19 Ago, 2017

Viver à sombra do sucesso: o primeiro passo para o insucesso

Bruno DiasSetembro 7, 201618min0

Viver à sombra do sucesso: o primeiro passo para o insucesso

Bruno DiasSetembro 7, 201618min0

No primeiro jogo oficial enquanto campeão europeu em título, Portugal caiu com estrondo na Suíça, perdendo por 2-0 contra a selecção helvética. Mas, mais do que o resultado, são as limitações demonstradas pela selecção portuguesa na qualidade do seu jogo que fazem “soar os alarmes”.

O jogo

Portugal entrou em campo na Suíça com algumas mudanças em relação ao 11 que defrontou a França na final do Euro 2016. Desde logo, a ausência por lesão de Cristiano Ronaldo, capitão e estrela maior do conjunto português, obrigou Fernando Santos a apostar de início em Éder, ele que em França tinha saltado do banco, para inscrever o seu nome na história do futebol português. Também a lesão de Renato Sanches, peça bastante influente da selecção no Europeu pela sua importância nos momentos de transição, abriu espaço no onze inicial para a entrada de Bernardo Silva, um jogador de enorme qualidade, mas de características marcadamente distintas do médio que agora actua no Bayern Munique.

Estas alterações conduziram a equipa para um 4x3x3 mais declarado, afastando-se do 4x4x2 que foi maioritariamente utilizado em França. Rui Patrício na baliza, quarteto defensivo composto por Cédric Soares, José Fonte, Pepe e Raphael Guerreiro; um triângulo a meio-campo, com William mais recuado, enquanto Adrien Silva e João Moutinho actuaram como interiores, lado a lado; e um trio ofensivo constituído por Bernardo Silva à direita, Nani à esquerda e Éder na frente, entre os centrais suíços.

A selecção portuguesa entrou bem no jogo e assumiu a iniciativa nos primeiros minutos, conseguindo ter mais bola e ditando quase sempre o ritmo a que se jogava. No entanto, cedo se percebeu que o ataque português se desenrolaria quase sempre pelos corredores laterais, com Bernardo Silva e Nani a receberem a bola em posições bem exteriores, quase sempre perto da linha lateral, e com os laterais a procurarem o “overlap”, com a intenção de conseguir condições para cruzar para uma área onde, não raras vezes, apenas Éder lutava pela bola no ar, em condições altamente desfavoráveis para poder ter sucesso. A espaços, esta tendência colectiva era contrariada pela tendência individual de Raphael Guerreiro, que procurava atacar o espaço interior e associar-se com os seus colegas mais próximos, mas esta acção foi apenas a excepção que confirmou aquilo que foi a regra, ao longo de praticamente toda a partida.

Decorreram os primeiros 20 minutos, e Portugal nunca conseguiu criar uma clara oportunidade de golo, apesar de estar por cima no jogo. A Suíça estabilizou, tornou-se mais consistente em termos defensivos e começou a procurar explorar a transição defesa-ataque, quase sempre com Breel Embolo a envolver-se na jogada. O jovem avançado helvético realizou uma excelente exibição, e nos momentos de transição procurava recuar no terreno e fugir aos centrais numa primeira fase, para poder combinar directamente com os médios e/ou restantes avançados (Seferovic e Mehmedi, que partiam das alas para aparecerem, frequentemente, em terrenos interiores), e criar condições para, numa fase mais avançada, poder receber a bola enquadrado com a bola e com espaço para explorar uma das suas maiores qualidades: a forma como quebra linhas com bola, conduzindo e fixando a defesa adversária para depois soltar num colega livre de marcação. Nem sempre definiu bem, mas foi sempre uma dor de cabeça para Portugal, pela forma como explorou o espaço entre a linha defensiva e a linha média portuguesa.

É dele o primeiro golo da partida, numa recarga eficaz, após Rui Patrício defender o livre cobrado por Ricardo Rodríguez. O primeiro golo da Suíça moralizou a equipa, e cerca de 5 minutos volvidos, chegou o segundo. Perda de bola de Nani, péssima reacção à perda da bola por parte de William Carvalho e de João Moutinho, transição rápida da equipa helvética, e Mehmedi a finalizar já dentro da área, perante grande passividade de toda a equipa das Quinas. Portugal controlou a maior parte dos primeiros 45 minutos, mas chegou ao intervalo a perder por dois golos, fruto da eficácia helvética e da qualidade com que exploraram os momentos de transição defesa-ataque.

