19 Fev, 2018

Os 5 Melhores Centrais neste momento da Liga Pro 17/18

Francisco IsaacJaneiro 2, 20187min9

Os 5 Melhores Centrais neste momento da Liga Pro 17/18

Francisco IsaacJaneiro 2, 20187min9
O Fair Play escolhe os 5 melhores centrais da Liga Pro 2017/2018 com a 1ª volta prestes a terminar. Quem são os patrões da defesa? Descobre no artigo!

DIOGO COELHO (CD NACIONAL)

Mais de 100 jogos na Liga Pro, Diogo Coelho é aos 24 um central em alta rotação, dinâmico e perfeccionista, que tem agarrado a titularidade pelas equipas por onde passa. Coincidência, ou não, Coelho tem jogado por clubes que lutam pela subida de divisão, como aconteceu com o Covilhã (os Serranos em 2014/2015 lutaram pela subida de divisão até à última jornada), Chaves (subiu com o Professor das Promoções, Vítor Oliveira) e Académica (início e final forte da turma então treinada por Costinha).

Coelho é um jogador bastante seguro no jogo aéreo, com uma excelente leitura defensiva e que assume o papel de “patrão” de defesa nos alvi-negros na época actual. Tem conseguido “asfixiar” alguns avançados mais reputados desta Liga Pro no que toca à marcação cerrada, estando isento de culpas de 95% dos golos sofridos pelos madeirenses (em termos individuais).

É um nome fundamental no onze de Costinha e seria totalista não fosse uma pequena lesão sofrida após o jogo com o FC Porto “B”, o que forçou a sentar no banco contra o SC Braga “B” (derrota por 4-3). 1530 minutos nas pernas demonstra que Diogo Coelho é um jogador a seguir e importante no Nacional. A somar a isto, Coelho sabe sair com a bola e bombeá-la em profundidade, conferindo outra importância ao seu uso dentro do actual esquema táctica.

Em ano de final de contrato, Diogo Coelho é um jogador que facilmente pode conquistar um lugar numa das equipas da Liga NOS, especialmente em clubes como o Portimonense, Feirense, Tondela ou, e apesar do risco associado, ao Boavista.

BURA (ACADÉMICO DE VISEU)

Formado nas escolas do FC Porto “B”, Bura é dos jogadores mais “viajados” dos campeonatos portugueses, já que passou por nove clubes nos últimos 10 anos. Um central forte (o seu 1,91 mete respeito), “agressivo” e com um excelente tempo de reacção, Miguel Granja “Bura”, tem sido uma das chaves do sucesso do Académico de Viseu.

Os viseenses só sofreram 18 golos até ao momento, com as possibilidades de dupla/tripla entre Bura-Fábio Santos a conseguirem trabalhar no pleno das suas forças, atribuindo à sua equipa uma espécie de “muralha” defensiva que requer muita mestria para ultrapassar.

O central de 29 anos é, acima de tudo, competente, intenso e confiável, dá outra dimensão defensiva ao Viseu, recupera bolas, faz faltas cirúrgicas, luta de forma leal mas sem nunca desistir da sua causa (leva só dois amarelos em 14 jogos). E melhor que tudo, marca golos! Em três épocas pelo Viseu, Bura já leva 17 golos em 88 jogos, o que prova que sabe fazer da sua altura uma arma dentro da área.

O Académico de Viseu está no bom caminho para subir de divisão e deve-o em boa parte a jogadores como Bura, que conferem outra potência ao eixo defensivo.

Foto: Lusa

JOEL (SC COVILHÃ)

O Covilhã não é de todo uma equipa que luta pela subida de divisão, sendo que o seu primeiro (e principal) objectivo é a manutenção. Contudo, neste mundo pouco “vibrante” do futebol dos Serranos, há exemplos de jogadores como Joel Vidal. O “centralão” que mora na Serra da Covilhã pode ser um pesadelo para as equipas adversárias, assumindo-se como uma “carraça” que “irrita” os strikers opositores.

Joel está desde 2013 no clube, algo pouco comum no futebol da actualidade. Altamente dedicado à causa, Joel é o último jogador a desistir quando há uma contrariedade dentro de campo, indo sempre atrás do resultado na esperança de dar a volta.

Como central é uma garantia de estabilidade e “paz” dentro da equipa, ajudando aos Serranos serem, para já, a melhor defesa do campeonato.

Dotado de um bom pé esquerdo, Joel consegue dar sempre outro nível ao seu colega do lado, algo que por vezes é essencial nos momentos mais críticos do jogo. Rápido na reacção à perda de bola e com um timing bastante bom nos cortes, os quase 150 jogos pelo Covilhã provam que é um jogador essencial para o clube.

Joel do lado esquerdo (Foto: Record)

JORGE FERNANDES (FC PORTO “B”)

O FC Porto está muito bem servido de talento jovem, com Jorge Fernandes ou Diogo Leite a serem nomes muito interessantes para analisar e estudar. Mas optámos por Jorge Fernandes, já que tem alguns detalhes que podem equivaler-lhe uma subida ao escalão máximo do futebol em Portugal.

20 anos, 1,93, “filho” da academia do FC Porto, Fernandes é dotado de uma excelente capacidade para lutar (e ganhar) nos “ares”, rápido a bater-se com os avançados mais velozes e percebe qual o momento certo para intervir numa jogada de perigo.

A forma atlética com que resolve algumas situações é notável, demonstrando uma boa passada e cultura de central que tem contribuído para o primeiro lugar da segunda equipa dos azuis-e-brancos na Liga Pro.

