20 Fev, 2018

Meus Senhores… a Segunda Liga Portuguesa está ao rubro!

Francisco IsaacNovembro 26, 20178min0

Meus Senhores… a Segunda Liga Portuguesa está ao rubro!

Francisco IsaacNovembro 26, 20178min0
Descubram connosco o porquê de olharmos para a LigaPro como uma das mais vibrantes dos últimos tempos! Do Norte aos Açores, estes são os nossos argumentos!

Muito se queixam os adeptos do facto que a maioria das equipas da Liga NOS ficam distantes dos lugares cimeiros da tabela e que, na maioria das situações, os jogos são algo monótonos, “parados” e sem interesse. Se os adeptos portugueses regozijam (ou desesperam dependendo do ponto de vista) com um empate ou derrota dos grandes (FC Porto foi a última vítima desta situação, com um empate frente ao Aves), já na Segunda Liga podem ficar completamente em estado catatónico com tudo o que acontece.

O VAI E VEM DE LUGARES!

E o que significa isto que acabámos de dizer? Argumento número um: a Académica de Coimbra passou de um complicado 15º lugar à passagem da 10ª jornada… e agora está num brilhante e promissor 6º após quatro vitórias consecutivas em que derrotaram os favoritos Arouca e Nacional, para além do sólido e “jovem” FC Porto “B”.

Nem a saída de Ivo Vieira abanou os “estudantes”, que agora têm Ricardo Soares a dirigir um plantel que conta com Zé Castro, Zé Tiago e o lendário Marinho.

O futebol da Segunda Liga (ou LigaPro) é diferente, com uma mescla de tácticas e opções técnicas que dão outra cor e relevo a uma divisão “perdida” para a lógica humana. Se optarem por acompanhar o Famalicão vão ter uma equipa que “renega” o controlo total de bola no meio, para assumir uma posição de pressão alta e de domínio na frente de ataque, impondo uma “agressividade” táctica muito característica das equipas de Dito.

A vitória por 6-0 contra o Sporting CP “B” tiveram tanto de polémico como bem jogado pelo Famalicão, que pressionou o adversário do principio ao fim, explorando bem a expulsão de Ary Papel logo aos 4′. A equipa onde joga o artilheiro da LigaPro, de seu nome Rui Costa (21 anos e com uma grande margem de progressão), tem feito um bom início de campeonato, mas falta jogar com os top contenders de 2017-2018, ou seja, têm de ir ou receber o Santa Clara, Académico de Viseu, Arouca ou os B’s do FC Porto.

No jogo mais a sério perderam por 3-0 frente ao CD Nacional que esteve até a esta última jornada (14ª) numa espiral de resultados negativos. Costinha, um dos campeões europeus da Era Mourinho no FC Porto, tomou as rédeas dos alvi-negros após a descida de divisão na última temporada.

O técnico que transitou da Académica de Coimbra (que coincidentemente tinha também descido de divisão no ano que o treinador pega nos “estudantes”), entrou a “meio-gás” no Nacional mas rapidamente alterou o ritmo dos acontecimentos.

Os 3-0 dados ao Famalicão à 4ª jornada foram só um dos bons resultados frente a possíveis adversários na luta pela subida dos madeirenses nesta Segunda Liga. Para além dessa vitória, conta-se também os 2-0 caseiro ante o Académico de Viseu que é, sem dúvida alguma, uma das equipas a seguir desta temporada.

Num plantel recheado de jovens jogadores formados no clube caso de Diogo Coelho, Camacho, Jota, Abreu ou Nuno Campos, falta um matador total para dar o toque à equipa de Costinha, que agora assenta no 8º lugar a quatro pontos do 2º lugar do campeonato e que vinha de quatro jogos sem ganhar para o campeonato.

Já que mencionámos o Académico de Viseu que dizer de uma equipa que à passagem da 14ª jornada tem só 8 golos sofridos e duas derrotas consentidas? Uma formação assente na experiência do seu plantel, onde joga um “velho” mas ágil Peçanha entre os postes, um experiente e lógico Bura e a dupla letal e fria, composta por Sandro Lima (já ajudou o Chaves a ascender à Liga NOS) e Luís Barry (não só ajudou também o Chaves como o Aves a subir à divisão mais alta do futebol em Portugal), o Viseu tem dominado a LigaPro e parece não parar rumo ao que seria um sonho impossível antes do arranque para esta época.

