21 Ago, 2017

Premier League 2016/2017 – Antevisão

Nélson SilvaAgosto 13, 201627min0

Premier League 2016/2017 – Antevisão

Nélson SilvaAgosto 13, 201627min0

A febre da Premier League está de regresso e a temperatura subiu como não se via há algum tempo. Mourinho, Guardiola, Klopp, Conte avançam no comando dos grandes candidatos para ver quem sucede ao campeão em título Leicester City. O conto de fadas ficou em 2015/2016, Ranieri afasta-se da candidatura ao título, um segundo milagre não é impossível mas tudo aponta para que a luta se vire para as equipas dos novos e carismáticos técnicos dos tubarões ingleses. Intensidade e entusiasmo não faltará e surpresas da parte dos “pequeninos” são um prato habitual. 20 clubes com objetivos diferentes, ao detalhe. “Welcome to the Premier League 2016/2017″.

Leicester City

2015/2016: Campeão
Estrela: Jamie Vardy
A seguir: Ahmed Musa
Treinador: Claudio Ranieri
Estádio: King Power Stadium (32262 espectadores)
Títulos: 1

O inédito campeão em título inglês iniciou a época 2016/2017 com a mesma filosofia que o levou ao estrelato na época transata: pés bem assentes no chão, longe de assumir favoritismos, com Ranieri a insistir na missão “sobreviver”, com o reconhecido estilo de jogo pragmático onde reina a intensidade. “A meta são os 40 pontos e depois logo se vê o que falta jogar”, voz da experiência do italiano, bem modesto nas suas aspirações. A Supertaça Inglesa acabou por fugir para o “novo” Manchester United de Mourinho, embora a própria margem mínima e o golo alcançado por Ibrahimovic perto do final demonstrem que, uma vez mais, o Leicester será sempre um osso duro de roer para qualquer adversário. A interrogação sobre a continuidade de alguns elementos chave da época passada irá manter-se até ao fecho do mercado já que, até ao momento, apenas N’Golo Kanté mudou de ares, protagonizando uma saída mediática para o Chelsea. As “raposas” estavam preparadas para a saída do médio francês e desde logo fizeram chegar Nampalys Mendy (médio-defensivo do Nice), que terá de tomar conta de uma herança bem pesada. Contudo, são as chegadas para o ataque que despertam maior curiosidade em relação ao Leicester. Bartosz Kapustka, médio ofensivo que alinha também pelas alas, é uma promessa polaca que Ranieri tentará catapultar. A verdadeira atração a seguir dá-se pelo nome de Ahmed Musa, o supersónico avançado de 23 anos, proveniente do CSKA, mostrou desde logo na pré-época grande potencial para fazer a diferença ao lado de grandes nomes como Vardy e Mahrez, cuja montra no mercado pode levar ainda à saída das grandes figuras do título. A história já foi feita, se há muita coisa que pode mudar, não será de todo a abordagem de Ranieri para o futuro, onde se manterá fiel ao 4-4-2. O técnico italiano mantém a humilde palavra de que procurará a manutenção, mas todos os adversários estão conscientes de que a intensidade e o pragmatismo dos comandados de Ranieri estará bem vincado em cada partida, pronto para continuar a surpreender.

Players of Leicester City pose for a group photo before their International Champions Cup (ICC) game against Paris Saint Germain at StubHub Center in Carson, California on July 30, 2016. / AFP / RINGO CHIU (Photo credit should read RINGO CHIU/AFP/Getty Images)
Foto: foxesofleicester.com

Arsenal

2015/2016: 2º
Estrela: Alexis Sánchez
A seguir: Granit Xhaka
Treinador: Arsène Wenger
Estádio: Emirates Stadium (60365 espectadores)
Títulos: 13

