19 Ago, 2017

O efeito dominó na Super Liga Chinesa

Ricardo LestreSetembro 22, 201617min0

O efeito dominó na Super Liga Chinesa

Ricardo LestreSetembro 22, 201617min0

Hoje, mais do que nunca, o dinheiro comanda toda uma vida. No designado futebol moderno, o assédio efectuado por grande parte dos clubes torna-se quase impossível de resistir. A hipotética e radical transformação no saldo contabilístico de muitos atletas retira a estes a verdadeira paixão pelo jogo. O amor à camisola e o cavalheirismo dos one club-men entrou, oficialmente, em extinção. Vivemos na era dos mercenários. Contudo, a função que mais ingratidão abarca é a de treinador. A alteração do estatuto de Deus para Diabo pode suceder-se num ápice e, quando o primeiro cai, gera-se uma gigante e imediata sequência de quedas. A esse fenómeno dá-se o nome de efeito dominó.

A Super Liga Chinesa é uma potência em clara ascensão. A sua juventude a nível profissional não permite qualquer tipo de comparações com outros campeonatos, mas o investimento astronómico dos últimos anos tem sido alvo de destaque. Foram biliões de yuans e milhões de euros aqueles que Xi Jinping, presidente da República Popular da China e confesso fã de futebol, disponibilizou para revitalizar e potenciar ao máximo o desporto-rei no seu país. Mas, por outro lado, muito dinheiro é também sinónimo de pouca paciência. Agora com a época perto do seu término, o Fair Play analisa as saídas de vários técnicos assim como os seus desempenhos ao longo da prova.

Slaviša Stojanović


Clube: Changchun Yatai

Entrada: 13/1

Saída: 4/5

Resultados obtidos na época: 5 derrotas e 2 empates – 16º lugar


Após deixar boas indicações na edição passada, o Changchun Yatai partiu para 2016 com algumas mudanças quer a nível do plantel quer a nível do corpo técnico. Saiu Marijo Tot, entrou Stojanović e muitos jogadores sofreram o mesmo destino. Fora qualquer tipo de brilhantismo, o Changchun versão 2015 deu motivos de esperança e conforto à sua massa adepta. Equipa bem composta, com vários atletas internacionais pelas suas selecções, mas que não se conseguiu manter na totalidade. Pilares como os húngaros Szabolcs Huszti e Ákos Elek e o nigerino Moussa Maazou abandonaram a equipa – a melhor notícia surgiu com as permanências de Marcelo Moreno e Anzur Ismailov, dois dos jogadores mais influentes – e as vagas estrangeiras que estes libertaram não foram devidamente preenchidas. Darko Matić, experiente médio croata que havia terminado o seu vínculo com o Beijing Guoan, foi a única aquisição que nenhuma questão levantou sobre a sua qualidade – já lá vão 8 anos consecutivos no futebol chinês (!). Julien Gorius (ex-Genk) e Ognjen Ožegović (ex-FK Vojvodina), os outros reforços extracomunitários, aterraram como incógnitas e pouco ou nada fizeram para alterar esse mesmo rótulo.

No plano táctico, um autêntico desastre. Primeiro testado um 4x2x3x1 sem sucesso, o treinador esloveno optou por um 4x4x1x1, completamente centrado nas acções de Marcelo Moreno, garantindo dois empates nas sete jornadas que esteve ao encargo da equipa. Um pouco à imagem do Shanghai Shenxin na temporada passada, o Changchun Yatai estabeleceu-se como um dos elos mais fracos desde bem cedo. Muitas dificuldades defensivas – Matić, sendo um médio-defensivo de excelência actuou quase sempre a defesa-central face às debilidades/fraco desempenho dos seus colegas –, gritante dificuldade em construir jogo com critério e ligação inexistente entre sectores.  Para além de débil, o plantel do Changchun tem demonstrado uma descoordenação anormal dentro de campo. Lee Jang-soo, sul-coreano que ocupou o lugar de Stojanović, alcançou um total de 5 vitórias em 25 jornadas e todas elas com contornos inesperados. Isto porque o seu conjunto nunca conseguiu demonstrar, de facto, maior superioridade frente aos seus adversários. No recente defeso, Mislav Oršić, jovem atacante que brilhou ao serviço dos japoneses do Jeonnam Dragons e o brasileiro Bruno Meneghel (ex-Cerezo Osaka) foram recrutados de modo acrescentar mais qualidade no auxílio a Marcelo Moreno em zonas mais adiantadas. O upgrade pode classificar-se de razoável, até ao momento, mas a realidade é pura e dura. O Changchun Yatai está condenado à descida de divisão e Slavisa Stojanović foi a primeira peça a cair.

