20 Out, 2017

Os 11 melhores da Ekstraklasa

Francisco da SilvaMaio 5, 20179min0

Os 11 melhores da Ekstraklasa

Francisco da SilvaMaio 5, 20179min0

Ao longo dos últimos 10 meses, a Ekstraklasa tem permitido formar novos talentos, consagrar profícuos veteranos e alimentar ávidos aficionados. A 6 jornadas do término da competição e por forma a evitar ser influenciado pela classificação final, o Fair Play decidiu reunir um conjunto de jogadores capazes de formar o onze mais decisivo e meritório da atual edição do campeonato polaco.

Guarda-redes: Matus Putnocky (Lech Poznan)

Dificilmente a escolha para esta posição podia ser diferente. A temporada de estreia de Putnocky em Poznan, já abordada pelo Fair Play aqui, tem sido verdadeiramente sensacional com exibições exuberantes e inúmeras nomeações para melhor jogador em campo, que contribuem decisivamente para que o Lech Poznan tenha de longe a melhor defesa da Ekstraklasa. O gigante eslovaco de 195 centímetros alia compleição física a diversos atributos técnicos como agilidade, posicionamento e jogo aéreo que fazem dele o guardião mais difícil de bater na competição. Em 24 jogos disputados, Putnocky manteve a sua baliza intacta por 15 vezes e apresenta até ao momento a admirável média de 1 golo sofrido por cada 2 jogos.

Matus Putnocky | Fonte: przegladsportowy.pl

Defesa Direito: Tomasz Kedziora (Lech Poznan)

O lateral polaco é um daqueles talentos que não engana e certamente irá zarpar em breve de Poznan. Se após uma desinspirada época de 2015/2016 subsistiam dúvidas sobre a real valia de Kedziora, todas estas foram dissipadas ao longo da presente temporada. Até ao momento, Kedziora falhou apenas 1 único encontro para o campeonato, assumindo-se como um dos indispensáveis para o treinador Nenad Bjelica fruto da enorme intensidade e competência que o polaco oferece ao corredor direito. A qualidade no processo defensivo e ofensivo deste talento polaco, salientada aqui na rubrica “FP Scouting”, colocam-no num patamar de excelência entre os laterais mais promissores do centro e leste europeu.

Tomasz Kedziora | Fonte: przegladsportowy.pl

Defesa central: Michal Pazdan (Legia Warsaw)

A segunda temporada de Pazdan ao serviço da equipa da capital polaca tem servido para demonstrar a qualidade e utilidade do polaco no eixo defensivo legionisci. Apesar dos inúmeros problemas físicos que assolaram o central na época transata e no início da temporada presente, o polaco conquistou o seu lugar no onze da formação de Jacek Magiera e é hoje dono e senhor da camisola “2” do Légia de Varsóvia. Aos 29 anos, Pazdan é um dos capitães de equipa e a voz de comando do seu eixo defensivo, sendo capaz de disfarçar o seu défice técnico e tático com a típica agressividade e tenacidade polaca.

Michal Pazdan | Fonte: sport.se.pl

Defesa central: Guti (Jagiellonia Bialystok)

Chegar, ver e vencer. Na primeira temporada fora do Brasil, Guti tem vindo a demonstrar que tem qualidade futebolística mais do que suficiente para se afirmar no continente europeu. Os argumentos do central brasileiro são diversos e incluem um fortíssimo jogo aéreo, uma boa saída e condução de bola, bem como, uma superior capacidade atlética capaz de dobrar e compensar os seus colegas defensivos com relativa facilidade. Michal Probierz, técnico do Jagiellonia Bialystok, já não prescinde do brasileiro, tornando-o numa figura basilar na segurança defensiva do atual líder do campeonato e o 2º jogador mais utilizado da equipa.

Guti | Fonte: mp9sports.com

Defesa esquerdo: Ricardo Nunes (Pogon Szczecin)

O corredor esquerdo desta formação fica entregue a um português. Apesar da excelente temporada de Piotr Tomasik, o impacto de Ricardo Nunes na sua equipa é tal que este merece estar presente no onze ideal da Ekstraklasa. Aos 30 anos, o lateral formado nas escolas do Benfica é o defesa com maior preponderância ofensiva (em igualdade com Tomasik) no campeonato fruto de 2 golos e 7 assistências em 28 partidas. Para os mais distraídos, resta sublinhar que o português de raízes sul africanas é um lateral moderno com uma enorme capacidade física, que se mostra quer na sua incorporação no processo ofensivo quer na sua competência defensiva.