Nova época, a mesma questão: será desta? Os adeptos dos gunners estão fartos de apoiar uma equipa que tanto excita como desilude. A fórmula de Wenger parece falhar sempre nos momentos-chave e, no final de contas, de pouco ou nada serve ter apresentado um futebol de grande qualidade. A época passada foi uma das melhores provas do fracasso deste Arsenal há várias temporadas. Com os rivais diretos a não convencerem, os londrinos conseguiram estar no topo da tabela, com exibições convincentes e um estatuto de candidato cada vez mais vincado. A verdade é que a irregularidade dos comandados de Wenger voltou ao de cima e as sucessivas perdas de pontos ditaram a sua sentença. O segundo lugar alcançado é areia para os olhos dos mais distraídos, pois este lugar foi conquistado já depois do título estar entregue ao Leicester, com o Tottenham (único sobrevivente na corrida ao título) a perder sucessivamente pontos até final. Para a temporada que se segue, o clube londrino fez chegar uma nova atração para o miolo, com Granit Xhaka a ser contratado ao Borussia Mönchengladbach. Resta perceber a preponderância que o suíço pode ou não ter, uma vez que a concorrência é extremamente forte, não fosse esse o setor de maior qualidade da equipa. Muito se fala na possibilidade do argelino Mahrez se juntar ao plantel, mas até ao momento não existem novidades para o ataque. De resto, este é um setor muito dependente do chileno Alexis Sánchez que vai dando conta das despesas sempre que pode, sendo que Olivier Giroud é mesmo o único ponta-de-lança de referência da equipa e mesmo assim se vê suplantado muitas vezes por Alexis. Joel Campbell nunca encheu as medidas do técnico francês, muito menos Yaya Sanogo. Seja em 4-2-3-1 ou em 4-3-3, qualidade não faltará para preencher o onze e fundamentalmente descobrir a fórmula para alcançar o tão desejado sucesso que leve ao título

Foto: zimbio.com

Tottenham

2015/2016: 3º lugar
Estrela: Harry Kane
A seguir: Dele Alli
Treinador: Mauricio Pochettino
Estádio: White Hart Lane (36337 espectadores)
Títulos: 2

Finalmente um candidato a ter em conta desde o início da temporada. 2015/2016 foi o ano de afirmação do Tottenham na corrida ao título, pelo que a qualidade demonstrada e o facto de ser o último sobrevivente à concorrência do Leicester acabaram por elevar o nome do clube londrino. Depois de várias épocas de grandes investimentos, os Spurs atingiram a coesão e qualidade necessária para se baterem por objetivos maiores. Pochettino beneficia da saúde financeira do clube que assim não tem necessidade de vender e ainda fez chegar um dos “meninos bonitos” do técnico a Londres. Wanyama chega para solidificar o miolo, claramente uma aposta pessoal e que será aposta recorrente, podendo substituir Dier ou até partilhar de um duplo pivô com o ex-Sporting. Harry Kane é o matador de serviço, muito do sucesso é também fruto da sua inspiração e eficácia, bem como do apoio das suas “sombras” no terreno. Dele Alli explodiu para o futebol inglês, conquistando um lugar cativo no onze e sendo fundamental em várias partidas, tanto a marcar como a assistir. Os Spurs são candidatos muito pela consistência demonstrada (excetuando a reta final) na época transata, em que foram capazes de conquistar vários pontos em terrenos que os rivais diretos não o conseguiram fazer.

Foto: wakamag.com
Foto: wakamag.com

Manchester City

2015/2016: 4º
Estrela: Sergio Aguero
A seguir: Oleksandr Zinchenko
Treinador: Pep Guardiola
Estádio: Etihad Stadium
Títulos: 4

A partir do momento em que anunciaram a contratação de Pep Guardiola para o comando técnico, desde logo demonstraram que o regresso aos títulos é assunto sério para quem tanto “brinca” com dinheiro. O grande dilema é: será Guardiola capaz de implementar a sua filosofia de jogo com sucesso em Inglaterra, ou terá o espanhol de apostar numa nova abordagem a um campeonato bem diferente dos que competiu anteriormente? Uma coisa é certa, qualidade não falta no plantel e há vários jogadores que podem agora ver as suas qualidades “espremidas” por um treinador extremamente dedicado e focado. Guardiola apressou-se a garantir o reforço da defesa e John Stones acaba de chegar para uma posição onde o caríssimo Mangala deixa muito a desejar. Com Kompany na liderança da defesa, caso não surjam as lesões que têm complicado a vida do belga, será certamente entre Otamendi e Stones a luta pela vaga no centro da defesa. Kevin De Bruyne e David Silva partem na linha da frente para ocupar as vagas no miolo, perante tal qualidade com a bola nos pés e a criatividade essencial para o sistema de Pep. Para esta zona chega ainda a maior promessa ucraniana no ativo, o menino Zinchenko, com um drible notável, agilidade e muita técnica que Pep quererá de todo potencializar para o futuro. Na frente, há um talentoso Aguero, cujas desmarcações podem agora ser ainda melhor servidas, baixando desde logo as odds para o argentino em relação a quem poderá ser o melhor marcador do campeonato. Ainda faltam mais de duas semanas para o fecho do mercado e se há equipa que pode ainda adquirir reforços de peso é o Manchester City, o que reforça ainda mais a sua posição de grande favorito à conquista do título.

