23 Ago, 2017

Serie A 2016/2017 – Antevisão

Ricardo LestreAgosto 19, 201621min0

Serie A 2016/2017 – Antevisão

Ricardo LestreAgosto 19, 201621min0

A Serie A está de regresso com uma série de “caras novas”, mexidas profundas e uma rivalidade intensa: Juventus, entre Higuaín e a saída de Pogba; Roma com empréstimos sonantes; Inter entre uma saída de treinador e uma possível crise? Milão decepção no mercado será revelação no campeonato? Em Nápoles prepara-se um futuro de sucesso? Estas e outras dúvidas aqui na antevisão da liga italiana.

Juventus

2015/2016: Campeão
Estrela: Paulo Dybala
A seguir: Marko Pjaca
Treinador: Massimiliano Allegri
Estádio: Juventus Stadium (41.475 espectadores)
Títulos: 32

Não é obra do acaso a hegemonia da Vecchia Signora. Os anos passam, mas a Juventus continua a provar o porquê da sua sequência de recordes. É um clube campeão, ganhador. Um clube de enormes proporções que não atira a toalha ao chão nas fases menos positivas. Um clube que para além de demonstrar um grande coração, utiliza a astúcia como sua principal arma. A temporada transacta oscilou entre extremos. Por um lado, os comandados de Massimiliano Allegri registaram um dos piores arranques dos últimos tempos com 3 derrotas em 6 jogos e por outro, já no fecho, alcançaram o segundo pentacampeonato na sua e na história de todo o futebol italiano. Para 2016/2017, os Bianconeri contam com duas mexidas no plantel absolutamente bombásticas. Numa primeira instância, Pipita Higuaín foi adquirido ao Nápoles por uma verba a rondar os 94 milhões de euros e, recentemente, Paul Pogba sofreu o trajecto inverso ao assinar contracto com o Manchester United por, nada mais, nada menos que 105 milhões de euros.  A chegada do goleador argentino acaba por desfalcar e muito um rival directo na luta pelo título e promete imensos golos, não fosse Paulo Dybala o seu parceiro na dianteira. A opção Mandžukić, ao invés do esperado, ganhou força e o croata será um enorme trunfo para Allegri. Com a baliza e uma linha defensiva bem firmes, resta saber em que medida a saída de Pogba afectou o meio-campo. O desfalque é, obviamente, significativo, até porque o estatuto de um jogador multi-funções não se substitui com facilidade. No entanto, Miralem Pjanić deverá assumir a posição do internacional francês ainda que a Juve continue à procura de um elemento extra com características defensivas. Fora o resto, avizinha-se mais uma dura travessia para o campeão. Inegável. Mas se algo tem esta equipa demonstrado ano após ano, é a capacidade de contornar todos os obstáculos possíveis e imaginários.

Foto: ESPN
Foto: ESPN

Nápoles

2015/2016: 2º lugar
A estrela: Marek Hamšík
A seguir: Piotr Zielinski
Treinador: Maurizio Sarri
Estádio: San Paolo (60.240 espectadores)
Títulos: 2

Depois de uma época 2015/2016 memorável, causando um certo incómodo ao campeão em título, o Nápoles parte para um novo teste com a pole-position na mira. Aliás, não se espera menos de uma equipa que tanto surpreendeu a crítica ao leme do icónico Maurizio Sarri. Futebol atraente, explosivo e com uma gigante propensão ofensiva marcada pela frente de ataque assombrosa liderada por Gonzalo Higuaín. A saída do argentino causará mossa, em várias vertentes, e o seu substituto, Arkadiusz Milik, padece de outro tipo de qualidades que não o instinto goleador. A janela de transferências Partenopei têm-se prendido mais com entradas do que saídas. Será interessante verificar, por exemplo, como Sarri potenciará Piotr Zielinski no centro do terreno, visto que o meio-campo composto por Jorginho, Allan e Hamsik se apresentou a um excelente nível. Emanuele Giaccherini e Filip Raicevic, sérvio que se destacou ao serviço do Vicenza, são outros atletas que irão atribuir um diferente espaço de manobra ao seu treinador. A designada Máquina de Sarri sabe o quão árdua é a tarefa. No entanto, o principal objectivo passa por fazer ainda melhor do que o ano passado.