Ricardo Nunes | Fonte: sport.wp.pl

Médio centro: Vadis Odjidja-Ofoe (Legia Warsaw)

Se há jogador nesta lista que não necessita de apresentações é Odjidja-Ofoe. O belga chegou à Polónia esta temporada à procura de revitalizar a sua carreira após uma passagem menos feliz por terras de sua majestade e, até ao momento, tem aproveitado da melhor forma a sua estadia por Varsóvia. Em 25 jogos disputados, o possante médio tem 3 golos apontados, 8 assistências realizadas e diversas exibições de encher o olho. Especialmente após Jacek Magiera assumir o comando técnico do Légia de Varsóvia, Odjidja-Ofoe tem voltado a demonstrar toda a sua qualidade ao nível da recuperação de bola, domínio territorial e físico do meio-campo, bem como, capacidade de aparecer em zonas de finalização.

Vadis Odjidja-Ofoe | Fonte: echodnia.eu

Médio centro: Mateusz Matras (Pogon Szczecin)

O gigante médio defensivo da formação de Szczecin está longe de ser um desconhecido para os seguidores da Ekstraklasa, mais não seja pelos 193 centímetros do polaco que não o deixam passar despercebido. Porém, Matras é muito mais do que um monstro físico. Aos 26 anos, este “6” de passada larga é o pêndulo da sua equipa, quer pelo seu forte sentido posicional quer pela sua qualidade de passe que permite ao Pogon iniciar o seu momento ofensivo logo após a recuperação de bola. Em 2016/2017, Matras elevou o seu patamar futebolístico e, além da habitual qualidade no seu meio-campo defensivo, associou ao seu cardápio um instinto goleador anómalo: 5 golos e 3 assistências em 28 jogos, que fazem do médio defensivo polaco uma referência na sua posição.

Mateusz Matras | Fonte: sport.interia.pl

Médio ofensivo: Konstantin Vassiljev (Jagiellonia Bialystok)

A nomeação de Vassiljev para esta seleção é talvez a escolha mais unânime, parcialmente justificada pelo Fair Play aqui. Aos 32 anos, Vassiljev está a realizar a melhor temporada de sempre em termos individuais e coletivos, ao ponto de este se ter tornado a figura de proa do líder da Ekstraklasa, bem como, o jogador mais decisivo do campeonato. O camisola “5” do Jagiellonia Bialystok é um jogador de elevado recorte técnico com um arsenal ofensivo ao nível do remate e finta deveras letal. Em 26 partidas disputadas, o médio ofensivo estónio fez balançar as redes adversárias por 13 vezes e ainda realizou 14 passes para golo. Em suma, mais de 47% dos golos marcados do Jagiellonia têm carimbo deste médio ofensivo báltico.

Konstantin Vassiljev | Fonte: przegladsportowy.pl

Extremo direito: Miroslav Radovic (Legia Warsaw)

A escolha de Radovic não prima pela originalidade, contudo, era difícil ficar indiferente ao renascimento do mágico sérvio às mãos de Jacek Magiera detalhado aqui. Desde que o jovem técnico polaco ingressou no clube da capital polaca, Radovic garantiu um lugar no onze do “seu” Légia e voltou a espalhar toda a sua classe pelos relvados polacos. 10 golos (2º melhor marcador da sua equipa) e 9 assistências (jogador do Légia com mais assistências) em 23 partidas dão dimensão ao jogador mais influente do conjunto legionisci, dono de uma qualidade técnica e capacidade de desequilíbrio nas alas que atemoriza os seus adversários/marcadores diretos.

Miroslav Radovic | Fonte: gazetaolsztynska.pl

Extremo esquerdo: Ádám Gyurcsó (Pogon Szczecin)

A época tranquila do Pogon tem feito emergir alguns bons valores, até então desconhecidos, na Ekstraklasa. Um desses jogadores é o húngaro Gyurcsó que na sua época de estreia tem rubricado exibições muito interessantes e acumulado golos e assistências. Gyurcsó é mesmo o único totalista no campeonato do Pogon Szczecin, o que diz bem da sua importância para o técnico Kazimierz Moskal, que já não prescinde da velocidade, facilidade de remate e qualidade nas bolas paradas do extremo húngaro. Em 31 jogos disputados, Gyurcsó soma 5 golos e 9 assistências ao seu pecúlio, abrindo imenso apetite para aquilo que este pode fazer na próxima temporada.

Ádám Gyurcsó | Fonte: 24.hu

Avançado centro: Fedor Cernych (Jagiellonia Bialystok)

A frente de ataque fica entregue a este avançado lituano bastante móvel e polivalente que tanto pode atuar sozinho na área como descair para uma das alas. Na presente temporada, Cernych até tem jogado mais vezes na ala, no entanto, a facilidade de remate, o faro de golo e a mobilidade do lituano tornam-no num avançado versátil e letal bastante útil para a equipa. Apesar de ainda faltarem 6 partidas para o término da Ekstraklasa, Cernych já superou os seus melhores registos na competição, acumulando até ao momento 12 tentos e 7 assistências em 28 jogos disputados. Assim, é seguro dizer que parte do sonho do Jagiellonia Bialystok está nas mãos do 3º jogador com maior preponderância ofensiva no campeonato.

Fedor Cernych | Fonte: sportowefakty.wp.pl


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