Foto: zimbio.com
Foto: zimbio.com

Manchester United

2015/2016: 5º
Estrela: Paul Pogba
A seguir: Marcus Rashford
Treinador: José Mourinho
Estádio: Old Trafford
Títulos: 20

O rival de Manchester convenceu Guardiola e perante tal aviso de concorrência o United tratou de responder à altura. Chega de Van Gaal e investimentos “absurdos”. O Special One terá a tarefa de conseguir ser o primeiro sucessor à altura do legado de Alex Ferguson. A postura, o palmarés e a experiência na liga são o prato forte para que Mourinho possa ombrear na luta pelo título com o rival da cidade. Ibrahimovic voltou, finalmente, a juntar-se ao seu técnico de eleição, cimentando ainda mais como a coisa ficou séria a partir de agora. O sueco já deixou a sua marca na Supertaça Inglesa, marcando o tento decisivo, numa amostra daquilo que poderá trazer à equipa no futuro. Para não baixar a “excitação” em torno deste novo United, eis que Pogba regressa a casa, com o rótulo de jogador mais caro da história do futebol. Um jogador de verdadeiros “highlights”, com um potencial inegável e que pode melhorar e muito sob o comando do técnico português. Mourinho não brinca em serviço e vai juntando elementos que possam equilibrar a equipa, como é o caso da chegada de Bailly para a defesa, o já falado Pogba no miolo e ainda o talentoso médio arménio Mkhitaryan, de características ofensivas e faro pelo golo. Perante este cenário, o capitão Rooney vê-se obrigado a dar no duro e a tentar voltar à ribalta, para convencer o técnico português. De um modo geral, se há equipa que pode complicar as contas do título ao City é o United, com a vantagem ainda de não ter de se preocupar com a Liga dos Campeões nesta temporada.

Foto: Mirror
Foto: Mirror

Southampton

2015/2016: 6º
Estrela: Shane Long
A seguir: Pierre-Emile Hojbjerg
Treinador: Claude Puel
Estádio: St. Mary’s Stadium (32689 espectadores)
Títulos: 0

Os Saints terminaram a temporada transata num agradável sexto lugar, vincando uma vez mais a sua valia na Premier League. Ninguém fica indiferente a esta equipa, capitaneada pelo homem mais acarinhado pelos adeptos, o central que acompanhou o Southampton desde as divisões inferiores e recentemente campeão europeu – José Fonte. O português continuará a vestir as cores do clube, mas viu sair peças muito importantes do sucesso alcançado até ao momento. Ronald Koeman deixou o comando técnico rumo ao Everton, pelo que será o francês Claude Puel o responsável por manter os Saints em alta rotação. Tarefa difícil perante as saídas de Sadio Mané para Liverpool, Wanyama para o Tottenham e de Graziano Pellè para o Shandong Luneng. O sucessor de Wanyama vem com rótulo de futura promessa – Hojbjerg, 21 anos, formado no Bayern de Munique – embora o holandês Clasie possa ainda dar conta do recado também. Para o ataque chega o portentoso Charlie Austin, para fazer esquecer Pellè e tentar acompanhar Shane Long no fluxo ofensivo necessário para alcançar novamente o estrelato. Transições rápidas, coesão defensiva e eficácia, são muito provavelmente os princípios a manter por uma equipa que sofrerá necessariamente mudanças na era pós-Koeman.

Foto: zimbio.com
Foto: zimbio.com

West Ham

2015/2016: 7º
Estrela: Dimitri Payet
A seguir: André Ayew
Treinador: Slaven Bilic
Estádio: Olympic Stadium (60000 espectadores)
Títulos: 0

Os hammers tiveram uma prestação honrosa na última temporada, as escolhas para o plantel não podiam ter sido mais acertadas, ou não tivesse o clube londrino resgatado Dimitri Payet ao Marselha. O francês foi figura maior da equipa e a sua preponderância na equipa era tal que o extremo chegou ao Europeu como titular e um dos rostos a ter em conta nos gauleses. Ao que tudo indica, Bilic poderá contar com as mesmas figuras de proa de 2015/1026, com a aliciante de ter chegado Sofiane Féghouli do Valencia e André Ayew do Swansea, ambas soluções para o ataque. Da época transata há ainda o “fenómeno” Michail Antonio, jogador que foi assumindo preponderância no onze e que decidiu alguns jogos, marcando a sua presença pela enorme disponibilidade física, quer a atacar, quer a defender. O objetivo será novamente um lugar europeu, não faltarão “bubbles in the air” e um ambiente fervoroso para quem tiver de defrontar os Hammers em sua casa.