Mehmedi faz o 2-0 para a Suíça. [Foto: desporto.sapo.pt]
Mehmedi faz o 2-0 para a Suíça. [Foto: desporto.sapo.pt]
 

Para a segunda parte, Fernando Santos percebeu que precisava de alterar algo na equipa, e fez entrar João Mário e André Silva, para os lugares de William Carvalho e Éder. Segunda parte essa que, em termos gerais, acaba por ser de fácil descrição. Portugal assumiu de novo a iniciativa do jogo, controlou o jogo com bola e foi progressivamente instalando-se no meio-campo da Suíça, que optou por baixar o seu bloco e apostar de forma ainda mais declarada nas transições defesa-ataque. A equipa portuguesa, aqui e ali, criou oportunidades de golo (sendo a mais clara resultante de um cruzamento de Quaresma, que entretanto substituiu João Moutinho, para a cabeça de Nani, que falhou escandalosamente à boca da baliza, acertando no poste) e conseguiu até jogar em zonas bem próximas da baliza helvética, fruto de algumas falhas na organização defensiva adversária (muito mal protegido, o espaço entre linhas), bem aproveitadas pela qualidade de passe e visão de jogo de Bernardo Silva, que foi sempre o elemento mais criativo e desequilibrador do conjunto português. No entanto, Portugal nunca pareceu conseguir assustar verdadeiramente os comandados de Vladimir Petkovic, e o resultado final nunca esteve colocado em causa.

Uma vitória justa da Suíça, quiçá por uma diferença exagerada (a vitória pela margem mínima talvez assentasse melhor naquilo que se passou em campo durante os 90 minutos), mas que se explica, essencialmente, pela eficácia dos helvéticos na finalização e pela competência com que desenvolveram o seu plano de jogo, em contraste com uma selecção de Portugal que, embora tenha tido mais bola, nunca soube muito bem o que fazer com ela, e como utilizá-la para criar boas oportunidades para fazer golos. Uma limitação que, de resto, já não é de agora, que não desapareceu apesar da conquista do título europeu e que faz parte de um conjunto de aspectos onde a equipa portuguesa ainda pode e deve crescer.

Estática, previsível, monótona: um retrato da selecção portuguesa

Se Portugal é hoje o campeão europeu em título, muito se deve aos aspectos psicológicos e, de certa forma, exteriores ao jogo em si. Passo a explicar: a grande força de Portugal no Euro 2016 esteve na capacidade de sacrifício e de união que se gerou a partir do momento em que a qualificação para os oitavos-de-final da prova foi conseguida, e que apenas foi crescendo e crescendo cada vez mais, à medida que se iam ultrapassando adversários naquilo que Luiz Felipe Scolari (quem melhor do que ele, quando falamos de aspectos psicológicos?) em tempos denominava como o “mata-mata”. A selecção portuguesa nunca apresentou uma grande qualidade de jogo, nunca apresentou um fio de jogo consistente e fluído, mas ia compensando essas limitações com uma entrega, uma confiança e uma capacidade de trabalho muito acima da média, e que acabou por resultar num título europeu, num jogo onde esses três princípios basilares da caminhada portuguesa na competição estiveram mais presentes do que nunca.

No entanto, as limitações na qualidade de jogo mantiveram-se. E a motivação extra que a equipa apresentava dissipou-se, a partir do momento em que o grande objectivo – a conquista do título europeu – foi atingido. Fernando Santos teve um papel indiscutível na gestão do grupo em França, e na potencialização dessa motivação para atingir resultados. Mas agora, o objectivo é outro. O factor motivacional deixou de ter o peso que tinha no Europeu. E perante este novo contexto, pede-se a Fernando Santos que aproveite a confiança gerada pelo título europeu para desenvolver o modelo de jogo de Portugal.

Este primeiro jogo expôs claramente duas das principais limitações da selecção portuguesa. Em primeiro lugar, e no plano defensivo, a incapacidade para conter os momentos de transição defesa-ataque adversários. O segundo golo da Suíça, por exemplo, nasce de uma dessas mesmas transições, e é fruto de uma sucessão de erros individuais e colectivos que não são aceitáveis numa selecção campeã europeia e que possui tantos jogadores de grande valia e talento. Começando na inexistente reacção à perda da bola, que é também um problema colectivo (porque os jogadores nunca receberam na selecção estímulos nesse sentido, sendo antes a recuperação da posição e a organização e equilíbrio da equipa o objectivo principal após a perda da bola), antes de ser aqui um problema específico de William Carvalho ou João Moutinho, passando pela desorganização total da linha mais recuada (Cédric, Fonte e Pepe estão focados na bola e perdem qualquer tipo de referências espaciais, assim como Raphael Guerreiro, que recupera bem mas que demonstra uma falta de noção gritante em termos posicionais, “colando-se” a Pepe, enquanto Seferovic aparecia completamente solto de marcação pelo seu corredor) e acabando na passividade de William, que foi incapaz de ler a jogada, reagir e antecipar o cruzamento atrasado de Seferovic.