Foto: goal.com
Foto: goal.com

AS Roma

2015/2016: 3º lugar
A estrela: Mohamed Salah
A seguir: Diego Perotti
Treinador: Luciano Spalleti
Estádio: Olímpico de Roma (73.261 espectadores)
Títulos: 3

Na capital, o desfecho obtido acabou por cobrir um pouco a desilusão naquela que foi a era de Rudi Garcia. O sucessor, Luciano Spalleti, gerou uma enorme divisão de opiniões no seio dos Giallorrossi mas, na verdade, o técnico italiano colocou a Roma num patamar completamente diferente quando iniciada a segunda volta do campeonato. A linha defensiva sofreu um forte upgrade, não fosse este sector o tendão de Aquiles da equipa no ano passado, com as entradas de Bruno Peres, Juan Jesus, Thomas Vermaelen, Federico Fazio e do português Mário Rui, todos atletas com créditos firmados no futebol europeu. Spalleti tem, de facto, um vasto leque de matéria-prima de qualidade – certamente que se confirmarão várias saídas de modo a equilibrar a balança – à sua disposição. Com o maior foco no trio Mohamed Salah-El Sharaawy-Perotti (juntando Edin Dzeko como alternativa) e perante alguns ajustes, a AS Roma pode e deve assumir um ataque localizado ao top-3.

Foto: news.superscommesse.it
Foto: news.superscommesse.it

Inter

2015/2016: 4º lugar
A estrela: Mauro Icardi
A seguir: Antonio Candreva
Treinador: Frank De Boer
Estádio: Giuseppe Meazza (80.018 espectadores)
Títulos: 18

O Internazionale terá a oportunidade de se redimir paulatinamente. Roberto Mancini abandonou o cargo dos Nerazzurri e o seu trabalho ficou, mais uma vez, aquém das expectativas. O polo azul de Milão terminou no 4º posto a 13 pontos da AS Roma e a 24 (!) da Juventus e o futebol practicado, ao contrário do Nápoles, não empolgou em nenhuma ocasião. As ideias de Roberto Mancini e da direcção acabaram por não coincidir e Frank De Boer foi apresentado no imediato como novo head coach da equipa ainda na pré-temporada. O sistema táctico sofrerá alterações pelo que se o holandês reeditar o trabalho realizado no Ajax, jogará em 4-3-3 tentando assumir o jogo com uma certa insistência nas alas, mas com alguns desequilíbrios defensivos no momento da perda do esférico. De Boer não é um fora de série, porém, poderá trazer ao Internazionale algo novo, fresco. Sem grandes adições/saídas no plantel e com a continuidade de unidades importantíssimas como Handanovic, Mauro Icardi, a dupla de centrais Miranda-Murillo, Jovetic e Perisic, o cenário, embora permaneça uma incógnita, ganha outro tipo de confiança.

Foto: ESPN
Foto: ESPN

Fiorentina

2015/2016: 5º lugar
A estrela: Nikola Kalinic
A seguir: Federico Bernardeschi
Treinador: Paulo Sousa
Estádio: Artemio Franchi (47.290 espectadores)
Títulos: 2

Muito contestado aquando da sua chegada para o comando técnico dos Viola, Paulo Sousa não tardou a impor o seu futebol de posse e bem focado no ataque. A Fiorentina teve um período inicial absolutamente estrondoso e figurou, inclusive, no lugar de topo da Serie A. Perspectivou-se uma época muito acima da média para a realidade da Fiore mas, conforme o avanço das jornadas, a sua forma caiu a pique. O 5º posto não deixa de ser, ainda assim, um feito assinalável. O núcleo é bastante coeso e contém jogadores de extrema importância – Kalinic, Matías Vecino e Borja Valero surgem patamar superior – para atacar a nova época. A necessidade de reforços é mais que óbvia – Di Maio e Hrvoje Milic, ambos defesas e Cristian Tello já foram confirmados – até porque “sem ovos não se fazem omeletes”, mas Paulo Sousa já deu provas suficientes de que pode manusear, de forma eficiente, o material que tem à sua disposição.