Foto: WorldFootball
Foto: WorldFootball

Liverpool

2015/2016: 8º
Estrela: Philippe Coutinho
A seguir: Sadio Mané
Treinador: Jurgen Klopp
Estádio: Anfield Road
Títulos: 18

Chegou a hora de Jurgen Klopp meter literalmente mãos à obra. Chegado com a época anterior em andamento, sem grande margem de manobra para intervir no mercado, o irreverente técnico alemão ainda alcançou a final da Liga Europa. As melhorias foram evidentes, mas faltavam as peças que Klopp tanto necessitava para equilibrar o plantel e lutar por objetivos maiores. Este verão foi animado, da lista do alemão chegaram nomes interessantes para todas as posições – Karius para a baliza, Matip para a defesa, Wijnaldum para o miolo e ainda Sadio Mané para o ataque, com destaque ainda para a promessa sérvia Grujic que tentará singrar num meio campo bem recheado com Coutinho e companhia. Sem saídas de maior impacto, os Reds chegam à temporada atual para bater o pé à concorrência, com um dos treinadores da elite que se “juntaram” para atacar a Premier League 2015/2016. Há ainda alguns dossiers por fechar principalmente no ataque (se Markovic é um caso eminente, então o que dizer de Mario Balotelli) – são 8 os atacantes que o “King of the Kop” tem para gerir, depois de uma época em que foi mesmo Firmino o mais utilizado na dianteira. O Liverpool é a grande incógnita em relação ao enquadramento na corrida ao título, pois não parte com o favoritismo dos rivais de Manchester, mas com Klopp tudo é possível e o alemão tudo fará do que estiver ao seu alcance para chegar ao tão ansiado título.

Foto: zimbio.com
Foto: zimbio.com

Stoke City

2015/2016: 9º
Estrela: Xherdan Shaqiri
A seguir: Marko Arnautovic
Treinador: Mark Hughes
Estádio: Britannia Stadium (28383 espectadores)
Títulos: 0

“But can they do it on a cold rainy night in Stoke?” – uma expressão que ganhou tom ao longo do tempo, que retrata a dificuldade dos adversários em vencerem no Brittania Stadium. Mesmo que não haja frio ou chuva, há uma equipa de qualidade, com jogadores como Shawcross, Imbula, Shaqiri, Arnautovic e Bojan Krkic. Mark Hughes é um velho conhecido da Liga Inglesa, consciente da realidade do campeonato e dos seus adversários. O galês faz-se valer também pelo pragmatismo, conta com boas opções para os diversos setores e estará nesta época novamente apostado em conseguir terminar no top-10, tentando sempre alcançar os lugares europeus. Apesar das expectativas menos elevadas, este é um clube que já mostrou ter poderio financeiro. O resgate de Imbula ao FC Porto por 24 milhões de euros é um bom exemplo, tal como a contratação de Shaqiri ao Bayern de Munique. Arnautovic, tal como Bojan Krkic, serão as setas apontadas à baliza e se há equipa boa para “estragar apostas” é este Stoke, que é realmente capaz de tudo. Uma época tranquila e quem sabe sonhar com um lugar europeu, será a abordagem a tomar pelos Potters.