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Alberto Zaccheroni


Clube: Beijing Guoan

Entrada: 15/1

Saída: 20/5

Resultados obtidos na época: 2 vitórias, 3 empates e 4 derrotas – 10º lugar


Substituir Gregorio Manzano nunca seria tarefa fácil e Alberto Zaccheroni, experiente manager italiano de 63 anos, foi recrutado pelo Beijing Guoan para ocupar a vaga deixada pelo espanhol. Mais do que o seu currículo vistoso, a experiência bem-sucedida ao leme da Seleção Japonesa, durante quatro temporadas, teve um grande peso na decisão final por parte da direcção do clube.  Como se não bastasse o elevado grau de dificuldade do desafio, a saída de vários pilares como Dejan Damjanovic, Pablo Batalla e Ha Dae-sung, completamente acostumados ao país, piorou ainda mais a situação. As opções recaíram em Ralf e Renato Augusto, dois centrocampistas de craveira do Corinthians e em Burak Yilmaz, prolífico avançado turco do Galatasaray, sem esquecer, de igual forma, o papel desempenhado por Egor Krimets na defesa, ele que se estabeleceu na equipa após sucessivos empréstimos ao Pakhtakor Tashkent do Usbequistão.

Posto isto, e embora se aceitasse a existência de alguns contratempos iniciais, Zaccheroni teve, nas suas mãos, boa matéria-prima para explorar e trabalhar. Na prática, a história mudou completamente. Burak sofreu uma lesão nos primeiros treinos e, por incrível que pareça, a falta de uma alternativa de raiz, impediu que o sistema 4x2x3x1 do italiano fluísse ofensivamente. Foram testados vários atletas na posição mais adiantada, entre os quais Yu Dabao e o médio Piao Cheng (!), mas sem êxito.O futebol praticado esteve longe de se enquadrar num conjunto com a dimensão do Beijing Guoan. Monótono, sem ideias e sempre um quão expectante sobre algum possível rasgo de genialidade da autoria de Renato Augusto. A defesa, repleta altas e baixas, nunca conseguiu encontrar um ponto de equilíbrio na marcação e o meio-campo, mesmo com a dupla brasileira em destaque, não produziu o esperado. Já depois do seu despedimento, o fantasma de Zaccheroni permanece. O interino Xie Feng assumiu o posto e o cenário pouco ou nada mudou em termos futebolísticos apesar da concreta melhoria nos resultados – 6 vitórias, 6 empates e 3 derrotas.

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Dan Petrescu


Clube: Jiangsu Suning

Entrada: 12/7/2015

Saída: 2/6/2016

Resultados obtidos na época: 6 vitórias, 4 empates e uma derrota – 3º lugar


O afastamento de Dan Petrescu deixou um sabor agridoce no seio do novo e milionário Jiangsu Suning. A conquista da FA Cup na época passada, ainda sobre a insígnia do velhinho Jiangsu Sainty, deixou algumas boas impressões sobre o que 2016 poderia trazer. E, por detrás de um investimento bombástico da Suning Group, os objectivos propostos passavam por atacar todas as frentes possíveis: campeonato, Liga dos Campeões e, novamente, a FA Cup. Unidades estrangeiras como Alex Teixeira, Ramires, Jô e Trent Sainsbury e algumas nacionais como Gu Chao e Xie Pengfei deram outro espaço de manobra à outrora lenda do Chelsea FC que, juntando outros jogadores de peso que já faziam parte do plantel, formou um núcleo bastante interessante. Superado o desaire na Supertaça frente ao Guangzhou Evergrande e um primeiro empate no Vietname para a AFC Champions League, o Jiangsu parecia caminhar para a direcção certa. A frequente utilização do 4x2x3x1 assente na velocidade dos extremos Teixeira-Ji Xiang, procurando o target-man, agora relegado para a equipa de reservas, foi dando os seus frutos. A péssima fase inicial do Guangzhou Evergrande aumentou, ainda mais, o nível de confiança dos comandados de Petrescu que asseguraram o primeiro lugar da tabela classificativa durante várias jornadas consecutivas.

Com o avançar do tempo, os percalços foram surgindo. Tombo algo inexplicável na Liga dos Campeões, quando tudo parecia bem encaminhado, e uma quebra de rendimento em alguns encontros da Super Liga. Porém, nada de muito alarmante. É justo considerar que o empate a uma bola no terreno do Guangzhou R&F, a 23 de Abril, se afirmou como o momentum negativo da era Dan Petrescu. A incerteza e desconfiança sobre os rumores que iam sendo lançados sobre a sua saída para a Primeira Liga Russa, ia crescendo. Posto isto, a série de 2 empates e uma derrota, contra Shijiazhuang Ever Bright, Hangzhou Greentown e Tianjin Teda respectivamente, deu por terminada a aventura do romeno em solo chinês. O seu substituto, Choi Yong-soo, que até então desenvolvera um trabalho fenomenal no FC Seoul, assumiu o risco e, depois um pobre arranque, parece ter encontrado a fórmula ideal. 6 pontos separam o Jiangsu Suning do primeiro lugar a sete jornadas do fim e o objectivo não é, de todo, inalcançável, mas o seu actual dono e senhor é, nada mais, nada menos que o pentacampeão Guangzhou Evergrande.

