga no tour de 2017.

Atletas do WCT no Billabong Pro Cascais: Jadson Andre (BRA), Adam Melling (AUS), Alex Ribeiro (BRA), Alejo Muniz (BRA), Stuart Kenedy (AUS), Sebastian Zietz (HAW), Miguel Pupo (BRA), Keanu Asing (HAW), Italio Ferreira (BRA), Caio Ibelli (BRA), Dusty Payne (HAW), Matt Banting (AUS), Jack Fresstone (AUS), Davey Chatels (AUS), Jeremy Flores (FRA), Kanoa Igarashi (USA).

Surfistas locais: Nic von Rupp, Frederico Morais, Vasco Ribeiro, Tomas Fernandes, Pedro Henrique, José Ferreira e Marlon Lipke.

Menções honrosas a: Aritz Aranburu (ESP), Mason Ho (HAW) e Ricardo Christie (NZL) nomes conhecidos do tour principal da WSL; Leonardo Fioravanti (ITA) 5º lugar em Margaret River; Tanner Gudauskas (USA) e Brett Simpsom (USA) 3º e 5º colocados em Trestles, respectivamente.

Confira a classificação do QS masculino.

Confira a matéria, no site da WSL, sobre a corrida para a elite (Em inglês).

Em tempo:

WCT: Jordy Smith sagrou-se campeão da última etapa do Samsung Galaxy Championship Tour 2016, na Califórnia e entrou na briga pela disputa do título mundial, assumindo o 4º posto com 35.200 pontos a 3 etapas do fim. Classificação WCT.

Dedo do técnico: Glenn Hall, surfista reformado do tour em 2015, é técnico de Tyler Wright e Matt Wilkinson e pode ser campeão 2x esse ano. Wilko é terceiro colocado no WCT.

Talento em família: o apelido não é mera coincidência, Tyler é irmã de Owen Wright atleta do tour profissional masculino, 5º em 2015, afastado dessa época após uma grave queda em Pipeline, num free surf antes da etapa de dez/2015, onde lesionou-se, tendo uma concussão cerebral, após um traumatismo craniano, que limitou movimentos e equilíbrio. Owen voltou a surfar apenas 7 meses depois de muita luta e trabalho de recuperação.


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