Foto: zimbio.com
Foto: zimbio.com

Chelsea

2015/2016: 10º
Estrela: Eden Hazard
A seguir: N’Golo Kanté
Treinador: Antonio Conte
Estádio: Stamford Bridge (41,663)
Títulos: 5

Sai Guus Hiddink e chega uma mão forte, um rosto irreverente – Antonio Conte chega com o palmarés que dispensa apresentações ao serviço da Juventus (tricampeão) e ainda com o reconhecimento público de quem o viu levar uma seleção italiana bastante alternativa, surpreendendo pela qualidade apresentada. Roman Abramovich precisava de um novo líder para a equipa, alguém ao estilo de Mourinho, algo que encontrou no técnico italiano. Conte vai arrumando a casa à sua maneira, o verniz desde logo estalou com Diego Costa, para pouca surpresa de quem conhece o avançado hispano-brasileiro. Mercado não lhe falta e para o técnico até abre portas para a chegada de outra referência atacante, embora tenha já ao seu serviço o belga Michy Batshuay e até Loic Remy, que já militara no clube anteriormente. Para já chegou o recém-campeão inglês N’Golo Kanté e será difícil o magnata russo ficar por aqui no mercado. O grande desafio de Antonio Conte passa também por “ressuscitar” o verdadeiro Eden Hazard, ele que se eclipsou completamente na desastrosa época 2015/2016 do Chelsea. Sem grandes invenções, o 4-2-3-1 será o esperado esquema lançado pelo italiano, com um duplo pivô defensivo partilhado entre Matic e Kanté, fomentando a coesão defensiva, aspeto tão importante na escola italiana. Fabregas é outro dos elementos cuja preponderância será importante avaliar, pela época totalmente irregular que concluiu. Os Blues partem para esta época como candidatos ao título, certamente capazes de voltar a “estacionar o autocarro” quando necessário e com uma intensidade elevada que Antonio Conte exigirá em todos os jogos.

Foto: Telegraph
Foto: Telegraph

Everton

2015/2016: 11º
Estrela: Romelu Lukaku
A seguir: Shani Tarashaj
Treinador: Ronald Koeman
Estádio: Goodison Park (40410 espectadores)
Títulos: 0

Bastante discreto e surpreendentemente abatido, o Everton de Roberto Martínez esteve longe das expectativas na época passada e desta forma o clube voltou a mudar de abordagem. Koeman chega para o comando, de modo a recuperar a valia de um Everton que é sempre visto por todos os rivais como uma equipa difícil de vencer. O Goodison Park tem tradição de ser um terreno difícil e foi em Koeman que o clube viu os requisitos necessários para voltar a ter a clássica capacidade de intimidar o adversário e não o deixar levar os três pontos. Para já, a grande missão passa por tentar manter Lukaku e Barkley, os elementos mais preponderantes no plantel. O técnico holandês não se apressa em fazer chegar reforços, de nome apenas Stekelenburg para garantir um bom substituto para Joel na baliza e ainda Ashley Williams, central ex-Swansea que chega para colmatar a saída de Stones para o Manchester City. O plantel é equilibrado, há qualidade em todos os setores e no meio-campo surge um novo nome: Shani Tarashaj – o prodígio suíço de 21 anos explodiu ao serviço do Grasshoppers, contribuindo com vários golos, assistências e grande criatividade, já tinha sido comprado no último mercado de inverno e surge como opção direta para substituir Ross Barkley. Os Toffees surgem no lançamento da temporada como candidatos sérios aos lugares europeus que se foi habituando a ocupar.

Foto: The Sun
Foto: The Sun

Swansea

2015/2016: 12º
Estrela: Gylfi Sigurdsson
A seguir: Borja Bastón
Treinador: Francesco Guidolin
Estádio: Liberty Stadium (20532 espectadores)
Títulos: 0

O Swansea perdeu gás na última época, com uma série de resultados bastante irregulares, o que levou à saída de Gary Monk do comando técnico em dezembro. Guidolin assumiu o cargo em janeiro e procurou garantir a estabilidade necessária para se manter na Premier League, terminando a época de forma tranquila. Os swans parecem não estar para brincadeiras, perante o investimento que fizeram para atacar a época. Desde logo chegou Fernando Llorente para a vaga de Gomis e entretanto, perante a saída de Andre Ayew para o West Ham, chegou Borja Bastón do Eibar por uns surpreendentes 18 milhões de euros. Falta perceber agora se Guidolin deixará o 4-3-3 para apostar na dupla de ataque espanhola, ou se um dos reforços veio para segunda opção. Assegurar a tranquilidade no campeonato e bater o pé aos tubarões, será o objetivo principal deste Swansea, numa equipa que não parece ter o estofo necessário para garantir um lugar europeu junto da concorrência.

