21 Fev, 2018

Luís Gonçalves: A Nova Face do FC Porto

Francisco da SilvaDezembro 17, 20175min0

Luís Gonçalves: A Nova Face do FC Porto

Francisco da SilvaDezembro 17, 20175min0
Desde Setembro de 2016 que Luís Gonçalves é a nova face do FC Porto. 15 meses após ingressar novamente no clube do coração, o Fair Play resume as ações mais marcantes do dirigente desportivo.

Após vários anos de desvario e irresponsabilidade, a comunidade portista pode finalmente respirar de alívio em relação à extensão e qualidade dos ativos que compõem o plantel azul e branco. O grande responsável por esta metamorfose é Luís Gonçalves que, chegado ao clube em Setembro de 2016, operou diversas alterações estruturais. Conheça com o Fair Play o seu perfil e os seus principais méritos.


Luís Gonçalves não é de todo um corpo estranho no Dragão, mais não seja por ser um dos sócios mais antigos do clube (nº 2287) e um profundo apaixonado pelo FC Porto. Contudo, o percurso profissional do diretor desportivo de 52 anos está intimamente ligado ao clube pois em 1993 Luís Gonçalves fez parte da estrutura inicial do departamento de scouting azul e branco, tornando-se uma peça essencial no desenvolvimento de uma rede de olheiros portistas em vários pontos nevrálgicos do globo. Simultaneamente, acumulou ainda responsabilidades na liderança e coordenação do futebol jovem azul e branco. Em 2011, trocou o calor do Dragão pelo frio da Ucrânia para abraçar uma nova experiência laboral, mais concretamente, foi aposta do Shakhtar Donestk para liderar o departamento de observação do emblema ucraniano.

Após 5 frutuosos anos de ligação, o clube do coração voltou a chamar por Luís Gonçalves. Em Setembro de 2016, o diretor desportivo assumia o cargo anteriormente ocupado por Antero Henrique com o intuito de devolver o FC Porto aos títulos. Pouco mais de um ano após ter assumido o cargo, o emblema azul e branco ainda não conquistou qualquer título, porém, nestes 15 meses de exercício é difícil de ficar indiferente a alguns traços do seu percurso.

Paixão Contagiante

Longe de ser uma norma de desempenho profissional tangível, é difícil ficar indiferente à forma profundamente apaixonada com que Luís Gonçalves vive os 90 minutos no banco de suplentes portista. Pode-se ou não discutir a maneira como o diretor desportivo extravasa as suas emoções e o seu portismo, no entanto, qualquer adepto azul e branco reconhece as vantagens de ter um elemento que vive com tanta intensidade o FC Porto. Na ausência de referências no balneário portista, Luís Gonçalves desempenha certamente um papel decisivo na cativação e motivação dos jogadores do plantel.

Contratações Cirúrgicas

O reinado de Luís Gonçalves tem sido marcado pela parca contratação de jogadores para reforçar o plantel portista, não apenas pelo contexto financeiro do clube, mas também pela maior assertividade nos reforços que chegam ao Dragão. Desde Setembro de 2016, os reforços limitaram-se a Óliver Torres (em definitivo), Tiquinho Soares e Vaná Alves, ou seja, em duas janelas de transferências chegaram apenas ao FC Porto 3 elementos. Exemplo da assertividade de Luís Gonçalves é que depois de vários anos em que o clube despendia recursos no mercado de inverno sem qualquer retorno, finalmente o FC Porto teve em Tiquinho Soares um verdadeiro reforço para a equipa. Se é verdade que todos os portistas gostariam de ter mais reforços na sua equipa, não é também menos verdade que os adeptos azuis e brancos preferem manter esta discrição do que ver chegar contentores de jogadores sem qualquer qualidade para representar o clube.

Regresso ao Euromilhões

A estreia do diretor desportivo neste último mercado de Verão foi extremamente pragmática e auspiciosa, levando a que o FC Porto tenha tido a capacidade e competência de vender alguns ativos seus recentemente valorizados por quantias milionários. Os maiores exemplos são as vendas de André Silva por 38 milhões de euros e de Rúben Neves por 16 milhões de euros. Porém, convém não esquecer ainda a venda de elementos pouco utilizados mas que permitem somar mais de 10 milhões de euros em vendas (Evandro, Bruno Martins Indi, Laurent Depoitre, Andrés Fernandez e Igor Lichnovsky) nas duas últimas janelas de transferências. Depois de nos últimos anos termos assistido a negócios pouco rentáveis para o clube, parece que finalmente o FC Porto ganhou uma nova capacidade negocial com Luis Gonçalves ao leme.

Adeus Excedentários

A exigência de respeitar os acordos do fair play financeiro obrigaram o clube azul e branco a reduzir drasticamente a sua folha salarial, por forma a dar algum oxigénio monetário à SAD portista. Ora, neste âmbito, Luís Gonçalves tem realizado um trabalho extremamente interessante ao renegociar saídas e empréstimos de inúmeros jogadores sem classe e talento para alimentar o rendimento do plantel portista. Desde que o diretor desportivo de 52 anos assumiu o cargo, mais de 20 elementos excedentários deixaram de fazer parte do FC Porto. Nomes como Sinan Bolat, Kayembe, Tiago Rodrigues, José Angel, Josué, Abdoulaye Ba, Nabil Ghilas, Sami ou Ricardo Nunes deixaram finalmente de consumir recursos financeiros a um clube já de si debilitado. Por outro lado, 19 elementos ainda com rendimento desportivo insuficiente para o reino do Dragão, tais como Fernando Fonseca, Omar Govea, Willy Boly, Gonçalo Paciência, Mikel Agu, João Carlos Teixeira, Adrián Lopez ou Chidozie foram emprestados e têm maioritariamente valorizado nas suas experiências forasteiras.

Luís Gonçalves no final do encontro FC Porto – SC Braga | Fonte: Record


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