E erros como este foram-se repetindo ao longo da partida. Várias foram as situações em que os helvéticos, em transição, conseguiam encontrar uma linha de passe para Seferovic ou Mehmedi, fazendo a bola entrar entre o central e o lateral (principalmente pelo flanco direito do seu ataque, aproveitando a grande propensão ofensiva de Raphael Guerreiro, mas também pelo flanco esquerdo existiram situações semelhantes). Portugal, actualmente, apresenta-se como uma selecção equilibrada e relativamente compacta quando em organização defensiva, mas tem ainda dificuldades em encontrar esse equilíbrio quando o momento é de transição e a equipa necessita de fechar o caminho para a sua baliza. Defender com muitos é, naturalmente, mais fácil, mas é um facto que defender com poucos é um aspecto do jogo que Portugal precisa, urgentemente, de melhorar.

Em segundo lugar, e agora passando ao plano ofensivo, Portugal apresenta claramente um défice de criatividade, não tanto individual, mas sobretudo colectiva. Actualmente, Fernando Santos tem à sua disposição inúmeros elementos que, através de diferentes aspectos, conseguem acrescentar criatividade à equipa. Raphael Guerreiro, André Gomes, João Mário, Adrien Silva, Bernardo Silva, Rafa, Nani, Quaresma, Cristiano Ronaldo. Todos estes jogadores fazem parte das escolhas habituais do seleccionador, e todos eles têm a capacidade para, individualmente e face a um determinado problema, criar soluções que não existem num primeiro momento e que aproximam a equipa do sucesso. Mas, surpreendentemente, o colectivo português apresenta dificuldades na criação e até na construção de oportunidades de golo.

O porquê disto suceder possui uma resposta simples, mas que porém necessitará de uma explicação mais aprofundada: Portugal, com Fernando Santos, é uma selecção que privilegia, acima de tudo, o equilíbrio e a segurança defensiva. Uma selecção que se sente mais confortável quando pode actuar da forma como actuou nos jogos a eliminar do Europeu: jogando na expectativa do erro adversário, formando um bloco defensivo coeso e consistente, e preparando saídas rápidas e verticais para o contra-ataque. É portanto natural que, perante selecções que assumem esse mesmo papel e que obrigam a selecção portuguesa a assumir as despesas do jogo com bola – como foi o caso deste jogo –, as dificuldades criativas de Portugal venham ao de cima, e as oportunidades claras de golo apareçam em menor número (na sua grande maioria, originárias sempre de cruzamentos com pouca probabilidade de sucesso ou na sequência de bolas paradas) ou sejam até inexistentes.

Portugal é hoje uma selecção cuja ofensiva está claramente orientada para os corredores laterais, porque é mais fácil atacar por aí e porque perder a bola nessas zonas envolve menos riscos para a estabilidade e a segurança defensiva da equipa. É uma selecção em que os extremos/médios-ala partem de posições claramente exteriores em organização ofensiva. Em que os laterais, tendencialmente, procuram o cruzamento como principal acção ofensiva (e mesmo assim, aquilo que Cédric faz jogo após jogo tem de ser considerado um exagero). Em que os médios interiores são muito mais jogadores de equilíbrio que jogadores criativos ou jogadores com qualidades relevantes para acrescentarem valor à equipa no último terço do terreno. Em que o avançado, no 4x3x3, apenas serve como a referência mais fixa na frente para as bolas aéreas e para ser a solução mais prática, quando a saída de bola portuguesa é condicionada pelo adversário. Em que a construção dos centrais se limita a variações de flanco longas e arriscadas, ou a passes simples para o médio defensivo ou para o interior que aparece para pegar no jogo. A espaços, e devido a toda a qualidade individual desta selecção, aparecem movimentos e acções que são excepção àquilo que aqui está descrito. As aparições entre linhas de Bernardo Silva, os movimentos interiores de Raphael Guerreiro ou as tentativas de combinações que Nani procura promover. Mas, no geral, a selecção portuguesa é uma selecção sem dinanismo, sem grandes ideias ofensivas e sem uma qualidade de jogo à altura do estatuto que actualmente ostenta no futebol europeu e mundial.

Bernardo Silva, um dos jogadores que procura quebrar a tendência colectiva da selecção. [Foto: ojogo.pt]
Bernardo Silva, um dos jogadores que procura quebrar a tendência colectiva da selecção. [Foto: ojogo.pt]

O futuro: o que podemos esperar?

Embora o panorama, ao nível da qualidade de jogo, pareça negativo actualmente, a verdade é que há espaço e tempo para uma mudança significativa. O Mundial da Rússia ainda vem longe, a qualificação não está comprometida e Fernando Santos tem matéria-prima para fazer mais e melhor. Não me parece realista, no entanto, acreditar que Portugal deixará de ser uma selecção que prioriza o equilíbrio e a consistência defensiva. Continuará, provavelmente, a actuar com um bloco médio-baixo sempre que possível, jogando com uma linha defensiva não muito alta, mesmo nos jogos teoricamente mais acessíveis, em que Portugal passará grande parte do jogo com a posse de bola e instalado no meio-campo adversário.