Assertivo e “raçudo”, os únicos problemas de Fernandes são o facto de sofrer algumas lesões que o tiram dos jogos. Em 18 jogos no campeonato, actuou em 13, com atenção em particular para os jogos com o Famalicão ou Nacional, onde conseguiu ganhar a maioria dos duelos. Futuro interessante para o jovem central.

Foto: Lusa

JOÃO REAL (ACADÉMICA DE COIMBRA)

Que classe espalha João Real nesta Académica, que teve um início bem cinzento, mas que entretanto não só recuperou o fôlego como está na luta pela subida de divisão. Totalista na Briosa, Real tem sido um dos centrais que melhor tem estado na Liga Pro, com vários pormenores de requinte que dão à Académica outra dimensão.

Real sai bem com a bola nos pés, organiza com excelência a sua linha defensiva, presta-se a “asfixiar” e “paralisar” os seus adversários mais directos (amarrou Galeno  do FC Porto “B”, Ricardo Gomes do Nacional ou Rui Costa do Famalicão) e tem dos melhores timings no momento de intervir em jogadas rápidas.

É um perigo dentro da área, já que gosta de fazer o gosto à “cabeça” (já vai com 3 golos, dois deles importantes para vitórias contra o FC Porto “B” e Real SC), sendo uma preocupação constante para quem está com a obrigação de marcá-lo.

Real é o jogador que melhor define o espírito da Briosa, com uma atitude e confiança total, pondo em campo toda uma vontade de meter a Académica no topo, sem desculpas e sem “soluços”, algo que extravasa para os seus restantes colegas, algo fundamental para manter os níveis de confiança no ponto mais alto.

Para além destes cinco centrais que falámos há ainda alguns nomes a ter em conta e que serão analisados num próximo artigo como Deyverson (Arouca), Hugo Basto (Arouca), Daniel Almeida (Cova da Piedade), Vítor Tormena (Gil Vicente) e Luís Pedro (Gil Vicente). Em particular Vítor Tormena, jogador que pertence aos quadros do São Paulo, é um central de enorme interesse, já que tem alguns preciosismos que facilmente podem conquistar equipas da Liga NOS: agressividade na disputa de bolas, capacidade física total, competente a disputar o jogo aéreo, entre outros pontos.

Para mais artigos da Liga Pro recomendamos os seguintes: 10 Promessas da Liga Pro; os 5 artilheiros da Segunda Liga; 3 jogadores que merecem outros palcos; 5 Médios da Liga Pro.

João Real (Foto: Lusa)


9 comments

  • Witeson Kembo

    Janeiro 13, 2018 at 7:58 pm

    Felipe Lopes não diz nada, na minha opinião melhor que o compatriota Diogo Coelho

    Reply

    • Francisco Isaac

      Janeiro 13, 2018 at 8:04 pm

      Caro Witeson Kembo, obrigado pelo comentário. No entanto, faço desde já um reparo: o Felipe Lopes não é compatriota de Diogo Coelho, uma vez que nasceu e está declarado como jogador brasileiro. Posto isto, Felipe Lopes jogou apenas 9 jogos até ao momento, apresentando algumas lesões/falta de forma. Agora está bem melhor, mas não ao nível de Diogo Coelho que tem estado (quase) irrepreensível no centro da defesa do Nacional. Há vários pontos para a nossa argumentação, sendo que Coelho tem realizado menos erros que o brasileiro, já que este consentiu duas penalidades e três golos foram de sua directa responsabilidade.

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  • Marco Ribeiro

    Janeiro 3, 2018 at 10:12 am

    Bem, se isto for para promover jogadores tudo bem, fora isso esta análise é feita por alguém ou que não percebe muito da modalidade ou que anda desatento. O Zé Castro? O Zé Pedro? Superiores e muito ao João Real. Jorge Fernandes? Em vez do Ferro ou do próprio Ivanildo? É bom, mas em comparação ao Ferro é muito inferior quer nos duelos quer com bola nos pés. E o Luís Pedro? Não mete João Real, Jorge Fernandes e Joel num bolso? Que falta de conhecimento amigos. De resto concordo.

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    • Francisco Isaac

      Janeiro 3, 2018 at 10:45 am

      Caro Marco Ribeiro, agradeço a proposta de nomes e comentário. Não posso é agradecer é a forma como o faz, uma vez que gostamos de discutir com Fair Play. É a nossa opinião mediante a análise que efectuámos. No próximo mês dependendo dos resultados e prestações individuais alguns dos nomes invocados poderão surgir, ou não. Obrigado, e bom início de ano

      Reply

      • Marco Ribeiro

        Janeiro 3, 2018 at 10:59 am

        Não quis de forma nenhuma ofender, apenas acho que está pouco razoável a distinção e parece que querem promover alguém. Mas se o fazem que seja para bem do nosso futebol.

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  • Francisco

    Janeiro 2, 2018 at 9:27 pm

    Defesas direitos

    Reply

    • Francisco Isaac

      Janeiro 3, 2018 at 10:36 am

      Caro Francisco, será outro artigo esse. Prometemos adiantar quando tivermos a análise concluída. Obrigado

      Reply

  • João

    Janeiro 2, 2018 at 3:36 pm

    Zé Castro?

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    • Francisco Isaac

      Janeiro 2, 2018 at 3:45 pm

      Caro João,

      Boa pergunta! Considerámos o Zé Castro mas dentro dos parâmetros que traçámos (nº de jogos, importância e impacto na equipa, qualidade técnica-táctica, forma física, etc) ficou de fora desta lista… para já. No próximo mês, em caso que revisitemos o tema poderá ser que ele surja na lista se mantiver a titularidade e a Académica mantiver a boa senda de jogos.

      Obrigado

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