Foto: digisport.ro
Foto: digisport.ro

Mano Menezes


Clube: Shandong Luneng

Entrada: 6/12/2015

Saída: 7/6/2016

Resultados obtidos na época: 2 vitórias, 3 empates e 6 derrotas – 14º lugar


Actualmente, a preferência do Shandong Luneng tem incidido, em particular, no contingente brasileiro. Cuca assumiu o comando por duas temporadas (2014 e 2015), onde venceu uma FA Cup e uma Supertaça, e cessou as suas funções de forma expectável, não fosse o enorme escândalo no qual se envolveu com um árbitro assistente. De louvar a atitude do técnico brasileiro porque, apesar da situação adversa na qual se deparou – a sanção imposta pela Federação durou largos meses –, cumpriu, na íntegra, o seu contrato. De modo a dar início a um fresco ciclo, Mano Menezes foi apontado como o sucessor do seu compatriota. Head coach renomado no mundo do desporto-rei que construiu e desenvolveu a sua carreira em torno do futebol brasileiro tendo, inclusive, registado uma passagem pela Seleção. Para a sua equipa técnica aterrou o professor Jorge Castelo, homem de ligações fortes com o futebol português, que apresenta uma larga experiência no ramo através de várias funções – comentador, formador, autor e, claro, treinador.

Em termos de matéria-prima, Gil e Júnior Urso causaram o maior impacto no plantel. O primeiro, titularíssimo no mais recente vencedor do Brasileirão, arrecadou o prémio de melhor defesa na competição e, tal como alguns dos seus ex-colegas – Renato Augusto e Ralf, por exemplo, também se renderam à Super Liga Chinesa – padecia de um estatuto elevado no seio do Corinthians. A sua transferência ficou estabelecida por uma verba a rondar os 10 milhões de euros e o seu impacto foi, obviamente, imediato. Por outro lado, a saída de Júnior Urso acabou por ser incompreensível dado o papel chave que o box-to-box canarinho desempenhou na edição transacta do campeonato. A sua evolução com Cuca foi tão impressionante que, por via de uma inesperada veia goleadora, decidiu inúmeros encontros a favor da sua equipa. A única justificação plausível prende-se com o facto de Walter Montillo ter rejuvenescido física e psicologicamente. Médio-ofensivo argentino que esteve perto de terminar a sua ligação com o clube devido a um ano de 2015 muito pouco produtivo.

O futebol forte em transições característico de Cuca foi substituído por um modelo 4x2x3x1 apoiado, ofensivo, dinâmico e poderoso em trocas posicionais. O fracasso da aventura de Mano Menezes teve um único e grave problema: a defesa. Constantes erros posicionais, descompensações desnecessárias e algumas deficiências no capítulo da pressão seja individual ou em bloco mancharam/mancham, de forma constante, as exibições dos Guerreiros Laranjas. A profunda discrepância entre as performances da equipa na Liga dos Campeões – o brasileiro assegurou um lugar na história do clube ao atingir os quartos-de-final da competição – e no campeonato, não criou condições para a continuação de Mano no cargo. A 7/6 apresentou a sua demissão, alegando motivos pessoais e, um dia depois Felix Magath, entrou em acção. E a situação permanece quase inalterada. Contratações milionárias (Graziano Pellè e Papiss Cissé), sistemas tácticos muito defensivos e o Shandong Luneng encontra-se, mesmo assim, no 13º lugar. As falhas que Mano Menezes não conseguiu consertar são como que um deserto sem fim.