Foto: The Guardian
Foto: The Guardian

Watford

2015/2016: 13º
Estrela: Odion Ighalo
A seguir: Isaac Success
Treinador: Walter Mazzari
Estádio: Vicarage Road (17477 espectadores)
Títulos: 0

Promovido na temporada passada, o Watford começou por surpreender tudo e todos com excelentes resultados, embalados por um Ighalo a um ritmo frenético. À medida que o tempo foi passando e com o decorrer do intenso campeonato inglês, o Watford não resistiu e foi dececionando, embora com algumas luzes de presença pelo caminho. Contudo, esta é uma equipa que possui a sua valia, onde atuam jogadores rodados no futebol europeu como Behrami, Mario Suárez e Capoué e onde chegam ainda dois reforços interessantes. Zuniga chega para a lateral defensiva, ágil e duro, elementos que ajudam a prever uma boa adaptação ao campeonato. Para a frente chega a promessa Success Isaac, possante, com 1,86m, proveniente do Granada, para tentar impor o seu talento e ajudar o compatriota Ighalo no que diz respeito à eficácia. De resto, o craque Odion Ighalo acaba de renovar por 5 anos, afastando a concorrência e realçando que o Watford estará neste campeonato para surpreender novamente, tentando uma consistência que não teve na estreia.

Foto: performgroup.com
Foto: performgroup.com

West Bromwich Albion

2015/2016: 14º
Estrela: Salomón Rondón
A seguir: Saido Berahino
Treinador: Tony Pulis
Estádio: The Hawthorns (26500 espectadores)
Títulos: 1

Discreta e pouco aliciante, assim foi grande parte da época do WBA na última temporada. O melhor aspeto a retirar desta equipa é mesmo a coesão defensiva. Os 48 golos sofridos apenas, ao longo de toda a época, falam mesmo por si. É preciso olhar para o top-6 para encontrar algum clube que tenha sofrido menos golos que o West Brom. Como saber defender só não chega, o WBA demonstra grandes dificuldades no processo ofensivo, muitas das vezes “aliviando” para Rondón ou Berahino conseguirem resolver. Não se prevê vida fácil para os comandados de Pulis, mas o técnico com a sua persistência numa defesa coesa acaba por deixar a responsabilidade mais para o ataque. Está nos pés do venezuelano Rondón e do parceiro de ataque Berahino novamente a grande esperança do WBA em conseguir uma prestação melhor que a da época anterior.

Foto: wall.wba.com.uk
Foto: wall.wba.com.uk

Crystal Palace

2015/2016: 15º
Estrela: Yanick Bolasie
A seguir: Andros Townsend
Treinador: Alan Pardew
Estádio: Selhurst Park (26,309)
Títulos: 0

O Crystal Palace foi uma das maiores decepções da temporada passada, muito por culpa das boas indicações que foi dando nos jogos grandes, que não se vieram a confirmar ao longo da época. Há muito talento, Bolasie é a grande figura, mas há mais potencial no plantel, com elementos experientes como Cabaye, médio francês que quererá à força toda fazer valer a mudança que teve do PSG para Londres na época anterior. Para a frente chega Townsend, o extremo inglês terá mais um ano para tentar voltar a impressionar, com uma confiança evidente de Alan Pardew que o resgatou ao Newcastle e ainda afirma que neste clube Andros pode voltar à seleção inglesa. O técnico em boa altura mudou de ares, uma vez que deixara o comando do próprio Newcastle, que viria a descer, militando agora no Championship. Espera-se um Crystal Palace mais combativo, capaz de voltar a surpreender os clubes maiores e procurando somar muitos mais pontos em casa, depois de uma época em que só em 6 dos 19 jogos em casa conseguiu vencer.

Foto: DailyMail
Foto: DailyMail

Bournemouth

2015/2016: 16º
Estrela: Joshua King
A seguir: Jordon Ibe
Treinador: Eddie Howe
Estádio: Vitality Stadium (11700 espectadores)
Títulos: 0

Depois de uma temporada que se confirmou como complicada, o Bournemouth foi somando os pontos necessários para se segurar na Premier League, cenário que não deverá ser muito diferente na nova temporada. Jordon Ibe chega do Liverpool para tentar dar mais alento ao processo ofensivo, que muitas das vezes ficara à responsabilidade de Joshua King. Contudo, poucas mexidas e é desta forma que se avista mais uma temporada de luta pela manutenção, tentando melhorar o registo dos jogos em casa, uma vez que na última época este Bournemouth ganhou mais vezes fora do que em casa.

