17 Out, 2017

O regresso do pequeno mago

Bruno DiasAgosto 27, 20162min0

O regresso do pequeno mago

Bruno DiasAgosto 27, 20162min0

Esta semana, o futebol português viu regressar um dos jogadores mais criativos e geniais que por cá passaram nos últimos tempos. Óliver Torres está de volta ao FC Porto, onde brilhou na temporada 2014/2015. Foi apenas uma época, mas que deixou saudades a muitos adeptos portistas, e que conquistou o respeito e admiração de muitos outros adeptos dos restantes clubes (entre os quais me incluo).

Formado na “cantera” colchonera, desde cedo se apontou um grande futuro ao médio espanhol. Sempre presente no radar das selecções jovens espanholas, colecciona inúmeras internacionalizações por vários escalões, faltando-lhe apenas a estreia na selecção A, algo que muito provavelmente estará também no seu horizonte a curto prazo. No entanto, nem sempre a sua carreira foi feita de sucessos. A primeira época sénior de Óliver foi complicada, e entre Atlético e Villarreal (para onde foi emprestado no mercado de inverno), realizou apenas 22 jogos, sendo a grande maioria deles como suplente utilizado.

Na temporada seguinte, e não tendo espaço no plantel do Atlético, rumou ao Porto, para jogar num FC Porto treinado por Julen Lopetegui, que já com ele havia trabalhado nos sub-21 espanhóis. Aí, pegou “de estaca” no meio-campo portista, apontando 7 golos e 6 assistências em 40 jogos, realizando quase 3000 minutos em toda a época e estabelecendo-se, não só como um jogador que dava clarividência e criatividade a um FC Porto que se veio a revelar monótono e previsível, mas também como um dos jogadores de referência no campeonato português.

A boa época realizada em Portugal fez Simeone querer ver mais de perto aquilo que o pequeno criativo poderia render no seu modelo de jogo extremamente rotinado e intenso, em Madrid, e Óliver regressou para ficar no plantel do Atlético. No entanto, e apesar de ter participado em 33 jogos, o médio espanhol poucos jogos voltou a realizar enquanto titular, e nunca pareceu ter a total confiança do técnico argentino para conquistar um lugar na equipa.

Agora, de regresso a Portugal e ao FC Porto, espera-se que Óliver volte a ser o criativo que o futebol dos azuis e brancos necessita para subir o seu nível qualitativo, que volte a jogar e a fazer jogar bem a equipa, e que volte a passear magia e classe nos relvados portugueses, encantando os adeptos que, acima de tudo, gostam do futebol e do jogo em si. Quem sabe se não será já neste Domingo, no primeiro clássico desta época, em Alvalade, que o médio espanhol regressa aos holofotes do futebol português.

Entretanto, e para que não se perca o fio à meada, fica aqui um pequeno resumo daquilo que Óliver fez em Madrid, durante esta sua “pausa” do futebol português:


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