Foto: foxsports.com.br
Foto: foxsports.com.br

Yasen ‘Gianini’ Petrov


Clube: Shijiazhuang Ever Bright

Entrada: 12/12/2013

Saída: 14/7/2016

Resultados obtidos na época: 3 vitórias, 5 empates e 9 derrotas – 15º lugar


A despedida de Yasen Petrov da Super Liga Chinesa foi a mais emotiva. Gianini, como é internacionalmente conhecido o búlgaro, assumiu a pasta de treinador do Shijiazhuang ainda na China League One, subiu de divisão e, na temporada de estreia na Super Liga, garantiu um histórico 7º lugar na tabela. Com um colectivo pouco vistoso (Rúben Micael e Mario Rondón deram os seus contributos essenciais), Gianini criou uma autêntica máquina de guerra e o mesmo se esperava de 2016. As saídas foram aceitáveis e pouco impactantes enquanto que, em termos de entradas, o plantel sofreu um boost interessante. Diego Maurício, Cui Peng, Shao Puliang e Mi Haolun foram algumas adições de qualidade para o leque de opções de Petrov que via com bons olhos algumas arestas bem limadas no seu núcleo. Infelizmente,o seu seguro, rápido e letal 5x3x2 facilmente desdobrável num 5x4x1 não surtiu o efeito desejado e, juntando várias lesões de jogadores importantes, o Shijiazhuang iniciou a época com o pé errado. Apesar da chegada tardia de outros atletas como Matheus e Mendy, Yasen Petrov nunca conseguiu equilibrar a balança. Constante insegurança defensiva, ao contrário de anos anteriores, falta de ritmo e de coordenação/entrosamento continuam a assolar o Shijiazhuang Ever Bright que se encontra no 16º e último lugar da classificação.

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Dragomir ‘Dragan’ Okuka


Clube: Tianjin Teda

Entrada: 18/12/2015

Saída: 1/8/2016

Resultados obtidos na época: 5 vitórias, 8 empates e 7 derrotas – 12º lugar


Para quem observou a versão 2015 desastrosa do Tianjin Teda treinada por Arie Haan, a nomeação de Dragan Okuka não poderia ser mais acertada. Larga experiência no futebol chinês, com passagens célebres pelo Jiangsu Sainty e Changchun Yatai, o técnico de 62 anos iniciou uma nova etapa na maior instituição de Tianjin. Os desfalques causados por Hernán Barcos e Pouraliganji foram bem suprimidos (Zainadine Júnior e Fredy Montero à cabeça) e, dentro dos possíveis, esperava-se uma época dura, mas sem espaço para grandes pressões. O arranque inicial não foi o melhor e, para além dos brilharetes de Montero e os golos de Mbaye Diagne, o Tianjin Teda, jornada após jornada, revelava uma gigante inconstância. Importante referir que o plantel à disposição de Okuka carecia/carece de um centrocampista de maior craveira internacional, o que limitou um pouco o seu esquema de 4x4x2 tradicional. Entre desníveis e picos de forma, a entidade superior do Teda decidiu terminar com a travessia do sérvio, de forma algo exagerada, diga-se, e substituí-lo por um outro membro experiente e bem conhecedor do panorama nacional que tratará de assegurar, o mais rápido possível, a manutenção na primeira divisão: Jaime Pacheco.

Foto: draganokuka.com
Foto: draganokuka.com

Li Tie


Clube: Hebei China Fortune

Entrada: 18/8/2015

Saída: 27/8/2016

Resultados obtidos na época: 10 vitórias, 5 empates e 8 derrotas – 5º lugar


Li Tie, um dos melhores futebolistas chineses da história, aceitou o desafio de comandar um Hebei China Fortune completamente revigorado e preenchido por estrelas como Gervinho, Ezequiel Lavezzi, Mbia e Gäel Kakuta, sabendo de antemão que um lugar de apuramento para a Liga dos Campeões era um objectivo obrigatório a atingir. A primeira derrota surgiu na 5ª jornada, frente ao Shanghai Shenhua, mas as ideias de Tie começavam a entranhar-se no seu flexível 4x3x3. A ausência prolongada de Ezequiel Lavezzi transportou todo o protagonismo para Gervinho, extremo marfinense que foi decisivo nos primeiros encontros. A sua velocidade, a irreverência de Kakuta, a segurança de Mbia, a liderança de Ersan Gülüm e os golos de Dong Xuesheng iam alimentando, pouco a pouco, a chama do recém-promovido Hebei China Fortune. No entanto, colocava-se a grande questão de que o banco de suplentes não apresentava alternativas viáveis ao 11 inicial e, numa fase bastante adiantada, confirmou-se tal facto. As lesões surgiram em força, os torneios de selecções também e por motivos de força maior, Li Tie alterou o seu 4x4x3 para um 4x4x2 mas a equipa não correspondeu positivamente. Nas suas últimas oito jornadas, o Hebei perdeu 5(!) encontros, empatou 2 e apenas venceu um. Inaceitável para um investimento tão grande. Com vista a não perder as esperanças de um lugar no pódio, Manuel Pellegrini e a sua comitiva foram apresentados no imediato. A primeira derrota já é um dado adquirido (3-2 frente ao Yanbian Funde) e a corrida contra o tempo será uma espécie de milagre.

Foto: superleaguenews.com
Foto: superleaguenews.com


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