Foto: runningtheshowblog.wordpress.com
Foto: runningtheshowblog.wordpress.com

Sassuolo

2015/2016: 6º lugar
A estrela: Domenico Berardi
A seguir: Gregoire Deffrel
Treinador: Eusebio Di Francesco
Estádio: Città del Tricolore (20.084 espectadores)
Títulos: 0

O feito extraordinário de 2015/2016 não passou despercebido a ninguém. O Sassuolo brilhou e é o modelo perfeito a seguir para as formações de média-baixa cotação que ascendem à Serie A. Não existe um ingrediente-chave. Os três anos vividos no topo do futebol italiano são fruto de muito trabalho, aposta na prata da casa e de uma gestão minuciosa, longe de investimentos milionários. Di Francesco, treinador dos Neroverdi, tem resistido ao assédio exterior direcionado a algumas das suas principais armas como Domenico Berardi e Nicola Sansone e com isso a equipa demonstrou um equilíbrio constante ao largo da época. A chegada de Alessandro Matri proveniente do AC Milan injectará mais experiência na dianteira e alargará as escolhas do seu manager tal como Letschert, uma das maiores pérolas do moderno Utrecht. Afastado o Luzern da Suiça num dos play-offs da Liga Europa, segue-se o Estrela Vermelha e o sonho do Unione Sportiva Sassuolo Calcio não vai ficar por aqui.

Foto: forzaitalianfootball.com
Foto: forzaitalianfootball.com

AC Milan

2015/2016: 7º lugar
A estrela: Carlos Bacca
A seguir: Suso
Treinador: Vincenzo Montella
Estádio: San Siro (80.018 espectadores)
Títulos: 18

O colosso emblema de Milão atravessa períodos amargos. Contratações milionárias e ao mesmo tempo incompreensíveis, despedimentos ridículos – como o caso de Siniša Mihajlović – e decisões frequentemente erradas. A gestão em tempos brilhante de Silvio Berlusconi e Adriano Galliani não tem remédio. É, actualmente, uma gestão danosa. Que prejudica a identidade do AC Milan por não apostar na colocação de várias lendas do clube nos demais órgãos directivos. No meio de um eterno impasse que rodeou o futuro da instituição nas mãos de investidores chineses, Vincenzo Montella foi o eleito para substituir Cristian Brocchi no comando. A contestação fez-se sentir. Montella fora uma lenda da AS Roma e não do AC Milan. Retirando esse pequeno percalço, a sua experiência como treinador demonstrou que as suas ideias são bem definidas e o futebol que pretende é agradável a olho nu. Todavia, terá de lhe ser atribuído tempo e espaço para retirar o melhor do nada famoso leque de jogadores que irá liderar.

Foto: gazzettaworld.com
Foto: gazzettaworld.com

Lazio

2015/2016: 8º lugar
A estrela: Lucas Biglia
A seguir: Keita Baldé
Treinador: Simone Inzaghi
Estádio: Olímpico de Roma (73.261)
Títulos: 2

A Lazio já respirou bem melhor. A última posição atingida não reflecte em nada o potencial da equipa Biancocelesti e a situação não se desmoronou muito por culpa de Simone Inzaghi. O ex-internacional italiano substituiu Stefano Pioli numa fase adiantada e conseguiu segurar levemente o barco. Contratações interessantes como Milinkovic-Savic e Kishna não renderam como o esperado. Marcelo Bielsa chegou a ser oficializado como grande aposta da direcção mas a estadia de El Loco durou apenas dois dias. Inzaghi voltou ao comando e já confirmou novas e interessantes transferências como a de Leitner, Bastos e Wallace. Se porventura a Lazio regressar ao topo, como em 2014/2015, o Calcio elevará a fasquia da competitividade.