A única derrota, para além da com o Nacional, foi frente ao “aflito” do Oliveirense que luta para não descer a todo o custo. A luta pela manutenção está também uma loucura, já que União, Cova da Piedade, Real e a equipa de Oliveira de Azeméis estão empatados ou divididos por 1 ou 2 pontos de máximo. Só uma nota… entre o 17º lugar (o 1º da despromoção) e o 2º lugar vão uma diferença de 12 pontos, ou seja, quase “nada” para uma Segunda Liga de tudo e de todos.

Foto: Transfermarkt

O Fair Play escolheu duas equipas que devem acompanhar nas próximas semanas, assente em três premissas: calendário, equipa e projecto.

CD SANTA CLARA

A equipa de São Miguel dos Açores vai ter dois jogos de “cortar a respiração” com o CD Nacional (casa), Famalicão (fora) e Oliveirense (casa), em que é forçado a conseguir os nove pontos, ou, pelo menos ganhar à Oliveirense, empatar com o Nacional e derrotar o Famalicão de modo a regressar ao grupo dos eleitos. A formação dos Açores tem dois avançados que jogam numa harmonia total, sendo eles Fernando e Thiago Santana. Somam 12 golos e 6 assistências, com o acréscimo de ter ainda Clemente, um veterano genial.

O avançado português também tem metido o “dedo” na luta pelos melhores strikers deste Santa Clara, somando já 4 golos nos 12 jogos que entrou. Mais, os 4 golos foram todos essenciais rendendo quatro vitórias (12 pontos), o que mexe por completo com as dinâmicas da equipa. Clemente é, sem dúvida alguma, a arma secreta de Carlos Pinto, um treinador com uma visão bem interessante (já agora leia a nossa entrevista com o avançado, clicando aqui).

O técnico está pelo 2ª vez ao comando do Santa Clara, depois de ter guiado a equipa durante 2015/2016, tendo abandona para rumar ao Paços de Ferreira na temporada seguinte. Não teve sorte na Capital do Móvel e regressou aos Açores onde tem sido feliz. Conseguirá agora promover uma equipa que desde 2002/2003 não sente o “cheiro” da Primeira Liga?

LEIXÕES SC

18 golos marcados e 17 sofridos, a formação de Matosinhos passa do melhor ao pior na LigaPro. Porém, João Henriques tem feito um trabalho extraordinário com um plantel que não é o melhor a níveis técnicos ou individuais, mas é o melhor em termos de “coragem” e fome pela redonda. Na ausência de um goleador, há esforço e dedicação como prova Breitner ou Bruno Lamas, que têm dado outra forma ao clube do Norte.

Para além disso, o Leixões relançou a carreira de Evandro Brandão, um jogador que já esteve no Manchester United e SL Benfica, mas que nunca conseguiu atingir um equilíbrio exibicional que lhe proporcionasse saltos mais altos. Agora em Matosinhos é um dos jogadores a ter muito cuidado no um para um, podendo soltar um rasgo repentino e meter a bola no centro da área. E também é a “casa” de um dos jovens mais promissores da Segunda Liga, Stephen Eustáquio (descobre o que dissemos sobre o médio no artigo dos 3 jovens mais promissores da LigaPro).

O Leixões ainda não perdeu em casa para a LigaPro, nem para a Taça de Portugal (eliminados pelo Farense no Algarve) ou Taça da Liga (arrancaram um empate frente ao FC Porto no Dragão!), tendo somado 19 pontos em 21 possíveis, algo extraordinário para uma liga que gosta de ser caótica e onde qualquer um pode ganhar em qualquer jogo.

O Leixões agora vai dar um “saltinho” até Penafiel, depois desce para a região de Coimbra onde joga frente ao Arouca e recebe o Nacional. Três vitórias davam o tónico necessário para ganhar a frente a dois adversários directos e ainda aproximá-los do 1º e 2º lugar da LigaPro.

Só podemos concluir que esta Segunda Liga Portuguesa está ao rubro e que não vai ficar por aqui com toda a certeza!  

Terá Matosinhos a Primeira Liga Portuguesa? (Foto: Lusa)


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