Parece-me razoável exigir-se a Fernando Santos, isso sim, que desenvolva as ideias em que acredita. Desde logo, a organização e coordenação da linha defensiva, que pode e deve melhorar. É verdade que Raphael Guerreiro é algo anárquico em termos defensivos e que Pepe tem tendência para abandonar a sua posição e procurar os duelos individuais, mas ainda assim, o quarteto defensivo português pode subir uns quantos patamares em termos colectivos. Adiantar a linha defensiva uns metros no terreno também pode ser uma evolução, especialmente porque os laterais portugueses recuperam rápido em momentos de transição, e porque tanto Pepe como Fonte são rápidos e têm a capacidade atlética para controlar bem a profundidade. Além disso, no eixo defensivo, há ainda Rúben Semedo a despontar no Sporting, que começa a “exigir” uma oportunidade na selecção principal de Portugal.

Depois, em termos ofensivos, a solução terá de passar sempre pela criação de condições para os jogadores mais criativos e desequilibradores se associarem com maior facilidade. Actualmente, os jogadores portugueses encontram-se demasiado isolados uns dos outros, e poucos têm uma liberdade de acções que lhes permita criar soluções para desmontar organizações defensivas adversárias, que lhes permita envolverem os restantes colegas de equipas em cada jogada. Fernando Santos precisa de aproximar a equipa quando esta tem a posse da bola, orientando-a mais para o corredor central, em detrimento dos corredores laterais. Tendo Portugal laterais com grande propensão ofensiva, como Cédric, Raphael Guerreiro ou João Cancelo, os corredores laterais estarão sempre preenchidos no momento ofensivo. Cabe ao seleccionador depois fazer com que os seus médios e avançados se aproximem no corredor central, facilitando a construção e a criação de jogo. Não faltam, a Portugal, jogadores que se sentem à vontade quando jogam em espaços curtos e necessitam de decidir e executar quase instantaneamente. Nani, Bernardo Silva, João Mário, Cristiano Ronaldo, Rafa ou Quaresma são disso grandes exemplos. Portanto, não há necessidade de os fazer partir de posições exteriores com bola, porque eles não necessitam de espaço para criar e desequilibrar, e porque, partindo dessas zonas, aumenta a distância a que estão da baliza adversária, aumenta o número de adversários que encontram pela frente e, consequentemente, aumenta a dificuldade que têm para criar oportunidades e fazer golos. No fundo, Portugal está a colocar obstáculos a si próprio para chegar à baliza adversária.

Por fim, e agora no plano individual, é de esperar que Fernando Santos continue a promover, progressivamente, uma renovação na selecção. Já aqui se referiu Rúben Semedo, e esta última convocatória também já contou com João Cancelo e André Silva. Há ainda casos como os de Renato Sanches, Rafa, Raphael Guerreiro e Bernardo Silva, jogadores jovens e que já fazem parte das escolhas habituais do seleccionador. Para além destes, Portugal pode ainda contar com alguns dos talentos que actualmente brilham na selecção sub-21 e que poderão esperar uma chamada à selecção principal, algures pelo caminho até à Rússia. Casos como o de Bruno Fernandes, Gelson Martins ou até de André Horta. Há ainda Bruma, jogador que não parece entrar nas contas de Rui Jorge nos sub-21, mas que está a realizar um grande início de época no Galatasaray, e que pode perfeitamente ambicionar uma convocatória para a selecção A. O futuro parece extremamente promissor para a selecção portuguesa, e podemos continuar a esperar novos talentos emergentes a fazerem a sua estreia na selecção principal.

André Silva fez, contra a Suiça, a estreia em jogos oficiais pela selecção A. [Foto: bomdia.eu]
André Silva fez, contra a Suiça, a estreia em jogos oficiais pela selecção A. [Foto: bomdia.eu]
 

Em suma, há que compreender, o quanto antes, que o título europeu já faz parte do passado, e que para se atingir os próximos objectivos, Portugal tem de evoluir. O futebol é um fenómeno em constante evolução e mutação, e nunca a mesma “receita” funciona duas vezes. Há bases que o Europeu ajudou a criar, e há outras que ainda necessitam de ser criadas. Há muito para desenvolver, muito por onde evoluir. Fernando Santos, pelo crédito que ser campeão europeu lhe dá, merece ter tempo para desenvolver as ideias que pretende aplicar na selecção. Mas tem de começar a fazê-lo o quanto antes, sob pena de estagnar e desperdiçar a motivação extra que é poder dizer “Portugal é campeão europeu!”. O futebol é, também, feito de ciclos. E viver à sombra do sucesso é o primeiro passo para o insucesso.


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