Foto: calcionews24.com
Foto: calcionews24.com

Chievo

2015/2016: 9º lugar
A estrela: Valter Birsa
A seguir: Paul-Jose Mpoku
Treinador: Rolando Maran
Estádio: Marc’Antonio Bentegodi (39.371 espectadores)
Títulos: 0

Para o Chievo, lutar pela manutenção era quase como uma constante. 2015/2016 mudou radicalmente o estigma dos Gialloblu. Rolando Maran, o obreiro da classificação, conseguiu atribuir um certo atrevimento ofensivo e recolheu, mais tarde, os seus frutos. Está prestes a começar um novo ano. Repetir a façanha não deve ser um dado adquirido se não provável. O mais indicado é assegurar o mais cedo possível a manutenção e manter um pouco daquilo que fez os homens de Verona contrariarem o esperado. Só com Daprelà em iminência de se juntar ao plantel, devido à realidade financeira do clube, Maran terá um árduo desafio pela frente.

Foto: larena.it
Foto: larena.it

Empoli

2015/2016: 10º lugar
A estrela: Riccardo Saponara
A seguir: Assane Dioussé
Treinador: Giovanni Martusciello
Estádio: Carlo Castelanni (19.847 espectadores)
Títulos: 0

O Empoli é outro exemplo de sucesso na primeira liga italiana. O profundo golpe provocado pelos abandonos de peças cruciais, como o treinador Maurizio Sarri e os jogadores Matías Vecino, Daniele Rugani e Elseid Hysaj não abalou a confiança dos Azzurri que registaram, inclusive, um melhor resultado em comparação à época de Sarri. A escolha inesperada recaiu em Marco Giampaolo que com um 11 base rotinado silenciou tudo e todos, superiorizando-se a conjuntos de maior dimensão.  Um pouco à imagem do Chievo, a manutenção para 2016/2017 é o principal aspecto a ter em conta, mas no futebol existe sempre um pequeno espaço para sucessivas surpresas.

Foto: empolichannel.it
Foto: empolichannel.it

Génova

2015/2016: 11º lugar
A estrela: Leonardo Pavoletti
A seguir: Lucas Ocampos
Treinador: Ivan Juric
Estádio: Luigi Ferraris (36.599 espectadores)
Títulos: 9

A equipa perdeu alguns elementos importantes (à cabeça as saídas de Ansaldi, para o Inter, e de Suso, que terminou o empréstimo, regressando agora ao Milan), mas chegaram reforços interessantes ao Luigi Ferraris, que podem permitir ao clube manter uma ideia de jogo positiva, e que permita ao Genoa entrar em campo em praticamente todos os jogos com o intuito de ganhar. As chegadas de Ocampos e Giovanni Simeone podem dar outra capacidade ofensiva, e o regresso de Miguel Veloso dará outra experiência e profundidade ao meio-campo. Juric terá desde logo um problema pela frente nas primeiras semanas, com Mattia Perin a regressar em Setembro aos relvados, estando ainda a recuperar de uma rotura de ligamentos, sofrida em Abril, numa partida frente ao Sassuolo.

Foto: pianetagenoa1983.net
Foto: pianetagenoa1983.net

Torino

2015/2016: 12º lugar
A estrela: Adem Ljajić
A seguir: Iago Falqué
Treinador: Siniša Mihajlović
Estádio: Olímpico Grande Torino (27.958 espectadores)
Títulos: 7

Desapontante. O 12º lugar obtido em 2015/2016 não espelha o verdadeiro potencial da turma Granata. Foi uma temporada de altos e baixos, recheada de lesões e com uma troca Ventura- Mihajlović no comando técnico. No entanto, as belas demonstrações de Baselli, Bruno Peres e Belotti esfriaram o pouco famoso trajecto marcado por alguma contestação da massa adepta. A base do Torino é sólida, sustentável por muito que a saída de Glik seja uma baixa de vulto. As exigências continuam em alta e não há qualquer margem de erro para o novo Il Toro. Os lugares de acesso à Liga Europa são, agora mais do que nunca, uma meta a atingir.

