21 Ago, 2017

3 reforços para o ataque ao Penta

Pedro AfonsoJulho 1, 20175min0

3 reforços para o ataque ao Penta

Pedro AfonsoJulho 1, 20175min0

Mais de um mês se passou desde o final da Liga NOS e o SL Benfica parece ter adormecido no mercado. Com as anunciadas saídas de Ederson e Lindelof e o início dos trabalhos de pré-época, urge reforçar um plantel que, apesar da sua profundidade geral, demonstra um défice importante em certas áreas do terreno. Abaixo, três propostas de reforços para a equipa encarnada.

Defesa Central – Sidnei (Deportivo)

A saída de Lindelof deixa um vazio importante no eixo da defesa encarnada que nenhum dos atuais membros do plantel conseguirá suprir. As características do sueco diferiam largamente das dos seus colegas e até das dos seus adversários da Liga NOS, uma vez que, mais do que a sua capacidade de destruir jogo, Victor era capaz de construir jogadas de ataque e progredir com bola como poucos. Não surpreende, por isso, a avultada venda ao Manchester United, que percebeu que uma das lacunas do seu plantel passava exatamente por não ter um central “moderno”.

Sidnei aprimorou-se na sua passagem pela Liga Espanhola. A sua chegada ao Benfica foi seguida de uma ascensão quase meteórica e uma queda igualmente rápida. Dúvidas acerca do seu estilo de vida, do seu comprometimento para com a equipa e o seu profissionalismo levaram-no para a porta de saída do clube encarnado. Mas 5 anos se passaram desde a sua saída de Lisboa e Sidnei será agora mais maduro, mais jogador, mais profissional. Só assim se poderá explicar o investimento de 6,5M€ por parte do clube espanhol para garantir a sua contratação a título definitivo e, mais surpreendentemente, o interesse do Barcelona que se vem repetindo ao longo dos anos.

Dotado de um poderio físico impressionante, Sidnei alia às suas competentes capacidades defensivas uma enorme visão de jogo e um passe primoroso. Destemido, sem medo de avançar com a bola controlada, o brasileiro seria uma contratação interessante, por já conhecer os cantos à casa e pelo seu perfil defensivo único. Com contrato até 2020 e um valor de mercado de 6,00M€, o preço da sua contratação rondaria os 10-12M€, um valor nada proibitivo para os cofres encarnados.

Lateral Direito – Elabdellaoui (Olympiakos)

O norueguês não é desconhecido do clube encarnado e foi já várias vezes associado a transferências para a Luz. Curiosamente, os rumores só abrandaram com a ascensão de Nélson Semedo e a sua afirmação plena na faixa direita do conjunto de Rui Vitória. Com a muito provável saída de Nélson, fruto de uma época verdadeiramente memorável, ficará uma lacuna no plantel encarnado que, tal como no caso de Lindelof, deverá ser suprida por um jogador de características muito específicas, que não existe nos atuais quadros do SL Benfica.

André Almeida e Pedro Pereira serão capazes de suprir a saída de Nélson e assegurar a defesa do ataque encarnado. Contudo, até pela maneira como Rui Vitória construiu a sua equipa, a defesa das laterais não é o ponto que mais interessa ao técnico ribatejano. Para uma liga como a portuguesa, é muito mais importante ter um lateral que ataque com qualidade do que um lateral que defenda bem.

Elabdellaoui é exatamente esse jogador: veloz, forte fisicamente, excelente capacidade de cruzar, ofensivo. Com passagem por vários grandes campeonatos europeus (na época passada esteve ao serviço do Hull City de Marco Silva, por exemplo), Elabdellaoui seria capaz de conferir experiência e qualidade ao flanco direito encarnado, enquanto Pedro Pereira poderá amadurecer e tornar-se um jogador mais completo, continuando André Almeida como bombeiro de serviço. Com um valor de mercado de 5,00M€ e o contrato a terminar em 2018, Omar assume-se como uma opção apetitosa para o clube da Luz.

Médio Centro – Mario Lemina (Juventus)

Pizzi foi o melhor jogador da passada Liga NOS e é, cada vez mais, o maestro encarnado, quem pauta os tempos de jogo da formação de Rui Vitória. Contudo, Pizzi não é, nem nunca será, um 8 para jogar em 4x4x2. Obviamente que poderão argumentar que chegou e sobrou para ganhar o tetracampeonato, mas seria desonesto negar que o transmontano tem graves défices defensivos que prejudicam a equipa em jogos contra equipas maiores. Se o Benfica quer subir o seu nível de jogo e tornar-se uma equipa mais competitiva a nível internacional, precisa de um jogador que seja capaz de queimar linhas e conferir mais equilíbrio defensivo à equipa. Renato Sanches foi esse jogador e a sua venda, demasiado precoce, deixou um vazio na equipa encarnada.

Mario Lemina chegou à Juventus em 2015 por empréstimo do Marselha e convenceu os dirigentes transalpinos a desembolsar quase 10,00M€ na sua contratação no início da época 2016/2017. Contudo, Lemina não é, nem nunca será, indiscutível no meio-campo da Juventus. Com apenas 29 jogos na passada época, a maior parte deles como suplente, o gabonês desvalorizou e perdeu espaço inclusivamente com a chegada de Tomás Rincón, a meio da época. Com 23 anos, Mario terá de escolher entre lutar pelo lugar num plantel onde as opções para o meio-campo são Marchisio, Khedira, Pjanic, Rincón e Sturaro, ou sair para um clube onde possa ser estrela e dono do meio-campo.

Jogador dotado de um enorme poderio físico e uma enorme tendência para progredir com bola no pé, Lemina seria a peça ideal para complementar o 11 encarnado, migrando Pizzi para a ala e libertando o seu génio para as suas tabelas sem fim com Jonas. Com um valor de mercado de 7,5M€ e um contrato até 2020, Lemina comportaria um esforço avultado para os cofres encarnados. Mas a qualidade paga-se e quem gasta 22M€ em Raúl e 16M€ em Rafa poderá, certamente, gastar o mesmo valor num jogador com provas dadas na Europa.


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