Foto: ESPN
Foto: ESPN

Sunderland

2015/2016: 17º
Estrela: Jermain Defoe
A seguir: Fabio Borini
Treinador: David Moyes
Estádio: Stadium of Light (49000 espectadores)
Títulos: 0

Grão a grão – expressão ideal para o enorme “galo” que o Sunderland “sacou” ao conseguir manter-se na Premier League, mesmo até ao fim. Estranho é que esta equipa até tem elementos interessantes, principalmente do meio-campo para a frente. Os “Black Cats” contam com nomes de grande experiência na europa, bem como com alguns atletas formados nos grandes que procuram neste tipo de equipas singrar no futuro (caso de Borini, Jack Rodwell, etc.). O objetivo passa por não levar os adeptos ao desespero, tentar garantir a manutenção bem cedo e entretanto procurar acabar mais longe da zona de descida. A criatividade ofensiva passará agora também pelo mais recente reforço Januzaj, que chega para relançar a sua carreira, com o talento que lhe é reconhecido e que não convenceu Mourinho.

Foto: Twitter @SunderlandAFC
Foto: Twitter @SunderlandAFC

Burnley

2015/2016: Championship
Estrela: Andre Gray
A seguir: Johan Gudmundsson
Treinador: Sean Dyche
Estádio: Turf Moor (22,546)
Títulos: 0

Depois do que se passou na Premier League no último ano, vários foram os fanáticos da bola a apostar no Burnley campeão no ano de subida. Impossíveis continua a não haver, mas era preciso quase um milagre e os próprios candidatos habituais reforçaram fortemente. A realidade do Burnley é outra, depois do brilharete no Championship, ninguém se pode admirar que este conjunto consiga a manutenção. Contudo, a exigência é outra, pelo que é importante somar o máximo de pontos em casa, não vacilando frente a rivais diretos na luta pela permanência. Andre Gray, máximo goleador da equipa, é a figura de proa e a grande esperança para aproveitar toda e qualquer oportunidade arrancada aos adversários. Johan Gudmundsson chega do Charlton, onde era titular indiscutível, procurando agora apoiar a estrela Gray quer jogue pelas alas ou por espaços mais interiores.

Foto: DailyMail
Foto: DailyMail

Middlesbrough

2015/2016: Championship
Estrela: Álvaro Negredo
A seguir: Adam Clayton
Treinador: Aitor Karanka
Estádio: Riverside Stadium (34,742)
Títulos: 0

Karanka saiu da sombra de Mourinho e passou o “teste Boro”. Conduziu a equipa à subida, potenciou os seus atletas, viu-se privado de jogadores preponderantes mas mesmo assim alcançou o objetivo. A música agora é outra, aumentou a exigência mas o Middlesbrough tem-se reforçado devidamente. Negredo chegou para assumir as contas do ataque, tal como Gastón Ramírez que chega do Southampton, Barragán chega do Valencia e Fábio da Silva do Cardiff para assumir as laterais. Experiência também não falta a este Boro e da equipa do ano passado é Adam Clayton a principal figura a observar, depois de um ano em grande nível, em que terminou na equipa do ano do Championship. Manutenção é a palavra-chave, mas o Boro quer mostrar que vem para ficar e estará sempre disponível para roubar pontos quanto menos se espera.

Foto: SkySports
Foto: SkySports

Hull City

2015/2016: Championship
Estrela: Abel Hernández
A seguir: Sam Clucas
Treinador: Mike Phelan
Estádio: KCOM Stadium (25,586)
Títulos: 0

O Hull City nem sempre foi consistente ao longo da temporada passada no Championship, algo que se explica com a necessidade de decidir a subida em playoff frente ao Sheffield Wednesday. A valia dos Tigers esteve e provavelmente vai continuar a estar na coesão defensiva. Já no Championship foram uma das melhores defesas, algo que permite balancear as expectativas e atirar a responsabilidade dos golos ao irreverente Abel Hernández. O uruguaio mostrou-se a grande nível e empurrou a equipa para a subida, a passo que será igualmente fundamental que apareça em bom plano nesta temporada para tentar assegurar a manutenção de um clube que é dos que, à partida, terá maiores dificuldades. Ainda assim, a Premier League é uma caixinha de surpresas e ninguém se admire que esta equipa roube pontos a clubes de maior dimensão, principalmente a jogar em casa.

Foto: Telegraph
Foto: Telegraph


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