Foto: ilcalciomagazine.it
Foto: ilcalciomagazine.it

Atalanta

2015/2016: 13º lugar
A estrela: Maurício Pinilla
A seguir: Alejandro Goméz
Treinador: Gian Piero Gasperini
Estádio: Atleti Azzurri d’Italia (26.562 espectadores)
Títulos: 0

Emblema catalogado por normalmente se posicionar na metade inferior da tabela, a Atalanta, pelas mãos do contestado Edy Reja, cumpriu com o exigido: a manutenção. Em termos de destaques individuais, de ressalvar Marten De Roon e Alejandro Goméz, que abrilhantaram, tal como Sportiello na baliza, os jogos dos Orobici. O interesse em De Roon concretizou-se neste mercado e o holandês rubricou um contracto com o Middlesbrough da Premier League, deixando um enorme vazio na posição. Gian Piero Gasperini, ex-Génova, é agora o novo comandante, mas, por muito que se pretenda colocar a Atalanta em voos mais altos, os objectivos propostos não deverão fugir à realidade.

Foto: repstatic.it
Foto: repstatic.it

Bolonha

2015/2016: 14º lugar
A estrela: Mattia Destro
A seguir: Amadou Diawara
Treinador: Roberto Donadoni
Estádio: Renato Dall’Ara (38.279 espectadores)
Títulos: 7

O Bolonha viveu tempos bastante conturbados sob a tutoria de Delio Rossi, até à 10ª jornada, e assim que Roberto Donadoni pegou de estaca, o futebol Rossoblù ganhou um outro sorriso. As aquisições dos jovens Amadou Diawara, Donsah e Erick  Pulgar deixaram excelentes impressões e, contrastadas com a experiência de Mirante, Rossettini, Giaccherini, Destro e Brienza, formaram um elenco interessantíssimo. Assim que a manutenção fora matematicamente possível, o Bolonha tirou o pé do acelerador e desperdiçou uma boa oportunidade para se destacar na classificação. As recentes aquisições (Dzemaili e Adam Nagy) revelam a enorme capacidade de trabalho do clube no mercado de transferências. O Bolonha tem condições para, sem grandes alaridos, causar uma bela surpresa neste campeonato.

Foto: worldfootball.net
Foto: worldfootball.net

Sampdoria

2015/2016: 15º lugar
A estrela: Fabio Quagliarella
A seguir: Bruno Fernandes
Treinador: Marco Giampaolo
Estádio: Luigi Ferraris (36.599 espectadores)
Títulos: 1

Se o congénere Génova acabou por desiludir no cômputo geral, o que dizer da Samp? Terrível. De um lugar europeu para um lugar próximo da linha de água. Desde cedo que o desastre se desenvolveu pelas mãos de Walter Zenga, ao sofrer um humilhante afastamento aos pés do Vojvodina na Liga Europa. Os Blucerchiati nunca encontraram a sua zona de conforto. Boas peças, jogo de posse, mas defensivamente, uma nulidade. E isso custou bem caro à equipa. Primeiro Zenga e, mais tarde, Montella não conseguiram encontrar um sistema compatível e a Sampdoria atravessou tempos muito delicados. Marco Giampaolo, depois de deixar óptimas impressões ao serviço do Empoli, assumiu as rédeas do novo projecto e é com grande entusiasmo que se preza pelo futuro desta histórica instituição.

Foto: abola.pt
Foto: abola.pt

Palermo

2015/2016: 16º lugar
A estrela: Alberto Gilardino
A seguir: Oscar Hiljemark
Treinador: Davide Ballardini
Estádio: Renzo Barbera (36.349 espectadores)
Títulos: 0

Não é novidade que Maurizio Zamparini seja perito em despedir treinadores. Porém, 2015/2016 bateu todos os recordes: 10 (!) técnicos passaram no comando técnico dos Rosanero e por mais impressionante que seja, a permanência na Serie A ficou garantida. Não existe remédio para a capacidade de liderança desastrosa de Zamparini. Como seria de esperar, a época do Palermo foi bastante irregular mesmo para alguns das estrelas como Franco Vázquez (agora no Sevilha) e Oscar Hiljemark. O rótulo de maior reforço recaiu sobre Alberto Gilardino (assinou, recentemente, pelo Empoli) que, apesar dos seus 34 anos, somou 10 golos na sua conta pessoal. Davide Ballardini conta com uma adição de peso, o experiente Alessandro Gazzi (ex-Torino), mas com Zamparini no topo da hierarquia… ninguém está seguro.

Foto: mediagol.it
Foto: mediagol.it

Udinese

2015/2016: 17º lugar
A estrela: Duván Zapata
A seguir: Adalberto Peñaranda
Treinador: Giuseppe Iachini
Estádio: Friuli (25.144 espectadores)
Títulos: 0

O esquecido da enigmática família Pozzo. A Udinese tem sofrido e de que maneira com o desinvestimento feito nos últimos anos em prol das apostas fortes nas ‘filiais’ Watford e Granada, controlados, igualmente, por Giampaolo Pozzo e companhia. Bruno Fernandes, um dos melhores activos dos Zebrette, assinou pela Sampdoria e desfalcou ainda mais o núcleo. Do ano passado, apenas Théréu, Karnezis, Widmer e Zapata conseguiram encher as medidas enquanto que o veterano goleador Di Natale se debateu com várias lesões e terminou a época com 2 golos marcados. Alguns interessantes upgrades como Peñaranda, Fofana, Perica e De Paul darão boas dores de cabeça a Iachini que tentará potenciar ao máximo as suas qualidades. A tarefa, essa, não será nada fácil.

Foto: el-carabobeno.com
Foto: el-carabobeno.com

Cagliari

2015/2016: 1º lugar na Serie B
A estrela: Marco Borriello
A seguir: João-Pedro Galvão
Treinador: Massimo Rastelli
Estádio: Sant’Elia (16.000 espectadores)
Títulos: 1

Um regresso do Cagliari à elite principal é sempre um motivo de satisfação. A batalha pelo primeiro posto na Serie B foi árdua pelo que os Sardi só terminaram um ponto de vantagem sobre o Crotone. Diego Farias, João-Pedro Galvão e Marco Sau foram os homens golo e, ao que tudo indica, manter-se-ão no plantel. Dos três clubes que garantiram a subida de divisão, o Cagliari é o que apresenta melhores reforços. Contam-se Bruno Alves, Maurício Isla, Marco Borriello e Marko Pajac sendo que o segundo e o terceiro contam com uma larga experiência em Itália.

Foto: gazzetta.it
Foto: gazzetta.it

Crotone

2015/2016: 2º lugar na Serie B
A estrela: Rafaele Palladino
A seguir: Andrea Barberis
Treinador: Davide Nicola
Estádio: Ezio Scida (9.547 espectadores)
Títulos: 0

O FC Crotone já escreveu um novo capítulo na sua história independentemente do que se desenrolar em diante. A primeira aparição dos Pitagorici na Serie A ficou confirmada à passagem da 39º jornada num empate frente ao Modena orientado pelo agora técnico do Génova, Ivan Juric. Uma mescla entre juventude e experiência é visível no plantel. A contratação cirúrgica de Aleksandar Tonev e a permanência de Rafaele Palladino darão outro tipo de confiança ao meio-campo assim como a de Simy Nwankwo (ex-Gil Vicente), nigeriano de 1,98 cm, que atribuirá uma forte presença no ataque.

Foto: tuttosport.com
Foto: tuttosport.com

Pescara

2015/2016: 4º lugar na Serie B
A estrela: Gianluca Caprari
A seguir: Ahmad Benali
Treinador: Massimo Oddo
Estádio: Adriatico-Giovanni Cornacchia (20.476 espectadores)
Títulos: 0

O vencedor dos play-offs regressa três anos após a sua relegação. O Delfino Pescara 1936 viu a sua maior estrela, Gianluca Lapadula, rumar ao AC Milan depois dos quase 30 golos apontados no campeonato. Enorme coração e muita raça caracterizam na perfeição os Delfini que, sob a batuta de Massimo Oddo, antigo internacional italiano, voltaram a catapultar o nome do Pescara para a ribalta. Defesa experiente (Hugo Campagnaro e Andrea Coda saltam à vista), meio-campo jovem e cheio de potencial e um ataque um pouco desfalcado (Caprari é um nome a reter), resumem bem a margem de manobra de Oddo. Contudo, ainda resta um pequeno espaço para alguns atletas de maior calibre internacional.

Foto: rete8.it
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